
Diz que os livros de baptismo são "invioláveis", não se lhes aplicando as leis relativas à protecção de dados, pelo que ninguém pode exigir que neles seja anotado que não é, ou que deixou de ser, católico.
Desde que alguém tenha sido baptizado (e o baptismo, durante o franquismo, era obrigatório), fica católico para sempre mesmo que não queira.
Lá como cá, a Igreja brande as estatísticas baptismais para falar em nome de maiorias praticamente absolutas e não lhe interessa que se descubra quantas ovelhas tem efectivamente o rebanho, ou quantas são, afinal, ateus, agnósticos, baptistas, metodistas, presbiterianos, ortodoxos, iurds, manás, testemunhas de Jeová, muçulmanos, budistas, bah'is, ou outra coisa qualquer.
É tudo católico, e pronto.
Manuel António Pina
in JN
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