Mostrar mensagens com a etiqueta Dança. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Dança. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 4 de março de 2009

Baile da Pinhata...

Dias Loureiro, o de "Má-memória" e Pinócrates na "Dança dos Aldrabões"...

terça-feira, 24 de junho de 2008

domingo, 22 de junho de 2008

Fred Astaire partiu há 21 anos

Antes de Fred Astaire estrear no cinema, os dançarinos apareciam nos filmes apenas "em partes": os pés, as cabeças e os torsos eram compostos na sala de edição. Astaire, por sua vez, exigia ser filmado de corpo inteiro. Para isso eram necessários longos ensaios - certa vez chegou a três meses com dez horas diárias de trabalho, com repetições feitas passo a passo e movimentos de câmara acompanhando a coreografia. Em seus filmes, Astaire conseguiu dar nova emoção a dança, fosse ela banal ou repleta de tragicidade. Sua interpretação enriquecia-se pelo que James Cagney chamava de "o toque do vagabundo". Sempre trajado a rigor, seu charme tornou-se lendário.
Nascido com o nome de "Frederick Austerlitz", fez sua primeira apresentação no palco aos cinco anos com a irmã Adele, que o acompanhava em revistas musicais nos anos 20, em Londres. Estreou no cinema em 1915, fazendo uma pequena ponta e em 1933 apareceu ao lado de Joan Crawford em Dancing lady. Nesse mesmo ano atuou no primeiro de uma série de dez filmes ao lado de Ginger Rogers. Os dois formavam uma parceria impecável (Ele dava classe a ela, ela dava sex-appeal a ele, explicou certa vez um director de estúdio). Hollywood tinha razão ao lhe conferir um Oscar especial em 1949, por sua contribuição à técnica dos musicais no cinema. Ginger Rogers, claro, foi quem lhe entregou o prémio.
Em 1933 casou-se com Phyllis Potter, que morreu em 1954 com quem teve dois filhos, Fred e Ava. Ele deixou de ser dançarino em 1968 para passar a interpretar papéis dramáticos. Fora dos estúdios não gostava de dançar e dizia que as danças de salão o entediavam. Grande fã de corrida de cavalos ele voltou a se casar em 1980 com a jóquei Robbin Smith, 35 anos mais nova que ele.
Fred Astaire é citado na música Take You on a Cruise, do grupo de rock alternativo americano Interpol e no título da música "Quando Fui Fred Astaire" do cantor brasileiro, Jay Vaquer.
O arquiteto americano Frank O. Gehry projetou um edifício em Praga, República Tcheca, em homenagem ao casal Fred & Ginger. O edifício toma a forma do casal e parece mostrá-los em plena dança.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Nasceu há 102 anos


Josephine Baker, nome artístico de Freda Josephine McDonald, (Saint Louis, 3 de Junho de 1906Paris, 12 de Abril de 1975) foi uma dançarina norte-americana, naturalizada francesa em 1937, e conhecida pelos apelidos de Vênus Negra, Pérola Negra e ainda a Deusa Crioula.

Biografia

Josephine Baker era filha de Carrie McDonald, e seu pai é incerto. Alguns biógrafos afirmam que seu pai seria Eddie Carson, que foi certamente amante de sua mãe, mas Josephine acreditava que seu pai era um homem branco[1]. Seu pai, segundo a biografia oficial, diz que o actor Eddie Carson era seu pai[1], embora várias fontes afirmem que este seria um vendedor ambulante de jóias[2].

Ela era efectivamente fruto de grande miscigenação racial: tinha além da herança negra, também a genética de índios americanos, sendo descendentes de indígenas dos Apalachee e de escravos da Carolina do Sul[2]

Começou sua carreira como artista de rua, dançando, ainda criança. Ingressou nos espetáculos de vaudeville de St. Louis Chorus aos quinze anos de idade. Actuou em Nova York, em alguns espectáculos da Broadway, em 1921 e 1924.

A 2 de outubro de 1925 estreou-se em Paris, no Théâtre des Champs-Élysées, fazendo imediato sucesso com sua dança erótica, aparecendo praticamente nua em cena. Graças ao sucesso da sua temporada europeia, rompeu o contrato e voltou para a França, tornando-se a estrela da Folies Bergère.

Teve uma infância pobre, no sul dos Estados Unidos, em Saint Louis, e às vezes dançava nas ruas para ganhar algumas moedas. Como a mãe e a irmã, trabalhou como lavadeira na casa de senhoras malvadas (uma delas chegou a escaldar-lhe as mãos porque tinha gasto muito sabão).

Um dia arranjou o emprego de camareira da diva negra Clara Smith, e conseguiu a oportunidade de substituir uma corista. Aos 15 anos, casou-se com William Howard Baker e passou a usar o apelido , mas deixou-o dois anos depois, quando saiu de St. Louis, devido à grande discriminação racial que havia na cidade. Aos 19, conseguiu uma vaga num show da Broadway.
Desembarcou na cidade luz no ano de 1925 e na noite de estreia, no Teatro Champs Ellysées, tinha os artistas Léger e Jean Cocteau na plateia. As atracções do show eram os bailados exóticos e os negros zulus. Josephine fazia uma dança selvagem, com as plantas do pé no chão e as pernas arqueadas, com os seios de fora e uma tanga de penas.

A participação de Josephine na Resistência Francesa durante a II Guerra Mundial e a sua luta contra o nazismo valeram-lhe as duas mais altas condecorações da França, a Cruz de Guerra e a Legião de Honra.

A partir de 1950, começou a adoptar crianças órfãs durante suas viagens pelo mundo, passando a criá-las em seu castelo, Les Milandes, nas vizinhanças de Paris.
Também adoptava animais, de todas as raças
No final dos anos 1960, passou por dificuldades financeiras e parou de se apresentar em 1968. A princesa Grace de Mónaco ofereceu -lhe uma casa no Principado, quando soube dos seus problemas. Baker apresentou-se então em Mónaco, com grande sucesso, em 1974. No mesmo ano fez apresentações em Nova York. Estava a preparar-se para comemorar, em Paris, os 50 anos de palco, quando entrou em coma e morreu aos 68 anos, em 12 de Abril de 1975.

Referências

  1. Jean-Claude Baker & Chris Chase, Josephine: The Hungry Heart. Random House, New York, 1933
  2. Symons, Alan. The Jewish Contribution to the 20th Century. London: Polo Publishing, 1997.

Filmografia

terça-feira, 29 de abril de 2008

DANÇA

O Dia Internacional da Dança vem sendo celebrado no dia 29 de Abril, promovido pelo Conselho Internacional de Dança (CID), uma organização interna da UNESCO para todos tipos de dança.

A comemoração foi introduzida em 1982 pelo Comité Internacional da Dança da UNESCO. A data comemora o nascimento de Jean-Georges Noverre (1727-1810), o criador do balé moderno.

Entre os objectivos do Dia da Dança estão o aumento da atenção pela importância da dança entre o público geral, assim como incentivar governos de todo o mundo para fornecerem um local próprio para dança em todos sistemas de educação, do ensino infantil ao superior.

Enquanto a dança tem sido uma parte integral da cultura humana através de sua história, não é prioridade oficial no mundo. Em particular, o professor Alkis Raftis, então presidente do Conselho Internacional de Dança, disse em seu discurso em 2003 que "em mais da metade dos 200 países no mundo, a dança não aparece em textos legais (para melhor ou para pior!). Não há fundos no orçamento do Estado alocados para o apoio a este tipo de arte. Não há educação da dança, seja privada ou pública".

O foco do Dia da Dança está na educação infantil. O CID alerta os estabelecimentos que contactem o seu Ministério da Educação com as propostas para celebrar este dia em todas escolas, escrevendo redacções sobre dança, desenhando imagens de dança, dançando em ruas, etc. Enfim, manifestando em crianças e consequentemente nos adultos, a vontade e importância da dança arte na vida do ser humano

O poder curativo e unificador da dança como linguagem universal é sublinhado na mensagem deste ano do Dia Mundial da Dança, que se assinalou esta terça-feira por todo o país com espectáculos, debates e outras iniciativas de diversas companhias.

A mensagem de 2008 intitula-se "O espírito da dança não tem cor", foi escrita pela coreógrafa e bailarina sul-africana Gladys Faith Agulhas, premiada pelo trabalho que tem desenvolvido ligando a dança, a educação e a integração social.

"O espírito da dança não tem cor, forma ou tamanho, mas envolve o poder de unir, e também a força e a beleza que se encontra em nós. Cada alma que dança, jovem, velha ou de uma pessoa incapacitada, cria e transforma ideias em movimentos artísticos que podem mudar as nossas vidas", escreve a coreógrafa.

A mensagem descreve ainda a dança como "uma força curativa à qual todos podem aceder" e como "espelho que reflecte o impossível tornado possível".

Em Portugal, o Dia Mundial da Dança é festejado com diversas iniciativas em todo o país, nomeadamente no Teatro Camões, em Lisboa, com a apresentação do espectáculo "Paraíso", pela Companhia Olga Roriz, coreografia inspirada no género musical americano, com bailarinos da companhia a cantar ao vivo.

Com direcção artística de Olga Roriz, o espectáculo, que teve estreia absoluta em Leiria, no Teatro José Lúcio da Silva, em Maio de 2007, constitui ao mesmo tempo uma sátira e um tributo aos musicais e às histórias de bastidores, em que o "glamour" de uma diva convive com a insegurança de uma principiante.

Em "Paraíso", Olga Roriz colocou bailarinos da companhia como Maria Cerveira, Sara Carinhas e Pedro Santiago Cal a cantar ao vivo temas de Kurt Weil, Nancy Sinatra e Zeca Afonso, entre outros, marcando fortemente a dramaturgia da peça.

Na selecção musical estão temas de Rocio Jurado, George Gershwin, Nino Rota, Boris Vian, Patsy Cline, Chavela Vargas, Dean Martin, Ben Webster, Pascale Comelade, Edith Piaf, Leonard Bernstein, Frank Sinatra, Orquestra Universitária de Tangos, Carmen Miranda e Marlene Dietrich.

Também no âmbito das comemorações, a REDE - Associação de estruturas para a dança contemporânea liderada por João Fiadeiro faz a primeira edição da Festa da Dança entre 29 de Abril e 04 de Maio, em vários espaços da capital.

Durante seis dias, a REDE celebra a dança contemporânea portuguesa com a apresentação, aberta à comunidade, de projectos, debates, workshops e uma homenagem a Gil Mendo, director artístico da Culturgest.

Na terça-feira, no espaço Lx Factory, as actividades da REDE serão apresentadas durante a tarde, e, no mesmo espaço, realiza-se a 30 de Abril um encontro para profissionais, e a 01 de Maio uma manifestação/debate sobre a situação dos intermitentes do espectáculo.

No dia 03 de Maio, no espaço Eira, decorrem sessões abertas de dança contemporânea para não profissionais, e no espaço Negócio/ZDB e no Atelier Real há apresentações simultâneas de trabalhos em progresso.

Oeiras celebra o Dia Mundial da Dança com a realização de dois espectáculos no palco do Auditório Municipal Eunice Muñoz: às 10:30, "Homenagem a Walt Disney" e, às 21:30, "Labirinto do Improviso e da Criatividade".

A CeDeCe (Companhia de Dança Contemporânea) apresenta no Cine Teatro de Alcobaça um programa de coreografias de António Rodrigues, Paula Gareya e Luís Sousa.

No mesmo dia, a companhia organiza um encontro entre o público e vários bailarinos e coreógrafos portugueses e estrangeiros convidados, tais como o britânico Patrick Hurde, que foi primeiro bailarino do ex-Ballet Gulbenkian, coreógrafo e pedagogo, Pedro Goucha Gomes, com uma carreira de 18 anos no estrangeiro, nomeadamente no Netherlands Danze Theatre, e Daniel Cardoso, bailarino e director artístico do Quórum Ballet.