sexta-feira, 20 de junho de 2008
sexta-feira, 13 de junho de 2008
O Governo não aguenta "Calores"...
A transigência de Sócrates tem duas mensagens: (i) com este Governo quem bate o pé com força, ganha; (ii) a prosápia deste PS só vale para feirantes, donos de restaurantes, pequenos contribuintes e funcionários públicos.
Se era para cederem até este ponto, podiam muito bem ter resolvido a questão logo no início, evitando que os portugueses amargassem ainda mais no seu quotidiano nos últimos dias.
Carlos Abreu Amorim
in CM
Em terra de cegos...
Porta-voz dos camionistas é militante activo do PSD
António Lóios, o auto-intitulado porta-voz da comissão de camionistas responsável pela paralisação nacional da última semana, tem uma carreira política intimamente ligada ao PSD, segundo apurou o Diário Económico. O que confirma as acusações que lhe têm sido dirigidas por parte de vários membros da direcção da ANTRAM.
Jaime Martins Alberto*
Lóios entrou para o Partido Social-Democrata logo em 1974. Primeiro como 'jota' e depois como um dos seus militantes mais activos. Filho de um maquinista da CP e de uma operária de uma tabaqueira, ambos comunistas, o jovem decidiu seguir o seu próprio percurso profissional e político. Licenciou-se em engenharia informática e seguiu as tradicionais etapas de ascensão partidária. Foi membro da Assembleia Municipal de Arraiolos (de onde a sua família é natural) pelo PSD na década de 90 – durante a presidência de Jerónimo Lóios, o seu primo comunista com quem não fala. Foi membro da direcção do PSD de Évora. E, recentemente, fez parte da comissão de honra da candidatura de Fernando Negrão à presidência da câmara de Lisboa.
No último mês, foi o director de campanha de Mário Patinha Antão nas eleições internas do partido. Patinha Antão convidou-o por indicação de "amigos comuns", mesmo sem o conhecer pessoalmente. "Ele aceitou logo", conta o deputado ao Diário Económico, reconhecendo-lhe "grande competência" nesse cargo.
A relação de Lóios com os camionistas e transportadores não é directa. O engenheiro não é, nem nunca foi, camionista ou possuiu qualquer empresa nesta área. Apesar de ter familiares que o são.
Nos últimos anos, Lóios tem trabalhado como representante português de um grupo espanhol na área das energias renováveis.
Neste momento, António Lóios está a ponderar criar uma associação de defesa de pequenos empresários ligados às mais diversas áreas de actividade.
In Diário Económico
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Paralisação de camionistas
Balanço às 13H30 de 11 de Junho
Os aviões da companhia aérea açoriana SATA Internacional têm estado a fazer escalas técnicas no Porto, para contornar a paralisação dos camionistas, que está a impedir o abastecimento de combustíveis ao aeroporto de Lisboa.
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) tem um plano de contingência que accionará se faltar combustível para a actividade das ambulâncias que opera, o que ainda não se regista por causa da paralisação dos transportes de mercadorias.
A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) admitiu hoje que o sector «possa vir a manifestar-se publicamente», em protesto conjunto com os camionistas, disse hoje à agência Lusa o seu presidente, João Machado.
Os postos de abastecimento de combustíveis venderam na terça-feira o que tinham previsto vender em três ou quatro dias e muitos deles entraram em ruptura, disse hoje à Lusa o presidente a Associação de Revendedores de Combustíveis (ANAREC).
Os bombeiros podem deixar de prestar socorro por falta de combustível, alertou hoje a Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP), pedindo medidas urgentes ao ministro da Administração Interna, Rui Pereira.
O director-geral da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) disse hoje que já começaram a faltar produtos hortofrutícolas e peixe nos supermercados, principalmente no centro e sul do país, devido à paralisação dos transportes de mercadorias.
terça-feira, 10 de junho de 2008
Notícias do bloqueio

Um grupo de camiões da Jerónimo de Martins está a ser esta terça-feira escoltado pela polícia, partindo da zona da Azambuja em direcção a Aveiras de Cima, ultrapassando o bloqueio imposto pelos camionistas, disse à «Lusa» fonte policial no Carregado.
O piquete da paralisação no Carregado disse que não se oporá à passagem dos camiões da Jerónimo Martins (cerca de uma dúzia): «Vamos bater palmas quando eles passarem», disse um elemento presente no local.
A Jerónimo Martins alertou esta manhã que poderão já esta terça-feira faltar produtos essenciais em algumas lojas do grupo caso o bloqueio se mantenha, apelando às autoridades para que «actuem» e deixem trabalhar os motoristas de camiões que o queiram fazer.
Contactado pela «Lusa», fonte do comando geral da GNR confirmou que há militares da Guarda Nacional Republicana que estão «a acompanhar» algumas viaturas, entre as quais se contam camiões da empresa Jerónimo Martins.
«Estamos a acompanhar pontualmente algumas viaturas para garantir que as coisas correm normalmente», disse à Agência «Lusa» o tenente coronel Costa Lima.
A paralisação dos camionistas contra o aumento do preço dos combustíveis arrancou segunda-feira às 00:00.

