quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Maria Keil...Mulher e Artista desprezada pelo Metro de Lisboa...

Maria Keil...

- Pela Mulher e Artista generosa , com nome firmado nas Artesportuguesas e com lugar na memória dos que, em Portugal , servirão sempre de estímulo e referência para as gerações futuras!
Se verdadeiramente chocados com o sucedido, passemos aos nossos contactos na esperança de que, fazendo todos o mesmo, o eco da indignaçã alastre e chegue às mãos de quem possa, de quem deva, simbolicamente que seja, assumir o gestomínimo (!!!)de pedir desculpas a esta Senhora.
Não custa nada...
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Maria Keil (gosta que a tratem apenas por Maria) nasceu na cidade de Silves, em 1914.
Partilhou a maior parte da sua vida com o arquitecto Francisco Keil do Amaral, com quem se casou, muito jovem, em 1933.
De lá para cá fez milhares de coisas, sobretudo ilustrações, que se podem encontrar em revistas como a “Seara Nova”, livros para adultos e “toneladas” de livros infantis, os de Matilde Rosa Araújo, por exemplo, são em grande quantidade.
Está quase a chegar aos 100 anos de idade de uma vida cheia, que nos primeiros tempos teve alguns “sobressaltos”, umas proibições de quadros aqui, uma prisão pela PIDE, ali... as coisas normais para um certo “tipo de pessoas” no tempo do fascismo.
Para esta “história”, no entanto, o que me interessa são os seus azulejos.
São aos milhares, em painéis monumentais, espalhados por variadíssimos locais. Uma das maiores contribuições de Maria Keil para a azulejaria lisboeta, foi exactamente para o Metropolitano de Lisboa.
Para fugir ao figurativo, que não era o desejado pelos arquitectos do Metro, a Maria Keil partiu para o apuramento das formas geométricas que conseguiram, pelo uso da cor e génio da artista, quebrar a monotonia cinzenta das galerias de cimento armado das primeiras 19, sim, dezanove estações de Metropolitano.
Como o marido estava ligado aos trabalhos de arquitectura das estações e conhecendo a fatal “falta de verba” que se fazia sentir, o Metro lá teve de pagar os azulejos, em grande parte fabricados na famosa fábrica de cerâmica “Viúva Lamego”, mas o trabalho insano da criação e pintura dos painéis... ficou de borla.
Exactamente! Maria Keil decidiu oferecer o seu enorme trabalho à cidade de Lisboa e ao seu “jovem” Metropolitano que o colocou em estações como por exemplo, Intendente e Restauradores.
Parêntesis: Qualquer alteração na “Gare do Oriente” do Arq. Calatrava, ou nas Torres das Amoreiras, do Arq. Tomás Taveira, só a título de exemplo, têm de ser encomendadas ao arquitecto que as fez e mesmo assim, ele pode recusar-se a alterar a sua obra original. Se os donos da obra avançarem para a alteração sem o acordo do autor, podem ter por garantido um belo processo em tribunal, que acabará numa “salgada” indemnização ao autor.Finalmente, a história!
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Recentemente a Metro de Lisboa decidiu remodelar, modernizar, ampliar, etc, várias das estações mais antigas e não foram de modas. Avançaram para as paredes e sem dizer água vai, picaram-nas sem se dar ao trabalho de (antes) retirar os painéis de azulejos, ou ao incómodo de dar uma palavra que fosse à autora dos ditos.
Mais tarde, depois da obra irremediavelmente destruída, alguém se encarregaria de apresentar umas desculpas esfarrapadas e “compreender” a tristeza da artista.
A parte “realmente boa” desta (já longa) história é que ao contrário de quase todos os arquitectos, engenheiros, escultores, pintores e quem quer que seja que veja uma sua obra pública alterada ou destruída sem o seu consentimento, Maria Keil não tem direito a qualquer indemnização.
Perguntam vocês “porquê ?”.
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E eu tão aparvalhado como vós, “Porque na Metro de Lisboa há juristas muito bons, que descobriram não ser obrigatório pedir nada, nem indemnizar a autora, de forma nenhuma... exactamente porque ela não cobrou um tostão que fosse pela sua obra!!!
Este país, por vezes consegue ser “ainda mais extraordinário” do que é o seu costume! Ou não?
recebido por email

terça-feira, 23 de setembro de 2008

A Comida, as Compras e a Engenharia Genética

Ninguém esperava encontrar dificuldades. Nos Estados Unidos os resultados confirmavam o sucesso dos planos, os governos europeus mostravam-se deslumbrados, os produtos estavam a postos e o lucro em perspectiva excedia o dos melhores períodos da história destas empresas. Por isso a surpresa foi ainda maior quando o desastre se materializou.

Falamos das plantas geneticamente modificadas (OGM), ou transgénicas. E quais os 'culpados' pelo desaire que levou ao colapso deste mercado na Europa? Nada mais nada menos que os consumidores anónimos, apoiados na fundamentação técnica de algumas estruturas ambientalistas e de agricultores.

O resultado? Actualmente 27 dos 30 maiores retalhistas europeus (incluindo o Carrefour, Auchan, etc) assumiram políticas de exclusão dos OGM. Estas 30 empresas representam um total de vendas que atinge os 500 mil milhões de euros. Por outro lado, das 30 principais empresas da área alimentar e bebidas (Nestlé, Unilever, Danone...), cujas vendas anuais representam cerca de um quarto do total de vendas deste sector na Europa, 22 têm igualmente o compromisso de não empregar ingredientes transgénicos. Tais números significam que o mercado para os OGM dirigidos ao consumidor encontrou um verdadeiro beco sem saída.

Esta história teria um final rápido e feliz se todos os OGM fossem sujeitos à escolha do consumidor, mas tal não é o caso. Mais de 90% dos OGM em circulação têm por destino as rações animais, e aqui os consumidores compram produtos (leite, ovos, carne) não rotulados - a não ser que tenham certificação biológica, ninguém sabe se os animais foram ou não alimentados com rações transgénicas (o mais provável é que tenham sido).

Este aspecto da ausência de rotulagem de produtos animais não é o único 'buraco' da legislação europeia nesta matéria, mas é certamente o mais grave e vai directamente contra o artigo 153 do Tratado que institui a Comunidade Europeia onde se estabelece o direito dos consumidores à informação. Como consequência desta falha fica também em causa o direito à escolha, uma vez que sem a devida rotulagem os produtos não se distinguem e o acto de comprar vai ser 'às cegas'.

A rotulagem, tal como está legislada a nível europeu, só se aplica aos produtos vegetais directamente adquiridos pelo consumidor. Por exemplo: se comprarmos Corn Flakes transgénicos no supermercado a embalagem tem de indicar a presença de milho geneticamente modificado. Mas se os mesmos Corn Flakes forem comidos no restaurante de um hotel ou numa cantina, o consumidor já não tem acesso a qualquer informação. Absurdo? Pois é.

A pouca rotulagem existente apresenta um pecado adicional: quando a lista de ingredientes não refere matérias geneticamente modificadas, isso não equivale a 0% de OGM. Por muito que seja essa a interpretação normal dos consumidores, na verdade é permitida a presença de contaminação até aos 0,9%. Ou seja, na verdade os consumidores estão a ser convidados a escolher... entre produtos muito ou pouco contaminados.

Esta contaminação 'aceitável' ou 'inevitável' é um sintoma de um dos males piores dos OGM: são incontroláveis. Contaminam, espalham-se, inviabilizam outras formas de produção - é uma tecnologia de má qualidade! Infelizmente, reconhecendo a inevitalibilidade e a irreversibilidade da contaminação por OGM, os poderes europeus optaram por a aceitar e legalizar, em vez de a proibir até que se demonstrasse a viabilidade de uma segregação permanente.

Os OGM representam o oposto do que qualquer cidadão deseja para a sua comunidade. Todos defendemos a soberania e segurança alimentar, preponderância de mercados locais e regionais (assim como os respectivos postos de trabalho), menos agrotóxicos, livre troca de sementes, conservação do património agrícola, etc. Mas os OGM arrastam-nos para o mundo das patentes, da monocultura e uniformização global, das tecnologias de alto risco, do controlo hegemónico de toda a cadeia alimentar por menos de 10 mega-empresas mundiais, da manipulação da química da vida sem respeito pela sua complexidade e equilíbrios naturais.

O desafio é vasto mas, tal como os europeus já têm vindo a mostrar, o destino não está traçado. Depois do desaparecimento dos OGM da esmagadora maioria dos produtos alimentares vegetais à venda no supermercado, é fundamental agora conseguir igual vitória para os produtos animais. Isto não é uma campanha - terá de ser um esforço de fundo, permanente, do tipo 'água mole em pedra dura'. E cada um de nós, consumidores, tem um papel fundamental e, ao mesmo tempo, muito simples: trata-se de preencher as fichas de sugestões/reclamações disponíveis nos supermercados com o fim de perguntar...
... se os produtos animais, da marca própria desse supermercado, vêm de animais alimentados com rações transgénicas;
... quais as marcas comerciais onde os produtos animais têm garantia de ausência de rações transgénicas.

As empresas portuguesas podem usar legalmente as rações transgénicas - e só se os consumidores fizerem ouvir a sua voz colectiva é que deixarão de o fazer. No dia em que se apela ao não-consumo, tome a decisão de não consumir produtos transgénicos, directa ou indirectamente! E se além disso também ajudar a acabar definitivamente com o mercado dos OGM na Europa, é a agricultura, o ambiente e as gerações futuras que agradecem.


Para mais informações e para nos mostrar as respostas dos supermercados às suas perguntas, contacte-nos:

Plataforma Transgénicos Fora do Prato
info@stopogm.net
www.stopogm.net
Margarida Silva
http://pt.indymedia.org

O cruel mundo do crude...

Quando o barril do crude chegou perto dos 150 dólares, foi o pânico generalizado. Parecia que o Mundo ia acabar, ideia que mais se enraizou quando os pessimistas garantiram que dali aos 200 dólares era um só instantinho. A verdade, porém, é que, em algumas semanas, o barril desceu para os 90 e tal dólares.
Vá lá alguém entender estas variações - sobretudo quem, como eu, é um zero em Economia! Mas há quem entenda, nomeadamente o presidente da associação que representa as petrolíferas, o qual nunca deixa de, aos média, explicar tudo à luz dos interesses do seu grupo.
E não é preciso forçar demasiado as meninges para aceitar que, disparando o preço do crude, Galp e que-tais tenham que vender a gasolina mais cara.
O que já não atinjo é por que, descendo o crude, os preços fiquem na mesma, ou quase isso.
O dr. José Horta explica, mas aí tenho imensa dificuldade em segui-lo: fala de economia de mercado, de livre concorrência, de liberalização dos preços, de conclusões dessa nebulosa Autoridade da Concorrência que nunca descobre cartelização em nada que se veja.
Acabo por perceber apenas uma coisa: é que, tendo a gasolina baixado aí uns 33% em pouco tempo, não pago a gasolina 33% mais barata. E o resto são cantigas.
Aparentemente, há outro português que também não entende o que está a passar-se: o dr. Manuel Pinho. E esse é ministro da Economia, portanto deve saber da poda.
Ouvi-o dizer que os preços têm mesmo que baixar, ou então que «toma medidas». Inevitavelmente, entrou em cena o dr. José Horta e respondeu que não percebe a lógica ministerial. Sim, o crude veio por aí abaixo, mas as leis de mercado, etc..
Neste momento, tenho em minha defesa um ministro, a associação dos revendedores de gasolina, que exige a baixa dos preços, e a DECO, que promete uma manifestação pública de protesto. Mas todos nós juntos pensamos em termos de tostões, as petrolíferas pensam em termos de milhões. Quem ganhará, portanto, esta guerra?
Conclua por si mesmo, leitor - sobretudo quando estiver a abastecer-se.
Sérgio Andrade
in JN

Benfica...Rui Costa e o efeito do Absolut Vodka...

Pablo Neruda...Poeta Chileno e Prémio Nobel de Literatura...Morreu há 35 Anos...

Pablo Neruda
Pablo Neruda (nome de batismo: Neftalí Ricardo Reyes Basoalto) (Parral, 12 de Julho de 1904 — Santiago, 23 de Setembro de 1973) foi um poeta chileno premiado com o Nobel de Literatura de 1971, um dos mais importantes poetas da língua castelhana do século XX e cônsul do Chile na Espanha (1934-1938) e no México.
Durante as eleições presidenciais do Chile nos anos 70, Neruda abriu mão de sua candidatura para que Salvador Allende vencesse, pois ambos eram marxistas e acreditavam numa América Latina mais justa que, a seu ver, poderia ocorrer com o socialismo.
Biografia aqui...
POEMA 15...
ME GUSTAS CUANDO CALLAS...
Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
y me oyes desde lejos, y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado
y parece que un beso te cerrara la boca.
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Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas, llena del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palabra melancolía;
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Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:
déjame que me calle con el silencio tuyo.
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Déjame que te hable también con tu silencio
claro como una lámpara, simple como un anillo.
Eres como la noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.
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Me gustas cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto.
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Pablo Neruda : Poema 20

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

A Mentira Autoritária da “Liberdade Absoluta”

A ideia de liberdade absoluta acarreta na redução da sociedade em estágio de selvageria e caos. Nenhuma sociedade, em quaisquer orientações políticas, inclusive a anárquica, pode admitir a liberdade absoluta, sendo que esta é mais uma ideia difamatória de inspiração burguesa. Liberdade Absoluta implica no direito de liberdade até mesmo para aqueles que querem suprimi-la. Resulta em dar o direito aos fascistas, ou partidários da monarquia, de existirem e de promoverem suas acções contra uma ordem estabelecida, sem que sofram represálias por isso. Aos inimigos da Liberdade não se pode conceder nenhum direito, nem o direito de viver. A “Liberdade Absoluta” implica na negação da organização social, nos seus meios de produção e de direitos políticos. Ou seja, implica na negação da própria ideia de liberdade, de direitos de decisão iguais para todos. A sociedade necessita de normas para que sua funcionalidade e harmonia existam, como, por exemplo, a organização do ensino, dos correios, da produção de bens de consumo, etc. Imaginemos se cada indivíduo ou organização que desempenha certa função social resolvesse fazer o que bem entendesse. Se, por exemplo, os responsáveis pelos correios resolvessem queimar todas as cartas de envelope branco ao invés de encaminha-las aos seus destinatários, pelo simples fato de que preferem os envelopes azuis. Se indivíduos de certa região resolvessem destruir as cidades, sem dar satisfações a ninguém, por acreditarem que as cabanas de palha são mais agradáveis. Certamente, este seria o caos, não só numa ordem capitalista ou socialista, mas também na ordem anarquista. Se nós podemos dizer que preferimos o caos ao invés do capitalismo, é porque temos a ideia de que o capitalismo é o verdadeiro caos, com suas injustiças e mazelas, que possibilita a existência do bandidismo e crueldades, e em contrapartida, o que chamam de “caos anárquico”, é a verdadeira ordem, é a organização promovida pela própria sociedade em benefício de todos. O Caos proclamado pelos anarquistas nada mais é do que a negação da ordem capitalista e a defesa de uma nova ordem, radicalmente contrária a esta, que promove a autogestão, a liberdade e igualdade dos indivíduos na sociedade. Penso que no momento em que as forças populares estiverem suficientemente organizadas e com condições reais de suprimir a actual ordem capitalista para pôr em prática a ordem que acreditamos ser a mais justa e harmoniosa entre os homens, a anarquista, a organização insurreccional, a nível nacional, deve propor seus novos métodos de organização social, de modo que a produção seja feita com as visões nas necessidades económicas nacionais, e que cada comuna, cada federação de comunas, deve construir suas próprias normas sociais, de acordo com as necessidades regionais. As normas não são limitações da liberdade, e sim meios para as quais sejam constituídas da melhor forma possível as relações sociais, e com a fundamental diferença de que a própria sociedade construirá suas normas, não como as leis do Estado, feitas pelas classes dominantes com o fim de manter sua hegemonia e subjugação. A consciência da democracia directa, do altruísmo, é a peça fundamental para manter a sociedade livre e igualitária num regime anárquico. E a desobediência ao bem geral, por uma simples questão de ego, deve ser punida como atentado às liberdades colectivas pela própria sociedade através de suas normas livremente constituídas e aceitas. As punições, longe dos métodos canibais e coercivos utilizados pelos Estados hoje, serão feitas das formas mais eficazes e humanas possíveis, com métodos de regeneração social. Hoje em dia, também devido às difamações burguesas-liberais, se rotula “Autoritário” em tudo que se trata de normas de convivência. Penso que autoritário é deixar que os meios de mídia, usufruindo e sua “liberdade de pensamento e expressão”, exibam seus filmes e novelas pornos ao meio-dia, incentivando o sexismo e fazendo sua apologia sobre as drogas e violência. Igualmente autoritário seria se o indivíduo, usufruindo de sua “liberdade absoluta”, resolvesse subjugar toda uma sociedade por seu bel-prazer, chantageando pessoas ou destruindo vidas em nome de uma “liberdade” psicótica que manda as pessoas fazerem o que quiserem. Para isso, não seria necessário destruir o sistema actual, nem pregar a “liberdade absoluta”, pois essas barbáries já existem e ditam a convivência social no capitalismo.


«As populações têm na não-violência uma arma que permite a uma criança, a uma mulher ou mesmo a um velho sem forças resistir e derrubar o mais poderoso dos governos» Gandhi

A VIOLÊNCIA

– é um desperdício estúpido de vidas humanas, de muitos recursos da inteligência, e muitas vezes, da enorme riqueza da vida vegetal e mineral que deveriam ser conservadas•
– é elitista, pois gera hierarquias disciplinadas de especialistas, que seguem um lógica própria, difícil de controlar. Além disso, a violência privilegia os jovens e os saudáveis (normalmente, os homens)•
– é mistificante, porque normalmente manipula as emoções, utilizando expedientes, truques, mentiras, hinos, bandeiras, medalhas, uniformes, veneração de heróis, tendo quase sempre uma veneração reverencial à arma, supremo símbolo da violência.•
- É perturbadora da personalidade, uma vez que encoraja atitudes de agressão, levando as pessoas a tratar dos outros como objectos a remover ou eliminar, tal como num jogo se tratasse•
– é corruptora e auto-perpetua-se, originando a sua própria espiral de paranóia, fugindo a qualquer controle político•
– é sexista, já que tem sido praticada, historicamente, pelos homens•
-é injusta, porquanto tende à vitória do mais forte, e não do mais justo•


A NÃO-VIOLÊNCIA

– é humana, porque utiliza sobretudo as qualidades que só a espécie humana possui•
– é subversiva, porque mina a legitimidade das instituições vigentes que se mantêm pela força (por definição, o Estado tem o monopólio da violência), ataca as fontes de poder, não respeitando as normas sociais impostas, e permite a mobilização de outros valores sociais, estranhos a todas as formas de dominação•
– é um método civilista, uma vez que pressupõe a politização e a consciencialização da população, baseando-se na bravura física e na força de vontade das pessoas, permitindo a participação popular de todos, e não só dos mais aptos, nem apenas dos especialistas•
– é voluntária, já que nos métodos de não-violência as pessoas não são recrutadas obrigatoriamente, nem pela pura propaganda, nem a disciplina é mantida pelo medo•
– é radical, porquanto os seus métodos envolvem incentivos à consulta e participação da maior parte da população, constituindo uma prefiguração das sociedades mais livres.•
- Ajusta-se a todas as comunidades, não sendo necessário o recurso e o investimento a tecnologias, a máquinas nem a indústrias que são característica da civilização ocidental tecno-burocrática•
– restringe e inibe a violência descontrolada e a fuga dos conflitos para fora do controle político das populações•
– é dignificante, já que só depende da vontade de afirmação das pessoas e da sua recusa em abdicar dos seus argumentos, considerados os mais justos
Conclusão: A não-violência é, portanto, muito mais do que uma táctica útil e pragmática. Na realidade, a não-violência promove activamente a participação popular e a criação de estruturas descentralizadas. Para além disso, supõe a mobilização das consciências e das energias individuais e colectivas para novas formas de relacionamento, opostas às relações de dominação, à violência e à exploração, típicas das sociedades hierarquizadas e estratificadas como é a actual sociedade capitalista.

O PS anda a "jogar" com o dinheiro das nossas Pensões???...

A realidade, sempre ela
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Milhares de militantes socialistas romperam em aplausos quando, no sábado, em Guimarães, Sócrates garantiu que não "permitirá que o valor das pensões dos portugueses seja jogado na bolsa e entregue aos caprichos dos mercados financeiros, como quer o PSD".
Até eu, que não sou militante socialista, aplaudi. Mas, porque sou um tipo céptico, lembrei-me de ir verificar onde é que, afinal, o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS) aplica o dinheiro da minha reforma.
E o que descobri no sítio da Segurança Social (http://www1. seg-social.pt/inst.asp? 05.11.05) assustou-me. Saberá Sócrates que 20,67% das reservas do FEFSS (mais de 1 562 milhões de euros) se encontram aplicados em acções e "entregues aos caprichos dos mercados financeiros" e ao "jogo da bolsa"?
E lembrar-se-á que o seu secretário de Estado da Segurança Social anunciou no ano passado que iria confiar outros 600 milhões à "gestão privada"?
Só espero que os não tenha confiado ao BCP e ao seu prudentíssimo fundo "Millennium Prudente", porque, se assim foi, parte deles acabou prudentemente na Lehman Brothers e já era…
Manuel António Pina
in JN

Sócrates menino...

Ainda adolescente, Sócrates já ajudava o pai na lavoura lá nos confins de Vilar da Maçada...

Marcel Marceau...Foi o Mímico mais popular do Séc.XX...1º Aniversário da sua morte...

Marcel Marceau
Marcel Mangel, mais conhecido como Marcel Marceau ou Mime Marceau, (Estrasburgo, 22 de março de 1923 — Cahors, 22 de setembro de 2007) foi o mímico mais popular de todo o mundo. Foi o responsável em reviver esta arte no período pós-guerra.
Índice
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1 Início de sua vida
.2 Carreira e personagens
.3 Reconhecimento mundial
.4 Premiações e honrarias
.5 Falecimento
.6 Citações
Marcel Marceau : "Bip Domador" "Bip, Lion Tamer"

domingo, 21 de setembro de 2008

A Citação de Hoje

Afinal quem manda na escola? os professores portugueses cada vez menos. Eles têm sido bastante maltratados. Não é apenas a violência física, por parte de alunos ou dos seus pais, mas também a violência, mais subtil, que consiste na progressiva retirada do poder que detinham. As duas poderão até estar relacionadas.

(Carlos Fiolhais, Público, 16/Março/2007, p. 45)

Deixem-nos em paz...

O Problema da fome
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Depois da proibição de fumar em restaurantes, aproxima-se a proibição de comer em restaurantes. Pelo menos, de comer qualquer coisa que se assemelhe a um prato decente, critério que a beterraba e uns farrapos de cenoura não preenchem.
Infelizmente, a beterraba e os farrapos que desde há tempos ocupam dois terços de cada dose, mesmo tratando-se de uma dose de rojões à minhota, ameaçam ser cada vez mais preponderantes e tomar conta da travessa inteira.
Com o entusiástico apoio de uma chusma dessas instituições que não escolhemos e que, por mera generosidade, entenderam cuidar de nós, a fatídica Direcção-Geral da Saúde quer impor um "menu saudável" nos lugares de repasto, em princípio a título de alternativa aos menus doentios que consumimos e pagamos de livre vontade.
Claro que, nos meandros do pequeno totalitarismo, os princípios são voláteis.
Num instante, como se viu na história do tabaco, a "alternativa" torna-se altamente recomendada e, logo a seguir, compulsória.
Quando damos por ela, temos o elevado brio e os escassos modos da ASAE a invadirem estabelecimentos privados em busca da caldeirada indigesta ou do doce calórico. Aliás, julgo que este já é o procedimento corrente nas escolas e nas praias, onde criancinhas e banhistas se vêem impedidos de prejudicar a saúde que, por acaso e para desgosto do Estado, é a deles.
Aos 39 anos e avesso a praias, o "pogrom" ainda não me afecta.
Se insistirem muito, deixo igualmente de frequentar restaurantes e, em última instância, de me alimentar.
Tudo é preferível à absurda exigência de uma vida tão longa quanto chata, a carregar um corpo saudável e uma cabeça sob observação psiquiátrica: apenas masoquistas ambicionam chegar aos oitenta a roer beterrabas.
Alberto Gonçalves
in DN

A Capuchinho Vermelho e o Lobo mau...

Leonard Cohen...Cantor, Escritor e Poeta Canadense...

Leonard Cohen
Leonard Norman Cohen (Montreal, 21 de setembro de 1934) é um cantor, compositor, poeta e escritor canadense.
Embora seja mais conhecido por suas canções, que alcançaram notoriedade tanto em sua voz quanto na de outros intérpretes, Cohen passou a se dedicar à música apenas depois dos 30 anos, já consagrado como autor de romances e livros de poesia.
Índice
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1 Biografia
-.1.1 Consagração literária
-.1.2 Carreira musical
.2 Retiro budista
.3 Retorno à música
.4 Discografia
.5 Livros
.6 Em Portugal
.7 Referências
.8 Ligações externas
Um Poema de Cohen
Me gustaría leer
uno de los poemas
que me arrastraron a la poesía.
No recuerdo ni una sola línea,
ni siquiera sé dónde buscar.
Lo mismo
me ha pasado con el dinero,
las mujeres y las charlas a última hora de la tarde.
Dónde están los poemas
que me alejaron
de todo lo que amaba
para llegar a donde estoy
desnudo con la idea de encontrarte.
.
(De "La energía de los esclavos", 1972)
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Leonard Cohen canta Hallelujah...

sábado, 20 de setembro de 2008

NAO EXISTE BRONZEAMENTO SEGURO

Cientistas americanos e britânicos publicaram na passada Sexta-Feira, dia 19 de Setembro de 2008, na revista científica Pigment Cell & Melanoma Research uma revisão ao um estudo publicado há cerca de 20 anos. A revisão agora publicada teve por objectivo actualizar as conclusões originais do estudo de acordo com os conhecimentos actuais, particularmente em matéria genética.
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Assim, de acordo com os novos conhecimentos, os cientistas afirmam nas novas conclusões que o bronzeamento provoca alterações no DNA das células da pele, as quais podem conduzir directamente ao melanoma cutâneo.
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“Os sinais nas células que induzem a aparência bronzeada parecem ser danos no DNA”, disse Dorothy Bennet, bióloga celular da Universidade de St. George, em Londres, que escreveu um dos artigos. “Os danos no DNA são o primeiro passo para uma mutação celular que pode causar cancer, portanto não existe coisa alguma próxima de um bronzeamento saudável.”
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A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que cerca de 60 mil pessoas por ano morrem por excesso de exposição à radiação ultravioleta, a maioria por melanoma maligno, a forma mais letal de cancer.
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Actualmente não existe qualquer dúvida científica na ligação entre melanoma cutâneo e danos genéticos das células produzidos pela radiação ultravioleta solar ou de equipamentos de bronzeamento artificial. Por consequência, temos hoje fundamento para afirmar que mesmo a menor exposição ao Sol é perigosa.
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Outro aspecto relevante é que os meios de comunicação normalmente lançam grande confusão entre o público no que se refere à segurança contra a radiação ultravioleta e o seu efeito causal sobre o melanoma. Embora receber uma pequena quantidade de luz directa do sol pode ser benéfico porque a radiação ultravioleta estimula o corpo a produzir vitamina D, é também necessário dizer às pessoas que precisam de muito menos radiação para esse fim do que precisam quando pretendem bronzear-se.
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Dorothy Bennet afirma o seguinte: “Os jovens, principalmente, expõem-se excessivamente porque ignoram que a radiação tem um efeito destrutivo sobre o DNA e que os excessos de radiação absorvidos formam danos cumulativos e irreversíveis. Portanto, qualquer agressão à pele pela radiação nunca é recuperada e fica como uma marca permanente que formará somatório com a próxima agressão, e assim sucessivamente. A progressão para o melanoma cutâneo é uma viagem sem regresso.”
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Portanto, até que a ciência produza a primeira vacina definitiva contra o cancer, devemos resguardar a nossa pele.
Reuters

Papa João XXI...O único Papa Português...Foi coroado há 732 anos...

João XXI nascido Pedro Julião mais conhecido como Pedro Hispano, (Lisboa, em data desconhecida, antes de 1226 – Viterbo, 20 de Maio de 1277) foi papa entre 20 de Setembro de 1276, até à data da sua morte, tendo sido também um famoso médico, professor e matemático português do Século XIII.
João XXI irá marcar o seu breve pontificado (de pouco mais de 8 meses) pela fidelidade ao XIV Concílio Ecuménico de Lião. Apressa-se a mandar castigar, em tribunal criado para o efeito, os que haviam molestado os cardeais presentes no conclave que o elegera.
Embora sem grande sucesso, leva por diante a missão encetada por Gregório X de reunir a
Igreja Grega à Igreja do Ocidente. Esforça-se por libertar a Terra Santa em poder dos Turcos.
Tenta reconciliar grandes nações europeias, como
França, Alemanha e Castela, dentro do espírito da unidade cristã. Neste sentido, envia legados a Rodolfo de Habsburgo e a Carlos de Anjou, sem sucesso.
Pontífice dotado de rara simplicidade, recebe em audiência tanto os ricos como os pobres.
Dante Alighieri, poeta italiano (1265-1321), na sua famosa ‘Divina Comédia’, coloca a alma de João XXI no Paraíso, entre as almas que rodeiam a alma de São Boaventura, apelidando-o de “aquele que brilha em doze livros”, menção clara a doze tratados escritos pelo erudito pontífice português.
O rei aragonês Afonso X de Leão e Castela, o Sábio, pai de Santa Isabel, esposa de D. Dinis de Portugal, elogia-o em forma de canção no "Paraíso", canto XII. Mecenas de artistas e estudantes, é tido na sua época por 'egrégio varão de letras', 'grande filósofo', 'clérigo universal' e 'completo cientista físico e naturalista'.
Mais dado ao estudo que às tarefas pontifícias, João XXI delega no Cardeal Orsini, o futuro Papa
Nicolau III, os assuntos correntes da Sé Apostólica.
Ao sentir-se doente, retira-se para a cidade de Viterbo, onde morre a 20 de Maio de 1277, com 51 anos, vitimado pelo desmoronamento das paredes do seu aposento, estando o palácio apostólico em obras.
É sepultado junto do altar-mor da Catedral de São Lourenço, naquela cidade.
No século XVI, durante os trabalhos de reconstrução do templo, os seus restos mortais são trasladados para modesto e ignorado túmulo, mas nem aqui encontraram repouso definitivo. Através do contributo da Câmara Municipal de Lisboa, por João Soares então seu presidente, o mausoléu é colocado, a título definitivo, ao lado do Evangelho de Catedral de Viterbo, a 28 de Março de 2000.

Michael Phelps...O nadador Olimpico mais medalhado dos Jogos...

Ainda espermatozóide já se destacava pela sua brilhante técnica...

Caso Maddie...Carta aberta: Mulher de Gonçalo Amaral reage com ironia ao ataque de Kate...

“O meu marido é uma vergonha...”
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Kate McCann acusa Gonçalo Amaral de "como pessoa e profissional" o seu comportamento ser "uma vergonha" – e a mulher do ex-coordenador da PJ, num estilo irónico e por carta aberta a que o CM teve acesso, agradece à mãe de Maddie "por um sentimento" que as une "às duas".
Profissionalmente, começa por expor Sofia Leal, "enquanto coordenador de investigação criminal, o meu esposo sempre se recusou a estar sentado das 09h00 às 17h00 na confortável cadeira do seu gabinete, como aliás é inerente àquela categoria.
Em vez disso, passava o dia (e muitas vezes a noite) com os investigadores no terreno, coordenando ‘in loco’ buscas, vigilâncias, apreensões. Uma vergonha!"
A título de exemplo, "um episódio" ligado ao caso.
"Em Maio de 2007, iniciámos o processo de mudança da nossa família para Portimão. Era suposto o meu esposo entrar em gozo de férias no dia a seguir ao desaparecimento da sua filha. Por ‘motivos óbvios’, assim não aconteceu. Iniciei novo emprego, procurei casa, fiz mudanças e tentei integrar as nossas filhas em novas escolas e rotinas. Tudo isto sozinha, sem qualquer apoio do meu esposo, que, por ‘motivos óbvios’, procurava a filha da Srª Kate..."
"Em Outubro, no dia do aniversário, apenas uma semana depois de as nossas filhas terem começado o ano lectivo, o Gonçalo Amaral é demitido e volta a Faro. Era suposto ser o tempo de reencontro da família e, afinal, foi o de mais uma separação. Então, isto não é uma vergonha?", pergunta Sofia Leal a Kate.
"As nossas filhas nunca compreenderam – e nós nunca conseguimos explicar-lhes que ‘motivos tão óbvios’ seriam esses que assim [com um afastamento imediato da investigação do caso Maddie] premiavam um pai que deixava as suas filhas para procurar uma criança que nem sequer conhecia e cujos pais a tinham negligenciado.
Pena foi que a minha cara amiga Srª Dª Kate, já cá não estivesse à data, porque até poderia ter-nos sido de grande utilidade na tentativa de explicação dos ‘motivos óbvios’ da demissão do pai às nossas filhas..."
Depois de agradecer a Kate por exprimir o seu sentimento de "vergonha" para com o comportamento do marido, Sofia Leal pede à sua "boa amiga" que lhe perdoe "os desabafos de esposa e mãe".
"Termino a missiva pedindo-lhe que remeta à senhora sua mãe os meus mais sinceros elogios. Pareceu-me tão sincera quando, em entrevista, referiu que tinha vontade de arrear uns bofetões a quem deixou os netos sozinhos. Falou tão abertamente que até parecia uma genuína avó portuguesa..."
E fecha com um pedido à "cara amiga" Kate McCann: "Agora que a boca lhe começou a fugir para a verdade não pare. Continue. E diga lá a verdade de que o Mundo inteiro tem estado à espera..."
in CM

A Casa da Sabedoria = Bayt al-Hikma

Grande biblioteca e centro de traduções em Bagdad durante a dinastia Abássida. Foi considerado o mais importante centro intelectual durante a época de ouro do islão. Em 750 os Abássidas destronaram os Omíadas na liderança do império islâmico (da Índia ao Al Andaluz) e fizeram de Bagdad a sua capital. Mais tarde seria a cidade das mil e uma noites. Na Casa da Sabedoria preservaram-se e traduziram-se obras da antiga civilização persa (em sírio e grego) nomeadamente livros de astronomia, matemática, agricultura, medicina e filosofia. Entre muitos sábios que por lá passaram, destacamos Al-Khwarizmi, o inventor da álgebra, cujo nome deu origem à palavra algoritmo. Lendo tratados de matemática hindus Al-Khwarizmi adoptou o seu sistema numérico e criou o sistema que usamos hoje. O conceito mais revolucionário que desenvolveu foi o conceito de zero. Note-se que este conceito inovador foi ridicularizado e foi mesmo motivo de escárnio pelo clero cristão que ainda usava o sistema de numeração romano. «Zero??? Ah, Ah, Ah… São civilizacionalmente inferiores! Só falta transformarem-se em terroristas…» dizia-se na altura no mundo cristão.

Bom! De qualquer forma a Casa da Sabedoria durou até ao século XIII da era cristã. Em 1258 foi destruída durante as invasões mongóis. Disseram então que as águas do Tigre ficaram negras em resultado da enorme quantidade de tinta oriunda dos livros atirados ao rio. Da carnificina bibliográfica sobreviveram alguns milhares de documentos que acabaram também sendo destruídos por bombas inteligentes lançadas durante a segunda invasão mongolóide liderada pelos Estados Unidos no início do séc. XXI.
http://bibliotecarioanarquista.blogspot.com/

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

O Acidente aéreo em Madrid...

Acidente do avião da Spanair em vídeo
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Há novas imagens do acidente aéreo no aeroporto madrileno de Barajas. A 20 de Agosto, um avião da Spanair despenhou-se ao levantar voo, arrastando para a morte 153 pessoas.


As imagens, um exclusivo do jornal espanhol El País, mostram o avião, em derrapagem, antes de incendiar-se. "Há gente a caminhar pelo fogo", ouve-se num dos vários registos áudio a que aquele diário espanhol teve acesso.
As gravações das primeiras comunicações internas do aeroporto resumem o nervosismo e a confusão que se seguiu à constatação de que se tratava de um acidente aéreo. Segundo o "El País", os funcionários improvisam, quase às cegas, nos primeiros minutos de grande desconcerto a seguir ao acidente.

Ganância...

A fórmula misteriosa
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Não sei se alguém ainda leva a sério o ministro Manuel Pinho. Pelo menos as petrolíferas não levam.
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Algumas, como a BP, fazem até questão de mostrar publicamente a importância que lhe atribuem: quando o ministro apela à descida do preço dos combustíveis respondem… subindo a gasolina.
Para já não falar da AdC, que não consegue ver qualquer cartelização nos aumentos simultâneos e em ordem unida adoptados por todas as companhias. Ou do vice-presidente da Galp (empresa onde o Estado tem uma golden-share), que, há uns meses, justificava os aumentos dos combustíveis com o aumento do crude e, agora que o crude está em queda livre, explica que não descem (desde Julho, o preço do crude caiu 38%, mas o da gasolina só desceu 4%; em Portugal, pois nos mercados internacionais desceu 23%...) porque tem uma "fórmula" para calcular os preços onde não entra só o preço do crude.
Poderia querer referir-se a factores como a refinação e os impostos. Mas esses mantêm-se inalterados e, ainda por cima, a Galp tem o monopólio da refinação.
Na "fórmula" deve entrar, pois, outro factor.
Eu aposto na ganância.
Manuel António Pina
in JN

Pedrinho...Um menino atento...

Panteão Nacional...

Panteão Nacional
O Panteão Nacional de Portugal situa-se na freguesia de São Vicente de Fora, em Lisboa, na Igreja de Santa Engrácia.
O actual edifício está no local onde já tinha sido erigida uma igreja em 1568, por ordem da Infanta D. Maria, filha de D. Manuel I, por ocasião da criação da antiga freguesia de Santa Engrácia.
O templo passou a ter a função de Panteão a partir de
1916.
A
igreja original foi constantemente alvo de modificações e alterações, de tal modo que hoje nada resta dela. A versão original foi vítima de um temporal, em 1681.
A primeira pedra do novo edifício barroco, lançada em 1682, marcou o início de uma saga de 284 anos. As obras mantiveram-se durante tanto tempo que se deu azo à expressão popular "obras de Santa Engrácia" para designar algo que nunca mais acaba.
A igreja só foi terminada em 1966.
O interior está pavimentado com
mármore colorido e coroado por um zimbório gigante.

Entre as personagens ilustres que aí estão sepultadas, encontramos sobretudo presidentes da República e escritores.
As excepções são designadamente a fadista Amália Rodrigues, cujos restos mortais foram transladados depois de se alterarem as disposições legais que apenas permitiam a trasladação para o panteão nacional quatro anos após a morte, e Humberto Delgado.
As personalidades sepultadas são:
Almeida Garrett, escritor (1799-1854)
João de Deus, escritor (1830-1896)
Manuel de Arriaga, presidente da República (1840-1917)
Teófilo Braga, presidente da República (1843-1924)
Guerra Junqueiro, escritor (1850-1923)
Óscar Carmona, presidente da República (1869-1951)
Sidónio Pais, presidente da República (1872-1918)
Aquilino Ribeiro, escritor (1885-1963)
Humberto Delgado, Opositor ao Estado Novo (1906-1965)
Amália Rodrigues, fadista (1920-1999)
Como Panteão nacional abriga os
cenotáfios (monumento sepulcral erigido em memória de um morto sepultado noutra parte) de heróis da História de Portugal, tais como Nuno Álvares Pereira, Infante D. Henrique, Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, Afonso de Albuquerque e Luís de Camões.
Em
19 de Setembro de 2007 o escritor Aquilino Ribeiro foi a décima pessoa a ser sepultada no Panteão, apesar da contestação de alguns grupos que acusam o escritor de terrorista por alegado envolvimento no regicídio.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Sporting...Cornada Dupla...

Em menos de um mês o Leão deslocou-se duas vezes a Terra de Touros e mostrou que para a Tauromaquia não tem o minimo de vocação...O "Bicho" de seu nome Real/Barça não esteve com meias medidas e "afinfou-lhe" dupla cornada...
Do visto, e do bailinho, concluimos que a verdadeira vocação do prestigioso clube é mesmo a Dança...
Que se deixem de "Futebóis" e optem pelas técnicas da conceituada Academia de Baile Alunos de Apolo...

Aberrações cá do "Sitio"...Desce petróleo, sobem combustiveis...

Preço dos combustíveis motiva protesto nacional
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Oposição quer ministro e "Concorrência" no Parlamento para explicar por que não há descida e DECO admite jornada de protesto nacional
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Aperta-se o cerco ao Governo por causa do preço dos combustíveis não estar a acompanhar a descida do preço do petróleo: a Oposição quer Manuel Pinho e o líder do regulador no Parlamento. DECO admite protesto nacional.
O secretário-geral da associação, Jorge Morgado, revelou ontem que a DECO tem estado a receber "largas centenas de queixas" de consumidores, que "não conseguem compreender" as ausências de descidas dos preços dos combustíveis já que, em meses anteriores, os operadores justificaram as "sucessivas e rápidas" subidas dos preços com a alta do petróleo e agora afirmam que precisam de mais tempo para proceder ao respectivo acerto em baixa.
"As empresas deixaram completamente cair a máscara junto dos consumidores", disse Jorge Morgado, à agência Lusa, adiantando que a DECO está a ponderar a realização de uma jornada nacional de protesto, semelhante à que promoveu, no final da década de 90, contra a cobrança de uma taxa de activação nas chamadas da PT e, mais recentemente, contra o pagamento de uma taxa pela utilização do Multibanco.
A DECO aponta também o dedo ao processo de fixação dos preços, por não ser "transparente", e à Autoridade da Concorrência (AdC), que diz ter vindo a "descredibilizar-se" ao não conseguir explicar um "estado de coisas" onde "impera exclusivamente a lógica das empresas".
As críticas à AdC e ao Governo dominaram o debate de ontem no Parlamento, quando se discutiu a criação da chamada "Taxa Robin dos Bosques".
No regresso de férias, o grupo parlamentar do PSD anunciou que vai pedir a presença do presidente da AdC, Manuel Sebastião, na Comissão de Economia, onde o CDS-PP também quer ver o ministro Manuel Pinho, para explicar uma situação que diz ser "incompreensível".
"Qualquer coisa se passa no domínio da concorrência", disse Paulo Portas, líder do CDS-PP, que classificou de "uma timidez e brandura inexplicáveis" o relatório da AdC, divulgado em Junho, onde garantia não ter encontrado indícios de cartelização nos preços dos combustíveis.
Os partidos da Oposição também não perdoaram o silêncio de Manuel Pinho, ontem, face à decisão da BP de aumentar em um cêntimo o preço da gasolina, depois de anteontem o ministro ter-se mostrado confiante de que "rapidamente" a descida do preço do barril de petróleo iria ter repercussões no custo dos combustíveis.
"É uma prova de insignificância do ministro", considerou Francisco Louçã, do BE, classificando de "extraordinário" que o Governo tenha "levado uma bofetada" de uma gasolineira e não diga nada.
"Afinal, quem governa este país? É o Governo ou é a GALP?", perguntou Honório Novo, do PCP.
in JN

Jorge Sampaio...Ex-Presidente da Républica...Faz hoje 69 anos...

Jorge Sampaio
Jorge Fernando Branco de Sampaio (Lisboa, 18 de Setembro de 1939) é um político português, terceiro presidente eleito na vigência da III República Portuguesa, entre 9 de Março de 1996 e 9 de Março de 2006.
Biografia
Jorge Sampaio iniciou a sua carreira política na altura em que era estudante na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.
Ele próprio esteve envolvido na contestação ao regime Salazarista e foi líder da associação académica da faculdade (AAFDL) entre 1960 e 1961.
Após a sua graduação em 1961, Jorge Sampaio iniciou uma carreira notável como advogado, muitas vezes envolvido na defesa de vários prisioneiros políticos.
Após a Revolução dos Cravos de 25 de Abril de 1974, Jorge Sampaio foi fundador do Movimento de Esquerda Socialista (MES), mas abandonou o projecto pouco depois.
Em 1978 aderiu ao PS, o
Partido Socialista, onde permanece até hoje. A sua primeira eleição como deputado por Lisboa na Assembleia da República foi em 1979.
Entre este ano e 1984, foi um membro da Comissão Europeia para os Direitos Humanos, onde desempenhou um trabalho importante nessas matérias.
Entre 1986 e 1987, foi presidente do Grupo Parlamentar do Partido Socialista. Em 1989 foi eleito presidente do partido, um posto que deteve até 1991.
Também em 1989, Jorge Sampaio foi eleito presidente da Câmara Municipal de Lisboa, tendo sido reeleito em 1993.
Em 1995, Jorge Sampaio anunciou o desejo de se candidatar à Presidência da República.
Ganhou a eleição logo na primeira volta, contra
Aníbal Cavaco Silva, o anterior primeiro-ministro, e foi eleito presidente em 14 de Janeiro de 1996. Tomou posse deste cargo a 9 de Março. Após um primeiro mandato sem controvérsias, foi re-eleito Presidente em 14 de Janeiro de 2001
Como presidente, a sua acção destaca-se nos aspectos sociais e culturais. As suas intervenções presidenciais foram reunidas nos livros Portugueses I, II, III, IV, V e VI. No domínio económico, impulsionou a criação da COTEC Portugal.
Na cena política internacional, Sampaio foi um importante contribuidor para a tomada de consciência da causa pela Independência de Timor-Leste.
A presidência de Jorge Sampaio marcou-se sempre por um senso firme de prudência e moderação, um estilo que lhe assegurou um primeiro mandato sem controvérsias.
Em 2004, porém, a sua decisão de não convocar eleições antecipadas após a resignação do primeiro-ministro Social-Democrata José Durão Barroso foi contestada por todos os partidos de esquerda e acabou por influenciar a decisão de demissão do líder do Partido Socialista Eduardo Ferro Rodrigues. Mais tarde demitiu o então 1º ministro Santana Lopes.
Em
8 de Março de 2006, (na véspera de terminar o seu segundo mandato como presidente da República) foi agraciado com o grande colar da Ordem da Torre e Espada, Valor, Lealdade e Mérito.
Em 9 de Março de 2006 foi também agraciado, pelo seu sucessor na Presidência da República, Aníbal Cavaco Silva, com o grande colar da Ordem da Liberdade.
Em Maio de
2006, foi nomeado pelo Secretário-Geral das Nações Unidas Enviado Especial para a Luta contra a Tuberculose.
Jorge Sampaio é casado e tem dois filhos.
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Imitação: «Jorge Sampaio ensina a arte de bem cabular»

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

POESIA PORTUGUESA ERÓTICA E SATÍRICA - #1

DÓRDIO GUIMARÃES (Porto 1938 - Lisboa 1997)

Nos seus poemas reverberam cintilações que o tornam inconfundível e lhe contornam um pecúlio de singular destaque na sua geração.
O desejo carnal ora é convertido no êxtase espiritual da contemplação, ora é acto puramente contemplativo que aspira a consumar-se no vértice da sensualidade
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DIAMOR I

É de cravo. Toque de pétala em minha boca
a tua língua redonda. Talo cálido
macio de ponta subtil de tamanho.
Olhos para cima ardendo incessante de cabelos
girassóis gémeos maduros no corpo do meio.
Punhal de luz de permeio
e no cabo de lâmina a pérola do umbigo
algas escorrendo ausência de Tejo nos dedos.
Cabo do mundo dos meus fascínios
dos meus delírios bem fundo que digo?
E o lugar dos joelhos hangares paralelos
insuspeitos de viagens rotuladas.
Ó gulas que as zonas do apetite jogam os dados
com pazes e êxtases estudados.

Outrora disseste rei terei
Ó se minha arte tal fosse
porque leal e amor sou
homoalma inscrever-te no cosmos.
Minha mulher. O teu sexo de colher.
De saber torrencialmente minha.

Beber-te moderno sumo do fruto.
Abundante por espasmos
de enorme segredos menstruados.
Sorver a plenos pulmões teu hálito mais secreto.
Esvair-me de concreto.
Ajoelho-me semeador ante a ternura
do cálice por ti aberto.
Desfoca ao longe a bebida.
de já não vê-la de tão perto …
E o talhe dos teus rins muita de Florença.

Pés de mármore de si rotativos a Sirius.
Ventre que em movimentos flutua.
Fartura de lua.
Nádegas porcelares, carnagens lótus.
Aprumo de haste bambu ao Sol e a Marte.
Sexo de mim cação em teu sexo tubarão …
e o teu clito perdoa que não aparece!

Ó dor! Eis-te amor. Meu amor.
Nem Vénus. Nem de Cnido nem de Milo.
Muito branca muito morena e quente.
Muito querida e nua viva de frente.

DIAMOR II

É nesta indecisão de folhas caindo caindo
decisão de altas artes plantas plantas
a boca me ardendo nas tuas mamas tantas
soltando-se em alces fugindo fugindo

As horas sendo em nossos cabelos.
Uma a uma. Uma um. Do tempo a Tagus.
Meus olhos égides tristezas minhas
que as não desejo aos relâmpagos.

Aqui a solução é não sabermos nadar
me chamas irmã dos espaços morenos.
Entre ondas de carne e unhas seremos
medo, cisma, orgasmo de podermos voar.