sábado, 28 de fevereiro de 2009

Congresso do PS, Freeport e as campanhas...

Tinha de ser. Num dia em que Charles Smith voltou a ser ouvido pelas autoridades, José Sócrates entrou a matar com o caso Freeport. O povo socialista e o outro povo ficaram a saber que o secretário-geral do PS se candidata para impor a decência na vida democrática. Triste sina. Este foi o pontapé de saída de um congresso que começou de forma estranha.
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Com a sala meio vazia, triste, que nem deu pela entrada do grande líder. Mas pronto. Não houve música – mas Sócrates não deixou de malhar à esquerda e à direita, mania que começa a ser compartilhada por muitos socialistas.
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Se o discurso de abertura de José Sócrates fizer escola e o povo socialista responder de forma solidária, então o XVI Congresso pode muito bem ser o congresso das campanhas-negras, das calúnias, das infâmias, das difamações – e, já agora, da caça às bruxas que têm a coragem de pôr os dedos nas feridas de um político que se julga dono absoluto não só dos socialistas – o que é verdade –, como do País, o que começa a ser uma triste realidade.
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Resta saber se o Portugal que está em Espinho sabe que lá fora o desemprego dispara e o desespero aumenta em muitas famílias.
Decência seria Sócrates ter falado disso, das vidas negras de muitos portugueses.
António Ribeiro Ferreira
in CM

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