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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Os suspeitos do costume...

Três agentes da PSP foram à Feira do Livro em Saldo, que decorre em Braga, com singulares intuitos culturais: apreender quatro exemplares de um livro de pintura exibindo na capa o famoso "L'Origine du Monde", pintado em 1866 por Courbet, que a pudica PSP considerou "pornográfico".
Três polícias para quatro livros dá uma ideia da perigosidade dos volumes (e do realismo em arte), e só se estranha que não tenha sido chamado o Grupo de Operações Especiais, até porque uma mulher de sexo à vista é coisa mais perigosa do que um assaltante de cara tapada e espingarda de canos serrados na mão.
A boa notícia é que a PSP de Braga não tem falta de efectivos e não poupa neles quando, como explicou o subintendente Henrique Almeida, se trata de "evitar desacatos", pois os livros estariam a atrair a atenção das crianças que andavam pela Feira com os pais, e a PSP de Braga, quando há "desacatos", não actua sobre os "desacatadores", actua sobre o que está quedo e não lhe oferece resistência, no caso os suspeitos do costume, livros.
A PSP terá decidido entretanto devolver o corpo do delito. Virá com uma parra?
Manuel António Pina
in JN

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Choque tecnológico...E o resto???...


Choque Tecnológico...
Há dias, o ministro da Cultura prometeu que iria digitalizar todo o espólio de Jorge de Sena para que fique "ao alcance de todos os portugueses".
Há semelhantes propostas em relação ao espólio de Fernando Pessoa, evidentemente.
Em breve alguém prometerá a digitalização do espólio de Teixeira de Pascoaes, de Vitorino Nemésio ou de Vergílio Ferreira.
A febre digitalizadora promete ser democrática e vital para a cultura portuguesa – mas não é. Na verdade, Sena continua a ser ignorado enquanto autor impresso e Pascoaes, Nemésio ou Vergílio afastados da escola secundária.
O ‘choque tecnológico’ pode disponibilizar os papéis dos escritores, antes apenas acessíveis aos investigadores e estudiosos – mas não providencia nem mais leitores nem mais leitura.
É a tentação dos novos-ricos.
Francisco José Viegas
in CM

quarta-feira, 16 de julho de 2008

O MELHOR BOOKER DE SEMPRE

O romance Os Filhos da Meia-noite, de Salman Rushdie, foi escolhido, pela segunda vez em 15 anos, como o melhor dos livros vencedores do Booker Award, um dos mais prestigiosos prémios literários do Reino Unido.
Anunciada durante o Festival de Literatura de Londres, a distinção atribuída ao livro de Rushdie marcou o quadragésimo aniversário do Booker. Já no vigésimo quinto aniversário do prémio, Os Filhos da Meia-noite tinha sido apontado, por votação online, como o Booker of Bookers, ou seja, o melhor dos livros até hoje distinguidos com este prémio.
Os votantes escolheram o livro de Rushdie de uma lista de seis previamente preparada por Victoria Glendinning, escritora e crítica, Mariella Frostrup, escritora, e John Mullan, professor de inglês na University College London: além de “Os Filhos da Meia-noite”, os livros que constavam da lista eram “The Ghost Road”, de Pat Barker (1995), “Oscar e Lucinda”, de Peter Carey (1988), “Desgraça”, de JM Coetzee (1999), “O Conservador”, de Nadine Gordimer (1974), “The Siege of Krishnapur”, de JG Farrell (1973).
Em Chicago para o lançamento do seu mais recente romance, “A Feiticeira de Florença”, ainda não editado em Portugal, Rushdie agradeceu por vídeo-mensagem a escolha dos leitores e assegurou ter vivido, ao saber dela, “um maravilhoso momento”.
Salman Rushdie, é natural de Bombaim, na Índia, onde nasceu a 19 de Junho de 1947. Foi muito polémica a revelação da obra Os Versículos Satânicos (1989) que é baseada em versos apagados do Corão. Por causa desta afronta à ortodoxia islâmica, foi-lhe lançado a “fatwa” por blasfémia, crime que no Irão se considera merecedor da pena de morte.
O escritor teve de fugir e viver na clandestinidade para resistir às ameaças constantes de morte. Chegaram a ser assassinados alguns dos seus tradutores e a serem postas bombas nas livrarias do seu editor. Ofereciam-se prémios como recompensa pela sua captura. Rushdie chegou a converter-se ao islamismo em 1990, tendo-se arrependido pela farsa.
Em 1992, num megaconcerto dos U2, Salman Rusdhie irrompeu no palco para abraçar Bono Vox e assim mostrar que resistia ao medo. Em 1998, o governo iraniano, depois de um acordo estabelecido com a Grã-Bretanha, renunciou a cumprir a "fatwa" de Khomeini que condenava o escritor à morte.
Da sua basta bibliografia, destacam-se: Grimus (1975), Os Filhos da Meia-Noite (1980), obra distinguida em 1981 com o Booker Prize e adaptada ao teatro pelo próprio autor em 2003, Shame (1983), o livro para crianças Harun e o Mar de Histórias (1990), Oriente, Ocidente (1994), O Último Suspiro do Mouro (1995), O Chão que Ela Pisa (1999), Fúria (2001) e Shalimar, O Palhaço.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

A mafia dos senhores do mundo


Clube Bilderberg
Os Senhores do Mundo
de Daniel Estulin


Preço: EUR 19,95
Editor: Temas e Debates
ISBN: 9789727597840
Ano de Edição/ Reimpressão: 2005
N.º de Páginas: 300
Encadernação: Capa mole
Dimensões: 15 x 23 x 2 cm
Disponibilidade: Esgotado ou não disponível ...(porquê? CENSURA?)



Sinopse
Imagine um clube onde presidentes, primeiros-ministros e banqueiros internacionais convivem, onde a realeza presente garante que todos se entendem, onde as pessoas que determinam as guerras, controlam os mercados e impõem as suas regras a todo o mundo dizem o que nunca ousariam dizer em público. Pois este clube existe mesmo e tem um nome. Ao longo dos últimos cinquenta anos, um grupo seleccionado de políticos, empresários, banqueiros e outros poderosos tem-se reunido em segredo para tomar as grandes decisões que afectam o mundo. Se quiser saber quem mexe os cordelinhos nos bastidores dos organismos internacionais conhecidos, não hesite: leia este livro.
Não temendo pôr em risco a própria vida, Daniel Estulin foi a única pessoa a conseguir romper o muro de silêncio que protege as reuniões do clube mais exclusivo e perigoso da história.
Fique a saber:
- Porque se reúnem os cem mais poderosos do mundo todos os anos durante quatro dias.
- O porquê do silêncio dos media em relação a estas reuniões.
- Que vínculos existem entre o Clube Bilderberg e os serviços secretos ocidentais.
- Quais os planos do Clube Bilderberg para o futuro da humanidade.

Campanha contra o livro 'Clube Bilderberg - Os Senhores do Mundo'
Mensagem de Daniel Estulin

«Chamo-me Daniel Estulin. Sou o autor de 'Clube Bilderberg - Os Senhores do Mundo'. Devido a algumas informações muito perturbadoras que temos recebido dos nossos amigos em Portugal, estou a escrever a todos os bloggers portugueses a pedir ajuda.
Recebi informações de alguém que trabalha para a Temas & Debates em Portugal que os editores receberam FORTES PRESSÕES de membros do governo PARA NÃO VENDEREM O LIVRO acerca do Clube Bilderberg. Aparentemente este apanhou mesmo o governo de surpresa e assustou-o. Têm medo que este se torne num fenómeno mundial. De facto, está a tornar-se num fenómeno mundial, uma vez que foi editado em 28 países e em 21 línguas.

Esta carta é um pedido de ajuda. Por favor enviem-na a qualquer pessoa disposta a lutar pela liberdade de expressão. O governo e o meu editor em Portugal, Temas & Debates, estão a tentar sufocar este livro porque têm medo que este possa criar uma base que se transforme num movimento populista em Portugal, como já aconteceu na Venezuela, na Colômbia e no México, nos quais a primeira edição esgotou em menos de 4 horas e causou manifestações em frente das embaixadas dos EUA, algo que, como é óbvio e devido ao bloqueio da comunicação social, você não viu nem ouviu na televisão nem na imprensa nacionais.
Se não enfrentarmos estas pessoas da Tema & Debates e do governo, elas irão vencer esta luta e nós, o povo, ficaremos UM POUCO MENOS LIVRES E UM POUCO MAIS PODRES INTERIORMENTE.

Peço a todos aqueles que queiram ajudar que:
1. Apelem a todos os bloggers que por aí andam a telefonarem para a Temas & Debates e perguntarem o que se passa e a EXIGIREM que vendam este livro. Já contactei todas as pessoas que conheço pessoalmente e estas estão a organizar uma campanha de telefonemas e de envio de cartas PARA TELEFONAREM OU ESCREVEREM À TEMAS E DEBATES E EXIGIREM UMA EXPLICAÇÃO.

2. Estão dispostos a telefonar aos vossos contactos na imprensa, aos vossos amigos e aos amigos dos vossos amigos e verem se estão dispostos a publicar esta história e em ajudarem? O que o editor e o governo mais temem é O ESCRUTÍNIO PÚBLICO E A ATENÇÃO INDESEJADA.

Quantas mais pessoas telefonarem e assediarem o editor, e o governo, menos possibilidades terão eles de levar essa tarefa a cabo. Se não fizermos algo seremos tão só MENOS LIVRES NO FUTURO. É ESSE O OBJECTIVO DA BILDERBERG. MAS NÃO É ISSO O QUE EU QUERO PARA OS MEUS FILHOS.

Com base nas nossas fontes no Porto e em Lisboa, descobri que a muitas pessoas têm ido à FNAC à procura do livro mas que, de acordo com a FNAC, 'o editor, por qualquer razão, não está disposto a vendê-lo.'
Posso dizer-lhes, por experiência própria em Espanha, que esta pressão funciona. Inicialmente a primeira edição foi de 4.000 exemplares que se esgotou num dia. A Planeta (a editora espanhola - nota do tradutor) estava a ser MUITO vagarosa no reabastecimento das livrarias. Organizamos uma campanha massiva na comunicação social na qual isto quase se transformou num ponto crucial para a liberdade de expressão. E funcionou. A Planeta cedeu, o livro avançou e actualmente foram vendidas mais de 65.000 cópias. Também podem divulgar este número na vossa página.

Além disso, estou a organizar uma série de seminários em Portugal para falar sobre os Bilderbergers e os Planos da Ordem Mundial. Esta atenção indesejada irá irritá-los profundamente. Os Bilderbergers são como vampiros. O que odeiam mais que tudo na terra é que a luz da verdade brilhe sobre eles.

Se isto resultar em Portugal, irei enviar uma dura mensagem a outros países que desejem ceder à pressão dos membros do governo ou a quem quer que seja.
Agradeço-lhe adiantadamente e estou disponível para o que possam desejar de mim.»

terça-feira, 3 de junho de 2008

lido de longe, até pode ter graça...

O Conselho Disciplinar abriu um inquérito confidencial, oficialmente designado “Caso do Prelúdio da Madrugada”, cuja evolução transpirou por incúria do chefe da secretaria que, não se fiando na fechadura do liceu, levava o processo consigo para casa.

Numa noite húmida e acalorada, vítima da insónia e da sede tropical, acabou por se esquecer das actas confidenciais, que nunca largava, sobre o frigorífico. E Simplício, ao procurar dessedentar-se com água gelada, a altas horas da noite, encontrou-as e leu-as. Avidamente, é claro.

Alberto Simplício, filho do administrador de Cazombo, junto à fronteira leste, fora confiado pelo pai à hospitalidade vigilante do secretário liceal. Cama, mesa e roupa lavada, com garantia do rapaz escolarizado ao abrigo de um lar respeitável, pela mensalidade de setecentos angolares, era uma lança em África.

O administrador Simplício até costumava dizer frequentemente à mulher: “é um cara direita este secretário”. E sobejavam-lhe motivos para o estimar, pois o secretário nunca se esquecia de rechear a solicitude das encomendas, com desvanecedoras referências ao comportamento de Alberto. Sempre que chegava um embrulho com agulhas de gramofone, pó-de-arroz para dona Miquelina, ou suspensórios elásticos para o senhor administrador, lá vinha uma palavrinha tranquilizadora e lisonjeira: “o pequeno vai de vento em popa e está cada vez mais parecido com o papá, meu ilustre amigo... Saúdo respeitosamente D. Miquelina, permitindo-me parafrasear o vate: ditosa mãe que tal filho tem”.Há lá progenitores que resistam a tanto encanto!

Na volta do correio, o administrador prometia infalivelmente: “creia que a nova lista de artigos, que agradeço procure nas lojas da capital, é a última. Envergonha-me abusar dos seus préstimos, mas, já agora, recomendo-lhe que compare preços em vários estabelecimentos”.

Além disso, também incluía sempre, na última parte das cartas, um post-scriptum, que rezava: “Eduque o Alberto à rédea curta, porque ele está numa idade perigosa. Se descarrilar, descanse que vou a Luanda metê-lo nos eixos. Mas olhe que, na cara do meu rapaz, para se tornar homem, só quem toca sou eu”.

Tal tipo de recomendações impressionava vivamente o destinatário, como modelo didáctico de pedagogia varonil. Ao paternalismo interino do secretário era vedado violar a legitimidade exclusiva da tareia paterna.

Álvaro Fernandes, in “Berços de renda, enxergas de trapo”

quarta-feira, 23 de abril de 2008

DIA DO LIVRO E DO DIREITO DE AUTOR


O "Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor" é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril, dia de São Jorge.
Esta data foi escolhida para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas UMA ROSA VERMELHA DE SÃO JORGE (Saint Jordi) e recebem em troca, UM LIVRO.
Em simultâneo, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, como Shakespeare e Cervantes, falecidos em 1616, exactamente a 23 de Abril.
Partilhar livros e flores, nesta primavera, é prolongar uma longa cadeia de alegria e cultura, de saber e paixão.

A literatura foi o género que mais vendeu

Em 2007 venderam-se em Portugal 13,5 milhões de livros, o que correspondeu a um volume de facturação de 152 milhões de euros. Os números foram divulgados pela GfK, uma empresa alemã de estudos de mercado, que apresentou na passada semana os resultados de um inquérito sobre a indústria de entretenimento portuguesa. Esse inquérito, revela ainda que o livro mais vendido nesse período foi O Segredo, da australiana Rhonda Byrne

Numa altura em que continuam a faltar dados oficiais sobre o mundo editorial, este estudo vem ajudar clarificar um sector que vive há anos sustentado pelos mais variados exercícios de especulação em matéria de números. Sem que se saiba ao certo quantos títulos são editado a cada ano em Portugal, este estudo da GfK aponta para um total de 28,5 mil livros editados. Deste volume, a não-ficção representa mais de metade das vendas, ficando a ficção nos 40 por cento.

Os dados são sempre referentes a 2007, ano em que o mercado da edição em Portugal sofreu várias alterações com uma vincada tendência para a concentração e o aparecimento de pequenas editoras, sejam generalistas ou com chancelas dirigidas a nichos de mercado.

E se a literatura é o género que mais vende, com 29 por cento do total do mercado, logo seguida pelos livros infanto-juvenis (20 por cento) e pelo turismo e lazer (12 por cento) essa liderança não se reflecte no volume de facturação nem no peço de capa. Aí, os livros de arte, direito ou economia, informática, política ou história batem a ficção.

Sem contabilizar o preço médio de cada livro, o estudo faz a divisão e chega a um número: cada português comprou em média 1,45 livros em 2007, e dedicou à leitura cerca de 20 por cento do tempo de lazer. A televisão ganha em todas as frentes: quer no tempo que consome, quer nos índices de preferência. Um exemplo: 35 por cento dos portugueses leram nos últimos 12 meses, uma percentagem que representa quase dois terços menos do que a dos portugueses que viram televisão.

As contas, recorde-se uma vez mais, são da GfK. Presente em mais de cem países, a multinacional alemã recolhe semanalmente informações sobre o mercado de livros em França, Alemanha, Áustria, Holanda, Suíça, Bélgica , Espanha e agora, Portugal. Deste painel de países, só em Portugal é que O Segredo (Asa), livro que revela a receita para o sucesso pessoal, foi o livro mais vendido, com cerca de 350 mil exemplares em circulação e 17 edições no mercado, até ao momento.

O segundo autor que mais vendeu foi o português José Rodrigues dos Santos e o seu mais recente romance O Sétimo Selo (Gradiva), seguido por outro português, Miguel Sousa Tavares e O Rio das Flores (Oficina do Livro). A britânica J. K. Rowling, com o sétimo e o último volume da saga Harry Potter (Presença), e Nicholas Sparks com Uma Escolha por Amor (da Presença) estiveram também entre os mais vendidos de 2007.

O estudo faz ainda uma diferenciação por temas e, aí, tudo que o se publica sobre António de Oliveira Salazar sai vitorioso, mais ou menos a par com publicações sobre crianças desaparecidas e livros de dietas. Cada um destes segmentos representou cerca de um milhão de euros de facturação no mercado livreiro. Mas todos estes temas surgem atrás do futebol, que representou 1,2 milhões de euros nas vendas de livros no ano passado. Quanto à área infanto-juvenil, as cinco principais séries em matéria de vendas foram o Ruca, o Noddy, o Harry Potter, a Anita e Uma Aventura. Em conjunto estas colecções representaram 15 por cento das vendas em unidades.

Falamos de bestsellers que, contudo, têm um peso bem menor no mercado do que se poderia pensar à partida. É o que refere este estudo. Segundo a GfK, o top 10 do mercado dos livros em Portugal representa menos de dois por cento das vendas em unidades, e mesmo o top 1000 não ultrapassa os cinco por cento do total do mercado.

Em termos geográficos, Lisboa concentra metade do valor das vendas de livros em Portugal. Muito atrás, com 19 por cento cada, seguem-se as regiões do Porto e o Litoral.

E quem compra livros prefere fazê-lo em livrarias, normalmente não para oferecer, mas para consumo próprio. Assim, 53 por cento dos compradores fazem-no em lojas da especialidade e em 91 por cento dos casos não é para oferecer. E nem o preço praticado parece contrariar a preferência pelas livrarias, onde um título é em média sete euros mais caro do que num hipermercado.