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sexta-feira, 22 de maio de 2009

Que é isto a que chamamos Estado?...

O que o procurador Lopes da Mota fez ou não fez, por encomenda ou iniciativa própria, não é um pormenor secundário do processo Freeport.
A possibilidade de pressões sobre os magistrados que tratam do caso deveria até inquietar-nos mais do que as dúvidas acerca do licenciamento do outlet. Episódios de venalidade ocorrem em qualquer regime, por mais vacinado.
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Espera-se, num Estado de direito saudável, que a justiça esteja sempre pronta para averiguar e punir. Mas as chamadas "pressões" – se existiram – autorizam a que se pense que em Portugal a justiça pode estar ou não estar, conforme as amizades dos investigados ou as antipatias dos investigadores.
A questão é esta: vivemos todos sob a mesma lei, ou só há lei para quem não soube escolher os amigos ou teve o azar de encontrar polícias e magistrados casmurros? Eis uma incerteza insuportável para o regime que julgamos ter em Portugal.
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No caso Freeport, não se trata apenas de saber se a ética, em certo momento, cedeu ou não à tentação, mas de perceber o que é isto a que em Portugal, por falta de outro termo, chamamos Estado.
É um autêntico Estado de direito democrático, operando regularmente, ou o brinquedo de um clube de cavalheiros que tudo se permitem a si próprios?
Rui Ramos
in CM

terça-feira, 12 de maio de 2009

Tiro no pé com ricochete


Inquérito confirma

pressões no Freeport

PGR recebeu esta segunda-feira o resultado da investigação. Presidente do Eurojust poderá ser alvo de um processo disciplinar

Mais um tiro em cheio no pé da Justiça. Mas este pode fazer ricochete e atingir também José Sócrates.

sábado, 28 de março de 2009

Campanha Negra, a última novela portuguesa


Freeport: investigadores sofrem pressão

João Palma afirma que os procuradores responsáveis pelo processo não têm serenidade para trabalhar

O Secretário Geral do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, João Palma, disse, em entrevista à TVI, que os investigadores do caso Freeport sofrem pressões.

«Há pressões, as pressões existem, mas são públicas», afirmou João Palma, adiantando ainda que «há outras que não são públicas e que existem também», em relação às quais João Palma não avança com esclarecimentos.

«O Ministério Público segue atentamente essas pressões, sabe que elas existem», disse ainda o secretário geral, alegando que se tais pressões continuarem, o MP «vai ter que provavelmente tomar uma posição pública sobre isso».

João Palma afirma ainda que, neste momento, com todas estas pressões, os procuradores responsáveis pelo processo não têm a serenidade que deveria haver para trabalhar.

O secretário geral contrariou, desta forma, as declarações do Procurador Geral da República.