quarta-feira, 17 de setembro de 2008

ARGÉLIA: O FENÓMENO DOS «NOVOS CRISTÃOS»

Tem enchido as páginas dos jornais argelinos. O fenómeno do cristianismo na Argélia entrou numa nova fase de debate nacional após a detenção de Habiba Kouider, jovem convertida, em posse de 25 bíblias. A Argélia confronta-se com uma vaga de cristianismo inabitual de contornos sectários.
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«Aleluia, que Cristo esteja convosco» saúda Hussein (nome fictício) um dos cristãos mais populares da periferia de Tizi Ouzou em plena Cabília. O encontro passa-se nas traseiras de uma pequena loja. Numa prateleira um crucifixo destaca-se no meio de garrafas de whisky vazias.
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Sentados numa mesa, três homens empunhando uma garrafa de cerveja esclarecem imediatamente: «não somos cristãos, estamos aqui só para beber álcool». Em poucos minutos o pequeno espaço ficou repleto de jovens assumidamente cristãos que entravam e saíam com um nervosismo pouco habitual. De telemóvel em punho comunicavam em tempo real a visita dos «estranhos» ao Pastor da comunidade que recusava aparecer. Durante as conversas, sempre orientadas para o cristianismo, relatavam as motivações que levaram à conversão. Um discurso formatado impregnado de histórias de revelações, aparições e sonhos. Todos dizem que sempre foram cristãos no coração, na realidade todos eram muçulmanos.
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Abordando questões teológicas, revelam-se como grandes conhecedores da Bíblia, disparam com citações textuais do Novo Testamento e reivindicam-se na corrente evangélica. No correr da conversa, e após várias rodadas de cervejas, a religião muçulmana entra no assunto. A maioria dos presentes mantém um discurso de extrema violência contra o Islão, utilizando termos que ofenderia o menos crente de qualquer religião. O Estado argelino também é o alvo dos principais ataques. Tais propósitos ouvidos na praça pública provocaria sem dúvida reacções mais graves que o recente caso das «caricaturas». Os não cristãos presentes na pequena sala ouvem em silêncio, acabam a cerveja e partem.
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Para se afirmarem como verdadeiros cristãos renegam totalmente o passado pessoal, sentem-se no direito de condenarem e difamarem o islão como uma prova do divórcio absoluto com a fé passada, e as outras religiões não muçulmanas também não são poupadas à severa crítica, um meio para realçar o protestantismo como «verdade única» que apenas designam como «cristianismo». Questionados sobre os casos de conversão inversa, do cristianismo ao islão, são categóricos em afirmar que «não existe» e que «é impossível tal situação.»
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O Ministério dos Assuntos Religiosos argelino confronta-se assim com um imbróglio que já está a ter repercussões na imprensa internacional. Por um lado, constitucionalmente, o Islão é a religião oficial da Argélia, mas todos os cultos são autorizados desde que não se dediquem à prática proselitista. A aplicação rigorosa da lei tem levado ao encerramento de várias «igrejas» e mesquitas, assim como a expulsão de estrangeiros acusados de práticas proselitistas. Estas medidas provocaram a reacção de alguns meios de comunicação francófonos que acusam o ministério de uma «caça às bruxas» contra os novos cristãos.
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No entanto os novos cristãos na Argélia não estão enquadrados nos círculos clássicos cristãos presentes desde sempre no país que tem coabitando em harmonia com o islão com quem também sofreram durante o decénio do terrorismo que atingiu toda a sociedade argelina. A nova vaga de cristianismo na Argélia acompanha o fenómeno extensivo a todo o continente africano vitima da proliferação das religiões evangélicas americanas, muitas das quais, consideradas na Europa, de características sectárias e encaradas com apreensão pela justiça de vários países.
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Vários indícios alarmantes revelam semelhanças entre os novos cristãos argelinos e os movimentos evangélicos considerados sectários. A teoria do complot está bastante patente nestes grupos, que se manifesta sob várias atitudes e sentimentos: o sentimento de excepção e privilégio de serem «iluminados pelo Espírito Santo» enquanto os «outros permanecem nas trevas», divórcio com o passado pessoal e corte de relações com familiares não cristãos, novos círculos de amizades, tentativa de conversão do círculo dos próximos como um dever, o Pastor da igreja é encarado como líder iluminado, reuniões religiosas dissimuladas, sentimento de mártir, rejeição daqueles que decidem abandonar o cristianismo, diabolização do islão, são alguns dos elementos patentes na maioria dos novos cristãos.
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A igreja católica e protestante explicam com dificuldade esta vaga de cristianização, e evitam serem confundidos com estas novas comunidades, daí que os cemitérios e as igrejas utilizadas pelas «velhas» comunidades cristãs não sejam partilhados com os novos cristãos. O vai e vem de Pastores estrangeiros, principalmente oriundos dos Estados Unidos, Canada, França e Líbano, em acções de evangelização e baptismos colectivos, tem também suscitado preocupações na «velha» comunidade cristã argelina que teme vir a ser vitima de uma amálgama com o «negócio evangelista», enquanto o Ministério dos Assuntos Religiosos tenta impedir a propagação desta nova vaga num país onde a estabilidade religiosa rima com segurança nacional.
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Mustapha Krim, presidente da Igreja protestante da Argélia, tenta minimizar a situação afirmando que não compreende como «32 igrejas protestantes podem ameaçar 32 mil mesquitas». Na realidade apenas na cidade de Tizi Ouzou existem mais de 60 igrejas, confirmam os fiéis, e várias centenas de igrejas clandestinas estão espalhadas no país. Oficialmente existem cerca de 60 mil cristãos na Argélia, dos quais 11 mil são praticantes. Estes números são simbólicos e longe da realidade dada a dimensão da propagação do fenómeno no país, especialmente nas regiões de Cabília e de Oran reputadas pela tendência para a emigração e historicamente rebeldes.
Jornal Digital
É curioso este movimento de alguma população argelina (eu digo “alguma” porque esta tendência não pode deixar de ser minoritária) em adoptar o catolicismo ou o cristianismo protestante, precisamente por tudo isto se passar num país de maioria muçulmana. É caso para perguntar onde está a proibição da Sharia segundo a qual muçulmano que se converta a outra religião sujeita-se automaticamente à pena de morte. Será uma reacção de auto-defesa e de rejeição contra os crimes praticados pelos sectários islâmicos? Creio que é uma resposta possível à pergunta anterior, até prova em contrário.
Mas, infelizmente, as atitudes sectárias são inconsequentes e normalmente não persistem a longo prazo. Uma vez terminadas as acções sectárias dos extremistas islâmicos que tanto apavoram a população muçulmana, tudo regressará ao normal.

O Sonho...

Imaginem...
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Imaginem que todos os gestores públicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento.
Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados.
Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação.
Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.
Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas. Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado.
Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público.
Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar.
Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês.
Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência.
Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas.
Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam.
Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares.
Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.
Imaginem remédios dez por cento mais baratos.
Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde.
Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros.
Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada.
Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.
Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal.
Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.
Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo.
Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos.
Imaginem que país seremos se não o fizermos.
Mário Crespo
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Bombeiros...Heróis sem medo...

Os voluntários da Vidigueira...
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Um fogo deflagrou num monte alentejano.
Os bombeiros foram imediatamente chamados para extinguir as chamas.
O fogo estava cada vez mais forte, e os bombeiros não conseguiam dominar as chamas.
A situação já estava a ficar fora de controlo, quando alguém sugeriu que se chamassem os voluntários da Vidigueira.
Apesar de alguma dúvida quanto às capacidades e equipamento dos voluntários, seria mais uma forma de auxílio. Assim foi.
Os voluntários chegaram num camião velho, desgastado pelos anos e operações de combate. Passaram em grande velocidade e dirigiram-se em linha recta para o centro do incêndio!
Foram mesmo até ao meio das chamas e pararam.
Estupefacta, a população assistiu a tudo.
Os voluntários saltaram todos para fora do camião e começaram a pulverizar freneticamente em todos os sentidos. Como estavam mesmo no meio do fogo, as chamas dividiram-se, e restaram duas porções facilmente controláveis.
Impressionado com o trabalho dos voluntários da Vidigueira, o dono do monte respirou de alívio quando viu a sua herdade ser poupada à devastação das chamas.
Na hora pôs as mãos na algibeira e passou imediatamente um cheque de 5000 euros à corporação voluntária.
Um repórter do jornal local perguntou logo ao comandante dos bombeiros:
-5000 euros! Já pensou o que vai fazer com esse dinheiro?
-Penso que é óbvio, não é? - Responde o comandante a sacudir a cinza do capacete...
- A primeira coisa que vamos fazer é arranjar a merda dos travões do autotanque!

Manuel Alegre recebe Prémio Dom Dinis...

Cavaco Silva elogiou obra de Manuel Alegre
O Presidente da República entregou, em Vila Real, o prémio Dom Dinis ao poeta Manuel Alegre tecendo rasgados elogios à obra do antigo adversário político.
Manuel Alegre retribuiu afirmando ser uma "honra e motivo de especial satisfação" receber o prémio das mãos de Cavaco Silva, a quem expressou o seu "respeito institucional e consideração pessoal".
O prémio Dom Dinis, atribuído pela Fundação Casa de Mateus desde 1981, foi entregue ao poeta pela sua obra "Doze Naus".
"A atribuição do prémio Dom Dinis ao poeta Manuel Alegre reveste-se de um significado muito especial", afirmou o Presidente da República.
Cavaco Silva e Manuel Alegre foram adversários nas últimas eleições presidenciais.
O Presidente da República sublinhou a "feliz coincidência" de se tratar de um poeta, que é também político, a receber um prémio com o nome de alguém que, além de político, foi "igualmente um notável trovador".
A obra de Manuel Alegre "é, sem dúvida, uma das que mais se identificam com a nossa história e com alguns dos sentimentos que, ao longo dos séculos, se enraizaram profundamente na nossa maneira de ser e de sentir", disse Cavaco Silva.
Manuel alegre agradeceu a Cavaco Silva mas frisou que, o que mais o toca, é o prémio ter o nome de um rei poeta, um rei que foi o autor de alguns dos primeiros grandes poemas escritos em português e o primeiro a demonstrar que, "ao contrário dos preconceitos, não há incompatibilidade entre a poesia e a intervenção pública, mesmo quando exercida ao mais alto nível".
A escolha da obra "Doze Naus" foi feita por unanimidade pelo júri, constituído pelos escritores Vasco Graça Moura, Nuno Júdice e Fernando Pinto Amaral.
Alegre mostrou-se também "honrado" por a decisão ter sido tomada por um júri constituído por "três distintos e grandes poetas portugueses".
E referiu que o prémio Dom Dinis tem persistido em promover as artes e a literatura portuguesas.
O prémio Dom Dinis, patrocinado pelo Instituto Português do Livro e pela Caixa Geral de Depósitos, tem actualmente o valor de 7.500 euros.
Já ganharam este prémio escritores como José Saramago, Camilo José Cela, Agustina Bessa Luís ou Almeida Faria.
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Um poema de Alegre
Última Página
Vou deixar este livro. Adeus.
Aqui morei nas ruas infinitas.
Adeus meu bairro página branca
onde morri onde nasci algumas vezes.
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Adeus palavras comboios
adeus navio. De ti povo
não me despeço. Vou contigo.
Adeus meu bairro versos ventos.
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Não voltarei a Nambuangongo
onde tu meu amor não viste nada. Adeus
camaradas dos campos de batalha.
Parto sem ti Pedro Soldado.
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Tu Rapariga do País de Abril
tu vens comigo. Não te esqueças
da primavera. Vamos soltar
a primavera no País de Abril.
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Livro: meu suor meu sangue
aqui te deixo no cimo da pátria
Meto a viola debaixo do braço
e viro a página. Adeus.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

LAMENTO BOLIVIANO

(Página 12. Argentina)

Por Santiago O’Donnell

Dio pena ver por televisión esta semana a jóvenes clasemedieros bolivianos armados con palos, piedras, pistolas y escopetas tomando aeropuertos, canales de televisión y todo tipo de instituciones públicas, destruyendo mercados populares y apaleando a campesinos, en decenas de acciones de choque repartidas entre Santa Cruz, Beni, Pando y Chuquisaca, coordinadas y previamente concertadas por los gobernadores, con un diplomático estadounidense actuando como facilitador, acciones que culminaron con la masacre de quince líderes indígenas ametrallados a la vera de un camino en Pando, asesinados por un escuadrón de la muerte que respondería al gobernador, Leonel Fernández, hoy buscado por genocidio.

Bolivia te rompe el corazón. Tanto odio, tanta destrucción, tanta impotencia escenificada en una especie de pueblada burguesa en contra de los indígenas y los campesinos para mantener viejos privilegios, ante la pasividad del gobierno, de su policía y de las fuerzas armadas. El presidente Evo Morales, recientemente ratificado por dos tercios del voto, debe tragar saliva ante cada nueva embestida para evitar dar la orden que lleve al baño de sangre.


Bolivia está al borde de la guerra civil. Aunque el gobierno y los líderes de la oposición acordaron sentarse a negociar esta tarde, las rebeliones son muy difíciles de controlar una vez que se desatan, y su propia inercia las lleva a radicalizarse. No hay salida política posible cuando se desconoce la ley, las autoridades legítimamente elegidas y las reglas de juego de la democracia. Cuando las disputas se dirimen a través del uso de fuerza, ganan los que tienen más fierros.


En Bolivia los fierros pesados son de las fuerzas armadas. Por algo sus cuarteles y destacamentos son prácticamente las únicas instituciones federales que las patotas autonomistas no han atacado. Los militares en actividad han dado muestras de lealtad al gobierno de Morales. Se trata de una cuestión cultural. El 90 por ciento de los soldados bolivianos son indígenas. El servicio militar es obligatorio, pero muchos blancos consiguen libretas médicas. “El indígena que no hace cuartel (colimba) es mal visto en su comunidad, como que no se hizo hombre. Evo es el primer presidente que hizo cuartel desde la dictadura y eso los militares lo respetan”, cuenta uno de sus asesores.


Cuando asumió en el 2006, Morales pasó por alto una promoción de generales, presuntamente involucrados en una compra irregular de misiles, para nombrar a su cúpula militar. Desde entonces no ha habido intrigas ni complots dentro de la fuerza y la cúpula se ha mantenido intacta, a pesarde los esfuerzos de algunos militares retirados vinculados a la oligarquía cruceña.


Los autonomistas dicen que no van a devolver los edificios federales que tomaron, sino que los van a reconvertir en entes provinciales, y así van a empezar a aplicar los estatutos autonómicos que votaron el año pasado.


Pero no es lo mismo tomar el edificio de la dirección impositiva que capturar los ingresos que esa oficina percibía antes de la toma, por la sencilla razón de que el gobierno redireccionó a los grandes contribuyentes para que paguen sus impuestos y tributos directamente en La Paz. Así como los estatutos fueron declarados ilegales de antemano por la Corte Electoral y desconocidos por la comunidad internacional, lo mismo pasa con las instituciones que surgen de su aplicación.


Sin fuentes de ingresos y con las rutas cortadas, la rebelión de los ricos no puede durar mucho porque los empresarios pierden plata. Por dar un ejemplo, la feria de Santa Cruz, la más grande del país, debía arrancar en dos semanas. El año pasado reunió a 3000 empresarios de 40 países. Ahora quién sabe si se hace, ni quién va a participar, ni cómo van a llegar con las rutas cortadas y los aeropuertos tomados.


Lo más triste es que todo este caos se desató porque el gobierno impuso un recorte promedio del seis por ciento en sus transferencias a las prefecturas para pagarle una modesta jubilación a los más pobres, la llamada Renta Dignidad. Y no es que las prefecturas venían sufriendo la codicia del gobierno central, sino todo lo contrario: además de contar con uno de los sistemas fiscales más federales del mundo, la estatización de los hidrocarburos que decretó el gobierno que hoy combaten había triplicado sus ingresos en menos de tres años.


El problema principal que tienen los autonomistas es la creciente popularidad de Evo Morales. El presidente que llegó al gobierno con poco más de la mitad de los votos había prometido una reforma redistributiva pero necesitaba algún tipo de acuerdo con la oposición para sumar los dos tercios en la Asamblea Legislativa que iba a modificar la Constitución. Pero en el referéndum revocatorio del mes pasado Morales sumó más del 67 por ciento de los votos. Si repite la performance en el referéndum constitucional de principios del año que viene, entonces su Constitución habrá sido refrendada por mayoría absoluta, reelección incluida, sin necesidad de hacer concesiones.
Este es el escenario que desespera a los autonomistas. Su única esperanza es que Morales muerda el anzuelo y desate una represión feroz que los ponga en el lugar de víctimas, para así justificar su insurrección. Pero hasta ahora Morales ha hecho prevalecer su paciencia aymara, su muñeca de gremialista y su visión de estadista, prefiriendo mostrarse débil antes que entrar en la espiral de violencia.


Pero en un punto Morales es prisionero de su propio éxito. Cuanto más avanza con sus reformas, más crece su popularidad. Cuanto más crece su popularidad, más se aísla la oposición autonomista. Cuanto más se aísla la oposición, más arriesga. Perdida por perdida, sale a quemar las naves. El objetivo ya no es imponer el programa propio sino incendiar el proyecto del gobierno en un acto de destrucción mutua. Para lograrlo, los autonomistas no dudan en recurrir a lo más bajo de la política: el racismo, la xenofobia, el macartismo, la demagogia, el nacionalismo barato, los insultos, las patotas, los palos, las palizas, los saqueos, las masacres.


Entonces el pueblo agredido quiere reaccionar y el jefe de Estado intenta contenerlo. Pero no es fácil esperar que actúe la Justicia, que funcionen las instituciones, que se calmen las aguas para recuperar lo robado y rehacer lo destruido. No es fácil sentarse a ver cómo las llamas del odio se devoran rutas, oficinas, estaciones, mercados, vidas humanas y la esperanza de un futuro mejor. Te rompe el corazón. sodonnell@pagina12.com.ar

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Maria Callas...A diva do canto lírico do Séc.XX...

Maria Callas
Maria Callas (Nova Iorque, 2 de dezembro de 1923 — Paris, 16 de setembro de 1977) foi uma cantora lírica de ascendência grega, considerada a maior celebridade da Ópera no século XX e a maior soprano de todos os tempos.
Apesar de também famosa pela sua vida pessoal, o seu legado mais duradouro deve-se ao impulso a um novo estilo de atuação nas produções operísticas, à raridade e distintividade de seu tipo de voz e ao resgate de óperas há muito esquecidas do bel canto
Callas possuía uma voz poderosa que, embora não se destacasse pela beleza do timbre, possuía amplitude fora do comum. Isto permitia à cantora abordar papéis desde o alcance do mezzo-soprano até o do soprano coloratura.
Com domínio perfeito das técnicas do canto lírico, possuía um repertório incrivelmente versátil, que incluía obras do bel canto (Lucia de Lammermoor, Anna Bolena, Norma), de Verdi (Un ballo in maschera, Macbeth, (La Traviata) e do verismo italiano (Tosca), e até mesmo Wagner (Tristan und Isolde, Die Walküre).
Apesar destas características, Callas entrou para a história da ópera por suas inigualáveis habilidades cênicas.
Levando à perfeição a habilidade de alterar a "cor" da voz com o objetivo de expressar emoções, e explorando cada oportunidade de representar no palco as minúcias psicológicas de suas personagens, Callas mostrou que era possível imprimir dramaticidade mesmo em papéis que exigiam grande virtuosismo vocal por parte do intérprete - o que usualmente significava, entre as grandes divas da época, privilegiar o canto em detrimento da cena.
Muitos consideram que seu estilo de interpretação imprimiu uma revolução sem precendentes na ópera.

Índice
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1 Biografia
. 2 Vida pessoal
. 3 Características
. 4 Gravações
. 5 Em Portugal
. 6 Referências
. 7 Ver também
. 8 Ligações externas
Maria Callas : " Habanera "

Fototeca...Maria de Lurdes Rodrigues...

A Ministra da Educação fotografada dias antes de dar à luz dois abortos, a que pomposamente deu o nome de, Estatuto do Aluno e Sistema de Avaliação de Professores

Sucesso escolar...Milagre!!!...

O milagre educativo
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No ano passado foram computadores. Este ano foram diplomas e cheques, que 23 membros do Governo andaram pelo país a distribuir aos bons alunos.
É justo.
Ainda há dias a ministra da Educação se congratulava, sem sorrir, com as aguardadas estatísticas de 2008, o prodigioso ano em que, em vésperas de eleições, quase ninguém chumbou (na escola, pois chumbos na vida não são problema do ME).
Com notável desprendimento, o Governo atribuiu então os louros ao "esforço de professores e alunos", embora seja de justiça reconhecer que sem aquela grande ideia dos exames fáceis o país não teria decerto "milagre educativo" para festejar.
Por isso, em vez de premiar os bons alunos, talvez o Governo devesse antes premiar alunos como o Luís, de 15 anos, um dos milhares de milagrados do ME, que foi notícia no "Expresso" por ter passado do 6º para o 7º ano com oito negativas e uma só positiva (a Educação Física).
De facto, é a alunos como o Luís que fica a dever-se o bombástico milagre educativo português. Os bons alunos?
Esses já contribuiriam para as estatísticas, com milagre ou sem ele. E apesar dele.
Manuel António Pina
in JN

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Educação...Ainda estamos muito longe dos japoneses...

O menino japonês
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No primeiro dia de aulas, numa escola secundária dos EUA, a professora apresentou aos alunos um novo colega, Sakiro Suzuki, vindo do Japão
A aula começa e a professora: Vamos ver quem conhece a história americana. Quem disse: 'Dê-me a liberdade ou a morte?'
Silêncio total na sala.
Apenas Suzuki levanta a mão:
- 'Patrick Henry em 1775, em Filadélfia'.
Muito bem, Suzuki. E quem disse: -'O Estado é o povo, e o povo não pode afundar-se?'
Suzuki:
- 'Abraham Lincoln, em 1863, em Washington'.
A professora olha os alunos e diz: - 'Não têm vergonha? Suzuki é japonês e sabe mais sobre a história americana que vocês!'
Então, ouve-se uma voz baixinha, lá ao fundo:
- 'Japonês filho da puta!'
- 'Quem foi?' - grita a professora.
Suzuki levanta a mão e, sem esperar, responde:
- 'General McArthur, em 1941, em Pearl Halbour'.
A turma fica super silenciosa ... apenas se ouve do fundo da sala:
- 'Acho que vou vomitar'.
A professora grita: - 'Quem foi?'.
E Suzuki: - 'George Bush Pai, ao Primeiro-Ministro Tanaka, durante um almoço em Tóquio, em 1991'.
Um dos alunos diz: - 'Chupa o meu pau!'
E a professora, irritada: -'Acabou-se! Quem foi agora?'
E Suzuki, sem hesitações: - 'Bill Clinton a Mónica Lewinsky, na Sala Oval da Casa Branca, em Washington, em 1997'.
E outro aluno diz ao fundo: - 'Suzuki de merda!'
E Suzuki responde: - 'Valentino Rossi, no Grande Prémio de Motos de velocidade, no Rio de Janeiro, em 2002'.
A turma fica histérica, a professora desmaia, a porta abre-se e entra o director, que diz:
-'Que merda é esta? Nunca vi uma confusão deste tamanho!'
E Suzuki, bem alto:
-'Mariano Gago para José Sócrates, em 2007, após ter recebido o relatório da inspecção feita à Universidade Independente...' !

Bocage...O poeta nasceu há 243 anos...

Bocage

Manuel Maria de Barbosa l'Hedois du Bocage (Setúbal, 15 de Setembro de 1765 — Lisboa, 21 de Dezembro de 1805), poeta português e, possivelmente, o maior representante do arcadismo lusitano.
Embora ícone deste movimento literário, é uma figura inserida num período de transição do estilo clássico para o estilo romântico que terá forte presença na literatura portuguesa do século XIX.
Índice
. 1 Vida
. 2 Filmes e séries
. 3 Bibliografia
. 4 Ligações externas
. 5 Notas
Poema...
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Lá quando em mim perder a humanidade
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Lá quando em mim perder a humanidade
Mais um daqueles, que não fazem falta,
Verbi-gratia – o teólogo, o peralta,
Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade:
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Não quero funeral comunidade,
que engrole sub-venites em voz alta;
Pingados gatarrões, gente de malta,
Eu também vos dispenso a caridade:
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Mas quando ferrugenta enxada idosa
Sepulcro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitáfio mão piedosa:
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"Aqui dorme Bocage, o putanheiro:
Passou a vida folgada, e milagrosa:
Comeu, bebeu, f*deu sem ter dinheiro."

domingo, 14 de setembro de 2008

O "ticket" ideal...

Ferreira Leite finalmente falou....

Silêncio e urdidura
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Pronto. Acabou o silêncio de Manuela Ferreira Leite. A líder do PSD, como tinha prometido, falou.
A uma hora imprópria para directos televisivos e para quem aproveitou a noite de um sábado para esquecer as agruras de uma vidinha cada vez mais deprimida, mas falou.
Falou, mas, como seria de esperar, não convenceu os convencidos de que este Governo é o melhor do Mundo, que andam por aí a fazer o que devem e não devem para não serem alvo de alguma medida punitiva dos comissários políticos que estão em todo o lado, tudo ouvem e não perdoam a mínima heresia.
A senhora que lidera o PSD falou duro. A senhora que lidera o PSD falou claro para os indígenas deste sítio pobre, deprimido, manhoso, hipócrita e cada vez mais mal frequentado.
Mas a verdade é que as suas palavras vão ser rapidamente levadas pelo vento socialista que vai soprando por esta terrinha.
Em qualquer sítio democrático e civilizado as suas palavras dariam por certo um terramoto político. Aqui não.
Quando a líder do principal partido da Oposição afirma, sem papas na língua, que o Governo tem uma máquina de comunicação e acção pouco democrática e que procura controlar os cargos públicos, os comentadores e analistas assobiam para o ar e insistem que o discurso foi uma desilusão porque Manuela Ferreira Leite não apresentou alternativas.
Quando a líder do segundo partido do sítio afirma que existe uma máquina socialista que controla, persegue, corta apoios, gere favores ou simplesmente demite, os observadores, comentadores e analistas políticos assobiam para o ar, lembram que a senhora é conservadora nos costumes, despreza a modernidade e, claro, não apresentou alternativas.
O silêncio, como se vê, não é da líder do PSD.
O silêncio é, afinal, o estado a que isto chegou. Um silêncio feito de medos, de favores, de falsas notícias, de propaganda e de muita corrupção, moral e material.
O silêncio é, afinal, a imagem dos saltinhos de alegria e dos sorrisos felizes dos responsáveis socialistas pelo estado a que o sítio chegou quando souberam que um tribunal de primeira instância deu uma indemnização de 130 mil euros ao amigo e deputado Paulo Pedroso.
O silêncio, afinal, é a célebre tese da urdidura inventada pelos socialistas para abafar o caso Casa Pia e atirar ainda mais para a valeta as muitas vítimas de abusos sexuais.
O silêncio, afinal, é isto tudo. Mentira, cobardia, medo, propaganda e a miséria moral a que tudo isto chegou.
Uma completa urdidura.
António Ribeiro Ferreira
in CM

sábado, 13 de setembro de 2008

Raízes

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fotos de Álvaro Fernandes

Aquilino Ribeiro...Foi um dos maiores escritores da Língua Portuguesa...123º Aniversário do seu nascimento...

Aquilino Ribeiro (1885-1963)
.Aquilino Gomes Ribeiro nasceu a 13 de setembro de 1885 em Carregal de Tabosa, Beira Alta.
Aos dez anos, vai, junto com os pais, para Soutosa, onde faz a instrução primária.
Com a intenção de tornar-se padre vai, para Lamego e, em seguida, para Viseu, onde passa a frequentar o seminário.
Em 1906, devido à falta de vocação, abandona a vida religiosa e parte para Lisboa, onde passa a ter, por causa do seu activismo político, uma vida muito tumultuada. Em 1907, devido à explosão de dinamite, que guardava no seu quarto, onde morrem dois carbonários (membros de qualquer sociedade secreta e revolucionária), é preso, mas consegue fugir e exilar-se.
Entre 1908 e 1914, passa a dividir sua residência entre Paris e Berlim. Durante o período vivido em Paris frequenta o Sorbonne (Centro francês de estudos superiores).
Em 1914, com a eclosão da I Grande Guerra, regressa a Portugal e começa a lecionar no Liceu Camões. Ainda nesse período une-se ao grupo que formaria a "Seara Nova".
Em 1918 publica "A Vida Sinuosa", seu primeiro romance, que é dedicado à memória de Joaquim Francisco Ribeiro, seu pai.
Em 1919, começa a trabalhar, a convite de Raul Proença, na Biblioteca Nacional, onde permanece até 1927, quando sofre novas perseguições por envolver-se em revoltas contra a ditadura militar.
Exila-se, por duas vezes (1927 e1928) em Paris, onde se casa pela segunda vez, sua primeira mulher falecera.
A partir de 1935 sua produção literária intensifica-se e Aquilino publica várias obras. Dentre elas está "Quando os Lobos Uivam" (1959), que, além de ser apreendida pela censura, custou-lhe um processo em tribunal.
Em 1963, durante as comemorações do 50° aniversário do seu primeiro livro, Aquilino Ribeiro adoece, vindo a falecer no dia 27 de Maio de 1963.
Aquilino Ribeiro foi um homem marcado por personalidade inquieta. No entanto isso não o impediu de produzir uma vasta obra literária, caracterizada pela riqueza de estilo e por um regionalismo apegado ao campo a sua gente.
Essa inclinação à vida rural não significa que o poeta se tenha limitado a isso. Sua obra também é caracterizada por uma ironia benévola perante aos vícios humanos mais comuns e por uma crítica violenta ao fanatismo ideológico e a opressão política.
Aquilino foi, sem dúvida um dos maiores escritores da Língua Portuguesa.
Obras mais importantes:
A Via Sinuosa - 1918; Terras do Demo - 1919; O Malhadinhas - 1920; Estrada de Santiago - 1922; Andam Faunos pelo Bosque - 1926; Romance da Raposa - 1929; Batalha Sem Fim - 1931; As Três Mulheres de Sansão - 1932; Volfrâmio - 1944; Constantino de Bragança - 1947; O Homem da Nave - 1951; Abóboras no Telhado - 1955; A Grande Casa de Romarigães - 1957;
Quando os lobos uivam - 1959;

A Manela e a Igreja...

Ferreira Leite aproxima-se descaradamente da Igreja buscando a benção para a união do partido e o santo apoio visando já as eleições de 2009...

Madonna em Lisboa...O concerto do ano...

Madonna ao vivo em Lisboa
Lotação do Parque da Bela Vista, em Lisboa, está esgotada há vários meses
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A venda em apenas seis dias dos 75 mil bilhetes disponíveis e o mercado negro em ebulição (60 ingressos foram mesmo apreendidos esta semana) confirmam o óbvio: Lisboa assiste, este domingo, às 21.15 horas, ao concerto do ano.
O concerto vai também alterar o trânsito em Lisboa, já que a Avenida Dr. Arlindo Vicente e a Rotunda da Bela Vista (que faz prolongamento da Avenida dos Estados Unidos da América) estarão fechadas ao trânsito.
Quanto ao palco, Andreia Criner, da promotora Everything is New, revelou que "antes de se começar a montar a sua estrutura foi necessário fazer um nivelamento do terreno, que começou a semana passada". Já a montagem do palco "começou na quarta-feira de manhã". Sábado "apenas se vão fazer alguns retoques".
Ao todo estão envolvidas cerca de 78 pessoas na montagem do "esqueleto do palco", chegando este número às 300 se contarmos com o grupo que monta todo o equipamento necessário ao concerto.
Estarão a ver Madonna 75 mil pessoas, 30 mil de fora de Lisboa, o que obrigou a organização "a reforçar os transportes públicos e a fazer uma campanha de sensibilização neste sentido", referiu Andreia Criner, que acrescentou o facto de, "em dez anos que tenho desta profissão, este concerto estar a bater o recorde de pessoas com dificuldades motoras que estarão presentes, daí que tenha sido criada uma rampa própria".
Toda a logística do concerto "teve de ser criada a partir do zero, seja bares, segurança, palco, tudo". Este facto leva a organização a afirmar que "encaramos este concerto como um festival, mas que dura apenas sete horas".
Para um espectáculo desta envergadura foram convocadas "centenas de pessoas para garantir a segurança, desde bombeiros, Cruz Vermelha, PSP, Polícia Municipal, Prosegur, até ao nosso próprio staff". Só da polícia estarão presentes 500 agentes.
O recinto vai contar com 34 bares, além de dois núcleos de casas de banho
Madonna canta "Give It 2 Me"

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Para Reflexão...

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AS “ PROMESSAS DOS POLÍTICOS “ SÃO COMO AS “JURAS DOS BÊBADOS”...SÃO ESQUECIDAS LOGO QUE A ”EUFORIA“ PASSA...

Amilcar Cabral...84º Aniversário do seu nascimento...

Amílcar Cabral (Bafatá, Guiné-Bissau, 12 de Setembro de 1924 — Conacri, 20 de janeiro de 1973) foi um político de Cabo Verde e da Guiné-Bissau
Filho de Juvenal Lopes Cabral e de Dona Iva Pinhel Évora, aos oito anos de idade, sua família mudou-se para Cabo Verde, estabelecendo-se em Mindelo (ilha de São Vicente), que passou a ser a cidade de sua infância, onde completou o curso liceal em 1943.
No ano seguinte, mudou-se para a cidade de Praia, na ilha de Santiago, e começou a trabalhar na Imprensa Nacional, mas só por um ano, pois tendo conseguido uma bolsa de estudos, no ano de 1945 ingressou no Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa. Após graduar-se em 1950, trabalhou por dois anos na Estação Agronómica de Santarém.
Contratado pelo Ministério do Ultramar como adjunto dos Serviços Agrícolas e Florestais da Guiné, regressou a
Bissau em 1952.
Iniciou seu trabalho na granja experimental de Pessube percorrendo grande parte do país, de porta em porta, durante o Recenseamento Agrícola de 1953 adquirindo um conhecimento profundo da realidade social vigente. Suas atividades políticas, iniciadas já em Portugal, reservam-lhe a antipatia do Governador da colônia, Melo e Alvim, que o obriga a emigrar para Angola. Nesse país, une-se ao MPLA.
Em
1959, Amílcar Cabral, juntamente com Aristides Pereira, seu irmão Luís Cabral, Fernando Fortes, Júlio de Almeida e Elisée Turpin, funda o partido clandestino Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).
Quatro anos mais tarde, o PAIGC sai da clandestinidade ao estabelecer uma delegação na cidade de Conacri, capital da República de Guiné-Cronacri. Em 23 de janeiro de 1963 tem início a luta armada contra a metrópole colonialista, com o ataque ao quartel de Tite, no sul da Guiné-Bissau, a partir de bases na Guiné-Conacri.
Em
1970, Amílcar Cabral, fazendo-se acompanhar de Agostinho Neto e Marcelino dos Santos, é recebido pelo Papa Paulo VI em audiência privada.
Em 21 de novembro do mesmo ano, o Governador português da Guiné-Bissau determina o início da Operação Mar Verde, com a finalidade de capturar ou mesmo eliminar os líderes do PAIGC, então aquartelados em Conacri. A operação não teve sucesso.
Em
20 de janeiro de 1973, Amílcar Cabral é assassinado em Conacri, por dois membros guineenses de seu próprio partido. Amílcar Cabral profetizara seu fim, ao afirmar:
"Se alguém me há de fazer mal, é quem está aqui entre nós. Ninguém mais pode estragar o PAIGC, só nós próprios."
Aristides Pereira, substituiu-o na chefia do PAIGC. Após da morte de Cabral a luta armada se intensifica e a independência de Guiné-Bissau é proclamada unilateralmente em 24 de Setembro de 1973.
Seu meio-irmão, Luís de Almeida Cabral, é nomeado o primeiro presidente do país.

ILHA
(um poema de Amílcar Cabral - Praia, Cabo Verde, 1945)
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Tu vives — mãe adormecida —
nua e esquecida,
seca,
fustigada pelos ventos,
ao som de músicas sem música
das águas que nos prendem…
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Ilha:
teus montes e teus vales
não sentiram passar os tempos
e ficaram no mundo dos teus sonhos
— os sonhos dos teus filhos —
a clamar aos ventos que passam,
e às aves que voam, livres,
as tuas ânsias!
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Ilha:
colina sem fim de terra vermelha
— terra dura —
rochas escarpadas tapando os horizontes,
mas aos quatro ventos prendendo as nossas ânsias!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Faz sete anos...

O medo na mão
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Faz hoje sete anos que a lógica da governação mudou nos Estados Unidos. Não apenas por causa da guerra no Iraque e Afeganistão. A guerra foi apenas um dos efeitos da grande mudança. A alteração fundamental decorre da utilização abusiva do medo.
Os governos sempre usaram o medo como factor de incremento do seu poder – mas a partir do 11 de Setembro até os sistemas mais democráticos perderam as réstias de pudor.
George Bush foi um dos presidentes que mais forçou a Constituição do seu país. Está mal e bem acompanhado: Lincoln, F. D. Roosevelt e Nixon. Hoje, com o medo em riste, o governo americano é o maior e o mais interventivo de sempre.
Os direitos do indivíduo diminuíram.
No fundo, o período Bush foi, à direita, a antítese do que é o liberalismo
in CM

Novos sinais de trânsito...

"Aproximação de gasolineira"