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domingo, 21 de junho de 2009

Machado de Assis...foi o maior nome da Literatura Brasileira...70º aniversário do seu nascimento...

Joaquim Maria Machado de Assis (Rio de Janeiro, 21 de junho de 1839 — Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1908) foi um poeta, romancista, dramaturgo, contista, jornalista e teatrólogo brasileiro, considerado como o maior nome da literatura brasileira, de forma majoritária entre os estudiosos da área.
Sua extensa obra constitui-se de nove romances e nove peças teatrais, 200 contos, cinco coletâneas de poemas e sonetos, e mais de 600 crônicas.
Machado assumiu cargos públicos ao longo de toda sua vida, passando pelo Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas, Ministério do Comércio e pelo Ministério das Obras Públicas.
A obra ficcional de Machado de Assis tendia para o
Romantismo em sua primeira fase, mas converteu-se em Realismo na segunda, na qual sua vocação literária obteve a oportunidade de realizar a primeira narrativa fantástica e o primeiro romance realista brasileiro em Memórias Póstumas de Brás Cubas (sua magnum opus).
Ainda na segunda fase, Machado produziu obras que mais tarde o colocariam como especialista na literatura em primeira pessoa (como em Dom Casmurro, onde o narrador da obra também é seu protagonista).
Como jornalista, além de repórter, utilizava os periódicos para a publicação de crônicas, nas quais demonstrava sua visão social, comentando e criticando os costumes da sociedade da época, como também antevendo as mutações tecnológicas que aconteceriam no século XX, tornando-se uma das personalidades que mais popularizou o gênero no país.
Índice
1 Biografia
2 Estilos literários
-2.1 Machado de Assis e o Social
-2.2 Machado e o determinismo
3 Obra
-3.1 Romance
-3.2 Conto
-3.3 Teatro
-3.4 Crítica
-3.5 Poesia
-3.6 Produção literária
---3.6.1 Alguns contos
4 Academia Brasileira de Letras
5 Representações na cultura
6 Machado de Assis e o xadrez
7 Notas
8 Referências
9 Ligações externas
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Sonho Circular
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A bela dama ruiva e descansada,
De olhos longos, macios e perdidos,
Co'um dos dedos calçados e compridos
Marca a recente página fechada.
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Cuidei que, assim pensando, assim colada
Da fina tela aos flóridos tecidos,
Totalmente calados os sentidos,
Nada diria, totalmente nada.
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Mas, eis da tela se despega e anda,
E diz-me: - "Horácio, Heitor, Cibrão, Miranda,
C. Pinto, X. Silveira, F. Araújo,
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Mandam-me aqui para viver contigo.
"Ó bela dama, a ordens tais não fujo.
Que bons amigos são! Fica comigo.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Sílvio Romero...Foi Poeta, Filósofo e Político Brasileiro...

Sílvio Vasconcelos da Silveira Ramos Romero (Vila do Lagarto, Sergipe, 21 de abril de 185118 de junho de 1914) foi um crítico literário, ensaista, poeta, filósofo, professor e político brasileiro.
Índice
1 Biografia
2 Obras
2.1 Poesia
2.2 Outros
3 Academia Brasileira de Letras
4 Referência
5 Ligações externas
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A Águia

Falar com as nuvens que só têm segredos,
Falar com os astros que só têm mistérios,
— Foi sempre, águia sublime, o teu portento,
Mas dar às almas fortes novas forças,
Mais anelos, mais vida, mais grandezas,
Eis teu brilho supremo. Sempre altiva,
Pode nos corações novos abismos
Cavar terríveis, grandiosos, santos,
Tua vida selvage' impregnada
De etérea embriaguez. De sobre o cimo
Do monte alcantilado, onde repousas,
Nutre o teu pensamento enfastiado
Sede de ver o sol. Podes fitá-lo,
Podes beber mais brilho, e novos ímpetos
Sentir teu peito de heroísmos cheio.
Sim: dá-nos este exemplo: com fulgores
Nutrir a alma que definha e se aniquila
Tragada do negror que a sorte aninha.
Te insulta a tempestade; e arde a luta
Em que entras como atleta sobranceiro,
Mostrando na asa o teu problema escrito,
E nas garras o enigma da vida!
(...)

terça-feira, 9 de junho de 2009

Manuel Camilo dos Santos...foi um Poeta Popular Brasileiro...

Manuel Camilo dos Santos, cantador violeiro, poeta popular, tipógrafo, xilógrafo, datilógrafo, horoscopista, escritor e editor nasceu no dia 9 de junho de 1905, no Município de Guarabira (PB).
Biografia
Foi criado na agricultura, mas a partir dos 18 anos dedicou-se ao comércio ambulante com uma tropa de burros de seu pai.
Em 1936, já morando na capital João Pessoa e trabalhando como marceneiro, adota a cantoria como profissão, porém em 1940 abandona essa profissão, transfere-se para Campina Grande e lá inicia sua vida de poeta popular.
Todavia, em 1942 retorna para Guarabira, desta vez para instalar a Tipografia e Folhetaria Santos, que se expande e leva seu proprietário a transferi-la, em 1953, para Campina Grande. Próspera, a Folhetaria faz de Manuel Camilo um editor bem sucedido e, em 1957, tendo adquirido novos equipamentos, ele a reinaugura com o nome de A Estrella da Poesia.
Obra em francês
Tendo publicado, de autoria própria, mais de 150 folhetos, teve como obra-prima, segundo o pesquisador Átila de Almeida, o folheto Viagem a São Saruê, que teve uma versão para o francês, Voyage a São Saruê, feita pela professora Idelete Muzart.
No dia 8 de abril de 1987, faleceu em Campina Grande. Orígenes Lessa o chamava de “outro gigante do Nordeste” ou “uma das mais extraordinárias figuras dessa literatura (de cordel): Manuel Camilo dos Santos”.
Em sua homenagem, durante os festejos do maior São João do mundo, no Arraial Sítio São João, em Campina Grande, é instalada uma casa-folhetaria na qual ficam abertos para visitação pública peças e maquinários da Estrella da Poesia.
Muitos foram os seus títulos reeditados, entre eles podemos citar o clássico Viagem a São Saruê, As palhaçadas de Biu, O sabido sem estudo e O filho de Garcia.
Se no primeiro folheto o autor se desvia das temáticas tradicionais (cangaço, pelejas, religião), e viaja em sonhos que, segundo Orígenes Lessa, é uma versão sertaneja do Vou-me embora pra Pasárgada, de Manuel Bandeira; no último folheto, conforme a opinião de Augusto de Campos, produz um poema de vanguarda, uma “concreção”.
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Autobiografia
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Deus a todos deu um dom
para com ele viver.
quem logo acertar com o seu
vive bem e tem proazer
e o que não acertar
só leva a vida a sofrer.
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Uns têm o dom para artes
outros para a agricultura.
já outros para a ciência
porém outros é pra leitura.
enquanto uns vivem da música
outros exercem a pintura.
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Alguns têm o dom profético
outros o dom da cirurgia
uns têm o dom de comércio
o meu dom é poesia.
e nele graças a Deus
vivo bem, tenho alegria.
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Cada um para o que nasce
apoiado este dizer.
mas muitos deixam o seu dom
pensando enriquecer.
vão procurar longe
onde só acham o sofrer.

domingo, 7 de junho de 2009

Paulo Leminski...foi Poeta e Escritor...

Paulo Leminski Filho (Curitiba, 24 de agosto de 1944 — Curitiba, 7 de junho de 1989) foi um escritor, poeta, tradutor e professor brasileiro. Era, também, faixa-preta de judô.
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Sem Budismo
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Poema que é bom acaba zero a zero.
Acaba com. Não como eu quero.
Começa sem. Com, digamos, certo verso,
veneno de letra, bolero. Ou menos.
Tira daqui, bota dali, um lugar, não caminho.
Prossegue de si. Seguro morreu de velho,
e sozinho.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Ana Cristina Cesar...foi Poetisa Brasileira...

Ana Cristina Cruz Cesar nasceu no Rio de Janeiro, em 2 de junho de 1952.
Biografia
Filha do sociólogo Waldo Aranha Lenz Cesar e da professora Maria Luiza Cesar, era de uma família culta de classe média e protestante. Também conhecida pelos amigos como Ana C.,
Criou-se entre Niterói, Copacabana e os jardins do velho Bennet.
Tornou-se uma das principais poetas da geração mimeógrafo ou da chamada “literatura udigrudi” ou “marginal” da década de 70.Começou a escrever ainda criança - antes mesmo de ser alfabetizada, aos 4 anos, ditava poemas para que a mãe os escrevesse.
A escrita sempre lhe dominou a vida.Em 1969, viajou à Inglaterra em intercâmbio e passou um período em Londres, onde travou contato com a literatura em língua inglesa.
Quando volta da Inglaterra, com obras de Emily Dickinson (EUA), Sylvia Plath (EUA) e Katherine Mansfield (Nova Zelândia) na mala, dedica-se a escrever, traduzir e entra para a Faculdade de Letras da PUC do Rio, aos 19 anos.

Começa a publicar poemas e textos de prosa poética na década de 1970 em coletâneas, revistas e jornais alternativos. Seus primeiros livros, Cenas de Abril e Correspondência Completa, são lançados em edições independentes.
As atividades não param: pesquisa literária, um mestrado em comunicação na UFRJ, outra temporada na Inglaterra para um mestrado em tradução literária (na Universidade de Essex), em 1980, e a volta ao Rio, onde publicou Luvas de Pelica, escrito na Inglaterra.
Em suas obras, mantém uma fina linha entre o ficcional e o autobiográfico.
Suicidou-se em 29 de outubro de 1983, atirando-se do apartamento dos pais.
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Obra
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Poesia:
- A Teus Pés - (1982)
- Inéditos e Dispersos - (1985)
- Novas Seletas (póstumo, organizado por Armando Freitas Filho)
Crítica:
- Crítica e Tradução - (1999)
Variados:
- Correspondência Incompleta
- Escritos no Rio (póstumo, organizado por Armando Freitas Filho)
- Escritos em Londres (póstumo, organizado por Armando Freitas Filho)
- Antologia 26 Poetas Hoje, de Heloísa Buarque de Hollanda
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A Ponto de Partir
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A ponto de
partir, já sei
que nossos olhos
sorriam para sempre
na distância.
Parece pouco?
Chão de sal grosso, e ouro que se racha.
A ponto de partir, já sei que nossos olhos sorriem na distância.
Lentes escuríssimas sob os pilotis.

domingo, 17 de maio de 2009

Zélia Gattai...foi Escritora e esposa de Jorge Amado...

Zélia Gattai Amado (São Paulo, 2 de julho de 1916Salvador, 17 de maio de 2008) foi uma escritora, fotógrafa e memorialista (como ela mesma preferia denominar-se) brasileira, tendo também sido expoente da militância política nacional durante quase toda a sua longa vida, da qual partilhou cinqüenta e seis anos casada com o também escritor Jorge Amado, até a morte deste.
Biografia

Zélia Gattai, filha de imigrantes italianos, cresceu em São Paulo e, com a família, participou do movimento anarquista, que contava com adesões entre os imigrantes italianos, espanhóis e portugueses, no início do século 20. Aos 20 anos, casou-se com o intelectual e militante comunista Aldo Veiga, com quem teve o filho Luiz Carlos, em 1942.
Zélia conheceu seu segundo marido, Jorge Amado em 1945, quando ambos trabalhavam pela anistia dos presos políticos. A partir de então, Zélia trabalhou ao lado do marido, auxiliando no processo de preparação e revisão dos originais de seus livros.
Em 1946, com a eleição de Jorge Amado para a Câmara Federal, o casal mudou-se para o Rio de Janeiro, onde nasceu o filho João Jorge, em 1947.
Um ano depois, com o Partido Comunista declarado ilegal, Jorge Amado perdeu o mandato, e a família foi para o exílio em Paris, onde permaneceu por três anos.
Nesse período Zélia fez os cursos de Civilização Francesa, Fonética e Língua Francesa, na Sorbonne. Depois a família viveu na Tchecoslováquia por dois anos, onde nasceu a filha Paloma.
No exílio Zélia começou a fazer fotografias, registrando, em imagens, os momentos importantes da vida do escritor baiano. Na Europa o casal conheceu personalidades como Pablo Neruda, Jean-Paul Sartre e Picasso, entre outras.Retornando ao Brasil em 1952, Zélia foi morar no apartamento do sogro, no Rio de Janeiro.
Em 1963, fixou residência na casa do Rio Vermelho, em Salvador na Bahia, onde tinha um laboratório, tendo lançado a fotobiografia de Jorge Amado intitulada "Reportagem Incompleta".
Aos 63 anos de idade, começou a escrever suas memórias. O livro de estréia - "Anarquistas, Graças a Deus" - recebeu o Prêmio Paulista de Revelação Literária de 1979. Alguns de seus livros foram traduzidos para o francês, o italiano, o espanhol, o alemão e o russo.No dia 06 de agosto de 2001 Zélia perdeu seu companheiro.
No mesmo ano foi eleita para a Academia Brasileira de Letras, para a cadeira 23, anteriormente ocupada por Jorge Amado, que teve Machado de Assis como primeiro ocupante e José de Alencar como patrono.Em 31 de março de 2008, a escritora foi internada com dores abdominais no Hospital Aliança, em Salvador.
A situação de Zélia se agravou e no dia 17 de abril a escritora foi transferida para o Hospital da Bahia, onde passou por uma cirurgia de desobstrução do intestino. Ao longo do procedimento, foi confirmada a existência de um tumor benigno, que foi retirado.
Em 16 de maio desse ano, o estado de saúde da escritora, que respirava com a ajuda de aparelhos, se agravou.
Ao final da tarde, foi divulgada sua morte.
Entre suas obras, além das já mencionadas, podem citar-se: "Um Chapéu para Viagem", 1982 (memórias); "Jardim de Inverno", 1988 (memórias); "Pipistrelo das Mil Cores", 1989 (infantil); "Crônica de uma Namorada", 1995 (romance); "A Casa do Rio Vermelho", 1999 (memórias); "Vacina de Sapo e Outras Lembranças", 2005 (memórias).
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... VIAJO QUANDO FALAS DO AMADO,
ME DEIXA ENCANTADA,COM TANTO AMOR;
EM DEVANEIO... NAVEGO,
SUFOCANDO MINHA IMENSA DOR.
...ADMIRO QUANDO FALAS,
DO AMADO,
SINTO AS PALAVRAS ,
ELAS ME DEIXAM INEBRIADA.
VIAJO EM DEVANEIO,
ENCANTADA COM TANTO AMOR.

sábado, 16 de maio de 2009

Ronald de Carvalho...foi um Poeta e Político Brasileiro...

Ronald de Carvalho (Rio de Janeiro, 16 de maio de 1893 — Rio de Janeiro, 15 de fevereiro de 1935), foi um poeta e político brasileiro.
Biografia
Filho do capitão-tenente e engenheiro naval Artur Augusto de Carvalho e de Alice Paula e Silva Figueiredo de Carvalho, fez o curso secundário no Colégio Abílio.Entrou na Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais, fazendo bacharelado em 1912.
Desde 1910 trabalhava como jornalista, no Diário de Notícias, cujo diretor era Ruy Barbosa.Em sua ida para a Europa, cursou Filosofia e Sociologia em Paris.
Ao voltar para o Brasil, entrou para o Itamaraty. Em 1922, participou da Semana de Arte Moderna, em São Paulo, movimento determinante do Modernismo brasileiro.
Em 1924, dirigiu a Seção dos Negócios Políticos e Diplomáticos na Europa. Durante a gestão de Félix Pacheco, esteve no México, como hóspede de honra daquele governo. Em 1926, foi oficial de gabinete do ministro Otávio Mangabeira.
Exerceu cargos diplomáticos de relevância, servindo na Embaixada de Paris, com o embaixador Sousa Dantas, por dois anos, e depois em Haia (Países Baixos). Retornou a Paris, de onde, em 1933, foi removido para o Rio de Janeiro.Foi secretário da Presidência da República, cargo que ocupava quando morreu. ´
Em concurso realizado pelo Diário de Notícias, em 1935, foi eleito Príncipe dos Prosadores Brasileiros, em substituição a Coelho Neto. Colaborou, com destaque, em O Jornal.
Casou com Leilah Accioly de Carvalho, com quem teve quatro filhos.
Faleceu no Rio de Janeiro, em 15 de fevereiro de 1935, vítima de acidente automobilístico, ocorrido em 19 de janeiro.
Obras
Luz Gloriosa (1913)
Pequena História da Literatura Brasileira (1919)
Poemas e Sonetos (1919)
Epigramas Irônicos e Sentimentais (1922...
Toda a América (1926)
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Écloga tropical
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Entre a chuva de ouro das carambolas
e o veludo polido das jabuticabas,
sobre o gramado morno,
onde voam borboletas e besouros,
sobre o gramado lustroso
onde pulam gafanhotos de asas verdes e vermelhas,
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Salta uma ronda de crianças!
O ar é todo perfume,
perfume tépido de ervas, raízes e folhagens.
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O ar cheira a mel de abelhas...
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E há nos olhos castanhos das crianças
a doçura e o travor das resinas selvagens,
e há nas suas vozes agudas e dissonantes
um áureo rumor de flautas, de trilos, de zumbidos
e de águas buliçosas...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Raimundo Correia...Foi um Poeta Brasileiro...

Raimundo da Mota de Azevedo Correia (São Luís do Maranhão, 13 de maio de 1859Paris, 13 de setembro de 1911) foi um juiz e poeta brasileiro.
Biografia
Nasceu a bordo do navio São Luís, ancorado em águas maranhenses.
Filho de família de classe elevada, foram seus pais o desembargador José da Mota de Azevedo Correia e Maria Clara Vieira da Mota de Azevedo Corrêa ambos naturais do Maranhão. Seu pai descendia dos Duques de Caminha e era filho de pais portugueses.
Realizou o curso secundário no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Em 1882 formou-se advogado pela Faculdade do Largo São Francisco, desenvolvendo uma bem-sucedida carreira como Juiz de Direito no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.
Teve um sobrinho que levou seu nome, filho de seu tio José da Mota de Azevedo Correia, Raimundo Correia Sobrinho, formado em direito e poeta como o tio, que escreveu um livro de poesias "Oração aos Aflitos" publicado, em 1945, pela Livraria José Olympio Editora.Faleceu a 13 de Setembro de 1911, em Paris, onde fora tratar da saúde.
Raimundo Correia iniciou a sua carreire poética com o livro "Primeiros sonhos", revelando forte influência dos poetas românticos Fagundes Varela, Casimiro de Abreu e Castro Alves. Em 1883 com o livro "Sinfonias", assume o parnasianismo e passa a integrar, ao lado de Alberto de Oliveira e Olavo Bilac, a chamada "Tríade Parnasiana".
Os temas adotados por Raimundo Correia giram em torno da perfeição formal dos objetos. Ele se diferencia um pouco dos demais parnasianos porque sua poesia é marcada por um forte pessimismo, chegando até a ser sombria.
Ao analisar a obra de Raimundo Correia percebe-se que há nela uma evolução.
Ele iniciou sua carreira como Romântico, depois adotou o Parnasianismo e, em alguns poemas aproximou-se da escola Simbolista.
Obra
Primeiros Sonhos (1879)
Sinfonias (1883)
Versos e Versões (1887)
Aleluias (1891)
Poesias (1898)
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Rima
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Rondo pela noite
Imaginando mil coisas
Meditando sozinho
Até a madrugada
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Isto tudo é tão contrário
Medo e coragem
Amor e ódio
Revolta e compreensão
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Mas nada rima nesse mundo
Apenas eu e você restávamos
Resto do que o mundo já foi
Intensamente, imensamente, eternamente
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Até mesmo nós sucumbimos
Reavaliamos nossa condição
Indiferentes, deixamos de rimar
Menos um casal no mundo
.
Agora ando sozinho
Meditando noite adentro
Imaginando e esquecendo mil e uma coisas
Rondando até a madrugada

sábado, 9 de maio de 2009

Ascenso Ferreira...Foi Poeta Brasileiro...

Ascenso Carneiro Gonçalves Ferreira (Palmares, 9 de maio de 1895Recife, 5 de maio de 1965) foi um poeta brasileiro.
Biografia
Órfão aos treze anos de idade, passou a trabalhar na mercearia de um tio e, em 1911, publicou no jornal A Notícia de Palmares o seu primeiro poema, Flor Fenecida.Em 1920, mudou-se para o Recife, onde tornou-se funcionário público e passou a colaborar com o Diário de Pernambuco e outros jornais.
Em 1922 casou-se com Maria Stella, filha do poeta, funcionário público e literário pernambucano Fernando Griz, mas este casamento não durou muito.Em 1925, participou do movimento modernista de Pernambuco e, em 1927, publicou seu primeiro livro, Catimbó. Viajou a vários estados brasileiros para promover recitais.Em 1933 conheceu Maria de Lourdes Medeiros e passou a morar com ela.
Em 1948 nasceu Maria Luísa, filha do casal.
Em 1941 publicou o seu segundo livro Cana Caiana.
O terceiro livro Xenhenhém estava pronto para ser editado, mas só sairia em 1951, incorporado à edição de Poemas, que foi o primeiro livro surgido no Brasil apresentando disco de poesias recitadas pelo seu autor - a edição continha, ainda, o poema O trem de Alagoas, musicado por Villa-Lobos.
Em 1955, participou ativamente da campanha presidencial de Juscelino Kubitschek, inclusive participando de comícios no Rio de Janeiro.
Em 1966, foi nomeado por JK para a direção do Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, no Recife, mas a nomeação foi cancelada dez dias depois, porque um grupo de intelectuais recifenses não aceitava que o poeta e boêmio irreverente assumisse o cargo.
Foi nomeado, então, assessor do Ministério da Educação e Cultura, onde só comparecia para receber o salário.
Em 1963, a Editora José Olympio (RJ) lançou Catimbó e outros poemas.
Usava sempre um grande chapéu de palha, que era uma verdadeira logomarca.
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A força da lua
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Não te chegues assim, para mim...
Ó Maria!
Ai! Não te chegues não...
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A lua cheia tem muita força,
Maria!
- E o luar sempre foi a nossa perdição...
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O vento que assopra,
assopra com força...
Há forças nas águas,
- Repara a maré!
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E há forças também ocultas na gente,
talvez que as das águas maiores até...
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Não te chegues assim, para mim...
Ó Maria!
Ai! Não te chegues não...
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Há força nas águas, há força nos ventos
e forças que em nós ocultas estão...
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A lua cheia tem força muita, Maria!
- E o luar sempre foi a nossa perdição!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Orestes Barbosa...Foi poeta e Compositor Popular Brasileiro...

Orestes Barbosa é carioca da Aldeia Campista, na região de Vila Isabel, nascido em 7.5.1893.
Biografia
Era de origem humilde, filho de militar.
Depois de um curso de revisor no Liceu de Artes e Ofícios, exerceria a profissão em jornais. Mercê de seu esforço, subiria as mesas de redação de diversos periódicos.
Em 1917, publica seu primeiro livro de poemas, Penumbra Sagrada. Poeta sensível, que se transfigurava na batalha diária e mal-remunerada do jornalismo, empreendia campanhas e não poupava de suas críticas, penetrantes e ácidas, quem quer que fosse. Essa conduta o levou pelo menos três vezes à prisão.
Era, como se dizia, "um jornalista de combate".Fazia também a crítica teatral e a crônica do rádio nascente, ainda nos anos 20. Seu mergulho na música popular, como letrista, foi a continuidade natural dessa ambiência e dessa paixão que trazia desde menino, quando dedilhava seu violão.
Sua primeira composição gravada seria a valsa Romance de Carnaval, com melodia de J. Machado, cantada por Arnaldo Pescuma em disco da gravadora paulistana Arte-Fone, provavelmente em 1930.
A segunda gravação na Odeon, em 1930, seria a cançoneta Bangalô, em parceria com Oswaldo Santiago, cantada por Alvinho.No ano seguinte, 1931, já firmava seu nome com Carioca (com J. Thomaz), samba cantado por Castro Barbosa.
De 1938 a 1945, Orestes praticamente se afastou da música popular.
Quando voltou, em 1945, não foi com a mesma intensidade, mas seguramente com a mesma qualidade poética.
E em sua casa da tranqüila Paquetá se quedaria o guerreiro Orestes em merecido repouso, até que a indesejada das gentes o viesse buscar, em 15.8.1966, aos 73 anos de idade, onze depois de sua última composição gravada.
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Adeus
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Adeus, palavra pequena
Tão grande na tradução
Adeus que eu disse com pena
Sangrando o meu coração
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Eu disse adeus disfarçando
Calando a sinceridade
Com os olhos lacrimejando
Pensando já na saudade
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Adeus, recordo chorando
Na mágoa dos dias meus
As tuas mãos se agitando
De longe dizendo adeus
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Adeus, gaivotas voando
De tarde junto do cais
Um lenço branco acenando
Um sonho que não vem mais

terça-feira, 5 de maio de 2009

Mário Quintana...Foi um Poeta Brasileiro...

Mário de Miranda Quintana (Alegrete, 30 de julho de 1906Porto Alegre, 5 de maio de 1994) foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro
Biografia
Era filho de Celso de Oliveira Quintana e de Virgínia de Miranda Quintana.
Fez as primeiras letras em sua cidade natal, mudando-se em 1919 para Porto Alegre, onde estudou no Colégio Militar, publicando ali suas primeiras produções literárias.
Trabalhou na Editora Globo, quando esta ainda era uma instituição eminentemente gaúcha, e depois na farmácia paterna.
Considerado o poeta das coisas simples e com um estilo marcado pela ironia, profundidade e perfeição técnica, trabalhou como jornalista quase que a sua vida toda.
Traduziu mais de cento e trinta obras da literatura universal, entre elas Em busca do tempo perdido de Marcel Proust, Mrs. Dalloway de Virginia Woolf, e Palavras e sangue, de Giovanni Papini.
Em 1953 trabalhou no jornal Correio do Povo (Porto Alegre). Trabalhava como colunista da página de cultura, que saía no dia de sábado, e em 1977 saiu do jornal.Em 1940 lançou o seu primeiro livro de poesias, A rua dos cataventos, iniciando a sua carreira de poeta, escritor e autor infantil.
Em 1966 foi publicada a sua Antologia poética, com 60 poemas inéditos, organizada por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, e lançada para comemorar seus 60 anos, sendo por esta razão o poeta saudado na Academia Brasileira de Letras por Augusto Meyer e Manuel Bandeira, que recita o poema Quintanares, de sua autoria, em homenagem ao colega gaúcho.
No mesmo ano ganhou o Prêmio Fernando Chinaglia da União Brasileira de Escritores de melhor livro do ano.
Em 1980 recebeu o prêmio Machado de Assis, da ABL, pelo conjunto da obra.Viveu grande parte da vida em hotéis, sendo o último deles o Hotel Majestic, no centro velho de Porto Alegre, que foi tombado e transformado em centro cultural e batizado como Casa de Cultura Mario Quintana, em sua homenagem, ainda em vida.
Em seus últimos anos de vida, era comumente visto caminhando nas redondezas.
Segundo o próprio poeta, em entrevista a Edla van Steen em 1979, seu nome foi registrado sem acento. Assim ele o usou por toda a vida.Em 2006, no centenário de seu nascimento, várias comemorações foram realizadas no estado do Rio Grande do Sul em sua homenagem.
O poeta tentou por três vezes uma vaga à Academia Brasileira de Letras, mas em nenhuma das ocasiões foi eleito; as razões eleitorais da instituição não lhe permitiram alcançar os vinte votos necessários para ter direito a uma cadeira.
Ao ser convidado a candidatar-se uma quarta vez, e mesmo com a promessa de unanimidade em torno de seu nome, o poeta recusou:
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Só atrapalha a criatividade. O camarada lá vive sob pressões para dar voto, discurso para celebridades. É pena que a casa fundada por Machado de Assis esteja hoje tão politizada.
Só dá ministro.
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A rua dos cataventos
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Da vez primeira em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha.
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Hoje, dos meu cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada.
Arde um toco de Vela amarelada,
Como único bem que me ficou.
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Vinde! Corvos, chacais, ladrões de estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca
Não haverão de arracar a luz sagrada!
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Aves da noite! Asas do horror! Voejai!
Que a luz trêmula e triste como um ai,
A luz de um morto não se apaga nunca!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Paulo Setúbal...Foi Escritor e Poeta Brasileiro...

Paulo de Oliveira Leite Setúbal (Tatuí, 1 de janeiro de 1893São Paulo, 4 de maio de 1937) foi um escritor brasileiro.
Biografia
Era casado com Francisca de Sousa Aranha, com quem teve três filhos Maria Vicentina, Teresinha e Olavo Egídio Setúbal.
Formou-se, em 1914, bacharel em Direito, em São Paulo. Na época já havia tido poema publicado na primeira página do jornal A Tarde. Em 1920 ocorreu a publicação de seu livro de poesia Alma Cabocla, cuja edição, de três mil exemplares, esgotou-se em um mês.
Entre 1925 e 1935 publicou vários romances históricos, entre eles A Marquesa de Santos, O Príncipe de Nassau e A Bandeira de Fernão Dias.
Em 1926, trabalhou como colaborador do jornal O Estado de S. Paulo.
Nos anos de 1928 e 1930 foi deputado estadual, mas renunciou ao mandato por ter agravada sua tuberculose.Publicou, nos anos seguintes, livros de contos, crônicas e memórias.
Poeta vinculado à estética parnasiana, Paulo Setúbal tematizou em seus versos a vida dos camponeses, dos caboclos do interior de São Paulo.
Pela escolha do tema, na época foi chamado de "poeta regional".
Foi também famoso e respeitado autor de obras de temática histórica, dentre as quais se destacam o romance A Marquesa de Santos (1925) e o livro de crônicas O Ouro de Cuiabá (1933).
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Derradeira Saudade
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Paixão fugaz... Ventura passageira...
Rosa que não colhemos da roseira,
Mas que esteve, no galho, ao nosso alcance.
Ah! Quanta vez, num desespero mudo,
Eu quedo-me a cismar naquilo tudo,
Que encheu de sol nosso cruel romance!
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Bendigo ainda os beijos que maldizes,
Que abriram na minhalma cicatrizes,
Que encheram de ambrosias nossa boca;
Só me consola, nesta dor pungente,
Lembrar que te adorei perdidamente,
Lembrar que me adoraste como louca!
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Mudaste muito, eu sei... Mas, com certeza,
Nas horas de saudade e de tristeza,
Em que a alma chora e o coração nos trai,
Hás de pensar em mim de quando em quando,
Com lágrimas nos olhos relembrando
— Toda essa história que tão longe vai!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Eneida de Moraes...foi Escritora e Activista Política Brasileira...

Eneida de Moraes (Belém, 23 de outubro de 1904Rio de janeiro, 27 de abril de 1971), ou simplesmente Eneida foi uma jornalista, escritora e pesquisadora do carnaval carioca.
Nos anos 30 participou ativamente da vida política brasileira. Em 1932 filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro.
Presa em 1935, foi mandada para a Casa de Correção do Rio de Janeiro por causa da sua militância política. Graciliano Ramos a imortalizou em Memórias do Cárcere.
Escreveu História do carnaval carioca, a primeira grande obra sobre este assunto, que estabeleceria as principais categorias do carnaval brasileiro ao definir o conceito de cordões, corso, ranchos, sociedades e entrudo, entre tantos outros.
Foi criadora do baile do Pierrot no Rio de Janeiro e em Belém.
A escola de samba Salgueiro, teve a jornalista como tema do enredo de 1973: Eneida, amor e fantasia.
Em Belém, o Império de Samba Quem São Eles dedicou também a ela o samba-enredo Eneida sempre amor...
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A Eneida
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Eneida uma estrela do Céu,
de Belém Santa indicação.
Instruir e esclarecer como
papel, boa nova
emancipação.
Do sentido Libertadora,
atendendo a aspiração
Nacional.
Mulher, jornalista,
escritora, Eneida que lutou
no Social.
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Era Marxista iluminada,
tinha respostas pra toda
questão.
Queria a vida preservada,
sem abandono, fome ou
exclusão.
Era a causa mais realizadora,
era uma sociedade
irmanal
Mulher, jornalista, escritora,
Eneida que lutou
no Social.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Augusto Meyer...Foi um Jornalista e poeta Brasileiro...

Augusto Meyer (Porto Alegre, 24 de janeiro de 1902Rio de Janeiro, 10 de julho de 1970) foi um jornalista, ensaísta, poeta, memorialista e folclorista brasileiro. Foi membro da Academia Brasileira de Letras e da Academia Brasileira de Filologia.
Era filhos dos
imigrantes alemães Augusto Ricardo Meyer e Rosa Meyer.
Colaborou em diversos jornais do
Rio Grande do Sul, especialmente no Diário de Notícias e Correio do Povo, escrevendo poemas e ensaios críticos.
Estreou na literatura em 1920, com o livro de poesias A ilusão querida, mas foi com os livros Coração verde, Giraluz e Poemas de Bilu que conquistou renome nacional.
Foi diretor da Biblioteca Pública do Estado, em Porto Alegre.
Convidado por
Getúlio Vargas para organizar o Instituto Nacional do Livro, transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1937, junto a um grupo de intelectuais gaúchos.
Foi diretor do INL durante cerca de trinta anos. Em 1947 recebeu o Prêmio Filipe de Oliveira na categoria Memórias e, em 1950, o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras pelo conjunto da obra literária.
Índice
1 Obra
2 Academia Brasileira de Letras
3 Ver também
4 Notas
Gaita
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Eu não tinha mais palavras,
Vida minha,
Palavras de bem-querer;
Eu tinha um campo de mágoas,
Vida minha,
Para colher.
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Eu era uma sombra longa,
Vida minha,
Sem cantigas de embalar;
Tu passavas, tu sorrias,
Vida minha,
Sem me olhar.
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Vida minha, tem pena,
Tem pena da minha vida!
Eu bem sei que vou passando
Como a tua sombra longa;
Eu bem sei que vou sonhar
Sem colher a tua vida,
Vida minha,
Sem ter mãos para acenar,
Eu bem sei que vais levando
Toda, toda a minha vida,
Vida minha, e o meu orgulho
Não tem voz para chamar.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Olavo Bilac...Príncipe dos Poetas Brasileiros...

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (Rio de Janeiro, 16 de dezembro de 1865 — Rio de Janeiro, 28 de dezembro de 1918) foi jornalista e poeta brasileiro e membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Criou a cadeira 15, cujo patrono é Gonçalves Dias.
Biografia
Filho de Brás Martins dos Guimarães Bilac e de Delfina Belmira dos Guimarães Bilac, após o término da educação, iniciou o curso de
Medicina na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, que não chegou a concluir. Tentou, então, a Faculdade de Direito de São Paulo que também não concluiu.
De volta ao Rio de Janeiro, passou a dedicar-se à literatura. Começou a trabalhar no jornal
A Cidade do Rio, ao lado de José do Patrocínio. Neste jornal, conseguiu ser indicado correspondente em Paris no ano de 1890. De volta no ano seguinte, iniciou o romance O esqueleto, em colaboração com Pardal Mallet, que foi publicado no jornal Gazeta de Notícias em forma de folhetins e sob o pseudônimo de Vítor Leal.
Publicou inúmeras crônicas literárias no jornal A Notícia e colaborou com outros tantos jornais como A Semana, Cosmos, A Cigarra, A Bruxa e A Rua. Na qualidade de jornalista, foi grande incentivador do serviço militar obrigatório e da criação do Tiro de guerra.
É como poeta, contudo, que Bilac se imortalizou. Foi eleito Príncipe dos Poetas Brasileiros pela revista
Fon-Fon em 1907. Juntamente com Alberto de Oliveira e Raimundo Correia, foi a maior liderança e expressão do parnasianismo no Brasil, constituindo a chamada Tríade Parnasiana. A publicação de Poesias, em 1888 rendeu-lhe a consagração.
Autor da letra do Hino à Bandeira, entre as suas obras-primas podemos considerar o soneto em que se refere à língua portuguesa como a Última Flor do Lácio - aliás, o nome do próprio poema.
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Poema A Última Flor do Lácio
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Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
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Amote assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela
E o arrolo da saudade e da ternura!
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Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
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Em que da voz materna ouvi: "meu filho!"
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!