domingo, 9 de agosto de 2009
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Alfredo Marceneiro...Foi Fadista...27 anos de saudade...
Alfredo Rodrigues Duarte (25 de Fevereiro de 1891, Lisboa — 26 de Junho de 1982, Lisboa) mais conhecido como Alfredo Marceneiro devido a sua profissão, foi um fadista Português que marcou uma época, detentor de uma voz inconfundível tornando-se um marco deste género da canção em Portugal.Biografia
Alfredo Marceneiro nasceu na freguesia de Santa Isabel em Lisboa, e foi-lhe posto o nome de baptismo de Alfredo Rodrigues Duarte.Era filho de uma família muito humilde. Com a morte do pai teve que deixar a escola primária. Começou então a trabalhar como aprendiz de encadernador para ajudar o sustento da sua mãe e irmãos.
Desde pequeno, sentia grande atracção para a arte de representar e para a música. Junto com amigos começou a dar os primeiros passos cantando o fado em locais populares começando a ser solicitado pela facilidade que cantava e improvisava a letra das canções.
Um dia, conheceu Júlio Janota, fadista improvisador, de profissão marceneiro que o convenceu a seguir esse ofício que lhe daria mais salário e mais tempo disponível para se dedicar à sua paixão.
Alfredo Marceneiro era um rapaz vaidoso. Andava sempre tão bem vestido que ganhou a alcunha de Alfredo Lulu. Era, também, muito namoradeiro. Apaixonou-se por várias raparigas, chegando a ter filhos com duas delas. As aventuras terminaram quando conheceu Judite, amor que durou até à sua morte e com o qual teve três filhos.
Em 1924, participa no Teatro São Luiz, em Lisboa, na sua primeira Festa do Fado e ganha a medalha de prata num concurso de fados.
Nos anos 30, Alfredo Marceneiro trabalhou nos estaleiros da CUF, onde fazia móveis para navios. Dividia o seu tempo entre as canções e o trabalho. A sua presença nas festas organizadas pelos operários era sempre motivo de alegria.
Em 3 de Janeiro de 1948, foi consagrado o Rei do Fado no Café Luso.
Reformou-se em 1963, após uma carreira recheada de sucessos, numa grande festa de despedida no Teatro São Luiz.
Dos muitos temas que Alfredo Marceneiro cantou destaca-se a Casa da Mariquinha, de autoria do jornalista e poeta Silva Tavares.
Faleceu no dia 26 de Junho de 1982 com 91 anos, na mesma freguesia que o viu nascer.
No dia 10 de Junho de 1984, foi condecorado, a título póstumo, com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República Portuguesa, General Ramalho Eanes.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Maria da Fé...50 anos de Fé no fado...
Celebra 50 anos de carreira a 25 e 26 nos coliseus de Lisboa e Porto, mas a sua vida são as casas de fado. No Porto nasceu Maria da Conceição e Lisboa baptizou-a Maria da Fé. Tinha 18 anos, hoje tem 64. Prometeu cantar até que a voz lhe doa. Mas só dói o fadosexta-feira, 29 de maio de 2009
Carminho...Uma nova Voz no Fado...
Como é que uma garota pode ter tanto fado?
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Vicente da Câmara...Fadista...faz hoje 81 anos...
Vicente da Câmara (Lisboa, 7 de Maio de 1928) é um fadista português, sobrinho de Maria Teresa de Noronha.Biografia
Vicente nasceu em berço aristocrata, filho de D. João da Câmara, notável radialista e locutor da rádio portuguesa, e cresce sob influência de uma educação marcadamente ligada ao fado, em particular da sua tia Maria Teresa de Noronha e de D. João do Carmo de Noronha, seu tio-avô.
É portanto naturalmente que entra nos meandros do fado, e tendo ganho um concurso, abre as portas da Emissora Nacional com 20 anos, em 1948. Dois anos mais tarde assina o primeiro contrato discográfico com a editora Valentim de Carvalho e, a partir daí, grava êxitos como Fado das Caldas e Varina.
Progressista do fado castiço, o mais tradicional de Lisboa, era dado ao improviso e destacou-se pela sua voz timbrada, naturalidade com que interpreta as suas músicas e utilização de melismas, raridade no fado.
Durante uma entrevista, insurge-se contra as convenções políticas e afirma ser o fado uma música pobre, e que é na pobreza que reside a riqueza, grandeza, liberdade e valor.
Afincadamente contra os mais conservadores que apenas recriavam os clássicos, ficou para a posteridade o seu maior sucesso, A moda das tranças pretas, que constituiu entre os outros fados do seu repertório, um ex-líbris do fado castiço.
Segundo a história, tê-lo-á composto 1955 e 1956 num quarto de hotel em Santarém. Em 1967 surge o contrato com a Rádio Triunfo.
Na década de 1980, já com algumas digressões internacionais na carreira, as atenções do oriente prenderam-se no fado, e tal entre uma vaga de fadistas como Amália Rodrigues, Maria Amélia Proença e outros, fez digressões no Extremo Oriente.
Em 1989 assinala o quadragésimo aniversário da sua carreira no Cinema Tivoli.
Pai do também fadista José da Câmara, é um dos poucos fadistas restantes da geração do fado aristocrata. Em 2007 o seu trabalho ficou imortalizado no filme Fados, de Carlos Saura.
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terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Mariza...A fadista faz hoje 35 anos...
Marisa dos Reis Nunes (Moçambique, 16 de Dezembro de 1973) é o nome de nascimento da fadista portuguesa Mariza, segundo ela própria corrige na TSF à conversa com Carlos Vaz Marques em 2003, «cantadeira de fados». Foi a única portuguesa até hoje a integrar os concertos do Live 8 e a primeira a ser nomeada para um Grammy Latino, o qual perdeu para Los Gaiteros de San Jacinto, da Colômbia.
O seu concerto para milhares de pessoas no Royal Albert Hall consagrou-a como cantora, e tornou-a uma das vozes portuguesas mais internacionais, presença regular em palcos como o Carnegie Hall, em Nova Iorque, o Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles, o Lobero Theater, em Santa Bárbara, a Salle Pleyel, em Paris, ou a Ópera de Sydney.
Segundo o jornal britânico The Guardian a fadista é «uma diva do mundo da música».
Índice
1 Biografia
2 Discografia
3 Prémios, nomeações e outras honrarias
4 Curiosidades
5 Fontes e referências
6 Ligações externas
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Amália Rodrigues...A maior fadista portuguesa, morreu há 9 anos...
Amália da Piedade Rebordão Rodrigues (Lisboa, 23 de Julho ou 1 de Julho de 1920 — Lisboa, 6 de Outubro de 1999) foi uma fadista, cantora e actriz portuguesa, considerada o exemplo máximo do fado, comummente aclamada como a voz de Portugal e uma das mais brilhantes cantoras do século XX. Está sepultada no Panteão Nacional, entre os portugueses ilustres.
Tornou-se conhecida mundialmente como a Rainha do Fado e, por consequência, devido ao simbolismo que este género musical tem na cultura portuguesa, foi considerada por muitos como uma das suas melhores embaixadoras no mundo.
Aparecia em vários programas de televisão pelo mundo fora, onde não só cantava fados e outras músicas de tradição popular portuguesa, como ainda canções contemporâneas (iniciando o chamado fado-canção) e mesmo alguma música de origem estrangeira (francesa, americana, espanhola, etc.).
Marcante contribuição sua para a história do Fado, foi a novidade que introduziu de cantar poemas de grandes autores portugueses consagrados, depois de musicados
Teve ainda ao serviço da sua voz a pena de alguns dos maiores poetas e letristas seus contemporâneos, como David Mourão Ferreira, Pedro Homem de Mello, etc.
Índice
1 Biografia
-1.1 Infância
-1.2 Uma carreira que começa
2 Amália após o 25 de Abril
3 Discografia
4 Outros
5 Ligações externas
sábado, 4 de outubro de 2008
Mafalda Arnauth...É uma Fadista das mais representativas das novas gerações...
A artista iniciou a sua carreira em 1995, num concerto no Teatro de São Luís, em Lisboa, no qual participou por conta de um convite do fadista João Braga.
O seu primeiro álbum, Mafalda Arnauth (1999), foi aclamado pela crítica e recebeu o prémio de voz revelação do ano pela revista portuguesa BLITZ, voltada para o público jovem - um sucesso que se repetiria em seu segundo disco, Esta Voz Que Me Atravessa (2001), quase inteiramente dedicado ao fado.
terça-feira, 10 de junho de 2008
A melhor fadista do ano
Ana Moura vai actuar esta quarta-feira no Concertgebouw, em Amesterdão, durante o «Festival Roots» da cidade. A célebre sala não é novidade para a fadista portuguesa, que este ano já efectuou uma digressão por 20 palcos holandeses.
«O regressar é sempre positivo, é um sinal que nos querem», declarou à Lusa, acrescentando que se sente «sempre com mais confiança» quando já conhece os cantos à casa. Depois da Holanda segue-se a Bélgica, onde Ana Moura vai actuar no Cinema Parc, em Liége, no próximo domingo.
As duas actuações vão servir principalmente para apresentar o seu novo álbum «Para além da saudade», que já é disco de platina em Portugal. José Manuel Neto, na guitarra portuguesa, Jorge Fernando, na viola, e José Elmiro, na viola-baixo, vão acompanhar a fadista.
Depois de ter sido distinguida com o Prémio Amália Rodrigues para a Melhor Fadista já este ano, Ana Moura prepara desta forma a sua estreia nos coliseus do Porto e de Lisboa, que acontecerá nos dias 24 e 26 de Junho, respectivamente.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Raquel Tavares - Simplesmente Fadista...
Raquel Tavares vive no coração de Alfama, onde passou parte da sua vida.
O bairro onde vive e canta é uma espécie de ponto de partida para um segundo disco - Bairro - que reflecte um percurso seguro mas ambicioso de uma jovem adulta de 23 anos.
"No fundo, representa o berço de cada um, a essência de cada um de nós. É o bairro que simboliza os lares de quem quiser levar o disco para casa."
Diz por brincadeira que "lhe cresceram os dentes no fado", embora assuma não ter escolhido a profissão nem sequer goste do termo. "Acho que o fado me escolheu. Antes de cantar em algum sítio, não digo que vou trabalhar. Prefiro dizer que vou fazer arte," ri-se. Daí que isto de ser fadista seja "uma paixão mas também um ofício". Ainda assim, gosta de pensar que "todos eles são mais do que aquilo que cantam".
Mesmo com uma carreira que se prepara para ganhar outra projecção com este Bairro, prefere continuar a pensar que é apenas "uma pessoa normal", embora o "fado seja música e a música seja arte".
Defende que "o fado pode chegar a toda a gente", o que se prova pelas viagens que tem feito no estrangeiro e pelo número de fadistas com impacto em países que não "entendem uma palavra da língua portuguesa". Ao vivo, "é difícil agarrar o público" e o "espaço físico é muito importante".
No restaurante Bacalhau de Molho, situado na histórica Casa de Linhares, onde se pode ouvi-la por ali às segundas, terças e quartas-feiras e onde os estrangeiros são visita habitual, diz, "é necessário fazer ver às pessoas que esta música é diferente e que o silêncio é essencial"


