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quinta-feira, 19 de março de 2009

Tiro ao alvo



Provedor de Justiça e o PS: «Eles comem tudo»
Nascimento Rodrigues critica falta de escolha para novo provedor de Justiça

Irritado com a falta de solução para o cargo de provedor de Justiça, o actual ocupante do cargo critica o aparelho socialista e diz que a situação actual é insuportável. Numa entrevista por escrito à revista «Visão», Nascimento Rodrigues chega mesmo a citar «Os Vampiros» de Zeca Afonso a propósito da distribuição dos cargos em instituições públicas.
«O PS ocupa todos os altos cargos públicos, faz lembrar o Zeca Afonso: eles comem tudo», referiu o ainda provedor, apesar de ter terminado o mandato em Julho de 2008, considerando que a escolha do seu sucessor devia caber ao PSD:
«Sendo o PS o partido maioritário e praticamente ocupante de todos os poderes, deveria caber ao segundo partido a escolha, embora por consenso, num quadro mais vasto de equilíbrio democrático de poderes.»
Estas declarações já tiveram reacção por parte do PS. Em declarações à TSF, o porta-voz Vitalino Canas lamentou que Nascimento Rodrigues dissesse que vivia «numa comédia à portuguesa»:
«Suponho que nesta altura o cargo que o senhor provedor de Justiça exerce é respeitado e não deveria ser prejudicado por este tipo de declarações. Surpreende-me, por exemplo, que o provedor de Justiça faça comentários em relação ao processo de sucessão e por outro lado não é função do provedor fazer oposição ao Governo».
Recorde-se que durante o debate quinzenal, nesta quarta-feira, José Sócrates foi confrontado com a falta de um acordo para substituir Nascimento Rodrigues e admitiu avançar sozinho face à falta de consenso.
In Portugal Diário

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

José Afonso...22 Anos de Saudade...

Em 23 de fevereiro de 1987, José Afonso deixou-nos, vítima de doença incurável. Além de ser, juntamente com Adriano Correia de Oliveira, um dos mentores da canção de intervenção em Portugal e um baladeiro/compositor notável, soube conciliar a música popular portuguesa e os temas tradicionais com a palavra de protesto, Zeca trilhou, desde sempre, um percurso de coerência.
Na recusa permanente do caminho mais fácil, da acomodação, no combate ao fascismo salazarento, na denúncia dos oportunistas, dos "vampiros" que destroçaram Abril, no canto da cidade sem muros nem ameias, do socialismo, da "utopia".
Injustiçado por estar contra a corrente, morreu pobre e abandonado pelas instituições. Mas não temos dúvidas, a voz de "Grândola" perdurará para lá de todos os chacais.
A infância
Coimbra e a lenda Coimbrã
O percurso do Cantor
Cronologia
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A Morte Saiu à Rua
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A morte saiu à rua num dia assim
Naquele lugar sem nome para qualquer fim
Uma gota rubra sobre a calçada cai
E um rio de sangue de um peito aberto sai
.
O vento que dá nas canas do canavial
E a foice duma ceifeira de Portugal
E o som da bigorna como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte o Pintor morreu
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Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual
Só olho por olho e dente por dente vale
À lei assassina, à morte que te matou
Teu corpo pertence à terra que te abraçou
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Aqui te afirmamos dente por dente assim
Que um dia rirá melhor quem rirá por fim
Na curva da estrada à covas feitas no chão
E em todas florirão rosas de uma nação
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Traz Outro Amigo Também

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O esplendor da banca



Bangster - sinónimo universal e actual de gangster.
Neologismo derivado dos velhos mafiosos e ladrões que assaltavam bancos.

Mudaram-se os tempos e, actualmente, são os banqueiros que roubam e assaltam as economias dos cidadãos que as confiam e depositam em contas bancárias.
Para manter os bangster no seu esplendor, o Estado salva-os através do dinheiro dos contribuintes, transferindo o dinheiro dos nossos impostos para os bangster puderem continuar a roubar-nos.

sábado, 2 de agosto de 2008

O último trovador nasceu há 79 anos


José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Aveiro, 2 de Agosto de 1929Setúbal, 23 de Fevereiro de 1987), mais conhecido por José Afonso[1] ou Zeca Afonso, foi um cantor e compositor português.

Não obstante o seu trabalho com o fado de Coimbra e a música tradicional, vulgo folk português, José Afonso ficou indelevelmente associado pelo imaginário coletivo à música de intervenção, através da qual criticava o Estado Novo, regime de ditadura vigente em Portugal entre 1933 e 1974.

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domingo, 1 de junho de 2008

Eles Comem Tudo..

Uma notícia surpreendente
.
Deambulando ociosamente pela Net para tentar saber quantas vezes terão aumentado hoje a gasolina e o gasóleo, dou com uma inesperada notícia da LUSA: a Comissão Europeia aplicou uma multa de 8,6 milhões de euros à GALP por concertação de preços com, entre outras, a BP e a Repsol.
Mas então, pergunto-me, os aumentos mais ou menos simultâneos dos preços dos combustíveis não são, afinal, coincidência? Estarão GALP, BP e Repsol combinadas para, como diz a comissária europeia da Concorrência, Neelie Kroes, enganar "os consumidores, as autoridades e os contribuintes"?
E, espera lá, não é só terça-feira que a Autoridade da Concorrência revelará os resultados da investigação sobre a concertação de preços que não há entre as petrolíferas para enganar "consumidores, autoridades e contribuintes" e serem todas felizes nos negócios ao mesmo tempo?
Só depois reparo que a notícia é de Outubro do ano passado e se refere a um cartel que, durante 12 anos, partilhou o mercado e combinou os preços do betume para asfalto em Espanha.
Uff! Por pouco perdia a inabalável confiança que tenho na honestidade comercial da GALP, BP e Repsol!
Afinal foi em Espanha.
Estou certo que GALP, BP e Repsol não fariam uma coisa dessas em Portugal.
E que, se fizessem, nunca se descobriria.
Manuel António Pina
in JN
Zeca Afonso - Vampiros

quinta-feira, 22 de maio de 2008

BASTA DE EXPLORAÇÃO


Portugal foi hoje apontado em Bruxelas como o Estado-membro com maior disparidade na repartição dos rendimentos, ultrapassando mesmo os Estados Unidos nos indicadores de desigualdade.

O Relatório Sobre a Situação Social na União Europeia (UE) em 2007 conclui que os rendimentos se repartem mais uniformemente nos Estados-membros do que nos Estados Unidos. «Apenas Portugal apresenta um coeficiente superior ao dos EUA», sublinha ainda o documento.

O relatório é o principal instrumento que a Comissão Europeia utiliza para acompanhar as evoluções sociais nos diferentes países europeus. Os indicadores de distribuição dos rendimentos mostram que os países mais igualitários na distribuição dos rendimentos são os nórdicos, nomeadamente a Suécia e Dinamarca.

«Portugal distingue-se como sendo o país onde a repartição é a mais desigual», salienta o documento que revela não haver qualquer correlação entre a igualdade de rendimentos e o nível de resultados económicos. Mas se forem comparados os coeficientes de igualdade de rendimentos dos Estados-membros com o respectivo PIB (Produto Interno Bruto) por habitante constata-se que os países como um PIB mais elevado são, na sua generalidade, os mais igualitários.

Diário Digital / Lusa

domingo, 20 de abril de 2008

A ESPERANÇA É SEMPRE A ÚLTIMA A MORRER

Em entrevista ao DN de hoje, José Miguel Júdice declara.

“O risco é que o jogo político, que desde 76 se faz entre o PS e um bloco à sua direita, se passe a fazer entre o PS e um bloco à sua esquerda. Eu acho que isto é péssimo para o regime(…) e acho perfeitamente possível que um bloco à esquerda do PS possa chegar aos 30%. (…) Um líder populista de esquerda, bravo, determinado, corajoso, coerente, independente, que fale para os danados da terra, que fale para aqueles que estão a sofrer e estão a sofrer muito, pode fazer esse resultado.”

Pois pode, e que Deus o oiça, meu caro Júdice.

Mas não precisa de ser “populista” nem falar somente para “os danados da terra” porque os “que estão a sofrer e estão a sofrer muito” já são a esmagadora maioria dos portugueses. Atrevo-me a dizer que são todos os reformados, desempregados, trabalhadores por conta de outrem e pequenos ou médios empresários. Enfim: todos menos os banqueiros e especuladores ditos investidores.

Quanto ao risco, esse não é que “o jogo político se passe a fazer entre o PS e um bloco à sua esquerda”. Acontece que o tal jogo “que desde 76 se faz entre o PS e um bloco à sua direita” conduziu ao lamentável “estado a que isto chegou” como diria o meu saudoso camarada Salgueiro Maia.

O risco é que os eleitores continuem a apostar num PS cada vez mais à direita, ou numa aliança de Sócrates com os náufragos “reciclados” do tal bloco de direita com que Júdice sonha restaurar o PPD/PSD . Isso sim, é um risco.