quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Um desporto português


Tal como previ há poucos dias, ver:

Da expectativa à frustração

ainda as olimpíadas não terminaram e já os ratos abandonam o navio, dedicando-se ao desporto que adoram: dizer mal uns dos outros e encontrar bodes expiatórios.
O presidente do Comité Olímpico Português, Vicente de Moura, oficial de marinha com obrigação de enfrentar temporais e enjoos, não resistiu às piadas de alguns atletas eliminados e anunciou que ia abandonar o barco de que era comandante. Se ainda estivesse na marinha... estou certo que não precisava de se demitir. Era atirado pela borda fora.
Seguindo-lhe o exemplo, medalhados de antes e de agora não hesitaram em zurzir nos que não chegaram ao pódio, acusando-os, também eles, de falta de profissionalismo e brio.
Para ajudar à festa, a comunicação social faz contas ao dinheiro investido durante quatro anos, face aos fracos resultados alcançados.
E até surgiu o secretário de estado do desporto, o mais alto responsável político pela área, a pedir aos atletas que "jogassem bem" - como se o atletismo fosse futebol - e que continuassem todos a apoiar os que ainda estão em competição. Nem esse foi capaz de assumir que a propaganda que criou infundadas expectativas é a responsável pela inevitável frustração da derrota.
Mas se existe alguém especialista em propaganda, e acha que Portugal vai de bem a melhor é, exactamente, o governo a que esse senhor pertence.
Pois é. Esquecem-se todos que os atletas que derrotaram os portugueses, não começaram a ser "preparados" para estes jogos olímpicos. Começaram a ser formados em desporto desde a infância e na escola.
Conhecem alguma escola nossa que o faça?

Na noite de 20 para 21 de Agosto a URSS invadiu a Checoslováquia e pôs termo à Primavera de Praga


Tanques soviéticos invadem a Checoslováquia

Primavera de Praga foi movimento para "humanizar" o comunismo

FERNANDA BARBOSA
Colaboração para a Folha Online

A Primavera de Praga foi um movimento encabeçado pelo líder comunista Alexander Dubcek para "humanizar" o Partido Comunista na Checoslováquia que, na época, desagradou a ex-União Soviética (URSS) e os partidários do ditador Jósef Stalin.

Dubcek assumiu o governo da Tchecoslováquia em Janeiro de 1968 e promoveu reformas políticas, sociais, económicas e culturais. Ele pretendia criar um socialismo com "face mais humana", no qual todo membro do Partido Comunista teria o dever de agir segundo sua própria consciência, e não apenas de acordo com o que ditava o regime socialista de Moscovo.

Ao mesmo tempo, a Checoslováquia (hoje República Checa) se aproximava economicamente da Alemanha Ocidental, o que se mostrava contra os interesses soviéticos.




Os efeitos da Primavera de Praga na Checoslováquia foram amplos. Com a liberdade de imprensa restabelecida, houve um retorno ao interesse de formas alternativas de organização política.

Com isso, antigos membros do Partido Social Democrata, fundido à força com o Partido Comunista em 1948, tentaram restabelecê-lo.

Igrejas cristãs voltaram a ser activas, assim como movimentos pelas minorias e pelos direitos civis. A ex-União Soviética se mostrou absolutamente contrária às mudanças, apoiada pela Polónia e pela Alemanha Oriental.

Dubcek recusou um convite para participar de um encontro com os líderes dos países do Pacto de Varsóvia [aliança assinada em 1955 pelos países socialistas do leste Europeu] e recebeu uma carta em 15 de Julho dizendo que era seu "dever" conter o movimento contra-revolucionário pelo qual seu país estava passando.

Mas Dubcek acreditava que poderia resolver as diferenças com os vizinhos comunistas e compareceu a uma reunião posterior organizada em uma cidade eslovaca para realizar um acordo com os líderes socialistas.

Invasão

Porém, em 20 de Agosto, as tropas da ex-URSS e do Pacto de Varsóvia invadiram e ocuparam a Checoslováquia, em uma tentativa de reprimir o movimento reformista.

Praga, hoje capital da República Checa, foi invadida por 650 soldados soviéticos e dos países do Pacto de Varsóvia. Em uma semana, a Primavera de Praga foi esmagada pelas tropas.




No entanto, politicamente, a invasão foi um fracasso. Autoridades soviéticas levaram Dubcek e outros líderes checoslovacos para Moscou, mas falharam em colocar um partido alternativo e líderes de governo que os eslovacos aceitassem.

A população reagiu à invasão pacificamente, com métodos de improvisação --as placas das ruas foram modificadas para que os soviéticos se perdessem.

A vida continuava como se as tropas do Pacto de Varsóvia não estivessem em Praga, apesar do corte nos meios de comunicação, da falta de suprimentos e da ausência de liderança.

O comité comunista agendado para 22 de agosto elegeu um comitê central pró-Dubcek. A Assembleia Nacional também declarou lealdade ao líder, e manteve suas sessões plenárias.

Controle

No dia 23 de Agosto, o presidente Svoboda, acompanhado por Dubcek, retornou a Praga para dizer aos socialistas qual seria o preço a pagar por ter um socialismo humano: as tropas soviéticas permaneceriam na Checoslováquia, e manteriam controles rígidos sobre as actividades culturais e políticas.

O congresso do Partido Comunista foi declarado inválido pelos soviéticos.

Em Janeiro de 1969, um estudante cometeu suicídio em protesto contra as violações da independência nacional. A população se impressionou, e os movimentos pelo "socialismo humano" reiniciaram.

Gradualmente, Dubcek negou ajuda aos seus aliados, até que encontrou-se isolado.

A linha dura do partido se fortaleceu e Gustáv Husák substituiu Dubcek, em 17 de abril de 1969. Ele propôs a normalização das relações da Checoslováquia com a ex-URSS.

Fonte: Enciclopédia Britannica

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Óculos...



Um português foi de visita à China e comprou um par de óculos cheios de tecnologia, que permitiam ver todas as pessoas nuas. Manuel coloca os óculos e começa a ver todas as mulheres nuas... fica encantado com a descoberta chinesa.
- Ponho os óculos... só vejo mulheres nuas!
- Tiro os óculos... já as vejo vestidas! Que maravilha! Isto e um milagre da tecnologia!!!
E assim foi Manuel para Portugal, louco para mostrar a novidade a sua Maria.
No avião, maravilha-se ao máximo vendo as hospedeiras e as passageiras todas nuas.
Quando chega a casa, entra já com os óculos postos para abraçar a sua Maria toda nua.
Abre a porta de casa e vê a sua Maria a conversar com o seu vizinho, os dois todos nus sentados no sofá.
- Tira os óculos... todos nus!
- Põe os óculos... todos nus!
- Tira os óculos... todos nus!
- Põe os óculos..., todos nus!
Manuel exclama:
- Já se avariaram!!!...Uma porcaria, estes produtos chineses!!!

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Lorca foi assassinado pelo fascismo


Se as minhas mãos pudessem desfolhar

Eu pronuncio teu nome
nas noites escuras,
quando vêm os astros
beber na lua
e dormem nas ramagens
das frondes ocultas.
E eu me sinto oco
de paixão e de música.
Louco relógio que canta
mortas horas antigas.

Eu pronuncio teu nome,
nesta noite escura,
e teu nome me soa
mais distante que nunca.
Mais distante que todas as estrelas
e mais dolente que a mansa chuva.

Amar-te-ei como então
alguma vez? Que culpa
tem meu coração?
Se a névoa se esfuma,
que outra paixão me espera?
Será tranqüila e pura?
Se meus dedos pudessem
desfolhar a lua!!

Frederico Garcia Lorca

Federico García Lorca (Fuente Vaqueros, 5 de junho de 1898 — Granada, 19 de agosto de 1936) foi um poeta e dramaturgo espanhol, e uma das primeiras vítimas da Guerra Civil Espanhola.

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segunda-feira, 18 de agosto de 2008

CONTOS DE VERÃO V

Os putos

Em Agosto, quando Lisboa ficava deserta de residentes, gostava de passear à vontade pela cidade, sem o trânsito caótico e as bichas intermináveis para chegar a tudo o que era sítio.
Amante da fotografia, calcorreava colinas e bairros antigos roubando ao tempo que passa imagens que fixava antes que a paisagem mudasse e se perdesse para sempre.
Levantando-se cedo e aproveitando a brisa ligeira da manhã, evitava o calor estival aproveitando a sombra que o Sol baixo projecta nas ruas, para melhor saborear detalhes que as esquinas do passado tinham preservado.
Numa dessas incursões pelas ruelas íngremes e estreitas do Bairro Alto, cruzou-se com um puto de bicicleta pedalando com energia calçada acima, para depois a descer vertiginosamente, sem mãos no guiador.
À terceira passagem do habilidoso ciclista, não se conteve e provocou-o:
- Lá em casa tenho uma bicla melhor do que essa…
Arremessando a bicicleta para o chão, de mãos à cinta e avançando uns passos na sua direcção qual forcado na arena, a resposta altiva não se fez esperar:
- E o que é que eu tenho a ver com isso?
Nesse Domingo de Verão, o fotógrafo recolheu a casa mais cedo. Envergonhado.

Álvaro Fernandes
18 de Agosto, 2008

Textos de filosofia política (20)



A TECNOCRACIA TEM ALGUMA COISA A VER COM A BUROCRACIA NA EX-UNIÃO SOVIÉTICA?

Os três patamares – Estado/Burocracia/Sociedade Civil – que constituíam o cenário global onde o funcionalismo público desempenhava o «simples» papel de intermediário e que Marx considerara definitivo, reduziram-se no curso da revolução e da implantação do sovietismo a dois patamares: Estado/Sociedade Civil. Nos dois patamares em que a revolução desaguou, o Estado e a burocracia confundem-se a ponto do binómio Estado/Sociedade Civil se tornar equivalente a: Burocracia/Sociedade Civil. A burocracia passa então a ser entrevista como o Estado ou Poder.
A imagem de «dois patamares» alterou os termos da dialéctica em que Hegel, Marx e todos os outros predecessores pesquisaram os fundamentos e as propriedades sociológicas da burocracia, bifurcou-se em duas direcções muito diversas:
1) Uma assume que a burocracia se tornou poder por usurpação e que não dispõe de alicerces sociais para o manter. É uma camada oportunista que aproveitou o atraso económico e cultural das massas da URSS para colocar a sociedade sob a sua férrea liderança sem que o seu domínio corresponda ao teor socialista das relações de produção. Nestas condições, a elevação da consciência política geral e da unidade entre proletários e camponeses basta para apear do poder os burocratas. Esta concepção mantém o essencial das teses de Marx sobre as origens do poder, sobre a falta de autonomia da burocracia e sobre a sua essência parasitária. Nesta tese alinharam os principais expoentes da governação e do pensamento do mundo soviético e dos seus seguidores, incluindo Lenine e Trostky.
2) A outra, que «junta» homens oriundos das mais diversas sensibilidades teóricas e extrações ideológicas, desde marxistas a maquiavélicos, acentua ora o carácter de classe ora de elite da nova burocracia, baseados principalmente no facto de que o controlo dos meios de produção é suficiente para formar uma nova classe e para conferir um poder tão natural e sólido a quem o detém como a titularidade de qualquer capacidade socialmente importante, incluindo a posse dos meios de produção. (CONTINUA).

Valter Guerreiro

Uma análise sobre a guerra na Geórgia

Morte e destruição na Ossétia e na Geórgia

Os negócios da Rússia e dos EUA


O conflito entre a Rússia e a Geórgia faz lembrar, de certa forma, os tempos da “guerra fria”. Até as reacções das diferentes correntes políticas, alinhamentos político/ideológicos e linhas editoriais deram um cheirinho a um tempo que já passou. Parece que se sentem órfãos desses tempos que já não voltam.

Mas esta crise vem confirmar a marcha sem freio da arbitrariedade que, sob a égide e a imposição da superpotência imperial, os EUA, parece querer apoderar-se das relações internacionais.

Algumas apreciações parecem consensuais. Que a aventura partiu da Geórgia, tentando, a destempo, assumir o controlo sobre territórios seus à luz do direito internacional, e que depois a Rússia respondeu rápida e duramente. Verificaram-se atrocidades de parte a parte. Todos os especialistas concordam que o controle sobre o petróleo e o gás assumem papel chave. Afinal os mesmos motivos para outros conflitos em curso. A

dependência da Europa dos combustíveis russos talvez explique melhor as posições de alguns países – procurando uma mediação rápida.

De facto os tempos são outros, não são os da guerra fria. Têm circunstâncias e factores novos.

Temos assistido a um forte desenvolvimento do capitalismo privado na Rússia, bem apoiado pelo Estado, assumindo um papel crescente no mercado internacional. Várias empresas de origem russa conquistam mercados internacionais, apostam na compra de outras empresas e sobem no ranking da economia globalizada. Recorda-se, só a título de exemplo, que a Gazprom é só a maior empresa exportadora de gás do mundo, e é detida pelo Estado russo. Crescendo cerca de 7% ao ano a Rússia passou os tempos da depressão de Boris Yeltsin e com Putin e Medvedev quer dar sinais de afirmação mundial. Por isso é, também, um dos maiores produtores e exportadores de armas do mundo.

As tentações de expansão da NATO e da política belicista norte-americana, avançando sobre a “zona de influência” russa, enquadram também os recentes acontecimentos. Mas potência que se preze não gosta de ser ver cercada e por isso a Rússia resolveu intervir preventivamente contra a Geórgia, visando a Ucrânia e outros. O anúncio de que a Polónia decidiu autorizar a instalação de um escudo antimíssil norte-americano

só vem contribuir para aumentar mais as tensões.

A iniciativa georgiana poderá até ter sido um planeado “picar do touro” a ver como ele reagia. Se o touro “se ficasse” talvez houvesse condições para avançar com novas medidas, como a entrada da Geórgia na NATO.

Confirmando-se essa especulação, Saakachvili terá sido o glutão transformado em “inocente útil”.

A Rússia quis mostrar ao mundo o seu poder bélico; às críticas dos EUA argumenta com o Afeganistão, o Iraque… O “touro” investiu duro pois queria marcar o seu território. A Rússia não só interveio na Óssetia como passou para lá da fronteira, bombardeou a cidade de Gori, centrais de comunicações, ocupou vias estratégicas de comunicação e portos do Mar Negro, violando o direito internacional, assumindo uma atitude arrogante contrária a qualquer caminho para a paz. Nisso mostrou ser capaz do mesmo que os EUA.

Desta guerra local poderá até haver desenvolvimentos que passem por um negócio EUA - Rússia para um reconhecimento comum da independência do Kosovo, da Óssetia e da Abkházia. O negócio costuma andar de mãos dadas com as armas. Recorde-se que a Rússia tinha avisado que a independência do Kosovo criava um precedente internacional.

E o que diz a esquerda? A esquerda não pode ter vacilações em condenar esta guerra. Esta é uma guerra injusta subordinada aos jogos das potências no xadrez capitalista. A esquerda não é por um nem por outro lado do actual conflito – é pela paz. E a escolha dessa paz pressupõe, em cada país, direitos humanos, liberdade e democracia. Sem essas condições é difícil escolher a paz, o diálogo, e a solidariedade nas relações entre os povos.

Não esquecemos o direito à autodeterminação nem as lutas de libertação dos países. Mas o caminho que o império tem seguido é o de acicatar as divisões entre os povos como foi o recente exemplo dos Balcãs – agora tão recordado nesta crise do Cáucaso. O exacerbar do nacionalismo e do ódio étnico é uma resposta reaccionária à crise. E sendo a guerra a continuação da política por outros meios, corremos o risco de ver a

política condenada a não passar da continuação da guerra por outros meios.

Há um outro factor a ter em conta: a Rússia faz parte do G8, é uma potência económica, militar, nuclear, é cortejada como grande do universo capitalista, mas ao mesmo tempo é hostilizada pelos EUA que precisam do ambiente da guerra fria para sustentarem o seu complexo industrial/militar para o que a chamada “luta antiterrorista” já mostrou que não chega – consome mais homens que armas.

Por sua vez, o apoio inflamado de Cuba, - na velha e desastrada prática à Mao de que “quem é inimigo do meu inimigo meu amigo é”- à acção russa, só favorece a instabilidade, dificulta o caminho da paz e atrasa a consciencialização dos povos quanto ao que está em jogo.

Mas virá o tempo em que o fogo de Prometeu, também no martirizado Cáucaso, assegurará a superioridade dos ideais da liberdade e do socialismo.


Mário Tomé e Victor Franco

Recebido por email

Óscar Ribas nasceu há 99 anos


Óscar Bento Ribas (Luanda, Angola, 17 de Agosto de 1909 — 19 de Junho de 2004) foi um escritor angolano.

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domingo, 17 de agosto de 2008

É o petróleo, estúpido!


A propósito da Guerra na Geórgia, surgem analistas de boa memória a lembrar que desde que aquele território se tornou independente da Rússia, também a Ossétia do Sul pretendeu o mesmo. E, não o conseguindo, entrou agora numa escalada de provocações separatistas que obrigou a Geórgia a reagir e deu pretexto à Rússia para a invadir.
Assim sendo - e tudo leva a crer que sim - o presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, atendendo à gigantesca desproporção de forças, não passou de uma marioneta na teia urdida por Putin.
Acresce que a Geórgia, aliada estratégica dos Estados Unidos e o país com o maior contingente de tropas por habitante enviado para o Iraque, também proclamou a intenção de aderir à NATO e à União Europeia.
Sendo esta dependente em grande parte do petróleo e do gás russos - e passando pela Geórgia oleodutos que podiam reduzir essa dependência - os dados estavam lançados.
A guerra da Geórgia é mais uma provocada pelo controlo das vias de acesso ao petróleo.

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Títulos comentados

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Sócrates é «perigoso», diz Jardim
Chamem a polícia já

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Julgava que tinha oito tentáculos

«A classe política de Lisboa, pouco inteligente, não distingue uma brincadeira»
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Vale e Azevedo engana ingleses
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Sexo: Curtir no Verão, procriar no Inverno
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Até que enfim!

Festa do Pontal não se enquadra no «estilo» de Ferreira Leite
E qual é o estilo dela?

PSD: partido não é «só de universitários»
Acredito!

CDS-PP tem 17500 militantes
Noves fora = 4 deputados. Lá voltamos ao partido do taxi

Economistas avisam que o pior está para vir
Para pior já basta assim

Portugal criou quase 134 mil empregos desde que Governo tomou posse
E quantos perdeu?

Sporting vence Supertaça
Viva o Sporting!

sábado, 16 de agosto de 2008

No mar


o trabalho



e o lazer


Fotos de Álvaro Fernandes
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Madonna faz hoje 50 anos

Da expectativa à frustração


Como se de uma fatalidade se tratasse, o drama dos jogos olímpicos repete-se de quatro em quatro anos.
Já perto da sua abertura, os nossos atletas esforçam-se para obterem "os mínimos" que lhes permitam participar. E a nossa comunicação social rejubila, faz contas às medalhas, anuncia-as como quem conta com o ovo no sim senhor da galinha.
As televisões não largam os eleitos, obrigando-os a prometer que sim, que têm possibilidades de subir ao pódio. E os portugueses afagam o ego proclamando vitórias que, evidentemente, não surgem.
E porquê? Porque se esquecem que vão competir com atletas de países que os preparam desde pequenos, investindo no desporto como formação escolar, como acontece em gigantes demográficos como a China, Estados Unidos, Rússia e até nas jovens repúblicas que foram satélites de Moscovo. Aí sim, seleccionam-se e preparam-se os mais dotados até os levar à vitória.
Por cá, continuamos a alimentar expectativas infundadas que, à medida que surgem as derrotas e eliminatórias, vão aumentando as frustrações.
De geração espontânea, como Rosa Matos ou Carlos Lopes, não há muitos. São a excepção que confirma a regra.