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sábado, 4 de julho de 2009

Tiro ao alvo

Freeport: polícia britânica estará condicionada

Britânicos acreditam que este caso tornou mais difícil o combate à corrupção na Europa

O envolvimento do primeiro-ministro português no caso Freeport está a paralisar a acção da polícia britânica, segundo o Times Online.

Os britânicos acreditam mesmo que este caso decapitou o Eurojust e tornou mais difícil o combate à corrupção na Europa.

Exemplo disso é a falta de colaboração das autoridades britânicas, já que a TVI sabe que estas se têm negado, repetidamente e alegando várias desculpas, a fornecer às autoridades portugueses informações sobre fluxos financeiros do Freeport para offshores.

Recorde-se que o Serious Fraud Office, responsável pela investigação em Inglaterra, não é hierarquicamente independente, antes responde ao governo de Gordon Brown, o «colega» de José Sócrates na Internacional Socialista.

In Portugal Diário

José Sócrates está a passar um Verão escaldante, frito em lume brando…

terça-feira, 30 de junho de 2009

Tiro ao alvo


«Com duas ou três semanas assim Sócrates arrisca-se a perder»

Marcelo Rebelo de Sousa fala de uma semana terrível para o primeiro-ministro

Marcelo Rebelo de Sousa considera que a última semana foi «terrível» para José Sócrates. No seu espaço habitual de comentário da RTP, considerou que o primeiro-ministro pode mesmo vir a perder as eleições de 27 de Setembro.

«Esta semana foi horrível. Se houver duas ou três destas semanas, ele corre mesmo o risco de perder as eleições porque houve sempre coisas mal contadas. Esta foi a primeira mal contada. Primeiro, o número de arguidos no caso Freeport tem subido aceleradamente e cercando politicamente o primeiro-ministro. Pessoalmente não, mas o facto é que presidente e vice-presidente do instituto, que dependiam dele, foram constituídos arguidos. Para além disso, o Ministro da Agricultura disse uma coisa e dez minutos depois o primeiro-ministro disse outra», frisou, a propósito de José Manuel Marques, director da Reserva Natural do Estuário do Tejo.

Rebelo de Sousa falou, ainda, do caso do negócio da PT para a compra da TVI e a intervenção de Cavaco Silva: «Não se calou nos investimentos públicos e do endividamento, não se calou no caso da TVI e, portanto, em vários casos não se tem calado e objectivamente acontece que a sua posição é desfavorável a Sócrates e portanto favorável a Ferreira Leite, o que entala o Governo, porque o Presidente tem muita influência. Em guerras com o Governo quem ganha sempre é o Presidente».

In Portugal Diário

terça-feira, 2 de junho de 2009

Tiro ao alvo

Nacionalização do BPN

proposta num parágrafo

A decisão de nacionalizar o BPN baseou-se num parágrafo de sete linhas, constante no parecer do Banco de Portugal enviado ao Ministério das Finanças, dois dias antes da nacionalização.

É o que dá aplicar o simplex em inglês técnico.

domingo, 24 de maio de 2009

Tiro ao alvo

Começou a campanha eleitoral.

Se quiser manter a sanidade mental faça assim:

Desligue a rádio e a televisão, não leia jornais, fuja de comícios e sessões de esclarecimento.

Não seja masoquista.

Meta duas semanas de férias e vá goza-las à Patagónia.

Vá por mim que já ando nesta vida há muito tempo.

Ps: goze as outras duas semanas na Amazónia, durante a próxima campanha para as legislativas.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Tiro ao alvo


«MP trata a PJ como um Ferrari na auto-estrada a 60 km/hora»

Barra da Costa critica Justiça em Portugal e aponta algumas soluções para os problemas de insegurança do país

O criminalista Barra da Costa deixa duras críticas à Justiça portuguesa. «O Ministério Público trata a PJ como um Ferrari na auto-estrada a 60 km/hora. Temos muitas potencialidades, mas não são aproveitadas», afirmou durante o IV Congresso de Criminologia, que decorreu no Porto.

O antigo inspector-chefe da PJ criticou ainda a «pirotecnia legislativa» e a politização da segurança. «Agora que estamos em ano de eleições, toda a gente se lembra da segurança» e a posição dos portugueses em relação ao crime e aos criminosos. «As pessoas não querem actos de vandalismo, mas o criminoso, coitadinho é vítima da sociedade e não devemos fazer-lhe muito mal».

Quando questionado pela plateia sobre que fórmulas poderiam resolver o problema da criminalidade em Portugal, Barra da Costa afirmou que «retirava o ministro da Administração Interna, fechava as Faculdades de Direito por um ano e recompunha a PJ». Depois explicou aos jornalistas que a alusão ao ministro pretendia significar uma alteração de políticas para o sector. «O problema não é este ministro, porque depois vem outro e faz igual. Temos que acabar com as leis mal feitas, pôr o MP a fazer aquilo que devia estar a fazer e deixar a PJ a investigar», disse. E adiantou: «Se o Ministério Público controla a PJ e exige conhecimento prévio de algumas situações, pode sempre informar o Governo sobre essas situações», alertou.

Para o criminalista, o maior problema é que há um sentimento de impunidade generalizada, o que explica situações como a do bairro da Bela Vista. «As classes baixas imitam as classe altas. Se o ministro não pagou a Sisa e não lhe aconteceu nada, se o Valentim faz o que quer e não lhe acontece nada, por que me há-de acontecer a mim? Isto é o que eles pensam», diz Barra da Costa.

In Portugal diário