quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

BPN: A REALIDADE ULTRAPASSA A FICÇÃO

Em seis semanas sucederam-se a um ritmo vertiginoso as notícias sobre o “caso BPN”. Por mim confesso que a realidade tem, de longe, superado tudo o que eu pudesse imaginar. Dava para argumento de uma série. Não há por aí produtoras interessadas?
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Temos de tudo: um banco com órgãos sociais saídos do bloco central do poder, com predominância para o PSD. Rotatividade anormal e excessiva dos mesmos. Accionistas desconhecidos. Auditoras – que mudam quase de dois em dois anos - , que referenciam negócios cujo contributo para os resultados do banco era difícil de detectar e que vão de oficinas de reparação automóvel, passando pela saúde, seguros, agro-alimentar e até fundos de arte. Auditoras que alertam para a excessiva concentração de créditos concedidos a empresas imobiliárias e com projectos em construção, algumas ligadas a accionistas do grupo. O Banco de Portugal (BdP) tem seis processos abertos e admite agora que as irregularidades remontam ao ano 2002. A Procuradoria-Geral da República está a investigar o banco.
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Um banco que apresenta, a 30 de Outubro de 2008, 700 milhões de euros de prejuízos. Mas que, em 2007, reportou resultados positivos de 77 milhões de euros e, em 2006, de 86 milhões de euros. Um banco que manteve anos a fio taxas de remuneração de depósitos bastante acima da concorrência. Que guarda várias obras de arte no valor de milhões e milhões de euros nos seus cofres-fortes. Mas que motivou ao longo dos anos sucessivos avisos e denúncias sobre a sua eventual associação ao branqueamento de capitais.
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Um banco aparentemente não fiscalizado em condições por quem de direito: o BdP, presidido pelo “funcionário mais bem pago do Estado Português” (Victor Constâncio ganha, anualmente, 281.804,83 euros). Um banco onde administradores executivos e não-executivos, bem como membros dos órgãos sociais, nada viam, nada ouviam, nada liam, logo nada sabiam. Uns incompetentes estranhamente assumidos na primeira pessoa. Apetece perguntar: eram pagos pelos accionistas, a peso de ouro, para serem assim?
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“O Caso BPN” que atinge um ex-ministro e actual conselheiro de Estado, que afirma que quando saiu da política não tinha dinheiro nenhum – o que é manifestamente um exagero. E que nos revelou a todos o segredo da sua fortuna: “Geri o dinheiro com parcimónia, com sensatez.” Deve ter sido por isso que em 1991 comprou e remodelou uma vivenda, no Estoril, por 150 mil contos – dinheiro proveniente de uma herança e venda de propriedades em Coimbra. Antes havia a casa de Sete Rios, comprada por 9600 contos. Depois a nova casa na Quinta Patiño, no Estoril, uma das zonas mais privilegiadas e caras do país (diz-se que cada metro quadrado de terreno custa 5 mil euros). Previdente, quando o BPN explodiu, Dias Loureiro já tinha saído e levado consigo todo o dinheiro que havia investido no banco. O “caso BPN” onde o Presidente da República entende elaborar um comunicado por não poder “tolerar a continuação de mentiras e insinuações visando pôr em causa o [seu] bom-nome”.
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O “caso BPN” onde se fala de um bando de Cabo Verde. De 130 milhões de euros correspondentes à venda de uma empresa no Brasil. De ligações que chegariam a deputados do PSD-Madeira. De membros da comissão política nacional do PSD que se demitiram por não quererem que avançasse a fiscalização da supervisão bancária. De contributos para campanhas eleitorais. De uma ida às corridas a Inglaterra com escala a leste para recolher prostitutas, tudo pago pelo BPN. De reuniões em casas de alterne. De compras de empresas de valor duvidoso em Porto Rico. De Abdul Rahman El-Assir, referenciado como traficante de armas, acusado de ter ligações ao narcotráfico mundial. E de tudo o que mais adiante se verá. Todos os dados foram retirados de jornais, revistas, rádios e televisões de Portugal.
António Vilarigues, Público

UMA QUESTÃO DE ESQUERDA...

As televisões e as rádios fizeram, nestes dias, uma pergunta aflita: Portugal precisa de um novo partido à Esquerda? A inquietação provinha da circunstância de um grupo de pessoas se ter reunido na Aula Magna, para confirmar o que toda a gente sabe: o Partido Socialista não é peva socialista. Manuel Alegre foi o rosto do conclave e, um pouco irado, falou "neste" PS como a absurda negação de um "outro."
A verdade é que nunca houve "outro."
Desde a "fundação", o PS foi uma espécie de elaboração ininteligível, com estuques róseos. Vale a pena recordar: logo no PREC, o grito d'alma dos militantes era: "Partido Socialista, partido marxista!" Depois, o vozear amaciou, até desaparecer numa gaveta onde se guardou, até hoje, o "socialismo.
"Estou em crer que Portugal não precisa de um novo partido à Esquerda. O que Portugal precisa é de que o PS seja, efectivamente, um partido de Esquerda ou que, em definitivo, deixe de dizer uma coisa e faça outra. Em suma: não se trata de argúcia, trata-se de ética.
A reunião na Aula Magna não prefigurou um país fantomático. Representou, no meu entender, um outro modo de reflectir o descontentamento generalizado. Nenhum dos assistentes era, meramente, decorativo: eles exprimiam uma intenção realmente crítica, com a única legitimação da vida que estamos a viver. A sua reprovação dos métodos e das práticas deste Governo não significa que pensassem na criação de um novo partido de Esquerda. Porque seria não só absurdo como, sobretudo, inútil. As próprias reivindicações ideológicas da assembleia ilustram, apenas, uma fidelidade: às propostas de Abril, sobre as quais o PS tripudiou, miseravelmente.
Talvez esta "fé" surja como um patético anacronismo. Talvez corresponda a um imaginário anterior, e já delido. Mas convenciona o mal-estar desesperado e obsidiante que se colou à nossa vida. Sabe-se: José Sócrates não serve. Transformou a política numa tagarelice.
A imprecisão da sua ideologia confunde-se com a paixão do poder, e a relação entre ambas compromete, irremediavelmente, o nosso futuro e o nosso destino. A sua maneira fisiológica de dizer as coisas é, quase sempre, ocasional. Embora uma análise textual revelasse a natureza rudimentar do discurso. Não há interlocutores para Sócrates, e, acaso, o encontro na Aula Magna fosse a urgência e a necessidade de um largo sector da Esquerda "silenciosa" proclamar outra exigência política.
Numa manifestação desta índole, o PCP não deveria ausentar-se. Cedeu a um preconceito histórico que tem minado a Esquerda, e não só em Portugal. O que está em causa é a prioridade de se escapar, tanto à hegemonia como à subordinação. O PCP faz parte da Esquerda - mas não é "a" Esquerda.
Baptista-Bastos
in DN

Benfica...Timoneiros...

Simón Bolívar...O Libertador da América Latina...

Simón José Antonio de la Santísima Trinidad Bolívar Palacios y Blanco (Caracas, 24 de Julho de 1783Santa Marta, 17 de Dezembro de 1830) foi um militar venezuelano e líder revolucionário responsável pela independência de vários territórios da América Espanhola. Foi importantíssimo personagem na história da América Latina.
Índice
1 Biografia
-1.1 Infância e juventude
-1.2 Início dos ideais
-1.3 O Libertador
-1.4 O Integrador
-1.5 Seus ideais
-1.6 A morte
2 Referências
3 Ver também
4 Ligações externas

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

EM BUSCA DO COMPRIMIDO DO DESEJO

O comprimido Viagra revolucionou o tratamento da disfunção eréctil do homem quando do seu lançamento há cinco anos. Uma descoberta casual, este medicamento, que deu aos homens impotentes a oportunidade de recuperar as suas erecções naturais, ficará na história da farmacopeia como o comprimido mais vendido que deu ao seu fabricante, a firma Pfizer, a possibilidade de ganhar um pouco mais de US $ 6 mil milhões. O que não causa admiração se pensarmos que um homem em cada seis tem queixas da erecção quer por total ausência da dita, quer pela má qualidade da erecção que impede a actividade sexual.
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As investigações científicas estão agora centradas num medicamento que possa ajudar mulheres com deficiente desejo sexual. A ciência já concluiu que, na mulher, a inibição do acto sexual não é de natureza mecânica - uma erecção com qualidade e duração suficientes - mas psíquica, o que dá maior complexidade à investigação a empreender. De facto, os cientistas acreditam que, para ajudar as mulheres que sofrem de perda de libido, a solução deverá residir em drogas que actuem sobre o cérebro. Um estudo nesse sentido elaborado por uma entidade escocesa (Study Centre on Human Reproductive Sciences, em Edimburgo) identificou os agentes activos que causam o desejo sexual na mulher e começou agora a testá-los cientificamente.
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O mecanismo masculino
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Uma erecção é, em si própria, um acto relativamente simples: para que o pénis adquira rigidez é necessário que o tecido esponjoso no seu interior seja inundado com sangue. Os vasos que conduzem o sangue devem dilatar-se para permitir que o sangue entre para o órgão e depois devem contrair para manter a pressão. A impotência masculina foi durante muito tempo considerada uma consequência de um ou de todos os seguintes factores de ordem psicológica: stress, ansiedade e/ou depressão. O parecer médico de então dizia que não havia muito que se pudesse fazer para remediar a situação. Realmente não havia, mas também havia quem não se conformasse com a ignorância sobre o que se poderia fazer.
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Foi o caso de Geddings Osbon, um americano que usou a sua profissão como inspiração para engendrar uma solução. Osbon trabalhava numa loja de venda e reparação de pneus no estado da Geórgia, nos EUA. Dado que ele próprio sofria de impotência, Osbon desenhou uma pequena bomba de vácuo capaz de criar uma erecção por enchimento do pénis com sangue quando este era aspirado para o pénis pela depressão produzida pela bomba. Em seguida, Osbon aplicava uma pequena cinta de borracha para conter o sangue. Apesar do desconforto que implicava, este método adquiriu popularidade e teve grande expansão. Ainda hoje alguns médicos recomendam este método a homens que padecem de certos tipos específicos de disfunção eréctil.
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O passo seguinte foi dado em 1983, quando um urologista britânico, o Dr Giles Brindley, apresentou num congresso médico em Las Vegas a sua experiência com a fenoxibenzamina injectável e mostrou aos congressistas os bons resultados obtidos nele próprio. Desceu as calças e exibiu uma erecção de notável qualidade e comprovada duração.
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Brindley demonstrou que era possível tratar a disfunção eréctil com medicamentos. Este caminho, uma vez aberto, seria seguido pela moderna farmacologia. Por outro lado, as novas descobertas da ciência mostraram que a disfunção eréctil era causada por um grande número de condições: hipertensão, aterosclerose e alguns tipos de diabetes. A injecção de fenoxibenzamina é relativamente fácil, pode ser autoministrada, mas a erecção instantânea dificilmente encaixa nas práticas normais da maioria dos adultos. Um comprimido seria ideal, se tal solução existisse.
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Em 1985, a farmacêutica Pfizer trabalhava em medicamentos para uma doença cardíaca a que normalmente se chama angina. Os investigadores farmacêuticos Ian Osterloh e Gill Samuels faziam na altura experiências clínicas com o citrato de sildenafil, uma substância que revelara uma boa capacidade para relaxar as paredes dos vasos sanguíneos tornando-os elásticos e flexíveis. A intenção era verificar se a acção da substância anularia, ou mitigaria, a dor de um coração com os vasos tão entupidos que estaria à beira do corte total de irrigação sanguínea. Sem saberem, eles estavam a um milímetro de fazerem uma descoberta histórica: a sua droga aumentou significativamente o fluxo sanguíneo, mas não no coração. O resultado apareceu no… pénis.
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Com este efeito colateral comprovado, os estudos foram dirigidos no sentido de verificar a capacidade da substância para tratar a impotência. Os investigadores sedeados em Bristol, no Reino Unido, fizeram uma quantidade enorme de experiências com cobaias humanas até terem a certeza que os resultados eram positivos e quais as dosagens ideais para cada utilizador. Principalmente, verificaram que as dosagens não provocavam efeitos automáticos por si, mas que ajudavam ao evoluir das acções de estímulo.
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A investigação permitiu desvendar a subtileza do mecanismo da erecção. Quando sexualmente excitado, as células do pénis produzem um mensageiro químico chamado GMP cíclico. O seu efeito é permitir que o sangue entre no tecido esponjoso dos corpos cavernosos do pénis para que este se torne rígido. A segregação de GMP cíclico é limitada e regulada por uma enzima. O Viagra actua sobre esta enzima inibindo-a, potenciando o GMP cíclico, dando-lhe a possibilidade de actuar no momento provável em que o homem está preparado e disponível para ter actividade sexual.
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Um comprimido para a mulher
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Depois de adquirir o conhecimento do mecanismo químico que permite ao Viagra intervir no processo físico das erecções masculinas, era natural que os especialistas se interrogassem sobre qual o efeito que o mesmo medicamento teria na mulher. Os problemas sexuais femininos eram, até então, um campo que tinha recebido menos atenção do que os equivalentes masculinos. Como no homem, apenas se sabia que todas as queixas das mulheres eram, essencialmente, de natureza psicológica.
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A mais recente investigação científica demonstrara que o estímulo (ou excitação) sexual no homem ou na mulher são regidos pelas mesmas substâncias químicas e também que as semelhanças fisiológicas entre o pénis e o clítoris são muito maiores do que considerado até há poucos anos. Contudo, os estudos realizados revelaram de forma clara que, para a esmagadora maioria das mulheres, o Viagra é de pouco préstimo. Apenas as que sofrem de deficiente fluxo sanguíneo na zona pélvica ou de alguma lesão na coluna vertebral podem beneficiar do medicamento.
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Sexo inteligente
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A razão para esta diferença reside no centro que rege o desejo sexual na mulher. Esse centro é na mulher o cérebro e não a zona pélvica. Essa conclusão foi demonstrada pelas investigações realizadas pela Dra Ellen Laan, docente da Universidade de Amesterdão, que durante anos utilizou mulheres como cobaias para compreender a resposta feminina a estímulos sexuais. A Dra Laan mostrava às suas voluntárias dois filmes explícitos. Um era centrado no prazer sexual do homem, o outro no da mulher. As suas cobaias registavam um acréscimo de fluxo sanguíneo e de secreção interna da vagina em ambos os filmes, mas só reconheciam maior excitação sexual no filme centrado no prazer da mulher. A Dra Laan concluiu que, ao invés do homem, os órgãos genitais não são o melhor indicador de estímulo sexual feminino.
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As queixas mais vulgares nas mulheres que procuram ajuda especializada por disfunções sexuais não se situam na área física mas na perda do desejo, ou perda de líbido. O uso de anticonceptivos, ou de antidepressivos podem resolver a situação, assim como engravidar, entrar em menopausa, ou abandonar uma paixão amorosa. Frequentemente, parece não haver qualquer razão. Por isso mesmo, encontrar a cura é muito mais difícil do que ajudar um homem a recuperar funcionalmente o seu precioso órgão.
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O cérebro
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Um enfermeiro escocês transformou-se no pioneiro da terapêutica medicamentosa das mulheres. Ian Russel (foto ao lado) especializou-se em ajudar pessoas de ambos os sexos com queixas sexuais. Em 2001 ele começou a usar um novo medicamento – cloridrato de apomorfina – em homens com impotência. A apomorfina, ministrada a homens sob os nomes comerciais de Uprima ou Ixense, é um medicamento preparado para actuar sobre o cérebro. Ele imita um mensageiro químico segregado no cérebro, a dopamina, que se demonstrou que actua sobre o hipotálamo, uma região do encéfalo situada na base de cérebro que controla a actividade simpática, do despertar, do sono, da regulação térmica e da líbido humana. No homem, a apomorfina amplifica o sinal que origina a erecção. Mas os participantes nas experiências de Ian Russel deram conta que tomar o fármaco regular e continuadamente fazia mais do que resolver a impotência; aumentava os níveis do desejo sexual.
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Este resultado inesperado deu a Russel a ideia de que a mesma droga poderia ser útil também às suas pacientes. Ele contactou o professor Jeremy Heaton, da Universidade de Ontário, no Canadá, que tinha criado o fármaco. O professor deu–lhe o apoio de que ele necessitava para planear um pequeno estudo piloto. Russel ministrou apomorfina em doses variáveis a mulheres durante 18 semanas. Todas as seis semanas recolhia as respostas a inquéritos sobre as alterações detectadas pelas participantes nas suas funções sexuais. Oito de cada dez mulheres acusaram um acréscimo assinalável do seu desejo sexual e da sua satisfação sexual global.
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Dado que o estudo tinha âmbito limitado, foi decidido que seria necessário aumentar a escala, mas melhorar os métodos de controlo dos resultados por razões de representatividade e validação científica. Russel está agora a meio de um estudo mais amplo, com registo cego dos resultados estatísticos.
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Entretanto, a investigação em ratos permitiu saber que o papel da dopamina no cérebro vai muito além do hipotálamo. É hoje sabido que desempenha um papel importante no sistema límbico, a parte do cérebro que se julga controlar as emoções. Isto poderá explicar a ligação com o desejo sexual.
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As investigações realizadas em Edimburgo pelo Professor Robert Miller, da Unidade de Ciências Reprodutivas Humanas, vão no mesmo sentido mas situam-se um passo à frente. O Dr Robert Miller isolou uma hormona, antes desconhecida, que funciona como mensageiro para activar certas funções do cérebro relacionadas com a libido. Esta hormona não actua apenas sobre o hipotálamo mas tem uma acção mais abrangente. É mais uma via que se abre na descoberta dos segredos da sexualidade humana. Veja um pequeno vídeo sobre as investigações do professor Miller aqui.
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Os fármacos destinados a resolver deficiências sexuais femininas estão ainda a anos de distância de serem disponibilizados comercialmente. Contudo, à medida que as diferenças – e as semelhanças – entre os dois sexos se esclarecem, a essência das sexualidades masculina e feminina abrem-se à investigação científica. Ao ritmo actual de progresso, podemos prever que dentro de poucos anos teremos um conhecimento consistente sobre o papel do cérebro na sexualidade humana. O seu papel está a revelar-se de tal forma fundamental que confirma a frase que revela o que a Psicologia suspeitava quando nasceu como nova disciplina da ciência: “O cérebro é o mais importante órgão sexual.”

Nos Estados Unidos continuam as ofensivas contra Darwin

POLITIZAÇÃO da EDUCAÇÃO
A teoria de Charles Darwin sobre a origem das espécies continua a ser atacada em muitas escolas dos Estados Unidos. Várias igrejas, através das associações de pais, continuam a exigir que a teoria evolucionista seja suprimida e dê lugar a teorias religiosas que defendem a tese da origem divina do mundo e das espécies.De acordo com uma informação do Centro Nacional para a Educação Científica, dezanove Estados estão já sob o efeito desta exigência anti-científica e moralista. No centro da polémica está a ideia, defendida por associações religiosas e de direita, que afirmam que a vida é demasiado complexa para não resultar de uma intervenção e controle de um criador superior.Este movimento desenvolveu-se nos últimos anos quer sob a protecção do Governo de Bush quer com o apoio de várias organizações religiosas que se afirmam científicas.
http://www.apagina.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=3799

Ponto de não regresso...

Caso Manuel Alegre faça a ruptura, pouca coisa ficará na mesma no sistema político português. A renovação da maioria absoluta do PS desvanecer-se-á.
A liderança, quase indisputada, de José Sócrates ficará periclitante. E se o PSD retomar a lucidez política, ou seja, caso prescinda da actual liderança (que cai a pique nas sondagens semana após semana), até a questão do vencedor das próximas Legislativas poderá estar em jogo.
Alegre divergiu de Sócrates irremediavelmente. Dirigiu-se directamente aos descontentes da área do PS.
Alegre pode corporizar a insatisfação generalizada que se sente em toda a parte mas que não tem quem apoiar e transformá-la em votos.
Então, a teimosia de Sócrates perderá os trunfos que a Oposição lhe tem ofertado.
Carlos de Abreu Amorim
in CM

Mariza...A fadista faz hoje 35 anos...

Marisa dos Reis Nunes (Moçambique, 16 de Dezembro de 1973) é o nome de nascimento da fadista portuguesa Mariza, segundo ela própria corrige na TSF à conversa com Carlos Vaz Marques em 2003, «cantadeira de fados».
Foi a única portuguesa até hoje a integrar os concertos do Live 8 e a primeira a ser nomeada para um Grammy Latino, o qual perdeu para Los Gaiteros de San Jacinto, da Colômbia.
O seu concerto para milhares de pessoas no
Royal Albert Hall consagrou-a como cantora, e tornou-a uma das vozes portuguesas mais internacionais, presença regular em palcos como o Carnegie Hall, em Nova Iorque, o Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles, o Lobero Theater, em Santa Bárbara, a Salle Pleyel, em Paris, ou a Ópera de Sydney.
Segundo o jornal britânico The Guardian a fadista é «uma diva do mundo da música».
Índice
1 Biografia
2 Discografia
3 Prémios, nomeações e outras honrarias
4 Curiosidades
5 Fontes e referências
6 Ligações externas
Oh gente da minha terra

Iraque...Sapatadas no adeus a Bush...

Olavo Bilac...Príncipe dos Poetas Brasileiros...

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (Rio de Janeiro, 16 de dezembro de 1865 — Rio de Janeiro, 28 de dezembro de 1918) foi jornalista e poeta brasileiro e membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Criou a cadeira 15, cujo patrono é Gonçalves Dias.
Biografia
Filho de Brás Martins dos Guimarães Bilac e de Delfina Belmira dos Guimarães Bilac, após o término da educação, iniciou o curso de
Medicina na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, que não chegou a concluir. Tentou, então, a Faculdade de Direito de São Paulo que também não concluiu.
De volta ao Rio de Janeiro, passou a dedicar-se à literatura. Começou a trabalhar no jornal
A Cidade do Rio, ao lado de José do Patrocínio. Neste jornal, conseguiu ser indicado correspondente em Paris no ano de 1890. De volta no ano seguinte, iniciou o romance O esqueleto, em colaboração com Pardal Mallet, que foi publicado no jornal Gazeta de Notícias em forma de folhetins e sob o pseudônimo de Vítor Leal.
Publicou inúmeras crônicas literárias no jornal A Notícia e colaborou com outros tantos jornais como A Semana, Cosmos, A Cigarra, A Bruxa e A Rua. Na qualidade de jornalista, foi grande incentivador do serviço militar obrigatório e da criação do Tiro de guerra.
É como poeta, contudo, que Bilac se imortalizou. Foi eleito Príncipe dos Poetas Brasileiros pela revista
Fon-Fon em 1907. Juntamente com Alberto de Oliveira e Raimundo Correia, foi a maior liderança e expressão do parnasianismo no Brasil, constituindo a chamada Tríade Parnasiana. A publicação de Poesias, em 1888 rendeu-lhe a consagração.
Autor da letra do Hino à Bandeira, entre as suas obras-primas podemos considerar o soneto em que se refere à língua portuguesa como a Última Flor do Lácio - aliás, o nome do próprio poema.
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Poema A Última Flor do Lácio
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Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
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Amote assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela
E o arrolo da saudade e da ternura!
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Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
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Em que da voz materna ouvi: "meu filho!"
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Urge correr a corja do poder

Nos idos de 1974/75, (após meio século de ditadura) dizia frequentemente que havia tantos partidos de esquerda em Portugal quanto o número de faculdades das universidades portuguesas – que eram bem poucas – mas chegavam para elevar à potência “n” os preciosismos e divergências entre a interpretação mais correcta dos textos de Engels, Hegel, Marx, Lenine + Mao, Estaline, Che, e uns quantos aprendizes de feiticeiro herdados do Maio 68 francês.
Entre eles, encontramos hoje os mais ilustres dirigentes europeus, a começar pelo presidente da respectiva comissão de burocratas bruxelenses e o respectivo séquito … citar nomes, para quê? Basta verem quem são e lerem o respectivo curriculum.
Nessa (já longínqua época do Século passado) fazia-o por dever de ofício – em que era obrigado a interpretar no briefing militar da manhã – as opiniões e posições dos mais genuínos, legítimos, válidos, revolucionários, capazes, prometedores e consequentes salvadores da pátria orfã de El-Rei Sebastião. Incluindo, evidentemente, fascistas refugiados e apoiados no e pelo Franco (ainda vivo) e a restante cambada alemã que o jornalista Gunter Wallraff tão bem descreveu (e provou) no livro “A descoberta de uma conspiração - A acção Spínola”, Livraria Bertrand, 1976.
Para quem nunca o leu, vale a pena procurarem no alfarrabista mais próximo de…a Assembleia da República, o Palácio de São Bento, a Biblioteca Nacional, etc.
Permitam ver-me obrigado a recordar estes episódios recentes da nossa História contemporânea; pela simples mas suficiente e necessária razão de explicar como chegámos aqui:
Após o período de transição em que o Movimento das Forças Armadas cumpriu o programa que o levou ao golpe de Estado de 25 de Abril de 1974, restaurou a Democracia e entregou o Poder aos partidos políticos, a mais não temos assistido do que:
- A transformação dos partidos em clientelas corruptas, ávidas do poder a qualquer preço:
- Incluindo a alteração de leis que lhes permitam roubar à ganância e safarem-se sempre; com os tais “parafusos” que foram introduzindo no código penal e do processo penal, e lhes permitem sempre anular factos provados, ou protelar o trânsito em julgado até o processo criminal prescrever;
- A terem sacado e metido ao bolso os fundos europeus que era suposto ajudarem ao desenvolvimento e modernização de Portugal;
-A criarem uma rede mafiosa entre os titulares de cargos políticos e os administradores das holdings que controlam as empresas do betão a os bancos da D. Branca, que saltitam de ministro, secretário de Estado, e administradores com salários, indemnizações e reformas milionárias – mesmo que nada tenham feito a não ser abrir falência em pouco tempo – mas tudo, tudo, tudo, à custa de quem trabalha e paga impostos que lhe levam um terço do que ganham.
Em resumo a realidade indesmentível é a que descrevi.
Perante isso, o que tem feito o eleitorado? Votar sistematicamente nos partidos que são responsáveis pela realidade em que vivemos. Os portugueses gostam de ser roubados e explorados indecentemente. Gostam de continuar a votar sempre no mesmo PS e PSD + CDS que mantêm o Poder desde que a Democracia existe em Portugal. E os rouba escandalosamente, conseguindo atirar o país para a cauda da Europa e bater os recordes do fosso entre ricos e pobres, sendo estes 20% da população.
Não têm vergonha das vossas opções enquanto (ainda) vos permitem votar?
E, para terminar, voltando ao primeiro parágrafo:
Quando é que “as esquerdas” – como agora se intitulam – resolvem de uma vez por todas unir-se, criarem um partido capaz de vencer as eleições e dar o devido tratamento à cambada que nos (des)governa) há mais de 34 anos?
Espero a vossa resposta em tempo útil.
De outra forma… ainda sabem o que significa ir ver Braga por um canudo? Espero que não seja necessário lá chegar…
Álvaro Fernandes
15 de Dezembro de 2008

Elites & ladrões, SA...

Andam por aí umas almas muito preocupadas com a imagem das chamadas elites do sítio. Dizem elas, as almas, que os indígenas começam a pensar que, afinal, as elites não passam de um bando de ladrões, que andou a roubar à grande e à francesa nas barbas de toda a gente.
Por este andar, dizem essas almas santas e puras, ainda vai acontecer como no 25 de Abril, em que as elites da época acabaram por ser destruídas na voragem da Revolução.
Numa coisa estas almas têm razão. A crise financeira e económica internacional teve o mérito de destapar o tacho e o cheiro é nauseabundo.
É evidente que a procissão ainda vai no adro mas, como é costume neste sítio pobre, deprimido, hipócrita, manhoso e cada vez mais mal frequentado, os padres de serviço já andam a fazer horas extraordinárias para evitar que o cortejo saia para as ruas e os indígenas vejam a porcaria que as tais elites andaram a fazer nestes 34 anos de vida democrática.
Agora, com as campainhas de alarme a tocar desalmadamente por tudo o que é banco e grupo económico encostado ao Estado-paizinho, os bombeiros de serviço, no caso os socialistas, andam todos os dias a apagar fogos com montes de pacotes de medidas e muitos milhões para tudo e mais alguma coisa.
Facto extraordinário para um sítio falido, com uma dívida monumental ao exterior e com o poder de compra mais baixo da Zona Euro. Agora já não há combate ao défice, não há aperto de cinto, as notas aparecem sabe-se de lá de onde, promete-se vezes sem conta as mesmas obras, multiplicam-se as linhas de crédito a empresas endividadas até ao pescoço e o senhor presidente do Conselho anima as famílias desesperadas com um ano de 2009 cheio de dinheiro.
Neste despautério em que o sítio vive há anos e anos, com muitos ladrões e polícias distraídos, é verdade que o cheiro é cada vez mais nauseabundo e o sítio começa a ter muitas parecenças com uma lixeira a céu aberto. Mas as almas preocupadas com a imagem das elites podem dormir descansadas. Os indígenas sabem que anda por aí muito ladrão. Mas também sabem há muito tempo que os polícias do sítio sempre tiveram o maior cuidado em proteger os donos do regime. E só não o fazem sempre porque às vezes zangam-se algumas comadres e sabem-se umas tantas verdades inconvenientes.
Mas é sempre Sol de pouca dura.
A procissão acaba sempre por ficar na igreja e os ladrões viram santos da santa democracia.
António Ribeiro Ferreira
in CM

Jogo baixo dos adeptos do FCP no Iraque...

António Garcia Barreto...Escritor...

António Garcia Barreto (Amadora, 15 de Dezembro de 1948) é um escritor português.
Biografia
licenciou-se em História, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Viveu a guerra colonial, foi empregado de livraria, Técnico de Organização e Métodos, Gestor de Recursos Humanos e Director de Pessoal em empresas de grande e média dimensão.
Tem publicado romance, conto e literatura infanto-juvenil, colaborou em jornais e revistas, entre os quais o Notícias (de Lourenço Marques/Maputo), Diário Popular, República e jornais e suplementos infantis como o Pimpão e o Pontinho.
Em 1973 obteve o 1º Prémio de um Concurso de Contos promovido pelo Diário Popular, com o conto «Tio Jeropiga, Tio Manel Pedreiro, Eu, a Mula Bizarra e Companhia»
Nos anos de 1981/82 criou e dirigiu a Oficina do Tio Lunetas, página infantil do semanário regional Notícias da Amadora.
O seu romance «A Malta da Rua dos Plátanos» encontra-se traduzido em russo.
Alguns dos seus textos para crianças estão incluídos em selectas escolares e o livro «Botão Procura Casa» foi transcrito para Braille. O conto Um Minuto Mágico, mais tarde incluído no livro «Contos do Amor Breve», foi distinguido no Prémio Literário Hernâni Cidade, em 1996.
No ano 2000 foi atribuído ao seu romance juvenil «Rubens e a Companhia do Espanto em O Caso da Mitra Desaparecida» o Prémio Literário de Sintra - Adolfo Simões Müller. [1] Esta obra foi reeditada, em 2006, com o título «A Mitra Desaparecida», na colecção Aventura de Viver, da Ambar, colecção onde o autor tem publicado outros romances juvenis.
No mesmo ano e com a chancela da mesma editora saiu o seu livro infantil «Uma Zebra ao Telefone», ilustrado por Viktoriya Borshch, com referências elogiosas na imprensa, incluído no Plano Nacional de Leitura .
Em 2005 publica na editora Campo das Letras o romance «Ensina-me a Namorar» e em 2006, na Roma Editora, novo romance, «À Sombra das Acácias Vermelhas», com os quais esgota no seu trabalho literário o tema da guerra colonial, já abordado, de passagem, no primeiro livro.
Em 2008 publica novo título juvenil «Ricardo Caiu no Buraco de Ozono», na Ambar, e o romance «A Mulher da Minha Vida», na Oficina do Livro, cuja acção decorre em Lisboa, nos anos 30 do século passado.
António Garcia Barreto é membro da APE - Associação Portuguesa de Escritores e representado pela SPA - Sociedade Portuguesa de Autores
1. Obras

domingo, 14 de dezembro de 2008

Falta de vergonha...

O melhor modo de defender a Democracia não é omitir ou perdoar as falhas graves do Parlamento. Pelo contrário.
Os deputados sempre faltaram em excesso. Mas esta semana vimos mais do que isso. Pior do que as faltas e do que os truques típicos de irresponsabilidade infantil – como assinarem a presença e ‘pirarem-se’ logo de seguida –, mais crítico do que a iletracia genérica que exibem, são as justificações de alguns parlamentares.
Guilherme Silva culpou o sistema que força os deputados a trabalharem às segundas e sextas-feiras. Almeida Santos apoiou-o e evocou os ordenados baixos, entendendo que um deputado-advogado "é obrigado" a fazer um julgamento em vez de estar na Assembleia. Outros políticos profissionais inocentaram os deputados com razões afins.
O perigo para a Democracia existe e vem da separação entre a vida real e o mundo falacioso dos políticos.
Quando se tem o despudor de agredir o homem comum com declarações que pressupõem que um deputado está (muito) acima do resto dos mortais está-se a colocar o Parlamento no nível mais baixo da consideração social. Porque isso é falso e sem ética.
E será a Democracia a pagar o preço.
Carlos Abreu Amorim
in CM

Benfica...O Estado de Espirito...

Afastado da Taça de Portugal pelo Leixões, o estado de espirito dos adeptos do Benfica arrasta-se pelas ruas da amargura...

A crise do plano...

1. O Plano é mais uma grande tentativa mediática em que o Governo investe para sair da sua crise e apresenta contornos e formas que traem a sua origem: a central de comunicação e marketing do executivo.
2. O plano anuncia medidas já amplamente difundidas noutras ocasiões, como a construção de novas escolas e a atribuição de estágios. Estes últimos, como se sabe, apenas têm conduzido as novas gerações para o abismo dos 500 euros em precariedade.
3. O plano prolonga a lógica de absorver fundos comunitários, reduzindo o esforço nacional por causa do sacrossanto pacto de estabilidade e crescimento.
4. O plano surge muito tempo depois da crise ter começado. Como se sabe ela existe, em Portugal, há quase três anos.
5. O plano volta a anunciar pacotes de apoios a empresas, alguns a fundo perdido, menosprezando o factor trabalho.
6. As medidas de apoio às empresas na criação e manutenção de emprego apenas valem, na maior parte dos casos, para 2009, o que revela a aposta consciente do Governo no eleitoralismo (ano de eleições!) e no aumento da fragilidade laboral.
7. Não existe uma única medida que toque no essencial: o combate à pobreza e às desigualdades e a distribuição da riqueza.
8. Os bancos fora da lei podem continuar a sonhar com os paraísos dos offshores.
9. O plano demonstra à saciedade um Governo sem imaginação ou ousadia, repetindo o já feito e anunciado, reforçando uma clara opção de fortalecimento da classe empresarial, com muito pouca fiscalização e contrapartidas.
10. Corolário lógico: as associações patronais aprovam o plano.
João Teixeira Lopes
in Esquerda.Net

sábado, 13 de dezembro de 2008

Belmiro de Azevedo contra ajuda do Governo aos bancos...

"Para que precisamos de tantos bancos e de um sistema financeiro muito eficaz se a actividade económica não funciona?", questionou o patrão da Sonae, num seminário, no Porto.

Crise...A percepção do drama...

Os portugueses já suspeitavam de que os seus bolsos tendem a ficar vazios cada vez mais cedo durante o mês.
A suspeita foi confirmada pelo rigoroso Instituto Nacional de Estatística (INE): Portugal é, de entre os 15 países da Zona Euro, aquele que tem menos poder de compra. Isto é: aquele em que os seus cidadãos têm menos dinheiro para comprar um determinado cabaz de produtos. Os dados são do ano passado. Os deste ano, quando se conhecerem, hão-de revelar coisa muito parecida.
Mais e pior: nos dois anos imediatamente anteriores (2006 e 2005), já se tinha registado um decréscimo no poder de compra, pelo que, quando nos comparamos com a média da União Europeia, vamos no terceiro ano consecutivo de queda.
Em boa verdade, não estamos sozinhos na desgraça: Malta, Eslovénia, Chipre e Grécia estão piores do que nós. O que sempre nos alivia a alma.
Por que razão é isto importante? Porque mostra como os consumidores têm sofrido nos últimos anos. E porque ajuda-nos a perceber que o sofrimento está para durar. O ano que bate à porta será de grandes dificuldades - e os portugueses chegam a ele basicamente exangues.
Ao assumir, anteontem, que o défice das contas públicas pode chegar, em 2009, aos 3%, o ministro das Finanças quis apenas dizer que os gastos que o Estado será obrigado a fazer para amenizar os efeitos da crise são tremendos. Da mesma forma, o facto de os líderes europeus se terem posto rapidamente de acordo quanto à necessidade de relançar a economia europeia, deitando a mão a 200 mil milhões de euros (1,5 por cento de toda a riqueza produzida pelos 27 estados membros), é mais um sinal do drama em que vivemos.
Verdade que a descida dos juros e dos combustíveis ajuda a aliviar os orçamentos familiares, sobretudo daqueles, como os que trabalham na Função Pública, que não têm a ameaça do desemprego a roubar-lhes o sono. O problema é que a percepção que os portugueses têm do que aí vem é terrível - e por isso toda a gente, consumidores e empresas, encolhe os seus níveis de consumo e de investimento. O estado letárgico da economia pode, por isso, agravar-se. E, agravando-se, agravam-se as consequências para todos.
Este é o círculo vicioso em que estamos metidos e com que teremos que nos confrontar, ainda em maior grau, no próximo ano.
Paulo Ferreira
in JN

Na Aula Magna...Amanhã...

O Poder da Maquilhagem...

José Eduardo Agualusa...Escritor Angolano...

José Eduardo Agualusa (Huambo, Angola; 13 de Dezembro de 1960) é um escritor angolano.
Biografia
Estudou agronomia e silvicultura no Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa.
Colabora com o jornal
Público desde a sua fundação; na revista de domingo desse diário (Pública) assina uma crónica quinzenal. Realiza o programa A Hora das Cigarras, sobre música e poesia africana, difundido aos domingos, na Antena 1 e RDP África. A
ssina uma crónica mensal na revista Pais e Filhos. É membro da União dos Escritores Angolanos. Em 2006 lançou, juntamente com Conceição Lopes e Fatima Otero, a editora brasileira Língua Geral, dedicada exclusivamente a autores de língua portuguesa.
Beneficiou de três bolsas de criação literária: a primeira, concedida pelo Centro Nacional de Cultura em 1997 para escrever Nação Crioula; a segunda em 2000, concedida pela Fundação Oriente, que lhe permitiu visitar Goa durante 3 meses e na sequência da qual escreveu "Um estranho em Goa"; a terceira em 2001, concedida pela instituição alemã Deutscher Akademischer Austausch Dienst. Graças a esta bolsa viveu um ano em Berlim, e foi lá que escreveu "O ano em que Zumbi tomou o Rio".
A sua obra encontra-se traduzida em vários países.
Obras Premiadas
O seu primeiro romance - A Conjura - recebeu o Prémio de Revelação Sonangol.
Com Nação Crioula foi distinguido com o Grande Prémio de Literatura da RTP.
Fronteiras Perdidas obteve o Grande Prémio de Conto da Associação Portuguesa de Escritores.
Estranhões e Bizarrocos obteve o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para crianças, em 2002.
Agualusa recebeu, em 2007, o prestigioso Prémio Independente de Ficção Estrangeira, promovido pelo diário britânico "The Independent" em colaboração com o Conselho das Artes do Reino Unido, pelo livro O Vendedor de Passados, tornando-se o primeiro escritor africano a receber tal distinção
Obras publicadas
A Conjura (romance, 1989)
D. Nicolau Água-Rosada e outras estórias verdadeiras e inverosímeis (contos, 1990)
O coração dos bosques (poesia, 1991)
A feira dos assombrados (novela, 1992)
Estação das Chuvas (romance, 1996)
Nação Crioula (romance, 1997, no qual aparece o personagem de Fradique Mendes)
Fronteiras Perdidas, contos para viajar (contos, 1999)
Um estranho em Goa (romance, 2000)
Estranhões e Bizarrocos (literatura infantil, 2000)
A Substância do Amor e Outras Crónicas (crônicas, 2000)
O Homem que Parecia um Domingo (contos, 2002)
Catálogo de Sombras (contos, 2003)
O Ano em que Zumbi Tomou o Rio (romance, 2003)
O Vendedor de Passados (romance, 2004)
Manual Prático de Levitação (contos, 2005)
As Mulheres de Meu Pai (romance, 2007)

Nenhum outro mundo é possível com desemprego

Para os que vivem do seu trabalho, só existe uma questão séria no mundo actual, é a questão do desemprego estrutural. Tudo o mais depende disso e nada é possível sem resolver isso.
Tenho acompanhado atentamente os Fóruns Sociais Mundiais e o que se realiza este ano não será diferente. O que me chama a atenção é o espaço relativamente pequeno ocupado pelo único problema que de fato é importante. O desenvolvimento global sem empregos decentes.
Na realidade, há um enorme destaque para temas como a guerra do Iraque, o uso de organismos geneticamente modificados, os problemas ambientais, os direitos das mulheres e dos homossexuais, a defesa dos direitos dos animais, a necessidade da preservação de culturas indígenas e outros temas afins.
Nunca vejo ninguém preocupado com: a extinção dos bóias-frias substituídos por colheitadeiras; a defesa dos direitos dos torneiros mecânicos e fresadores substituídos por robôs; a necessidade da preservação dos faturistas, contadores e auditores contábeis substituídos por computadores; os problemas dos comerciários substituídos por códigos de barras; o massacre dos bancários perpetrado pelas máquinas de auto-atendimento; o combate à crueldade para com os desenhistas substituídos por plotters; a injustiças contra os cobradores de ônibus substituídos por catracas eletrónicas, etc.
Também não encontrei uma única ONG do tipo “salvem os gerentes regionais” ou “parem com a demissão de engenheiros” ou “dignidade para os temporários” ou ainda “devolvam nossos empregos”. Nenhum grupo pretende salvar da extinção a “cultura de classe média dos subúrbios” nem se preocupa com os direitos das tribos dos “macacões azuis” ou dos “homens de paletó e gravata”.
Não ouvi nas passeatas, nenhuma frase como “Nem menos nem mais, terceirizados com direitos iguais !”. Também ainda não vi grupos de “sem-férias”, “sem-décimo terceiro”, “sem-seguro saúde” nem “sem-vale transporte”. Falta o movimento dos “microempresários sem-crédito” e o dos “autônomos sem-contratos”.
Até agora não vi nenhuma manifestação exigindo os empregos que a tecnologia de informações e telecomunicações iria criar “em médio prazo” para substituir os que desapareceram. Não vi “black bloks” quebrando anúncios e vitrines da Amazon Books, Yahoo, Google, Intel, Dell, HP, Microsoft, IBM ou Novell por não criar os milhões de empregos “criativos e de alto nível técnico” que todos iriam ter.
Se isso parece piada, não é absolutamente. Porque na prática todos os demais problemas estão relacionados a isso. Sem empregos, nenhum outro mundo é possível e mesmo o que temos está seriamente ameaçado.
Que importância pode ter a soja trasgênica para um trabalhador do campo que foi posto na estrada porque seu patrão comprou uma colheitadeira capaz de executar o trabalho de 400 homens?
Qual a importância real do aquecimento global para um operário industrial cujo emprego desapareceu nas garras de um robô ou mudou-se, junto com a fábrica, para a Índia ou para a China, onde um colega seu irá fazer o mesmo trabalho por migalhas?
O que significarão os direitos das mulheres para a jovem que tiver de voltar para o fogão e o tanque de lavar roupas porque a loja onde trabalhava foi “reestruturada” com novas etiquetas “inteligentes”?
De que servirá para os homossexuais a possibilidade de conquistar o direito ao reconhecimento de “uniões estáveis” e respeitáveis com seus parceiros, se ambos estiverem sem emprego e sem renda e tiverem de morar com seus pais?
Como combater a destruição do meio ambiente por parte de populações cujo modo de vida passe, de repente, a ser viável apenas caso destruam seus recursos naturais para satisfazer aos interesses de alguma gigantesca corporação global?
Após vários meses de desemprego, e vivendo de expedientes e favores, quem não se alistaria nas forças armadas, mesmo sabendo que terá de combater a serviço de interesses pouco claros? Quem recusaria emprego em fábricas de armas e material bélico?
A realidade é que as liberdades individuais e as escolhas que fazemos, estarão sempre subordinadas ao imperativo da necessidade. O movimento pelos direitos civis, o movimento feminista, as marchas pacifistas, as lutas em defesa do meio ambiente, a exigência de respeito às preferências sexuais, só surgiram por iniciativa de pessoas que dispunham de bons empregos.
É sintomático que nenhum desses movimentos tenha surgido entre as populações pobres do terceiro mundo. E é ainda mais sintomático o recuo que essas idéias demonstram nas nascentes “ilhas de pobreza” do primeiro mundo.
O reaparecimento da defesa dos “valores familiares” nos EUA, coincide com as áreas do país mais afetadas pela “desindustrialização”, Os estados “vermelhos” de Bush são os que mais sofrem com a “imigração” de fábricas para a Índia e a China. O conservadorismo e a xenofobia, avançam na Europa na esteira das ameaças de transferência de fábricas para o leste do continente, com suas populações tornadas miseráveis mas com alto nível de escolaridade.
É mais do que evidente que uma população de trabalhadores que começa a regredir ao século 19, tende a adotar os valores de seus avós e não os de seus pais.
Por exemplo, para uma família de operários dessa época, as mulheres deviam ter o maior numero possível de filhos e cuidar deles, porque eram eles que depois sustentariam seus pais, no futuro, ou em caso de doença ou morte de um deles. Assim, mulheres “livres” só se fossem prostitutas e aborto era uma espécie de “deserção” da mulher de seus deveres.
As comunidades eram então mais unidas e muito mais solidárias devido às necessidades de sobrevivência imediata. A religião comunal era o amparo nas inúmeras adversidades. Nesse caso, comportamentos “diferentes” eram intoleráveis. Um homossexual não era só uma aberração, como também um inútil, já que não sustentaria nenhuma família.
A exploração de todo e qualquer recurso natural era uma questão de sobrevivência. Ninguém com fome e frio iria “abraçar árvores” para evitar que fossem derrubadas.
A guerra, além de uma ótima oportunidade de se conseguir empregos, era uma forma excelente de escapar a vida miserável da fazenda ou da monotonia da fábrica e virar “gente” como militar.
As pessoas comiam o que podiam, não o que queriam, ser vegetariano era uma receita perfeita para morrer de inanição. Médicos só atendiam ricos e remédios eram os chás caseiros das vovós.
Velhos e deficientes físicos ou mentais eram um estorvo e uma despesa que uma família operária não podia sustentar, o máximo que podiam esperar, era serem alimentados, para que não morressem de fome.
Os povos indígenas e as populações do terceiro mundo, só eram lembrados caso se pudesse usa-los como criados ou semi-escravos, por colonos que fugiam da miséria em que viviam em seu próprio país. Caso contrario, a melhor era extermina-los.
Isso só mudou a partir da industrialização intensiva e das conquistas de direitos por parte dos trabalhadores assalariados e sindicalizados, tudo combinado com governos cada vez mais assustados com o fantasma do “comunismo” e das revoltas populares.
Tudo o que conhecemos como os nossos “valores ocidentais” modernos, a mobilidade social, a liberdade das mulheres, o direito a individualidade e a liberdade de pensamento e escolhas, só deixou de ser privilégio de uma minoria aristocrática porque surgiu o emprego fixo, bem remunerado e com benefícios sociais garantidos pelos Estados modernos.
O desaparecimento do emprego “de carteira assinada”, o enfraquecimento simultâneo do Estado de bem-estar social e dos sindicatos, o retorno às incertezas do emprego “informal”, autônomo, temporário, por projeto, por tarefas específicas e por tempo determinado, recriará imediatamente o ambiente ideológico do século 19.
Então teremos a temida “polarização” apontada por Manuel Castells e já perfeitamente detectada nos EUA. O pioneiro da “nova economia” e da flexibilização das relações de trabalho. Lá já se desenham duas Américas. A dos ricos e “liberais” e a dos desempregados, subempregados e “precarizados”, cada vez mais conservadores e intolerantes.
Os valores dos ricos e bem sucedidos continuarão a evoluir. Como são independentes financeiramente, podem se dar ao luxo de pensar e agir como bem quiserem. Os “novos pobres” por outro lado, serão forçados a se recolher em sua impotência e incerteza em relação à sobrevivência.
Isso é um perfeito caldo de cultura para o fundamentalismo religioso e o extremismo político. Elementos já decisivos na política norte-americana, e que tendem a crescer na medida em que a insegurança e a ansiedade se tornem crônicos.
Com o tempo, o ódio ao rico “liberal” passará a encontrar sua justificativa na superioridade “moral” dos pobres que são “tementes a Deus”. O comportamento “despreocupado e frívolo” da aristocracia escandalizará a maioria miserável. Essa fórmula já deu origem a todo tipo de tragédias no século 20, mas parece que as elites intelectuais não aprenderam a lição.
http://lauromonteclaro.sites.uol.com.br/

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

A "componente humana"...


A ideia de Guilherme Silva, do PSD, para resolver o problema das faltas dos deputados que, às sextas-feiras, assinam o ponto e vão de fim-de-semana prolongado, estando-se nas tintas para a AR e para o que ali se discute e decide, é de apoiar: passaria a haver plenários só às terças, quartas ou quintas (pois que as segundas ainda são fim-de-semana).
A explicação de Guilherme Silva é que os deputados têm família, pelo que há no caso "uma componente humana (…) respeitável".

O PSD é um partido respeitador não só da família como das tradições. Os deputados pirarem-se às sextas-feiras é uma tradição parlamentar, e o PSD não poderia ter no caso posição diferente da que teve em relação a Barrancos.

O problema é que, sabendo-se o que a casa gasta, o mais certo é que os deputados comecem, depois, a baldar-se às quintas, e quando deixar de haver plenários também às quintas, às quartas, e depois às terças, e acabem ficando a semana inteira em casa com a família, coisa com uma "componente humana" inteiramente respeitável, até porque a maior parte deles não faz falta nenhuma na AR e em casa decerto faz.

Manuel António Pina, in JN

O que eles nos contam...

Flaubert...Escritor Francês...Mestre do Realismo...

Gustave Flaubert (nasceu no dia 12 de dezembro de 1821, em Ruão – e morreu dia 8 de maio de 1880, em Croisset) foi um escritor francês, um dos maiores escritores ocidentais.
Biografia
Filho de um médico, cresceu no hospital onde seu pai era cirurgião-chefe. Após ter reprovado nos exames de direito na Universidade de Paris, começa em 1843 a escrever seus romances.
Em 1840, como prêmio por ter concluído os estudos secundários, ganhou uma viagem para os montes Pirineus e para a ilha de Córsega. A
o passar por Marselha, viveu um namoro com Eulália Foucaud de Langlade. O idílio foi inspiração para a obra A Educação Sentimental. Entre 1849 e 1851, o autor viajou para a África, onde colheu informações para Salambô, sobre a queda de Cartago.
Flaubert foi um dos mestres do Realismo, movimento estético de reação ao Romantismo europeu no século XIX, influenciado pelas teorias científicas, a Revolução Industrial e a linha filosófica de Augusto Comte. Ele levou à perfeição o ideal do romance realista de harmonizar a arte e a realidade. Sua obra se caracteriza pelo cuidado na sintaxe, na escolha do vocabulário e na estrutura do enredo.
A obra mais famosa, de Flaubert, é Madame Bovary, que provocou um processo por "obra execrável sob o ponto de vista moral". O processo terminou finalmente com a absolvição do autor em 7 de fevereiro de 1857.
Madame Bovary, é uma dura depreciação dos valores burgueses. Segundo alguns críticos conservadores, Flaubert ridicularizou sua própria condição social.
Em 1866, recebeu a Legião de Honra do governo francês. Pouco antes de sua morte, vendeu propriedades para evitar a falência do marido de sua sobrinha. Passou a viver de um salário como conservador da Biblioteca Mazarine
Gustave Flaubert é também autor das obras: A tentação de Sto. Antonio (1874), Educação Sentimental (1869) e Três Contos, entre outros
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Citações
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"Tenha cuidado com a tristeza. É um vício".
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"O que o dinheiro faz por nós não compensa o que fazemos por ele."
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Ser estúpido, egoísta e ter boa saúde são três requisitos para a felicidade, mas se a estupidez faltar está tudo perdido."
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"Que homem teria sido
Balzac, se soubesse escrever!"
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"Extirpar: verbo que se emprega ao se falar de heresias e calos"

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Direcção Nacional da SOLIDARIEDADE IMIGRANTE...Comunicado...

Direcção Nacional da SOLIDARIEDADE IMIGRANTE reúne em Beja no Sábado - 13 Dezembro 2008 - 15 horas, no IPJ
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A Direcção Nacional da SOLIM - SOLIDARIEDADE IMIGRANTE - reúne em Beja no próximo Sábado, 13 de Dezembro, pelas 15 horas, com os seguintes pontos em agenda:
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- Condenação da DIRECTIVA DA VERGONHA de RETORNO COMPULSIVO de IMIGRANTES aprovada pelo Conselho Europeu em 10 de Dezembro - ver comunicado de imprensa - que viola os Direitos Humanos e tem como principal efeito a proliferação do trabalho clandestino, sem direitos e a exploração dos imigrantes por patrões sem escrúpulos.As políticas de imigração da União Europeia estiveram em julgamento num Tribunal simbólico que reuniu na Gulbenkian, um ano depois da Cimeira Europa-África de Lisboa.
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- Ponto da Situação da aplicação da Lei de Imigração 23/2007, com particular incidência nos artigos 88º - 2, 122º e 123º
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- Próximas iniciativas em defesa dos DIREITOS HUMANOS e da CIDADANIA PLENA para TOD@S
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A realização desta reunião em BEJA, onde está sediada a DELEGAÇÃO DO ALENTEJO E ALGARVE da SOLIM, pretende assinalar o peso da Imigração no Sul do país e o MILÉSIMO ASSOCIADO nesta Delegação, num quadro de mais de 15 600 sócios da Associação Solidariedade Imigrante em todo o país.
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Agradecemos a divulgação e estamos ao dispor para todos os esclarecimentos.
Delegação do Alentejo e Algarve – Rua Mestre Manuel, 13 – 7800-304 BEJA
Telefone / Fax – 284 323 980 – 965 113 923 / 938 481 305 / 917 329 715
E-mail: solim.beja@clix.pthttp://www.solimigrante.org/
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Comunicado de Imprensa
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No 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos
DIRECTIVA DA VERGONHA aprovada pelo Conselho da UE
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A Directiva de Retorno, a “DIRECTIVA DA VERGONHA”, que foi aprovada pelo Parlamento Europeu em 18 de Junho de 2008, foi adoptada pelo Conselho Conselho da UE de Transportes, Telecomunicações e Energia. A Directiva foi aprovada com uma maioria de votos favoráveias, apenas com a abstenção da delegação belga.
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Apesar de milhares de cidadãos, ONG’s, sindicatos, organizações religiosas se terem mobilizado para apelar aos decisores Europeus para rejeitar esta directiva, que vem banalizar e generalizar uma política de detenção e deportação dos imigrantes em toda a Europa e apesar de um conjunto de representantes de Estados da América Latina e África terem expresso com veemência a sua recusa em tolerar tais práticas contra os seus nacionais, Conselho Europeu de Ministros adoptou formalmente esta directiva nas vésperas da celebração do 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Para além do conteúdo desta directiva, que constitui o maior retrocesso aos valores fundamentais da Europa ao criminalizar e perseguir os imigrantes, e da data escolhida, o método escolhido para a sua adopção é insultuoso.
Apesar de este projecto ser do domínio da Justiça e Administração Interna, a foi aprovada durante o Conselho dos Ministros dos Transportes. Uma prova da vontade de levar a cabo deportações colectivas através de voos charters?
Em Portugal, a Directiva Retorno foi claramente repudiada por largos sectores da sociedade civil, foi um dos motivos da realização de manifestações públicas que tiveram o apoio de dezenas de organizações de imigrantes, de direitos humanos, cívicas, anti-racistas e religiosas.
A Directiva de Retorno recebeu o voto contra da maior parte dos deputados portugueses no Parlamento Europeu, incluindo Deputados do Partido Socialista que votaram em contradição com a posição oficial do governo português.
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