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domingo, 5 de julho de 2009

PINTO DE SOUSA SERVE-SE DO ESTADO PARA BENEFICIAR O FABRICANTE DO MAGALHÃES ATRAVÉS DE AJUSTE DIRECTO

Basta ler este artigo de opinião, surgido há dois dias no DN, para compreender como é que o estado cleptocrático se tem vindo a instalar nesta república bananeira. Somando a tudo isso o escândalo da não demissão do PM, a situação insustentável face à situação a que se chegou na instrução do caso Freeport, fazendo uso e abuso do cargo político de estado que ocupa, teremos a imagem do regime.Nada de novo, somente mais grotesco e obsceno. Pois já autarcas corruptos populistas e demagogos são useiros e vezeiros de se servirem do mandato para ocultarem ou obstacularizarem o inquérito, julgamento e punição de suas manobras, seus crimes, da sua administração danosa.Todo o estado está a saque há uma data de tempo.Quanto ao recente «estudo» ou inquérito da SEDES não tem grande interesse, pois aquilo que diz (os portugueses descrêm dos seus sistemas político e judicial) é um dado adquirido (infelizmente) pelo comum dos mortais, que vive neste país.Na minha opinião, teria interesse as pessoas perceberem de um vez por todas que a solução não passa pela política institucional, passa sim por elas se auto-organizarem no sentido de encontrarem as soluções, tornarem possível uma vivência cívica.Só elas é que podem salvar o país, acometido por uma «doença infecciosa, causadora de putrefação», isto é, a política dos partidos como lóbis ao serviço de interesses capitalistas diversos, que perpetuam e aprofundam a dependência neo-colonial em relação aos patrões da UE e dos USA.

Manuel Baptista

http://www.luta-social.org

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quinta-feira, 2 de julho de 2009

O estado da Nação (ilustrado)

No final do Séc. XIX

«O País perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos e os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido, nem instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não existe nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Já não se crê na honestidade dos homens públicos. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos vão abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias aumenta a cada dia. Vivemos todos ao acaso. Perfeita, absoluta indiferença de cima a baixo! Todo o viver espiritual, intelectual, parado. O tédio invadiu as almas. A mocidade arrasta-se, envelhecida, das mesas das secretarias para as mesas dos cafés. A ruína económica cresce, cresce, cresce... O comércio definha. A indústria enfraquece. O salário diminui. A renda diminui. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. (...)»

Eça de Queirós, Uma Campanha Alegre (1890-91)

Em 2009





Com Sócrates no país das maravilhas

de vitória em vitória, até à derrota final

sábado, 27 de junho de 2009

Em plano inclinado...

A trapalhada (a coisa não tem outro nome) em que o Governo se meteu por causa da intenção da PT de adquirir 30% da Media Capital (dona da TVI) teve ontem o seu mais patético episódio: o primeiro-ministro vetou a operação, por não querer que, como os maldosos vinham dizendo, se pensasse remotamente na possibilidade de o Executivo estar a manobrar no sentido de alterar a linha editorial da estação televisiva, que lhe é agreste.
Isto é: José Sócrates travou, pela força de uma anacrónica "golden share", um negócio entre empresas privadas apenas e só porque isso lhe convém politicamente. Extraordinário.
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Diz o adágio: o que começa mal, tarde ou nunca se endireita. O "caso PT/TVI" mostra bem a veracidade do provérbio popular. De forma espantosa, Sócrates meteu-se num beco sem saída, ao dizer que nada sabia sobre o negócio. Se não sabia, devia saber. Se não sabia, devia pedir explicações aos responsáveis máximos da empresa.
Como não o fez, deixou que uma carregada nuvem de suspeições se abatesse sobre o caso. A estocada final pertenceu ao presidente da República, quando, usando exactamente a mesma expressão escolhida por Manuela Ferreira Leite, pediu "transparência" às partes.
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O que impressiona mais nisto tudo é a circunstância de o Governo vir a somar erro atrás de erro sem que ninguém, incluindo Sócrates, ponha travão à desgraça. Ele foi o despistado ministro da Agricultura a desmentir-se em meia-hora; ele foi a estranha história da Fundação para as Comunicações (que ainda há-de dar muito que falar); ele foi o recuo no TGV....
De repente, o Governo parece ter entrado na fase do plano inclinado, etapa da qual é muito delicado sair, sobretudo quando ela surge logo após uma fragorosa derrota eleitoral.
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Há um mês ninguém no seu perfeito juízo diria que tanta asneira junta seria possível num Governo que se especializou no controlo de danos e na eficácia da mensagem a passar. Mas, enfim, a vida tem destas coisas.
E, num instante, parece que estamos de volta ao desastroso Governo de Santana Lopes: tudo parece inconsistente, volátil, efémero e decidido em cima do joelho, em função das circunstância e não da importância.
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Quem beneficia com isto? Antes de mais, o PSD, claro está. A Manuela Ferreira Leite basta-lhe agora ficar quietinha no seu sítio a bater com violência na tecla do endividamento e das obras públicas que nos hipotecam o futuro. Por este caminho, o Governo tratará de cavar ainda mais o fosso com o eleitorado que mostrou o seu desagrado nas eleições europeias. Quem diria? Sócrates encontra-se num labirinto.
E a cada dia que passa é-lhe mais difícil encontrar a saída.
Paulo Ferreira
in JN

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Anjo feroz...

Não há como uma derrota eleitoral para que os políticos desçam à terra. A aterragem forçada tem efeitos psicológicos devastadores, estando na origem de comportamentos políticos imprevisíveis e, por isso mesmo, surpreendentes.
Quando perdeu as autárquicas de 2001, António Guterres teve uma revelação. Descobriu o pântano, arrumou as malas e foi para casa. Dois anos depois aconteceu a mesma desgraça a Durão Barroso, nas eleições europeias. Com a rapidez que o caracteriza, entendeu os sinais e zarpou para Bruxelas.
O choque com a realidade, ou seja, com a derrota nas urnas, teve um efeito diferente em José Sócrates. Ganhou asas. De animal feroz transformou-se, por artes mágicas, num anjo político. Feroz, mas anjo. Arrependido, humilde, compreensivo. Não há dúvida que a democracia faz milagres. Esta extraordinária mudança levanta uma dúvida: como é que um político pode ser em quatro meses o que não foi em quatro anos? E qual é o verdadeiro? O determinado da primeira fase, ou o arrependido da segunda? Será que entre os dois personagens só há de comum o nome? Os portugueses vão andar baralhados nos próximos tempos.
Esta súbita mudança tem consequências práticas. Já sabíamos que o país estará em campanha eleitoral nos próximos quatro meses. Ficámos agora a saber que, além de parado, o país poderá assistir à revisão de muitas das políticas do actual Governo. Ou seja, entrámos no eleitoralismo puro e simples.
O primeiro sinal foi o adiamento do TGV. Medida acertada. Mas que é tomada, não por convicção mas por táctica. Outra foi o anúncio da morte da avaliação dos professores. Não por arrependimento genuíno, mas porque o PS perdeu o voto dos professores. E é só o princípio. Quatro anos de governação serão atirados para o lixo em quatro meses, em tudo o que for impopular. Alguns ministros desaparecerão do mapa, na impossibilidade de fazer uma remodelação. O Governo será José Sócrates. Até Outubro vai ser uma farra. Depois, ai de quem vier. O país chegará lá exaurido, mais pobre, endividado e sem estratégia. Os sinais são alarmantes, qualquer que seja o indicador que se analise.
O problema dos políticos quando estão no poder é só descobrirem a realidade tarde de mais. Foi assim com Guterres, com Barroso e agora com Sócrates. O problema é que eles vão e o país fica. E fica com os problemas de sempre por resolver.
Luís Marques
in Expresso

domingo, 21 de junho de 2009

Manter o Rumo???...

Na noite das Eleições Europeias, José Sócrates e o PS foram derrotados.
Não se vislumbrou nenhum sinal de humildade, muito menos de autocrítica. Manter o rumo foi a palavra-chave.
Todos sabemos que se trataram de Eleições Europeias com características próprias. Não votámos para a Assembleia da República. Mas mesmo só quem não quer ver, ignora os sinais do eleitorado.
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Durante a semana que se seguiu apenas dois exemplos daquilo que é de facto a orientação do PS e a essência da sua política neoliberal: fez aprovar, apenas com os seus votos, o código contributivo para os regimes da Segurança Social que vai resultar, nada mais nada menos, do que na redução objectiva do salário dos portugueses e portuguesas, assumindo que se recusa a debater novas formas de financiamento da Segurança Social.
E anunciou o chumbo de criação de uma tarifa social nos serviços essenciais de energia (electricidade e gás), proposta apresentada pelo Bloco de Esquerda, seguindo, aliás, a prática de muitos países europeus. Tudo em tempo de crise económica e social.
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Manter o rumo. Ou seja, não alterar um milímetro a estratégia seguida para o combate à maior crise das últimas décadas. É por isso tempo, daqui até Setembro, de debates sobre as alternativas que se colocam. E é tempo de pensar e agir, numa lógica contrária à condenação do País à governação do bloco central.
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O PSD que se cuide, pois a sua vitória não significa um reconhecimento sobre as políticas que, aliás, pouco diferem, no essencial, das que foram e são seguidas pelo PS. A alternativa à esquerda reforçou-se e ainda tem muito para dar a este País.
Helena Pinto
in Esquerda.Net

terça-feira, 16 de junho de 2009

Tiro ao alvo



Sócrates já não diz «maioria absoluta»

Água mole em pedra dura, tante bata até que fura

Corrupção: portugueses não confiam no Governo

Demorou, mas foi

Sócrates e o duche frio...

JOSÉ Sócrates recebeu, na noite eleitoral, um duche frio de insucesso partidário e um banho gelado de alternância democrática (evento político que pensava ter afastado do seu horizonte por muitos e bons anos). Não foram só as sondagens enviesadas a favor do voto socialista que iludiram o líder do PS.
Sócrates sabia, de antemão, que as europeias eram as eleições mais convidativas para o voto de protesto de muitos eleitores descontentes. Mas continuava iludido quanto à sua imagem junto dos portugueses, convencido de que estes o viam num pedestal sem concorrentes à altura – e de que bastava a sua intervenção mediática na campanha, coadjuvada pela máquina endinheirada do PS, para controlar quaisquer danos eleitorais preocupantes.
Viu-se o resultado: uma queda histórica do PS de 44,5% para 26,6% e a vitória do PSD com cinco pontos de vantagem. Como concluiu, certeiramente, João Cravinho: «O efeito Sócrates, só por si, já não chega».
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UM PRIMEIRO-ministro cheio de si próprio e da sua maioria não remodelou um Governo cansado e gasto porque não compreendeu a amplitude do desgaste político e eleitoral provocado por ministros já fora de prazo.
Não percebeu o efeito corrosivo dos descabidos dislates do Jamais! ou da papa Maizena, da frieza impositiva na política da Educação, da linha de orientação revanchista da dupla Alberto Costa/Ricardo Rodrigues contra as magistraturas na área da Justiça ou da incorrigível sobranceria que transpira em cada intervenção do omnipresente ministro Santos Silva.
Como explicou, sucintamente, Manuel Alegre, o resultado das europeias, para o PS, «foi um voto de castigo, uma punição de políticas da governação e de um certo estilo». Agora, a três meses e meio das legislativas, é tarde para o primeiro-ministro remodelar, para mudar as caras, dar outra frescura e nova energia política ao Governo. Demasiado tarde.
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SÓCRATES instigou a política do ‘quero, posso e mando’ numa maioria absoluta já com os piores tiques que esta potencia: autoritarismo, auto-suficiência, prepotência.
Uma maioria partidária que não resistiu à tentação controleira sobre a informação e a comunicação social, que fomentou e cultivou a dependência (quando não a submissão) dos agentes económicos e do sector financeiro ao poder socialista.
O país e a democracia respiram melhor desde a noite das eleições.
jal@sol.pt

GOSTAVA QUE O SÃO NUNO VISSE AGORA ESTE PAÍS !...

A minha vida está a tornar-se uma seca. A nível pessoal estou sem motivações, sem desafios. Preguiçoso. Desanimado.
A nível social, a descrença é total.
Os problemas avolumam-se todos os dias, o Governo anuncia medidas irrelevantes ou ao lado dos problemas. Só remates ao lado ou passes para trás. É angustiante, ouvi-los falar da crise e perceber que eles sabem tanto sair dela como eu saberia sair de uma favela do Rio.
Ando cansado.
Nem sequer me apetece escrever, em tempos idos tinha prazer nisto, agora já não. Todo este desemprego, toda esta angústia de milhares de pessoas acaba por se infiltrar em nós, não é ?
Este senhor que veio da Beira Interior para o PS conseguiu aquilo que Salazar e Caetano nunca conseguiram : cheguei à conclusão que este meu país está moribundo, sem condições de recuperação, sem dignidade nem honra nem glória.
Nunca seremos um país “decente”, razoavelmente bem gerido e habitado por pessoas educadas e sensatas. Nunca. As sondagens indicam que muitos dos portugueses ainda vão votar Sócrates... Desisto. Enquanto tanta gente achar que Sócrates é bom para o País, eu recuso-me a ser português.
Hoje percebo muito bem Saramago.
Foi para isto que o agora São Nuno venceu os castelhanos, em Aljubarrota ? Azar do caraças !
Vou suspender a minha nacionalidade. Tal como o Almada Negreiros dizia do Dantas, se Sócrates é português, então eu quero ser espanhol !
Pim !
in Blog Pensar por escrito

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Política com aritmética...

De repente o cartão laranja a Sócrates, dado pelos eleitores que se deslocaram no passado dia 7 de Junho às urnas a pretexto das eleições europeias, voltou a colocar na agenda política a questão da governabilidade do País.
Está tudo em aberto para as legislativas, mas dificilmente algum partido conseguirá maioria absoluta.
É com base nesta premissa que voltam a colocar-se exercícios de aritmética política, que são sempre mais complicados à esquerda do PS do que à direita.
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É natural que a ala mais à esquerda do hemiciclo de S. Bento ganhe espaço na próxima legislatura, mas dificilmente PCP e Bloco aceitam viabilizar um Governo de Sócrates. O próximo Executivo vai ter de resolver a pesada herança da crise que obrigará os portugueses a mais sacrifícios, porque a situação financeira do Estado encontra-se à beira do abismo.
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Com o endividamento em 80% do PIB, um défice real na casa dos 6%, o próximo Governo vai ter de cortar despesas que inevitavelmente atingirão funcionários públicos e reformados.
Tal como já aconteceu em Espanha, mais tarde ou mais cedo, haverá nova subida de impostos.
O País, que viveu os últimos sete anos em tempo de vacas magras vai passar pelo tempo de vacas realmente esqueléticas, e isso torna ainda mais difícil entendimentos políticos de governabilidade com Bloco e PCP.
Armando Esteves Pereira
in CM

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Cartas da Patagónia II

Reza a história da navegação que, ao meter água, os primeiros que abandonam o barco são os ratos. Os dos porões. Embarcam sem pagar bilhete e comem as mercadorias que nunca chegam ao porto de destino, mas sobrevivem a qualquer naufrágio. Quando lhes cheira a esturro, bóiam como a cortiça e esperam ser indemnizados como vítimas de uma boleia que pagam as companhias de seguros.

Mas não são os únicos.

Há outros que viajam em primeira classe e têm direito a todas as mordomias, inclusive serem avisados pelas capitanias que convém desembarcar antes da tempestade para onde ruma a barcaça. Exemplos? Para quê? São mais do que conhecidos, assumidos e publicitados. Até por quem hoje se dedica a pregar sermões a quem não lhe seguiu o exemplo, aconselhando pastéis de nata de Belém para compensar amarguras e outros desesperos de quem confiou na lotaria garantida de bancos chefiados por delfins de chefes.

Mas há mais: as ratazanas que pertencem à tripulação e têm acesso à ponte de comando.

Essas, são sempre mais papistas do que o Papa. E quando reparam que o comandante já não distingue bombordo de estibordo, nem a proa da ré, prometem aos embarcadiços o paraíso no inferno com medidas que nem à palha do burro do Menino Jesus lembraram, conspiram, organizam-se, dão-lhe uma facada nas costas e atiram-no pela borda fora.

Por exemplo: aquela criatura chamada ministro da economia, levando a preceito as recomendações do primeiro magistrado da Nação que preside à República consumista, já preparou uma portaria proibindo a importação de bacalhau da Noruega. Com a frota pesqueira desmantelada, sem ter sobrado nenhum bacalhoeiro, lá se vai o fiel amigo.

Mas o pequenote já tem um trunfo na manga. Em compensação, aconselha-nos a pescarmos e secarmos o peixe, assim:



O Problema é que o peixe seco é muito salgado e provoca imensa sede. E para azar nosso, outra luminária que de vez em quando se intitula ministro do ambiente, já anunciou que a água esta muito barata e o preço tem de subir, pelo menos, quinze vezes. Este, como não chegou a saber aplicar uma regra de três simples, ainda faz cálculos aritméticos, demonstrando que ignora percentagens mas sabe multiplicar.

Segundo o correspondente da Rádio Pinguim, os habitantes da Sócralândia aguardam ansiosos que o comissário da agricultura e pescas anuncie o aumento de taxas para anzóis, canas de pesca, minhocas ou qualquer outro tipo de isco.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Cartas da Patagónia


Cheguei finalmente à Patagónia sem qualquer percalço e com uma vantagem: posso ligar a televisão sem receio de me surgir imediatamente o Pinócrates a mandar bitaites e ameaçar jornalistas com processos judiciais por causa das cabalas e campanhas negras que o responsabilizam pelo que se passa na Sócralândia desde que é primeiro-ministro, o que ele nega com veemência, jurando a pés juntos que a culpa é da oposição e, em surdina, também da cooperação estratégica que já conta 10 vetos presidenciais.

Respirando de alívio, sempre vou acompanhando à distância e tranquilamente as últimas que o correspondente da Rádio Pinguim me vai fazendo chegar. Assim, tive a alegria de saber que o Pinócrates levou uma abada daquelas que só o Benfica costuma apanhar mas, ao contrário do clube do passaroco, não mudou de treinador e mais: afirmou que não vai alterar em nada o rumo da governação que seguiu até agora.

Como desde que se instalou em S. Bento mais não tem feito do que governar à direita com políticas neoliberais, os mais incautos podem supor que vai continuar a fazer o mesmo. Mas não. Lembrem-se que o Pinócrates é useiro e vezeiro em faltar à palavra dada e não cumprir promessas feitas solenemente, antes, durante e depois das campanhas eleitorais, ou no início, a meio ou no fim da legislatura.

Portanto é fácil prever o que se vai passar daqui até às eleições legislativas: o Pinócrates vai dar uma guinada de 180º ao leme e rumar à esquerda, tão à esquerda que vai atirar o BE e o PCP para a extrema direita. Acham estranho? Estranho é terem votado nele há quatro anos.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

A Fisga

Quem escreveu isto é um génio !


ANTES DA POSSE


O nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais.
para alcançar nossos ideais
Mostraremos que é grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo de nossa acção.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos nossos propósitos mesmo que
os recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.
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DEPOIS DA POSSE
Basta ler o mesmo texto acima, DE BAIXO PARA CIMA

Recebido (mesmo a propósito) por email