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sábado, 21 de junho de 2008

Dois pesos e duas medidas...


Quando a França vota não, a França fica e muda-se o Tratado;
Quando a Irlanda vota não, o Tratado fica e muda-se a Irlanda.


segunda-feira, 16 de junho de 2008

Acentua-se o impasse


PM irlandês diz que a rejeição do texto é um problema de todos os 27

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, prefere sacrificar o Tratado de Lisboa a permitir que a rejeição irlandesa origine uma Europa a duas velocidades, segundo fontes de Downing Street ontem citadas pelo Times.

Apesar de quase um milhão de irlandeses, 53,4% dos eleitores, terem chumbado o tratado no referendo da passada quinta-feira, vários líderes europeus, encabeçados pelo francês Nicolas Sarkozy e pela alemão Angela Merkel, afirmaram que era preciso levar o processo de ratificação até ao fim (nos oito países que ainda faltam).

O objectivo é pressionar a Irlanda a repetir o referendo depois de lhe serem concedidas algumas excepções, como fez a Dinamarca, após rejeitar Maastricht em 1992. Mas caso Dublin recuse esta opção ou a segunda consulta popular volte a dar resultado negativo poderia discutir-se a hipótese de a Irlanda sair da UE, embora, na prática, tal opção pareça pouco viável, deixando caminho livre aos que querem ir mais além na integração.

Isso permitiria criar a tão discutida Europa a duas velocidades. Mas Brown, político eurocéptico, num país de eurocépticos , não gosta da ideia, refere o Times, preferindo matar o Tratado de Lisboa a permitir que alguns Estados membros possam ser individualmente deixados à deriva no meio dessa chamada Europa de geometria variável.

A somar a isto Brown enfrenta forte pressão da oposição, dos media e do próprio partido, o Labour, para deixar cair a ratificação do tratado, aproveitando o "Não" irlandês. Além dele também o Presidente da República Checa, Vaclav Klaus, poderia aproveitar para anular a ratificação do documento.

Nicolas Sarkozy vai estar hoje de visita a Praga e aproveitar para dissuadir os checos de fazerem descarrilar o processo de ratificação para "remobilizar a Europa". O chefe do Estado da França, que a 1 de Julho assume a liderança da UE, quer um acordo político entre os 27, sobre o que fazer com a Irlanda, até ao final desta semana.

Todos esperam ouvir, durante o Conselho Europeu de quinta e sexta-feira, em Bruxelas, aquilo que o primeiro-ministro irlandês tem para dizer e para propor. Ontem, aos microfones da rádio RTÉ, Brian Cowen, do Fianna Fáil, adiantou-se já um pouco: "Quero que a Europa apresente também algumas das soluções em vez de sugerir apenas que [a rejeição do tratado] é só um problema da Irlanda".

In DN

domingo, 15 de junho de 2008

Porreiro, pá!...



Não restam dúvidas que uma boa imagem vale mais do que 1000 palavras.

A prova está nestes três postais do nosso confrade “Kaos” (linkado neste blogue), que juntos e por esta ordem contam a história do Tratado de Lisboa, isto é, da famigerada Constituição Europeia revista e encriptada.

Chocado durante a presidência de Angela Merkel – em função dos interesses do eixo franco-alemão – foi depositado em gestação alugada no ventre de José Sócrates.

Com apadrinhamento de Durão Barroso, deu à luz em Belém, perante a notória ausência do Reino Unido, cujo primeiro-ministro só subscreveu a certidão de nascimento no Museu dos Coches, ou não fosse o local premonitório mais indicado para o remeter ao arcaísmo histórico…

Na rescaldo do rotundo NO irlandês, temos a ressaca do trio de euro-batoteiros para quem o Tratado de Lisboa era vital para as respectivas carreiras políticas.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Obrigado Irlanda

Hoje sinto-me cidadão europeu irlandês





Irlanda votou NO ao Tratado de Lisboa


O ministro da Justiça da Irlanda acaba de anunciar a vitória do NÃO no referendo ao Tratado de Lisboa.

Está assim aberta nova crise na União Europeia.

sábado, 31 de maio de 2008

HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE RESISTE, HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE DIZ NÃO


O crescimento do 'Não' nas sondagens sobre o referendo ao Tratado de Lisboa, na Irlanda, pode por em perigo a ratificação do tratado, segundo avança hoje o jornal espanhol El País



O referendo para ratificação do Tratado de Lisboa, que a Irlanda organiza a 12 de Junho, está a preocupar os partidários do 'Sim', que vêem o número de votantes no 'Não' a crescer de sondagem para sondagem.

Os últimos números continuam a dar vantagem ao 'Sim', com 41%, e os apoiantes do Tratado de Lisboa até cresceram 3% em relação a uma anterior sondagem. No entanto, o 'Não' cresceu 5%, para os 33%, e começa a preocupar o Governo irlandês.

Além disso, existem ainda 47% de indecisos, que poderão fazer pender o voto para um lado ou para outro. Fontes diplomáticas de Bruxelas, citadas pelo El País, estimam até que apenas 51% daqueles que já decidiram completamente o seu voto estejam a favor do Tratado de Lisboa.

O Tratado de Lisboa, assinado a 13 de Dezembro do ano passado pelos 27 Estados membros da UE, substitui o projecto de Constituição europeia, rejeitado em referendo por França e Holanda em 2005. Já foi ratificado pela maioria dos países que o assinaram, incluindo Portugal, em Abril.

SOL

sexta-feira, 16 de maio de 2008

SE O SEU BLOGUE TAMBÉM ACHA QUE A EUROPA É UM ASSUNTO A SER DECIDIDO PELOS CIDADÃOS E NÃO POR TRAFULHAS, ACRESCENTE ESTA IMAGEM AO SEU ESPAÇO.