embora não tenha sido o autor do postal a que se refere, enquanto administrador de O Cacimbo, assumo a minha responsabilidade pelo sucedido.
Acontece que criei este blogue com regras tão claras que nem impeço comentários de quem quer que seja, quanto mais censurar o que outros autores publicam.
Neste caso - e conhecendo o autor há muitos anos - estou certo de que se tratou de falta de informação, leitura apressada e errada ou qualquer outro factor que o induziu ao erro cometido.
A ele caberá apresentar-lhe a justificação a que o Pedro Lauret tem direito.
Estou certo que - além do que o autor decidir aqui publicar - se hão-de reencontrar em muito do que todos nós estivemos juntos.
Entretanto, aceite desde já o pedido de desculpas de O Cacimbo.
Tenente-Coronel Reformado
Administrador de O Cacimbo
Sócio fundador da A25A
"Caro Álvaro Fernandes
Em 5 de Abril no seu blogue “Cacimbo existe um post, com o título “Um Grito de Alma” em que se tecem algumas considerações sobre uma minha participação numa tertúlia em Mafra sobre a Guerra Colonial, por esse motivo solicito a publicação do comentário que abaixo envio.
Os meus cumprimentos
Pedro Lauret
“Exmos Senhores
A convite de Luís Arriaga e da Liga dos Amigos do Sobreiro participei numa Tertúlia sobre a Guerra Colonial. Fiquei agora a saber que o jornal "Carrilhão" deu eco ao evento.
Nessa sessão defendi que na génese do 25 de Abril de 1974 se encontrava o esgotamento das Forças Armadas portuguesas após 13 anos de guerra. A situação militar na Guiné em 1973 após o aparecimento dos mísseis Strella e o abate de varias aeronaves da FAP veio acelerar o processo.
Afirmei também que, contrariamente ao que por vezes se diz, não foram aspectos corporativos que estiveram no cerne do 25 de Abril.
Afirmei ainda que o 25 de Abril foi um movimento de oficiais das Forças Armadas dos escalões baixo e intermédio.
Estas afirmações correspondem sinteticamente ao que penso sobre a matéria, não tendo a pretensão nem de ser original nem de ser dono da verdade.
Considero ter alguma autoridade para as fazer, não só porque tenho tentado estudar o assunto, como também a minha experiência de vida me permitiu observar e participar bem de perto nos acontecimentos. Fiz uma comissão na Guiné (1971-1973) e em Maio / Junho de 1973, como oficial imediato de uma Lancha de Fiscalização, encontrava-me no rio Cacheu quando entre Bigene e Guidaje foram abatidos três aviões no mesmo dia. Transportei e dei apoio ao desembarque do Destacamento de Fuzileiros Especiais nº 8 que efectuou, com uma Companhia de Paras o reconhecimento da zona de queda de duas das aeronaves. Foi o meu navio que, dias mais tarde, conduziu a evacuação dos militares de Gadamael que se encontravam dispersos nas margens do rio Cacine após a retirada de Guileje.
No que se refere ao 25 de Abril fiz parte do grupo inicial da Marinha de ligação ao então Movimento dos Capitães e posteriormente participei na comissão que redigiu o programa do MFA.
Os meus cumprimentos “
Pedro Lauret
Capitão-de-mar-e-guerra (ref)
Sócio fundador da A25A
Direcção da A25A""
Darei conhecimento imediato deste postal a todos os autores de O Cacimbo e à A25A

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