domingo, 5 de outubro de 2008

A TURQUIA FAZ REFORMA REVOLUCIONÁRIA DO ISLÃO

A Turquia tenta fazer o impensável: A reforma do Islão e a sua modernização.
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A Turquia vai publicar um documento que “representa uma interpretação revolucionária do Islão – e uma controversa e radical modernização da religião, revelou há dias a BBC.
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Trata-se da “revisão fundamental do Hadith”, uma colectânea de milhares de afirmações e pensamentos atribuídas ao profeta Maomé e que constituem o segundo mais importante texto sagrado dos muçulmanos depois do Qurão. Para os crentes, o Hadith é um guia para interpretar o Qurão e também grande parte da Sharia, a lei islâmica, a que os clérigos muçulmanos chamam também “a Lei Divina”.
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A revisão, que será empreendida por uma equipa de teólogos da Universidade de Ancara, foi encomendada pelo poderoso Directório dos Assuntos Religiosos, ou Diyanet.

Segundo Robert Piggott, correspondente de questões religiosas da BBC, “o Estado turco considera que o Hadith tem, frequentemente, influência negativa numa sociedade que tem pressa em se modernizar, além de que é responsável por obscurecer os valores originais do Islão”.
A Turquia percebeu que “um número significativo” das afirmações atribuídas a Maomé nunca foram por ele proferidas e, mesmo as que foram, “necessitam de ser reinterpretadas“, salienta Piggott. Para muitos dos que apoiam esta revisão, será o princípio da “reforma” de uma religião com 1400 anos.
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Com receio de polémica, as autoridades turcas hesitaram até agora em avançar com este projecto, que o Diyanet já anunciara em 2006, com a intenção de expurgar o Hadith, designadamente das suas “passagens misóginas”, as que discriminam e subordinam as mulheres aos homens.
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No entanto, um exame forense na Escola de Teologia da Universidade de Ancara concluiu que alguns dos hadiths (ditos) de Moamé “foram inventados centenas de anos depois” de o profeta morrer “para servirem as sociedades da altura” – como é o caso, por exemplo, da mutilação genital feminina.
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Por isso, mesmo as mensagens consideradas genuínas serão reavaliadas. Não faz sentido, observou Mehmet Gormez, do Diyanet, que a proibição de as mulheres viajarem sozinhas, apenas porque não era seguro no tempo de Maomé, se tenha tornado permanente em vez de temporária.
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Para Fadi Hakura, especialista em assuntos turcos na Chatam House, em Londres, os turcos estão a “recriar o Islão”, adaptando-o a uma moderna democracia secular. “É semelhante à Reforma do Catolicismo praticado pelo movimento protestante. Embora não exactamente igual, é semelhante porque implica mudanças nas bases teológicas”, disse à BBC.

Comentário meu: Esta tentativa de mudança - porque não passa de uma bem intencionada tentativa enquanto não for aceite pelos crentes turcos - irá demonstrar duas coisas:
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1º - até que ponto os crentes turcos serão capazes de pensar pela sua própria cabeça em vez de pensarem pela cabeça dos clérigos muçulmanos. É evidente que estas mudanças serão mal recebidas pelos clérigos muçulmanos, principalmente árabes e paquistaneses, para não mencionar os crentes fundamentalistas, ou extremistas, ou conservadores. Os clérigos não turcos terão relutância em aceitar estas alterações porque seria negar o principal ensinamento em que eles insistem constantemente nas suas prédicas: ninguém deve ser intrometer-se em questões teológicas. Essa matéria é da exclusiva responsabilidade dos clérigos, sejam eles Imans, Mulahs, Muftis, ou Qadis. Os clérigos são os crentes que supostamente mais sabem de matéria religiosa e de teologia muçulmana. Porém, os clérigos nunca abriram o conhecimento teológico aos crentes vulgares por receio de vulgarizar o saber e perderem as vantagens económicas, políticas e sociais [estatuto] que tanto os beneficiam. Trata-se portanto de uma defesa de carácter corporativo. Ligada a este aspecto, devemos não esquecer que os clérigos profissionais são muito numerosos em todas as sociedades muçulmanas (porque é a educação mais acessível quer economica quer fisicamente). É o número que lhes dá grande força corporativa.
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2º - Se os clérigos turcos aceitarem as alterações, então serão a excepção. Mas serão mal vistos e caluniados pelos restantes clérigos de outros países muçulmanos. Se os crentes turcos aceitarem pacificamente as alterações propostas, poderemos concluir que o laicismo criou na Turquia uma realidade cultural e politica diferente da dos outros países muçulmanos.
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A relutância em aceitar esta revisão do Hadith tem outra razão. Durante muitos anos, principalmente depois da época moderna, os clérigos criaram a verdade doutrinária de que o Hadith era a palavra divina revelada ao profeta. A Sharia, que está quase toda no Hadith, era a Lei de Deus, portanto imutável como tudo o que tem origem divina. Por consequência, mudar o Hadith é renegar a vontade de Deus e muitos dos fundamentos religiosos que ajudaram a dominar politicamente as sociedades muçulmanas através da Sharia. Alterá-la é traí-la e desmentir muito do que os clérigos muçulmanos têm ensinado. Portanto, há que esperar acesa oposição, principalmente dos árabes [da Arábia Saudita], que ainda hoje não se libertaram da ideia de que são os “donos” do Islão.
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Embora se saiba que, por diversas vezes, reis, chefes militares e outros senhores que exerceram o poder político em algumas épocas históricas e regiões alteraram o Hadith para o harmonizar com necessidades estratégicas momentâneas ou culturas locais, é hoje muito difícil distinguir o que pertence à versão original (portanto do profeta) daquilo que foi adulterado. Apenas algumas dessas alterações são hoje detectadas por meios indirectos tais como estudos históricos, sociológicos, antropológicos, políticos. A mutilação genital feminina é um desses exemplos. Os árabes nunca a praticaram, portanto não existia no tempo do profeta, nem a praticam actualmente. Esse costume é mais vulgar em certas regiões do Norte de África e centro-africanas. No entanto, está consignada no Hadith. Daí a conclusão de que foi acrescentada posteriormente por algum governante mais zeloso para dar cobertura a algum costume local.
BBC News

A Verdadeira Profissão de Desgaste Rápido

Em especial o desgaste psicológico, tão incompreendido por muitos dos críticos dos professores que parecem não perceber do que se fala.
Se há crítica que me irrita solenemente (na verdade há várias, tomara eu que fosse só uma…) é aquela em que se afirma que não deve ser docente quem não se sente em condições para se impôr numa sala de aula a 25 crianças e/ou (pré-)adolescentes.
É mais fácil dizê-lo do que fazê-lo. E muito menos fazê-lo uma mão-cheia de vezes por dia. Ali, em frente de todos aqueles olhos, desempenhando o melhor possível performance a seguir a performance, na expectativa de obter resultados e sentir um feedback positivo.
Há muito boa gente, com gosto por ensinar e natural vocação para essa função que, infelizmente, tem naturais dificuldades em enfrentar uma plateia. É muito comum no início da carreira, assim como em todos os inícios de ano lectivo, mas muitas vezes o nó no estômago permanece para além disso. Conheço tantos e tantos casos, em que esse bloqueio, maior ou menor, só desapareceu ao fim de meia dúzia de anos ou mesmo de uma década.
Há quem não entenda a dureza de, em especial em início de carreira, enfrentar a cada novo ano, uma nova Escola, uma nova sala de professores, um novo conjunto de turmas. Digam o que disserem é necessária uma grande resistência psicológica e há quem faça das tripas coração para seguir em frente. Muitas vezes, o equilíbrio consegue-se, em outras acaba mais tarde ou mais cedo por romper-se.
Afirmar que essas pessoas não são competentes é uma tremenda injustiça. Mas há quem o faça sem rebuço ou pudor e o próprio ME actualmente valida essa atitude, ao forçar o afastamento das Escolas de pessoas com redução da componente lectiva por razões do foro psicológico, claramente causadas pela prática profissional, mas que ainda têm muito valor e muito podem oferecer às escolas em outras funções.
Nos primeiros dez anos em que leccionei como contratado, conheci oito escolas diferentes e milhares de alunos, quase sempre em regime de substituição, entrando já com o ano em andamento, sendo necessário conhecer espaços, rotinas e muita gente nova. Quantas vezes comecei a leccionar no dia seguinte a receber a carta da DREL a mandar-me apresentar na escola X. Um ano houve (1991/92?) em que leccionei 11 turmas de 9º ano, substituindo uma colega grávida desde o 2º período. Quase 300 alunos!!! No meu primeiro ano nas lides (1986/87) leccionei à noite turmas dos Cursos Complementares, em que todos os alunos eram mais velhos do que eu. Mesmo no 3º ano do Curso Geral os mais novos eram da minha idade.
Apesar de moderamente introvertido e não propriamente bem-falante, tenho a felicidade de não me sentir muito intimidado a falar em público. O nó no estômago desfez-se exactamente por essas alturas, quando acabava o curso, ao intervir em RGA’s hostis, tentando expôr argumentos em clima de insurreição. Mas nem todo(a)s têm essa sorte.
Há quem sofra atrozmente com todos aqueles olhares a examinar-nos. Só quem nunca leccionou é incapaz de perceber que uma turma é, a um tempo, um conjunto de indivíduos, cada qual com a sua individualidade e as suas idiossincrasias, mas ao mesmo uma entidade colectiva com um comportamento de grupo autónomo perante o docente. E que em muitos casos o processo de conhecimento mútuo pode ser atribulado. Algumas vezes é como tentar lidar com um rebanho calmo em prado aprazível, mas em muitos outros casos é uma espécie de rodeo com puros sangues bravios. Com a invenção descabelada das aulas de substituição no modelo incongruente que o ME arranjou, para além das nossas turmas regulares, podemos conhecer todas as semanas um novo grupo (ou dois) e de (re)agir em conformidade.
Se para mim o não é, para muito(a)s colegas isso é especialmente doloroso, fazendo crescer a ansiedade a níveis muito dificilmente suportáveis. Serão “piores” docentes do que eu? Obviamente que não. Isso seria considerar que para se ser docente serviria qualquer pessoa extrovertida e facilmente sociável, ou que esse deveria ser critério eliminatório no acesso à docência.
Será que na formação dos futuros docentes existem espaços disciplinares onde se procure prepará-los para esse tipo de situações? Claro que não, pois a exaltação pedagógica é essencialmente livresca e debitada por quem raramente passou por aquilo que descreve e que nunca aplicou as fórmulas que reputa de ideais e infalíveis.
Por isso muitas vezes os docentes são quase devorados no início de carreira. E outros vão sofrendo um enorme desgaste ao longo dela. Mas isso não é reconhecido pela tutela. Agora e cada vez mais os docentes são encarados como meras peças descartáveis, depois de mostrarem a fadiga própria do uso prolongado e intensivo. Quanto mais indiferenciados melhor, para que ninguém sinta que não pode ser substituído a qualquer momento, como numa linha de produção.
Resta-nos o consolo de saber que, apesar de tudo, a maior parte de nós acaba por ir sobrevivendo mais do que certas personagens, essas sim de esquecimento rápido.
http://educar.wordpress.com/

Educação...O Factor humano...

O Factor Humano
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“Não há ensino de qualidade, não há verdadeira Escola se os professores não contarem ou contarem pouco”
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Nos inúmeros périplos que o Governo tem efectuado pelo País a distribuir computadores, cheques e, principalmente, auto-elogios, os professores têm sido esquecidos como se na Escola fossem quem menos conta!
O ataque aos professores começou por ter expressão no plano social, tendo essa primeira fase pretendido preparar o terreno para as medidas que se seguiriam e que, sabiam os governantes, seriam fortemente contestadas.
Sobre os docentes abateram-se todas as medidas que se aplicaram à Administração Pública e, no caso do ensino particular e cooperativo, as decorrentes do código de trabalho… a que se juntaram mais algumas.
Foi o novo estatuto da carreira docente que introduziu focos de grave instabilidade na profissão, com o seu absurdo e muito penalizador modelo de avaliação, a divisão da carreira em duas categorias ou a criação de uma prova de ingresso que visa empurrar milhares de jovens para fora da profissão; foram os horários de trabalho, muitas vezes ilegais, que impõem horas de actividade burocrática que seriam preciosas para o trabalho individual e vieram desorganizar, completamente, a própria vida profissional, pessoal e familiar dos professores; foi a nova gestão escolar, assente no pressuposto da desconfiança sobre os docentes e na necessidade de estender, para dentro das escolas, os tentáculos da tutela; foi a supressão dos apoios a milhares de alunos com necessidades educativas especiais, tornando mais difícil o trabalho na sala de aula.
É verdade que há escolas com quadros interactivos, com mais computadores nas salas e alguns edifícios foram recuperados… mas não foi dada a devida importância ao mais importante dos factores: o factor humano e, em especial, os profissionais docentes.
Como a UNESCO e a Internacional de Educação lembram no Dia Mundial dos Professores que se celebra, "os Professores contam!" Só que no nosso país, para o nosso Governo, estes têm contado pouco, o que é grave.
Não há ensino de qualidade, não há verdadeira Escola se os Professores não contarem ou contarem pouco, como tem acontecido, sendo natural que, quando assim é, as políticas educativas fracassem.
Seria perda de tempo esperar que para os actuais governantes os Professores passassem a contar; essa é razão suficientemente forte para que sejamos nós, Professores, com a nossa luta, a fazê-los compreender quanto contamos!
Mário Nogueira,
Secretário-geral da Fenprof
in CM

Corrupção em Portugal???...nem pensar...

A Revolução de 5 de Outubro e a Proclamação da República Portuguesa...

Revolução de 5 de outubro
Implantação da República Portuguesa

sábado, 4 de outubro de 2008

A Grande Mentira...O Computador Magalhães...

Não há ninguém em Portugal com acesso aos "media", e que não dependa de lugares ou favores, que possa desmascarar a esperteza saloia destes "políticos" poucos escrupulosos e sem nível ???...
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Magalhães - o mais escandaloso golpe de propaganda do ano
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Os noticiários abriram há dias, com pompa e circunstância, anunciando o lançamento do 'Primeiro computador portátil português', o 'Magalhães'.
A RTP refere que é '
um projecto português produzido em Portugal'
A SIC refere que '
um produto desenvolvido por empresas nacionais e pela Intel' e que a 'concepção é portuguesa e foi desenvolvida no âmbito do Plano Tecnologico.'
Na realidade, só com muito boa vontade é que o que foi dito e escrito é verdadeiro.
O projecto não teve origem em Portugal, já existe desde 2006 e é da responsabilidade da Intel. Chama-se
Classmate PC e é um laptop de baixo custo destinado ao terceiro mundo e já é vendido há muito tempo através da Amazon.
As notícias foram cuidadosamente feitas de forma a dar ideia que o 'Magalhães' é algo de completamente novo e com origem em Portugal. Não é verdade.
Felizmente, existem alguns
blogues atentos.
Na imprensa escrita salvou-se, que se tenha dado conta, a notícia do
Portugal Diário: 'Tirando o nome, o logótipo e a capa exterior, tudo o resto é idêntico ao produto que a Intel tem estado a vender em várias partes do mundo desde 2006. Aliás, esta é já a segunda versão do produto.'
Pelos vistos, o jornalista Filipe Caetano foi o único a fazer um trabalhinho de investigação em vez de reproduzir o comunicado de imprensa do Governo.
A ideia é destruir os esforços de Negroponte para o OLPC.
O criador do MIT Media Lab criou esta inovação, o portátil de 100 dólares...A Intel foi um dos parcceiros até ver o seu concorrente AND ser escolhida como fornecedor.
Saiu do consórcio e criou o Classmate, que está a tentar impor aos países em desenvolvimento. Sócrates acaba de aliar-se, SEM CONCURSO, à Intel, para destruir o projecto de Negroponte. A JP Sá Couto, que ja fazia os Tsumanis, tem assim, SEM CONCURSO, todo o mercado nacional do primeiro ciclo.
Tudo se justifica em nome de um número de propaganda política terceiro-mundista.
Para os pivots (ex-jornalistas?) Rodrigues dos Santos ou José Alberto Carvalho, o importante é debitar chavões propagandísticos em vez de fazer perguntas.
Se não fosse a blogosfera - que o ministro Santos Silva ainda não controla - esta propaganda não seria desmascarada.
Os jornalistas da imprensa tradicional têm vindo a revelar-se de uma ignorância, seguidismo e preguiça atroz.
Recebido por email

Mafalda Arnauth...É uma Fadista das mais representativas das novas gerações...

Mafalda Arnauth
Mafalda Arnauth (Lisboa, 4 de Outubro de 1974) é uma fadista portuguesa.
A artista iniciou a sua carreira em
1995, num concerto no Teatro de São Luís, em Lisboa, no qual participou por conta de um convite do fadista João Braga.
A partir dessa altura Mafalda Arnauth nunca mais parou, passando por alguns programas de Televisão e Rádio, por vários palcos no estrangeiro (Luxemburgo, Alemanha, França, Inglaterra) e um pouco por todo o país.
O seu primeiro álbum, Mafalda Arnauth (
1999), foi aclamado pela crítica e recebeu o prémio de voz revelação do ano pela revista portuguesa BLITZ, voltada para o público jovem - um sucesso que se repetiria em seu segundo disco, Esta Voz Que Me Atravessa (2001), quase inteiramente dedicado ao fado.
Em 2003, Mafalda Arnauth lançou Encantamento, no qual surge também como compositora, assinando quase todas as faixas.
Diário (2005) foi saudado pela crítica e pelos fãs como o melhor trabalho da cantora até o momento.
Mafalda Arnauth é um dos elementos femininos do fado mais representativos das novas gerações.
Mafalda Arnauth - Hortelã Mourisca

Portugal...Nem a polícia se livra dos assaltos...

Dinis Machado...Jornalista e Escritor Português...Faleceu ontem...

Dinis Machado
Biografia
Viveu no
Bairro Alto até 1963. Foi jornalista desportivo no Record, Norte Desportivo, Diário Ilustrado e Diário de Lisboa.
Organizou no princípio da
década de 1960 os primeiros ciclos de cinema da Casa da Imprensa e publicou críticas na revista Filme.
Também escreveu poesia, fez entrevistas e publicou três romances policiais sob o pseudónimo Dennis McShade na colecção Rififi, então dirigida por ele: Mão direita do Diabo (1967), Requiem para D. Quixote (1967) e Mulher e arma com guitarra espanhola (1968).
O seu maior sucesso literário, tanto junto da crítica como do público, foi O que diz Molero, publicado em 1977 e que já foi traduzido para quatro idiomas (
alemão, búlgaro, castelhano e romeno). A sua adaptação ao teatro, feita por José Pedro Gomes e António Feio, foi também um sucesso
Também é autor de Discurso de Alfredo Marceneiro a Gabriel Garcia Marquez (1984), de Reduto quase final (1989) e de Gráfico de vendas com orquídea (1999).

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Portugal...A vergonha da justiça...

A justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca...
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Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.
Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo 'normal' e encolhem os ombros.
Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação> sobre tudo e sem concluir nada.
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.
Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças.
E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal e que este é um país onde as coisas importantes são 'abafadas', como se vivêssemos ainda em ditadura.
E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas.
Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.
Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
Vale e Azevedo pagou por todos.
Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.
No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?
As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente 'importante' estava envolvida, o que aconteceu? Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente 'importante', jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?
E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha. E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?
E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.
Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.
Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os 'senhores importantes' que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
Existe em Portugal uma camada subterrânea de> segredos e injustiças , de protecções e lavagens , de corporações e famílias , de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.
Este é o maior fracasso da democracia portuguesa
Clara Ferreira Alves
in 'Expresso'

Recebido por email

Adriana Calcanhotto...Cantora e Compositora Brasileira...

Adriana Calcanhotto
Adriana da Cunha Calcanhotto, mais conhecida por Adriana Calcanhotto ou Adriana Partimpim, (Porto Alegre, 3 de outubro de 1965) é uma cantora e compositora brasileira.
Recentemente ampliou a atuação num álbum para crianças, o
Adriana Partimpim (2004), com o qual obteve grande sucesso em espetáculos e pelo qual foi nomeada para concorrer ao prêmio Grammy latino de melhor álbum infantil na casa de espetáculos nova-iorquina Madison Square Garden (2 de novembro de 2006).
As composições abordam estilos variados:
samba, bossa nova, funk, rock, pop, baladas. Dentre as características de repertório, observa-se a regravação de antigos sucessos da MPB e arranjos diferenciados.
Índice
-
1 Carreira
-2 Curiosidades
-3 Discografia
-4 Ver também
-5 Ligações externas
Adriana Calcanhotto : " Fico Assim Sem Você "

ESTREIA...Esta Sexta não vá ao cinema...

Miguel Bombarda...Médico, Filósofo e Político...98º Aniversário da sua morte...

Miguel Bombarda
Miguel Augusto Bombarda (Rio de Janeiro, 6 de Março de 1851 - Lisboa, 3 de Outubro de 1910), médico psiquiatra, filósofo e republicano.
Biografia
Estudou na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, onde viria a ser professor e foi director do Hospital de Rilhafoles, onde criou o Laboratório de Histologia em 1887.
Mas a sua actividade esteve longe de se limitar à docência e à clínica.
Bombarda foi um pensador, pode-se dizer mesmo um filósofo muito atento às correntes da sua época (marcada pela visão termodinâmica de Helmholtz, Clausius e outros, pela teoria da evolução de Darwin e pela filosofia positivista de Comte).
Proselitou uma cosmovisão materialista. Sustentou o determinismo científico ao ponto de o estender à realidade social. Nessa perspectiva, o crime seria uma doença semelhança à infecção causada por uma bactéria.
Republicano convicto, foi um acérrimo
anti-clerical. A sua obra “A Ciência e o Jesuitismo”, de 1900, é um bom documento sobre o nosso “fin de siècle”. Bombarda opõe a sua visão científica do mundo à visão religiosa dos jesuítas, em particular a do “padre sábio” Manuel Fernandes Santana, com quem estava em polémica.
Tornou-se membro do
Partido Republicano Português em 1909, tendo sido eleito deputado em Agosto de 1910. Membro do comité revolucionário que implantou a República em Portugal, em 5 de Outubro de 1910, e considerado o seu chefe civil.
Bombarda pertenceu a um grupo de portugueses inconformados com a situação de atraso do país, que se revia nas Conferências do Casino de Antero de Quental e outros e que queria urgentemente renovar o país, culpando a Igreja pelo atraso. Para ele não havia apenas que curar o doente individual mas também o doente colectivo que era a nação.
Não chegou, contudo, a assistir à vitória dos republicanos por ter sido assassinado por um doente mental, um tenente que ficou depois internado numa instituição psiquiátrica, em
3 de Outubro de 1910, poucas horas antes do início da revolta.
Para a história ficaram as últimas palavras de Miguel Bombarda, que mostram, mesmo próximo da morte, não só informação como compaixão:
- “Não lhe façam mal. Ele é um doente!”
Teve um funeral conjunto ao de Cândido dos Reis, no dia 6 de Outubro.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O Governo já em campanha...

No reino da hipocrisia!
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É pura hipocrisia ouvir Sócrates virar-se para Heloísa Apolónia e dizer que o PS vai rejeitar a sua proposta de legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo porque isso … não consta do programa do PS e do Governo.
Se estivéssemos no início do mandato ainda a desculpa podia ter alguma sustentação. Mas usar esse pretexto depois de passar quase quatro anos a deitar para o caixote do lixo os seus grandes compromissos, ultrapassa o que de pior se imaginaria neste Governo.
E, ou muito me engano, ou iremos assistir a mais um acto de suprema hipocrisia, agora a propósito da "2ª fase" do metro do Porto.
Depois de dois anos a marcar passo - em que nem sequer se concluíram dois troços da rede, pouco mais de 700 metros de linha -, é provável que o Governo anuncie agora mais uma das suas "grandes notícias" para a Área Metropolitana. Por estes dias, virá quase seguramente dizer que vão avançar as linhas da Boavista/Matosinhos e Sª da Hora/Hospital S. João. Irá fazê-lo como se fosse coisa nova ou decisão recente, qual "padrinho" que finge distribuir prendas aos eleitores portuenses mas esconde que tudo já fora pomposamente combinado e assinado em Maio de 2007!
Se o Governo tivesse pingo de vergonha deveria pedir desculpa pela paralisação a que votou o metro do Porto; viria dizer que (para além da ligação a Rio Tinto, adjudicada há apenas alguns dias), deveriam estar já em concurso - no máximo desde Junho - as empreitadas da Trofa e da linha Boavista/Matosinhos; viria reconhecer o falhanço do "concurso global da 2ª fase" e dizer que ia lançar um outro, conjunto, para a 2ª ligação a Gondomar e a extensão de Sto. Ovídio a Laborim.
O Governo deveria antes apresentar-se com a corda na garganta em vez de trazer foguetes para tentar fazer a festa fora de tempo, confirmando apenas o que já consta de um "memorando de entendimento" com 16 meses!
Só que o Governo ultrapassou todos os limites do decoro, está já em plena campanha eleitoral.
Honorio Novo
in JN

Depois do desastre, Pinto da Costa peregrina...

Depos do FCP apanhar 4 do Arsenal, Pinto da costa vestiu o hábito e meteu "pés ao caminho"... Apenas acompanhado pelo seu livro de cabeceira "Eu, Carolina" peregrinou a Santiago de Compostela tentando negociar com o Santinho o futuro do clube...

Mahatma Gandhi...Idealizador e fundador do moderno estado indiano...

Mahatma Gandhi
Mohandas Karamchand Gandhi, mais conhecido popularmente por Mahatma Gandhi ("Mahatma", do sânscrito "A Grande Alma") (2 de Outubro de 1869 - Nova Déli, 30 de Janeiro de 1948) foi um dos idealizadores e fundadores do moderno estado indiano e um influente defensor do Satyagraha (princípio da não-agressão, forma não-violenta de protesto) como um meio de revolução. (Ver também: Mahatmas).
O princípio do satyagraha, freqüentemente traduzido como "o caminho da verdade" ou "a busca da verdade", também inspirou gerações de
ativistas democráticos e anti-racismo, incluindo Martin Luther King e Nelson Mandela.
Frequentemente Gandhi afirmava a simplicidade de seus valores, derivados da crença tradicional hindu: verdade (satya) e não-violência (ahimsa).
Gandhi nunca recebeu o prêmio Nobel da Paz, apesar de ter sido indicado cinco vezes entre 1937 e 1948.
Décadas depois, no entanto, o erro foi reconhecido pelo comitê organizador do Nobel.
Quando o Dalai Lama
Tenzin Gyatso recebeu o prêmio em 1989, o presidente do comitê disse que o prêmio era "em parte um tributo à memória de Mahatma Gandhi".
Ao longo de sua vida, as atividades de Gandhi atraíram todo tipo de comentário e opinião.
Winston Churchill chegou a chamá-lo de "faquir castanho".
Sobre Gandhi,
Albert Einstein disse que as gerações por vir terão dificuldade em acreditar que um homem como este realmente existiu e caminhou sobre a Terra.
Índice
1 Biografia
-1.1 Juventude
-1.2 Formação na Inglaterra
-1.3 A vida na África do Sul
-1.4 Satyagraha, a força da verdade
-1.5 Retorno à Índia
-1.6 A "Marcha do Sal"
2 O movimento pela independência indiana
2.1 Segunda Guerra Mundial
2.2 A divisão da Índia entre hindus e muçulmanos
3 Cronologia
4 Princípios
5 Representações artísticas
6 Indicações para o Prêmio Nobel da Paz
7 Ver também
8 Referências
9 Bibliografia
10 Ligações externas
Mahatma Gandhi

A solução para o “paradoxo da produtividade” é demitir trabalhadores

A famosa afirmação do prêmio Nobel Robert Solow de 1987, "Vemos o computador por toda parte, menos nas estatísticas de produtividade", surgiu em função da incompreensão inicial das verdadeiras finalidades da automação: Demitir trabalhadores.
Todos os profissionais de informática com razoável experiência já se defrontaram com o “Paradoxo da Produtividade”. A questão surge quando após a aquisição de um considerável número de computadores e periféricos, desenvolvimento de software e treinamento dos usuários, os controladores financeiros da empresa acusam o departamento de informática de apenas aumentar os custos.
O paradoxo surge porque teoricamente, um sistema de administração mais ágil e confiável, deveria resultar em melhora no desempenho geral e isso necessariamente deveria se refletir nos índices de produtividade.
Mesmo em caso de sucesso absoluto da implantação do novo sistema, com redução significativa de erros e inconsistências nas informações e dos prazos para atendimento das exigências burocráticas, a alta administração não parece nem um pouco satisfeita. O que estaria acontecendo?
A resposta é simples: O projeto de informatização, por questões diplomáticas, sempre foi apresentado como tendo objetivos diferentes da realidade. Assim as metas declaradas normalmente são restritas apenas a melhorias de desempenho, quando na realidade o objetivo real é a redução de custos.
Para um analista de sistemas, se um relatório que levava uma semana para ser preparado, agora leva apenas um dia, isso é aumento de produtividade. Já para um executivo do setor de finanças, isso pode não significar nada, a menos que algum empregado possa ser demitido.
Portando o paradoxo surge devido a interpretações diferentes do que seja “produtividade”. Os profissionais das áreas técnicas têm a tendência de considerar o aumento da capacidade de produção como desejável em qualquer circunstância. Isso é uma herança da “era fordista” quando de fato os lucros eram uma função direta do aumento da escala de produção.
Mas isso não é mais verdade na “era toyotista” onde os lucros devem ser obtidos sobre escalas menores com a redução obsessiva dos custos. Na era toyotista, o objetivo da informatização não é habilitar uma equipe de empregados para produzir mais e sim reduzir ao máximo o seu número.
Portanto, um projeto de informatização não deve mais se ater apenas a ganhos em relação ao desempenho e sim se concentrar na eliminação de postos de trabalho. É por isso que agora os computadores de fato geram desemprego. É por isso também que a maioria das pessoas ainda não percebeu esse fato, e as suas graves conseqüências sociais e políticas.
Muitos ainda julgam que os computadores apenas melhoram o desempenho de setores diretamente dependentes de informações como são o caso dos bancos, serviços de contabilidade, de análise financeira e serviços públicos em geral.
Uma forma simples de conferir isso, é que o paradoxo da produtividade simplesmente desapareceu nos bancos privados, por exemplo. Neles, os computadores eliminaram milhares de empregos e os lucros nunca foram tão satisfatórios (Não estamos falando somente do Brasil onde os juros estratosféricos permitiriam lucros mesmo que os bancos usassem ábacos para fazer contas e penas de ganso para escrever).
Por outro lado o paradoxo ainda é perfeitamente visível nos serviços públicos, onde em meio á fartura de equipamentos de informática, circulam milhares de funcionários ociosos e os custos da “máquina” governamental não param de crescer.
Existe inclusive um antecedente perfeito para o paradoxo da produtividade no que se refere à automação industrial. Para captarmos bem a questão, recorreremos ao próprio autor das idéias que vieram a ser denominadas como “técnicas japonesas de gerenciamento”, “just-in-time” e outras expressões mais ao gosto dos departamentos de marketing institucional.
O engenheiro Taiichi Ohno, que em 1975 tornou-se vice-presidente executivo da Toyota Motor Company, autor das idéias que hoje conhecemos como “toyotismo”, escreveu um livro sobre o assunto. Como se trata de texto de um engenheiro, tem o enorme mérito de ser muito mais objetivo e franco, sem as ambigüidades e eufemismos, tão comuns em “literatura de negócios”.
No livro, intitulado “O Sistema Toyota de Produção – Além da Produção em Larga Escala” (Porto Alegre, Bookman, 1997), Taiichi Ohno vai direto ao assunto: “...o Japão viu as médias de renda nacional subirem acentuadamente e viu diminuir a vantagem anterior de custos de produção baseados em baixos salários. Por essa razão, os empresários apressaram-se para automatizar.” (pág. 122).
Ou seja, os empresários japoneses, ao contrário dos norte-americanos e europeus, não partiram para a automação para aumentar dramaticamente a produção e sim para reduzir seus custos crescentes de mão-de-obra. Com a atividade sindical, a “vantagem competitiva” dos salários de fome do imediato pós-guerra, estava desaparecendo.
Mas é claro que a simples automação não funcionou de imediato. “Muitos acham que a redução de custos pode ser alcançada pela aquisição de robôs ou máquinas de alto desempenho. Os resultados mostram porem que, os custos não foram absolutamente reduzidos.” (pág. 122/123).
E por que os custos não foram reduzidos? É simples. Os japoneses compraram máquinas e contrataram técnicos do ocidente, onde ainda imperava o “fordismo”. A automação era vista como forma de equipar os operários para aumentar a produção e não para elimina-los.
Além disso, no ocidente, a ideologia por trás da produção capitalista ainda era dirigida ao “pleno emprego” e se falava muito na “responsabilidade social” do capital. Portanto, tecnologia para gerar desemprego ainda estava fora de questão.
Isso é muito semelhante ao ambiente político e aos objetivos iniciais da implantação de computadores nas empresas em geral. Mas os japoneses tinham outros objetivos e suas idéias logo se refletiriam no ocidente á partir da “revolução liberal” liderada por Margaret Thatcher e Ronald Reagan.
Para Taiichi Ohno existe uma clara diferença entre poupar mão-de-obra e poupar operários. No primeiro caso, a empresa está apenas melhorando as condições de trabalho do próprio operário, ao invés de manda-lo embora, que é o objetivo real.
Em suas palavras: “Se a automação está funcionando bem, ótimo. Mas, se ela é utilizada simplesmente para permitir que alguém fique mais à vontade, então ela é muito cara.” (pág. 82). Afinal, “nos negócios nós estamos sempre preocupados em produzir mais com menos trabalhadores”. “Na verdade, sempre digo que a produção pode ser feita com a metade dos operários.” (pág. 124).
Essa portanto, é a questão fundamental. Numa economia competitiva a nível global, é muito difícil obter lucros com grandes escalas de produção. Nesse caso, o clássico raciocínio de que um operário mais uma máquina produzira mais, deve ser substituído pela idéia de que uma máquina sem um operário custara menos.
Isso não é somente semântica. O sucesso da Toyota em manter-se lucrativa em meio à crise do petróleo dos anos 70 e seu desempenho posterior está baseado em sua capacidade de produzir em pequena quantidade a custos muito reduzidos.
Seu segredo, além do just-in-time (conceito também aplicável à mão-de-obra), foi a correta utilização da automação para a eliminação de postos de trabalho ao invés de uma busca por aumento de produção. Muito significativa sobre isso é o título de um dos capítulos do livro de Ohno: “0,1 operário ainda é um operário”.
Ora, quando vemos uma secretária utilizando um computador de última geração apenas como editor de textos, é disso que se trata. O computador estará apenas contribuindo para que a funcionária “fique mais à vontade” e a mão-de-obra eventualmente poupada será a dela, e isso não significará redução de custos para a empresa.
Taiichi Ohno se viu as voltas com o mesmo problema. Daí porque desenvolveu o conceito de “autonomação” como alternativa a simples automação. O termo é ironicamente traduzido como “automação com um toque humano”, mas Ohno o define claramente: “Autonomação significa a transferência de inteligência humana para a máquina.” (pág. 129).
Em outras palavras se uma máquina é incrivelmente produtiva mas não dispensa operários, não é “autônoma”, e portanto sua introdução na linha de montagem é inútil do ponto de vista da redução de custos.
O mesmo se aplica aos computadores. Sem uma rede deles fornece informações on-line para uma instituição bancária de modo a triplicar o número de clientes possíveis de serem atendidos por hora, isso não significa que o número de clientes também irá triplicar. Pode significar apenas menos serviço para cada funcionário.
A crença em que o número de clientes irá triplicar, é típica do “fordismo”. Para o “toyomtismo”, o número de clientes provavelmente será o mesmo ou até menor. Portanto os computadores só irão “aparecer” nas estatísticas de produtividade caso reduzam em dois terços o número de funcionários do banco.
Esse raciocínio, por parte dos empresários é perfeitamente legítimo em caso de crise econômica séria, como a crise do petróleo por exemplo. Mas e se ele se estende para os períodos de crescimento econômico?
O resultado é o já conhecido fenômeno da “jobless recovery” ou “recuperação sem empregos”. É quando o crescimento da economia não parece se refletir no crescimento dos empregos. Baseando-se em séries históricas longas, a previsão do número de vagas é sempre muito maior do que a realidade. Diz-se então que a recuperação do mercado de trabalho foi “decepcionante”.
Sem entender a mudança de uma economia “fordista” para uma “toyotista”, os economistas e políticos se sentem diante de um novo paradoxo. A economia cresce, a produção é maior os fluxos financeiros crescem, mas aí são os empregos que não aparecem nas estatísticas...


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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

A Educação do nosso descontentamento...

Estão todos loucos
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“Cantando e rindo, com um ‘Magalhães’ debaixo do braço, as crianças irão felizes para a escola de sonho, sem exames e sem chumbos”
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Uma universidade do sítio, provavelmente sem mais nada de interessante para fazer, decidiu elaborar um estudo sobre o custo das explicações para as famílias que não só desconfiam da excelência do ensino público como têm a sorte de poder gastar algum dinheiro do seu orçamento para ajudar os filhos a falarem melhor a língua do sítio e não serem analfabetos em Matemática. Caiu o Carmo e a Trindade.
Os autores deram o tom e alguma Comunicação Social amplificou a indignação que varreu este sítio manhoso, hipócrita, cada vez mais pobre e cada vez mais mal frequentado.
O problema com as malditas explicações é que a sua existência é um caso flagrante de desigualdade social. Porque, a exemplo do Sol, as explicações só são aceitáveis se forem para todos, sem excepção. Ricos, pobres e remediados. Caso contrário, devem ser pura e simplesmente proibidas ou, em alternativa, acabe-se com os motivos que levam as famílias a procurar explicadores para os filhos.
Isto é, enterre-se de vez os malditos exames, que não só provocam um insuportável stress às criancinhas como criam essa execranda figura que é o chumbo, na versão antiga e autoritária, ou retenção, na versão socialista e moderna, que não magoa tanto os sensíveis ouvidos de pais, professores e alunos.
A sugestão do fim dos exames não partiu de qualquer grupo de cábulas, putativos delinquentes, nem de um bando de bêbedos apanhados à saída de uma taberna por uma qualquer televisão sequiosa da opinião popular ao vivo e em cima da hora.
Não.
A proposta veio das confederações de pais, essas misteriosas organizações que ganharam estatuto de parceiro social sabe-se lá como e porquê.
Uma sugestão que caiu bem na 5 de Outubro, com uma ministra a bramar contra essa gritante desigualdade social e a prometer uma vigilância apertada aos energúmenos que dão aulas na escola pública e que não têm qualquer pudor em receber uns cobres extras com explicações a meninos ricos e betinhos que assim conseguem melhores notas nos malditos exames.
Uma ministra que, diga-se em abono da verdade, tem um sonho que mostra definitivamente como o sítio não só é pobre, manhoso e cada vez mais mal frequentado mas como está a resvalar perigosamente para a loucura.
O sonho da ministra da Educação é acabar com os chumbos, perdão, as retenções.
E assim, cantando e rindo, com um ‘Magalhães’ debaixo do braço, as crianças irão felizes para a escola de sonho, sem exames e sem chumbos.
António Ribeiro Ferreira
in CM

A Chegada do "Magalhães"...

Foi numa manhã de nevoeiro que o Engenheiro desembarcou empunhando o seu Pendão...O computador Magalhães...
De maneira nada eleitoralista, distribuiu-o pelas escolas enquanto acariciava, ufano, as loiras cabeças das criancinhas...

Chitãozinho e Xororó...Dupla Musical Brasileira de música sertaneja...

Chitãozinho & Xororó
José de Lima Sobrinho e Durval de Lima, ou simplesmente Chitãozinho & Xororó, irmãos, naturais da cidade de Astorga, estado do Paraná, formam uma das mais reconhecidas duplas sertanejas do Brasil.
Em 2000 completaram 30 anos de carreira e a marca de 30 milhões de discos vendidos.
A dupla apresentou em
2004 na TV Record o programa Raízes do Campo, que era um show gravado numa casa de espetáculo, com convidados e a famosa Roda de Viola gravada na chácara de Chitaozinho no interior de São Paulo. O programa ficou no ar até maio de 2005.
Em
2006 gravaram uma guarânia com o considerado Rei da música Brasileira Roberto Carlos, a música se chamava "Arrasta uma Cadeira" e foi sucesso nacional, e fez com que eles fossem mais uma vez no Especial do Rei.
Índice
-1 História
-2 Discografia
-3 Videografia
-4 Ligações externas
Chitãozinho e Xororó : " Coração Sertanejo "

terça-feira, 30 de setembro de 2008

A Escandaleira....

Novas Oportunidades... Inscreva-se Já...
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Já só faltava esta. Via mais rápida para o sucesso, NÃO HÁ.
Só o Diploma COMPRADO pelo José Sócrates a um DOMINGO na marroquinaria da Un. Independente (e depois de ter o Diploma foi encerrada POR ELE), com 25 disciplinas dadas como equivalentes, uma disciplina tirada por FAX e mais 4 dadas por um amigão.Vejam na revista Sábado do dia 21 de Agosto, página 28.
Esta verdadeira OFERTA que são as 'Novas Oportunidades' e os 'Cursos de Formação e Educação de Adultos', são uma treta. São uma forma de os alunos fugirem SEMPRE, vou repetir, SEMPRE aos exames nacionais ficando com o 12º ano.
Em 6 meses, um aluno com o 5º ano (antigo 2º ano) fica com habilitações do 9º ano (antigo 5º ano) e, passados mais 6 meses, fica com o 12º ano (antigo 7º ano+1).
Tudo isto sem as disciplinas tradicionais, apenas com disciplinas temáticas e outras que passam pela 'experiência de vida'. Os meus amigos estrangeiros não entendem isto e eu até tenho vergonha de lhes contar.
Pois bem, mas o que é certo é que o atleta olímpico Pedro Póvoa,
aproveitando-se desta OFERTA e do Estatuto de Alta Competição, (que permite a esses atletas escolherem qualquer curso com qualquer média) acaba de entrar em Medicina, na Universidade do Minho.
Por mais incrível que pareça ... É VERDADE!
Já não BASTAVA dar 2 xutos na bola e ficar com o 9º ano.
É por estas e por outras que depois tenho de me calar quando oiço a empregada dizer que já pode contar aos seus filhos que estudou mais que os médicos.
E depois a culpa continua a ser dos professores...
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Qualificações - Novas Oportunidades
O Portugal, país de especialistas!...
NOVAS QUALIFICAÇÕES (CENTROS NOVAS OPORTUNIDADES)
- Especialista de Fluxos de Distribuição ( paquete)
- Supervisora Geral de Bem-Estar, Higiene e Saúde ( mulher da limpeza )
- Coordenador de Fluxos de Entradas e Saídas ( porteiro)
- Coordenador de Movimentações e Vigilância Nocturna ( segurança)
- Distribuidor de Recursos Humanos ( motorista de autocarro )
- Especialista em Logística de Combustíveis ( empregado da bomba de gasolina)
- Assessor de Engenharia Civil ( trolha )
- Consultor Especialista em Logística Alimentar ( empregado de mesa )
- Técnico de Limpeza e Saneamento de Vias Públicas ( varredor )
- Técnica Conselheira de Assuntos Gerais ( cartomante/taróloga )
- Técnica Especialista em Terapia Masculina ( prostituta )
- Técnica Especialista em Terapia Masculina Sénior ( prostituta de luxo )
- Especialista em Logística de Produtos Químico-Farmacêuticos ( traficante de droga )
- Técnico de Marketing Direccionado ( vigarista )
- Coordenador de Fluxos de Artigos ( receptor de artigos roubados )
- Técnico Superior de Distribuição de Artigos Pessoais (carteirista).
- Técnico de Redistribuição de Rendimentos ( ladrão ).
- Técnico Superior Especialista de Assuntos Específicos Não Especializados ( político)
Por email

Cunhas, casas e Câmara Municipal de Lisboa...

De novo o caso das casas
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Um azar, foi o que foi.
Um invejoso qualquer deu com a língua nos dentes, o MP abriu a tampa e, lá dentro, fedia.
Já aqui se falou do caso, mas todos os dias há novos e emocionantes episódios.
(Leitor, se vai continuar a ler, tape o nariz).
Há 30 anos que a Câmara de Lisboa atribui pelo método da cunha casas do património municipal a amigos, funcionários, colegas de partido, artistas, jornalistas e mais sem-abrigo do género.
A coisa vem, sabe-se agora, dos mandatos de Krus Abecassis (CDS), Jorge Sampaio (PS), João Soares (PS), Santana Lopes (PSD) e Carmona Rodrigues (PSD) até ao actual, de António Costa (PS), e entre os sem-abrigo contemplados com casas a rendas médias de 35 euros, há directores municipais, filhos de directores municipais, filhos de presidentes de juntas, chefes de gabinete, fadistas, a secretária de Amália Rodrigues, a directora da Segurança Social de Lisboa e Vale do Tejo e, porque o Sol quando nasce é para todos, até a actual vereadora da Habitação.
(Já pode destapar o nariz, leitor).
Valentim, em Gondomar, distribuía electrodomésticos, mas esses, ao menos, eram dele.
Manuel António Pina
in JN

Benfica...Rui Costa não está bem...

Marechal Costa Gomes...Assumiu a Presidência da República em democracia há 34 anos...

Marechal Costa Gomes
Francisco da Costa Gomes (Chaves, 30 de Junho de 1914 — Lisboa, 31 de Julho de 2001) foi um militar e político português. Foi o décimo sexto Presidente da República Portuguesa (o segundo após a Revolução dos Cravos).
Estudou no
Colégio Militar em Lisboa e na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, onde se licenciou em Matemática.
Sendo subsecretário de Estado do Exército (1958-1961), esteve envolvido na
intentona militar de Abril de 1961, liderada pelo general Botelho Moniz, então ministro da Defesa.
Em
1970, exerceu as funções de comandante da Região Militar de Angola, onde procedeu à remodelação do comando-chefe e foi o primeiro impulsionador da ideia de entendimento militar com a UNITA contra o MPLA e a FNLA.
Em
12 de Setembro de 1972, é chamado para exercer o cargo de chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, em substituição do general Venâncio Deslandes. No entanto, viria a ser exonerado em Março de 1974, pouco antes do 25 de Abril, por se ter recusado a prestar lealdade numa cerimónia pública ao governo Caetano.
Após o
25 de Abril, foi um dos sete militares que compunham a Junta de Salvação Nacional. Entre o dia 25 de Abril e 30 de Setembro de 1974, foi a segunda figura do Estado português, logo abaixo de António de Spínola, exercendo as funções de chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas.
Assumiu a Presidência da República por nomeação da Junta de Salvação Nacional, devido à renúncia de Spínola em
30 de Setembro de 1974.
Ocupou o cargo de Presidente da República até
27 de Junho de 1976, altura em que as primeiras eleições livres para a escolha do Chefe de Estado em Portugal ditaram a escolha do general Ramalho Eanes para lhe suceder à frente dos destinos do País.
Em 1982 foi elevado à dignidade de marechal
A 31 de Julho de 2001, Costa Gomes morreu no Hospital Militar de Lisboa.
Render da Guarda ao Palácio Nacional de Belém