terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

A Fisga


Há anos que venho afirmando: mudem o sistema se não isto vai acabar mal.
Trata-se de uma observação lógica, de quem nunca se habituou ao sistema que levou ao capitalismo selvagem, à especulação desenfreada, à impunidade do chamado crime de colarinho branco, à fuga aos impostos, à criação de offshores como instrumento de facilitismo da corrupção e, finalmente, à livre circulação de capitais e à absoluta desregulação do sacrossanto mercado.

Em suma, a tudo o que levou à crise que, os primeiros responsáveis por ela - governantes e banqueiros - continuam despudoradamente afirmando que era imprevisível, enquanto procuram salvar o sistema à custa dos contribuintes e do despedimento desenfreado de trabalhadores.

Finalmente, surgiu o Prof. Adriano Moreira - no Diário de Notícias de hoje, e sob o título "A Multidão", a explicar:
"Se o reformismo mão assume a mudança [do sistema], a violência assinalará a passagem para uma nova ordem."

Pois é! Da próxima vez não haverá cravos no canos das espingardas nem revolução das flores.
O poder cairá, inevitavelmente, na rua.

O Carnaval da sintaxe...

Agora que o ME divulgou novos programas de Português preconizando que, no final do Ensino Básico, os alunos devem ser capazes de produzir "textos coesos e coerentes" e "correctos em português padrão", o caso da DREN continua a ser exemplar do "português padrão" em uso no ME e do nível de exigência do Ministério em relação à avaliação das "competências" dos seus altos (ou baixos, sei lá) funcionários.
Depois do histórico ofício sobre os "Magalhães", a directora de Educação do Norte (que é suposto ter concluído o Básico) escreve agora, em novo ofício, coisas "coesas e coerentes" como:
"Sendo certo que muitos docentes não se aceitam o uso dos alunos nesta atitude inaceitável"; ou: "a sua [da escola] missão de processos de socialização"; ou: "razão central porque", e por aí fora.
Pelos vistos, as palavras e a gramática insistem em não respeitar a autoridade da senhora directora e, folionas (o ofício é, apropriadamente, sobre o Carnaval), fazem dela gato-sapato e escrevem-se como muito bem lhes apetece.
Eu já lhes teria posto, como ao outro da piada sobre a licenciatura, um processo disciplinar.
Manuel António Pina
in JN

Terça-feira de Carnaval...

O Múmia Cavaco agarrou na Maria das Chitas e deu
um pulinho ao "Sobado" da Madeira...
Ali, com o Soba Bananeiro, foi "forrobodar" até às tantas...

David Mourão-Ferreira...Foi Poeta e Escritor...82º aniversário do seu nascimento...

David de Jesus Mourão-Ferreira (Lisboa, 24 de Fevereiro de 1927 — Lisboa, 16 de Junho de 1996).
Foi poeta, romancista, crítico e ensaísta.
A sua poesia caracteriza-se pelas presenças constantes da figura da mulher e do amor, e pela busca deste como forma de conhecimento, sendo considerado como um dos poetas do erotismo na literatura portuguesa.
A vivência do tempo e da memória são também constantes na sua obra, marcada, a nível do estilo, por uma demanda permanente de equilíbrio, de que resulta uma escrita tensa, e pela contenção da força lírica e sensível do poeta numa linguagem rigorosa, trabalhada, de grande riqueza rítmica, melódica e imagística, que fazem dele um clássico da modernidade.
.
Canção amarga
.
Que importa o gesto não ser bem
o gesto grácil que terias? ---
Importa amar, sem ver a quem...
Ser mau ou bom, conforme os dias.
.
Agora, tu só entrevista,
quantas imagens me trouxeste!
Mas é preciso que eu resista
e não acorde um sonho agreste.
.
Que passes tu! Por mim, bem sei
que hei-de aceitar o que vier,
pois tarde ou cedo deverei
de sonho e pasmo apodrecer.
.
Que importa o gesto não ser bem
o gesto grácil que terias?---
Importa amar, sem ver a quem...
Ser infeliz, todos os dias!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

8+uma derrota = noves fora nada

Com um abraço leonino para as minhas amigas e amigos benfiquistas.
Aproveitem o Carnaval que depois ainda é pior.

Não há mal que sempre dure


Foto de Álvaro fernandes

Após um mês de Janeiro com muita chuva, vento e humidade, chegou ontem o Verão antecipado à nossa porta.
Eram quatro da tarde...na praia da Parede.

A diferença entre as promessas de Sócrates e a realidade

LEMBRAM-SE DESTE CARTAZ?



ACONTECE QUE A REALIDADE É OUTRA:
SÓ NO PASSADO MÊS DE JANEIRO FORAM PARA O DESEMPREGO MAIS 70.000 TRABALHADORES EM PORTUGAL

O país dos milagres...

O Vaticano anunciou nova fornada de santos, entre eles o condestável Nuno Álvares Pereira, a quem atribui a cura do olho esquerdo de uma velhinha de Vila Franca de Xira, atingido por salpicos de óleo a ferver quando estava a fritar peixe.
O Vaticano que me perdoe, mas, então, e os milagres da multiplicação do solo edificável e dos milhões nas contas de autarcas e familiares que todos os dias se produzem por esse Portugal fora?
O das moradias, automóveis, casas de férias, barcos de recreio, do presidente, vice-presidente, vereadores e directores de serviços da Câmara de Braga que a ciência não pode explicar com base nos seus parcos rendimentos?
E o milagre da falta de "recursos humanos" para investigar tal milagre? E o da PJ ter, segundo o MP, atribuído prioridade a "outras investigações"? E o suavíssimo milagre da recusa do PS em criminalizar o enriquecimento ilícito? E os milagres das aparições, em cima de azinheiras, sobreiros e áreas protegidas, de PIN aprovados à pressa em vésperas de eleições?
Irá o Vaticano canonizar, a seguir, a generalidade da classe política dirigente portuguesa?
Manuel António Pina
in JN

A Novíssima versão 2.0 do " Magalhães"...

O Zézito é danado pá informática...Com a versão 2.0 do computador Magalhães
o "Choque Tecnológico" é uma realidade evidente...
Da 25ª Geração e a "todas as dimensões", vai ser distribuido
nesta 1ª fase às Universidades da 3ª Idade...

José Afonso...22 Anos de Saudade...

Em 23 de fevereiro de 1987, José Afonso deixou-nos, vítima de doença incurável. Além de ser, juntamente com Adriano Correia de Oliveira, um dos mentores da canção de intervenção em Portugal e um baladeiro/compositor notável, soube conciliar a música popular portuguesa e os temas tradicionais com a palavra de protesto, Zeca trilhou, desde sempre, um percurso de coerência.
Na recusa permanente do caminho mais fácil, da acomodação, no combate ao fascismo salazarento, na denúncia dos oportunistas, dos "vampiros" que destroçaram Abril, no canto da cidade sem muros nem ameias, do socialismo, da "utopia".
Injustiçado por estar contra a corrente, morreu pobre e abandonado pelas instituições. Mas não temos dúvidas, a voz de "Grândola" perdurará para lá de todos os chacais.
A infância
Coimbra e a lenda Coimbrã
O percurso do Cantor
Cronologia
.
A Morte Saiu à Rua
.
A morte saiu à rua num dia assim
Naquele lugar sem nome para qualquer fim
Uma gota rubra sobre a calçada cai
E um rio de sangue de um peito aberto sai
.
O vento que dá nas canas do canavial
E a foice duma ceifeira de Portugal
E o som da bigorna como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte o Pintor morreu
.
Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual
Só olho por olho e dente por dente vale
À lei assassina, à morte que te matou
Teu corpo pertence à terra que te abraçou
.
Aqui te afirmamos dente por dente assim
Que um dia rirá melhor quem rirá por fim
Na curva da estrada à covas feitas no chão
E em todas florirão rosas de uma nação
.
Traz Outro Amigo Também

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Mais um boy socrático


Este Arnaldo é, com certeza, primo do Sócrates, afilhado do Joe Berardo, parente próximo do Oliveira e Costa, amigo íntimo do Jardim Gonçalves e capataz da pandilha que conduziu ao desastre que os especuladores sem rei nem roque espalharam pelo mundo.

Tiro ao alvo


Segundo titula o Diário de Notícias de hoje, "Há fortes hipóteses de os crimes do Freeport terem prescrito".
Pudera! Com o processo parado durante os últimos quatro anos, qual é a surpresa?

O CARRO NOVO

Íamos no carro novo do meu amigo Vítor. Perguntei-lhe sobre as características do carro. Ele nomeou o habitual e depois acrescentou: “Alem disso, diz-me para abrandar quando me aproximo da velocidade limite permitida. Avisa-me quando me aproximo de uma zebra para peões e quando tenho de parar. Aponta os traços contínuos.”

Mostrei-me maravilhado.

“Mas”, explicou ele, “estas características só funcionam quando a minha mulher está no carro.”

Parece-me que todos nós temos carros do mesmo modelo...

A "crise"e as pressões patronais...

Não constituiu surpresa a hostilidade orquestrada pela gerência de uma têxtil de Penafiel, chegando ao ponto de invadir uma sede comunista e agredir quem lá estava.
Muitas entidades patronais estão a aproveitar o pretexto da crise para exercerem ou reforçarem pressões sobre os seus trabalhadores. Tentativas de, com ou sem redução dos dias de trabalho, cortar salários (já muito baixos), fazer despedimentos parciais e individuais, ameaçar com o encerramento das empresas, são as formas comuns desse condicionamento, cada vez mais frequente.
No caso de Penafiel, são ritmos de produção com penalizações salariais e um enquadramento laboral agressivo, factos aliás já parcialmente conhecidos de responsáveis do Ministério do Trabalho.
Este tipo de patrões, (de que o país pouco ou nada precisa para o seu desenvolvimento, que sempre viveu e enriqueceu à custa de baixos salários, incapaz de uma gestão para se adaptar e evoluir), assume cada vez mais a sua verdadeira face feudal, usando mecanismos de intimidação que visam a criação de um clima de medo e de insegurança generalizado.
Este clima, e meia dúzia de capangas semiprofissionais, são suficientes para arregimentar "manifestações espontâneas" que podem, se não forem contidas, degenerar e comprometer o exercício de liberdades democráticas.
É verdade que o Ministério do Trabalho já reconheceu publicamente que o pretexto da crise está a servir para a generalização de encerramentos e despedimentos, para aumentar a discriminação sobre os trabalhadores. Este aproveitamento patronal segue aliás o mau exemplo do primeiro-ministro que a torto e a direito se serve da desculpa da crise para sacudir a água do capote das suas próprias responsabilidades.
Importa passar das palavras aos actos, dar indicações e meios aos "inspectores de trabalho" para agirem e actuarem com mão exemplar contra esta pressão patronal. É isto que nem se vislumbra na acção política de Vieira da Silva…
Honório Novo
in JN

É Carnaval...

Um Folião em S.Bento...
.
O Rei Momo de Vilar da Maçada...

Schopenhauer...Foi um Filósofo Alemão...

Arthur Schopenhauer (Danzig, 22 de Fevereiro 1788 — Frankfurt, 21 de Setembro 1860) foi um filósofo alemão do século XIX da corrente irracionalista.
Sua obra principal é O mundo como vontade e representação, embora o seu livro Parerga e Paralipomena (1851) seja o mais conhecido. Schopenhauer foi o filósofo que introduziu o Budismo e o pensamento indiano na metafísica alemã.
Ficou conhecido por seu pessimismo e entendia o Budismo como uma confirmação dessa visão. Schopenhauer também combateu fortemente a filosofia hegeliana e influenciou fortemente o pensamento de Friedrich Nietzsche.
Índice
1 Idéias
2 Principais obras
3 Contexto filosófico e cultural
4 Cronologia
5 Schopenhauer como personagem literário
6 Ligações externas

sábado, 21 de fevereiro de 2009

MOVIMENTO INTERNACONAL LUSÓFONO

O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO é um movimento cultural e cívico recentemente criado, em associação com a NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI, projeto que conta já com mais de oito centenas de adesões, de todos os países lusófonos.

A Comissão Coordenadora do MIL é presidida pelo Professor Doutor Paulo Borges (Universidade de Lisboa), Presidente da Associação Agostinho da Silva (sede do MIL).

A lista de adesões é pública – como se pode confirmar publicamente (www.novaaguia.blogspot.com), são pessoas das mais diversas orientações políticas e religiosas.

Caso se reconheça na nossa Declaração de Princípios e Objectivos (http://movimentolusofono.wordpress.com/declaracao-de-principios-e-objectivos/), pode juntar-se a nós.

Para tal, basta enviar um e-mail para adesao@movimentolusofono.org (indique a área de residência).

--
MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO (www.movimentolusofono.org)
Blogue associado: NOVA ÁGUIA: O BLOGUE DA LUSOFONIA (novaaguia.blogspot.com)
SEDE: ASSOCIAÇÃO AGOSTINHO DA SILVA (Rua do Jasmim, 11, 2º – 1200-228 Lisboa; E-Mail: AgostinhodaSilva@mail.pt; Tel.: 21 3422783 / 96 7044286; http: www.agostinhodasilva.pt; NIF: 503488488; NIB: 0033 0000 2238 0019 8497 2)

CAIXA ALTA



Títulos comentados

«Robin dos Bosques nem no Carnaval fica bem a Sócrates»
Também acho que não convém confundir coisas diferentes: o primeiro roubava aos ricos para dar aos pobres; o segundo está farto de fazer o contrário.

Sócrates garante entrega de 30 mil «Magalhães» por semana.
E o Magalhães já foi informado dessa “garantia”?

Sócrates: país pede soluções e não que descrevam a crise
Claro que sim! Espero que o primeiro-ministro apresente ao País as soluções, em vez de continuar a “explicar” que a culpa é da crise.

Ministro diz que Governo tem «crédito» para enfrentar crise
Crédito? Atribuído por quem? Ó sr. ministro, diga-nos lá quem é que lhe atribuiu esse “crédito”…

«Acho que há todas as condições para termos a maioria absoluta»
Não acredito! Por enquanto, este blogue ainda não concorreu a qualquer eleição.

Sócrates: «O que é que a Elisa tem»
Ai, ai, ai: diga lá que estamos todos interessados em saber…

Congresso PS leva Sócrates a falhar Cimeira
Se fosse só a cimeira…

Congresso: PS só convidou partidos socialistas e não líderes
Pudera! Mas algum líder socialista está disposto a apertar-lhe a mão?

Sócrates recebido com assobios em Aveiro
Não me digam que a crise já atingiu os saborosos “ovos moles”; ninguém lhe atirou com nenhum?

Sócrates: «Teremos mais 10 mil empregos no sector social»
Ó homem: só se for nos sem abrigo “empregados” nas arcadas do Terreiro do Paço, a dormirem no cartão e cobertos de jornais. Então não é o seu governo que continua a cortar subsídios às instituições de solidariedade social?

Taxas: Louçã apela ao voto contra dos socialistas
Julgo que o Manuel Alegre (e não só), também.

Ganhar o partido...

José Sócrates foi eleito por 96% dos votos. Ganhou de forma esmagadora mas – vale a pena brincar ... – não conseguiu ultrapassar os 98,9 % de uma das vitórias norte-coreanas de Guterres.
Estas vitórias por tais valores, que foram também um dos triunfos de Cavaco Silva no auge das suas maiorias, são uma das maiores expressões da pobreza da vida partidária. São triunfos de inteira legitimidade mas dão um retrato implacável dos partidos.
Não há debate interno mas mera anuência ao que o líder diz. Não há uma construção de propostas na base de diferentes visões sobre a sociedade. Não há contraditório político nem é admitida a crítica (recorde-se o que aconteceu a Carrilho) e, em alguns casos, os aparelhos expulsam a dissidência, como fez o PSD aos que apoiaram Mário Soares.
A ânsia de ganhar o partido e mantê-lo com rédea curta é um mínimo democrático.
Sócrates poderia ficar muito aborrecido mas seria pior para o inerte e eucaliptizado PS se Manuel Alegre e João Cravinho, entre outros, tivessem condições políticas para ir a um congresso dizer tudo o que lhes vai na alma!?
Ninguém os impede de lá ir mas, manifestamente, não é isso que a generalidade dos seus camaradas quer. Pelo contrário, querem apenas um partido mansinho e unido, de punho cerrado, à volta do seu estimado líder...
Eduardo Dâmaso
in CM

O Cassius Clay do PS...

"Malhar na Oposição" é prioridade de Santos Silva

O futuro da Função Pública!!!...

Espinosa...Filósofo Holandês do Séc.XVII...

Benedictus de Spinoza (Amsterdã, 24 de novembro de 1632 — Haia, 21 de fevereiro de 1677), também conhecido por Bento de Espinosa, foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz.
Nasceu nos Países Baixos em uma família judaica portuguesa e é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno.
Índice
1 Vida
2 Obra
-2.1 Livros
-2.2 Conteúdo filosófico
-2.3 Substância
3 A influência
4 Bibliografia
5 Ver também
6 Ligações externas

Para evitar equívocos

Para evitar equívocos, em particular aos mais recentes leitores deste blogue, entendo por bem reproduzir as três "notas editoriais" que, até hoje, aqui foram publicadas.
Sem pretensões, nem necessidade de afirmarmos quaisquer tipos de "estatuto editorial", não deixámos de, sempre que considerámos necessário assumir perante todos vós, quem somos, o que pretendemos, e a que ética e deontologia nos encontramos sujeitos.
Não é por acaso que sinto necessidade de reafirmar e republicar a razão que me levou a criar "O Cacimbo" e a contar com todos os outros autores e, principalmente, os nossos leitores.
Somos incómodos? Acredito que talvez alguma gente não concorde com aquilo que publicamos.
Pois bem: como este blogue permite comentários - livres de quaisquer tipos de censura - até agradecemos que nos critiquem. Estamos certos que as vossas opiniões serão sempre levadas em consideração e, concordando,ou não,cá estaremos para dialogar convosco.
Perdoem este desabafo: aqui há uns tempos, até houve cobardes que conseguiram introduzir vírus que afectaram os meus dois primeiros blogues... e não só, como os autores mais antigos sabem.
Para não perdermos mais tempo, aqui reproduzo as "notas editoriais" referidas; confiando que: "para bom entendedor, meia palavra basta".

Quarta-feira, 2 de Julho de 2008
Já somos tri - mil - y - onários

Nota editorial

Uma semana antes de completar 4 meses, este blogue ultrapassou os 3 mil leitores “assinantes”, dos quais mil e quinhentos em Portugal.

O número de visitas diárias também não cessa de aumentar. Assim, acreditamos estar no bom caminho e que vale a pena continuar.

Isto deve-se à colaboração de todos os autores e, em maior medida, ao interesse e aceitação dos nossos leitores.

Para todos vós, aqui fica o nosso reconhecido BEM-HAJA.

Sempre o afirmámos e voltamos a declarar:

O Cacimbo é apartidário mas não é politicamente neutro.

A ideologia não cede ao pragmatismo nem ao pensamento único, institucionalizado pela globalização do neo-liberalismo selvagem.

Sem sermos humoristas, não receamos a ironia e o humor como arma.

Somos frontalmente contra todos os tipos e formas de descriminação e injustiça. Combatemos o racismo, a xenofobia, o chauvinismo e todas as formas de exploração do Homem pelo homem.

Fazemos em liberdade a pedagogia da Liberdade, do respeito pelos Direitos Humanos, da Igualdade Social e da Responsabilidade.

Sem pretensiosismo e o vosso incentivo, procuraremos fazer sempre mais e melhor.
Publicada por zigoto em 7/02/2008 01:24:00 PM 0 comentários
Etiquetas: Nota editorial
Segunda-feira, 2 de Junho de 2008
Já somos bi-1000-y-onários

Nota editorial

Este blogue já atingiu um milhar de consulentes em Portugal e, outros tantos, espalhados pelo mundo.

Isto deve-se à colaboração de todos os autores e, em maior medida, ao interesse e aceitação dos nossos leitores.

Para todos vós, aqui fica o nosso reconhecido BEM-HAJA.

O Cacimbo é apartidário mas não é politicamente neutro.

A ideologia não cede ao pragmatismo nem ao pensamento único, institucionalizado pela globalização do neo-liberalismo selvagem.

Sem sermos humoristas, não receamos a ironia e o humor como arma.

Somos frontalmente contra todos os tipos e formas de descriminação e injustiça. Combatemos o racismo, a xenofobia, o chauvinismo e todas as formas de exploração do Homem pelo homem.

Fazemos em liberdade a pedagogia da Liberdade, do respeito pelos Direitos Humanos, da Igualdade Social e da Responsabilidade.

Sem pretensiosismo e o vosso incentivo, procuraremos fazer sempre mais e melhor.
Publicada por zigoto em 6/02/2008 11:39:00 AM 2 comentários
Etiquetas: Nota editorial
Domingo, 30 de Março de 2008

NOTA EDITORIAL

Na curta vida de “O Cacimbo” surge pela primeira vez uma opinião que provoca comentários discordantes. E ainda bem.

Sem pretender ser polémico, este blogue assume-se pela defesa da liberdade de expressão.

Somos contrários ao unanimismo – essa subserviência castradora que segue sempre a voz do dono e é a semente de todos os totalitarismos - e, por isso, declarámos-nos desde princípio contra a ditadura do pensamento único.

Congratulamos-nos pelas reacções que o “Admirável mundo novo” - e outros que eventualmente surjam - suscitou ou venham a provocar.

As vossas opiniões serão sempre bem-vindas.

“O Cacimbo” luta pela liberdade de opinião, mesmo quando pontualmente discorda dela.
Publicada por zigoto em 3/30/2008 01:42:00 PM 2 comentários
Etiquetas: Nota editorial

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

A Fisga


Por mais que se tente folgar no Carnaval – ou talvez por isso mesmo – não há volta a dar-lhe: escusamos de mudar o canal televisivo, sintonizar outra estação de rádio, trocar o jornal com o vizinho ou cliente da mesa ao lado no café que, o resultado, é sempre o mesmo. Até surdos como eu, acabam por ser obrigados a ouvir comentários ao tema de que todos falam mas ninguém explica.

Há argumentos para todos os gostos, de acordo com a simpatia política ou clientela a que pertencem os ‘comentadores’, ou autoridades judiciais a quem caberia investigar mais e palrar menos. A quem caberia salvaguardar o tão afamado segredo de justiça – que mais parece um esburacado queijo gruyère – em que todas as ratazanas metem o dente.

Para começar, foi o ministério de José Sócrates, à data dos acontecimentos responsável pela pasta do ambiente, que autorizou em tempo recorde a construção do Freeport numa zona protegida de Alcochete; e por isso, José Sócrates, encontra-se na seguinte situação:

- Um tio seu, denuncia que lhe meteu uma cunha para receber dois intermediários no negócio. Ouvido pelo ministério público, este seu tio passa a ser, formalmente, testemunha no processo;

- A polícia inglesa tem em seu poder um vídeo e e-mails dos tais intermediários em que afirmam precisar de dinheiro para pagar luvas; nalguns deles, é citado nominalmente o próprio José Sócrates e, noutros, existe a referência a um ministro designado “Pinóquio”;

- O mesmo José Sócrates, agora primeiro-ministro, começa por negar qualquer reunião com tais intermediários para, logo a seguir, afirmar que teve uma reunião mas não se recorda de ter sido a pedido do tio;

- Após alguns dias em frenéticas e sucessivas declarações – que até provocaram um insólito adiamento da reunião semanal aprazada com o Presidente da República – acabou por afirmar que se trata de uma “campanha negra”, movida por “forças ocultas”. E mais não disse. Encarregou o seu fiel ministro dos “assuntos parlamentares” de reafirmar aos quatro ventos que tudo não passa da tal campanha negra, movida por forças ocultas, sem explicar quais são e a que título as notícias VERÍDICAS são uma campanha;

- Finalmente, o Ministério Público ouve os dois referidos intermediários e constitui-os arguidos no processo Freeport;

- Como se nada disto bastasse, a comunicação social afirma que a Mãe de José Sócrates comprou, no mesmo prédio de luxo em que o filho habita, um andar ao ‘preço da uva mijona’ e… através de um off-shore.

Perante tudo isto, parece legítimo e curial retirar as seguintes ilações:

- Se os intermediários Smith e Pedro são arguidos no processo Freeport, só o podem ser pelo crime de corrupção activa;

- Assim sendo, resta averiguar quem foi o beneficiário do crime de corrupção passiva, isto é: de ter recebido as tais luvas para que o negócio se realizasse.

E convém que a Procuradoria-Geral da República não perca mais tempo – num processo que esteve parado durante os últimos 4 anos – a bem da Justiça, da presunção de inocência do primeiro-ministro José Sócrates e da imagem que o governo projecta de Portugal, enquanto dúvidas, suspeitas e suspeitos subsistirem.

No fundo, a bem de todos nós e do direito à Justiça que os portugueses merecem.

O dérbi do ano...

Explica Álvaro Magalhães em "História natural do futebol" (Assírio & Alvim, 2004) que a palavra "derby", aportuguesada para dérbi, tem origem num sangrento jogo medieval realizado anualmente em Derby, Inglaterra, no qual, durante um dia, 500 jogadores de cada uma das duas metades da cidade disputavam violentamente (a coisa acabava sempre com mortos e feridos) uma bola ao longo da povoação e campos vizinhos.
Foi aí que os jogos de futebol, habitualmente intensos, entre equipas rivais da mesma cidade ou região, como o Sporting-Benfica de amanhã, foram buscar o nome de dérbis. Se o Sporting-Benfica é o dérbi da semana, o do ano é o Freeport-BPN, disputado diariamente na Comunicação Social entre as duas metades do Bloco Central.
O Freeport joga em casa, pelo menos até Outubro, o que é vantagem não negligenciável pois a arbitragem, nestes casos, tende a ser caseira.
Só que ambas as formações têm defesas onde avultam os centrais mais altos do Estado e, posto que o jogo se disputa entre equipas A e B do mesmo respeitável clube de cavalheiros, o resultado mais provável será o português 0-0 do costume.
Manuel António Pina
in JN

Um Padre Nosso...

Uma solteirona descobre que uma amiga ficou grávida só com uma oração que rezou na igreja de uma aldeia próxima.
Dias depois, a solteirona foi a essa igreja e disse ao padre:
- Bom dia, padre.
- Bom dia, minha filha. Em que posso ajudá-la?
- Sabe, padre, soube que uma amiga minha veio aqui e ficou grávida só com uma ave-maria.
- Não, minha filha, foi com um padre nosso, mas já o transferimos.

Vitorino Nemésio...Poeta, Escritor e Intelectual...Morreu há 31 anos...

Vitorino Nemésio Mendes Pinheiro da Silva (Praia da Vitória, 19 de Dezembro de 1901 — Lisboa, 20 de Fevereiro de 1978) foi um poeta, escritor e intelectual de origem açoriana que se destacou como romancista, autor de Mau Tempo no Canal, e professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Índice
1 Biografia
2 Obra
-2.1 Poesia
-2.2 Ficção
-2.3 Ensaio e Crítica
-2.4 Crónica
-2.5 A Ficção em Vitorino Nemésio
-2.6 Outros géneros narrativos
-2.7 A Poesia em Vitorino Nemésio
-2.8 Outras actividades
3 Ligações Externas
.
A Concha
.
A minha casa é concha. Como os bichos
Segreguei-a de mim com paciência:
Fachada de marés, a sonho e lixos,
O horto e os muros só areia e ausência.
.
Minha casa sou eu e os meus caprichos.
O orgulho carregado de inocência
Se às vezes dá uma varanda, vence-a
O sal que os santos esboroou nos nichos.
.
E telhados de vidro, e escadarias
Frágeis, cobertas de hera, oh bronze falso!
Lareira aberta ao vento, as salas frias.
.
A minha casa. . . Mas é outra a história:
Sou eu ao vento e à chuva, aqui descalço,
Sentado numa pedra de memória.

O Que é um Banco?

-Uma instituição de malefício público que se preocupa em vender às pessoas o seu (delas) próprio tempo e o seu (delas) próprio dinheiro.

Já devem ter percebido: é da usura que vos vou falar.

Diz o Código Civil, no seu artº282 (Negócios usurários): «1. É anulável, por escusa, o negócio jurídico, quando alguém, explorando a situação de necessidade, inexperiência, ligeireza, dependência, estado mental ou fraqueza de carácter de outrém, obtiver deste, para si ou para terceiro, a promessa ou concessão de benefícios excessivos ou injustificados.»

A usura é crime. E o Código penal, no seu artº.226, estipula-o:
«1. Quem, com intenção de alcançar um benefício patrimonial, para si ou para outra pessoa, explorando situação de necessidade, anomalia psíquica, incapacidade, inépcia, inexperiência, ou fraqueza de carácter do devedor, ou relação de dependência deste, fizer com que ele se obrigue a conceder ou prometa, sob qualquer forma, a seu favor ou a favor de outra pessoa, vantagem pecuniária que for, segundo as circunstâncias do caso, manifestamente desproporcionada com a contraprestação é punido com pena de prisão até 2 anos ou com pena de multa até 120 dias. (...)4. – O agente é punido com pena de prisão até 5 anos ou com pena de multa até 600 dias se
Fizer da usura modo de vida;
Dissimular a vantagem pecuniária ilegítima exigindo letra ou simulando contrato; ou
Provocar conscientemente, por meio da usura, a ruína patrimonial da vítima.»

Os factos:
A. Dos bancos:
Os bancos fazem da usura modo de vida;
Simulam contratos e exigem letras;
Provocam, fria e dolosamente, a ruína patrimonial das vítimas;

B. Das Vítimas dos Bancos:
1. Padecem de situação de necessidade (em grande parte dos casos, são jovens casais que doutra forma não conseguiriam acesso à habitação –direito consignado na Constituição); além disso, são desde tenra idade endrominados com a ideia de que o supérfluo é necessário. Ou melhor: tudo o que os grandes empórios e marcas oferecem é essencial. Não possuí-lo é fonte de assolapantes angústias existenciais, as únicas, de resto, admissíveis.
2. Encontram-se de psique alterada por via do bombardeamento ininterrupto de propaganda sedutora, onde os incitam e empurram a endividar-se, a qualquer preço, de todas as maneiras possíveis e imaginárias; são constantemente assediados por uma espécie de proxenetas financeiros que lhes exibem pornografia excitante e vaporizam perfumes afrodisíacos; vendem-lhes crédito como quem lhes vende heroína ou charros ao domicílio;
3. Fruto dessa intoxicação consumista, levada a cabo com a conivência e o beneplácito mais que escandalosos das autoridades, tornam-se crédito-dependentes. Zombificam, abdicam da própria liberdade e livre arbítrio, hipotecam o futuro, e entregam-se a uma servidão rastejante da dose, ou melhor dizendo: do juro. Incapazes, por clara debilidade mental, à partida, de discernirem o que verdadeiramente está em causa, atolar-se-ão cada vez mais nas areias movediças do mistifório e da vigarice, e acabarão tragados por um labirinto de cláusulas, micro-cláusulas e alçapões legais;
4. São geralmente ígnaros e ineptos em matéria financeira, ou em qualquer outra que transcenda a vida dos futebolistas, o enredo das novelas, o casamento dos príncipes, o último grito dos telemóveis e outras do mesmo jaez. Aderem infantilmente ou por compulsão osmótica às promoções irresistíveis que, em ubíqua algazarra, arautos e almocreves de todos os quadrantes proclamam. Junkies da publicidade, padecem, em fase terminal, de onerreia –isto é, de incontinência aquisitiva;
5. São comprovadamente inexperientes. Aliás, inexperientes é pouco: ingénuos, simplórios, totós, papalvos, é mais o termo. A facilidade com que desembestam atrás de qualquer ilusão, a tendência para confundir anseio com evidência, a facilidade com que se babam de roda de qualquer fábula, coloca-os praticamente num estado de completa vulnerabilidade a todo e qualquer charlatão. Mesmo parlapatões pouco mais que unicelulares não encontrarão grandes dificuldades para lhes venderem lotes em Marte ou nuvens na Austrália. Por esta altura, já compram a própria água que bebem e, adivinha-se, não tardará que paguem pelo próprio ar que respiram.
6. Referi-los como fracos de carácter é claramente um exagero. Na verdade, em termos de carácter, a definição correcta é "ausentes", ou "acaracterísticos". O carácter, em rigor, desempenha neles a mesma função que a vértebra nos moluscos. Não admira pois que, à inexperiência, se some a irresponsabilidade e se subtraia, quase de todo, a individualidade.

Concluindo:
Como é bem patente, o crime existe. É público e notório. Atenta contra a saúde mental e moral da população e mesmo contra a existência física do país. Sendo um crime público não carece de denúncia para que o Ministério Público proceda e investigue. Mais: é-lhe obrigatório fazê-lo. Então porque é que não se investiga?...
Só me ocorre uma explicação: pela mesma razão que não se procede contra a espoliação dos papalvos por parte da Igreja Universal do Reino de Deus. Ou seja, ao abrigo do pleno –e constitucionalmente sagrado - direito à Liberdade de Religião e Culto.
Afinal, não é usura: é cobrança do dízimo.

PS: Este postal foi publicado pela primeira vez em Dezembro de 2004. Desde então, o panorama da usura, em Portugal, alterou-se - piorou significativamente. Perante a ignorância mais completa do otário e a cumplicidade generosa do Estado. Quanto é que a Cofidis, por exemplo, cobra de juros por empréstimo?
http://pt.indymedia.org/ler.php?numero=113326&cidade=1