Mostrar mensagens com a etiqueta direitos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta direitos. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Com a corda na garganta

Urge desfazer o laço


A quem me estiver a ler, aqui fica esta reflexão:

Acham que o problema é só dos que têm vindo para a rua protestar? Dos que tiveram a coragem de fazer greves e paralisações? Acham que são todos uns perigosos comunistas que vos roubarão a casa e o pão que ainda comem?

Estão contentes e felizes com este governo e ainda acreditam na propaganda dele?

Julgo que não. E mais:

quando vos dizem que:

não há outra forma de equilibrar o famigerado deficit senão aumentar escandalosamente os impostos que todos nós e as pequenas médias empresas religiosamente pagam, por que razão não se cobra a quem mais lucro especulativo tem?

A que título não existe um imposto sobre as grandes fortunas?

A que título se permite ao capital financeiro e especulativo “residir” nos chamados off-shores (incluindo o da Madeira) e, à banca, pagar menos IRC do que qualquer empresa nacional produtiva?

A que título uma “elite” parasitária saltita do parlamento e cargos governamentais para conselhos de administração de empresas públicas, acumulando chorudas indemnizações, subsídios e reformas?

Pensem nisso.

E, depois, digam-me lá se preferem continuar a ser explorados ou se dispõem a lutar pela vossa dignidade e sobrevivência.

Espero que o façam. Para bem de todos nós e do país que é o nosso.

O regresso do esclavagismo

65 Horas de Trabalho Semanal...Porreiro pá

«Depois de quatro anos de negociações, os ministros europeus aprovaram hoje a Directiva do Tempo de Trabalho, chegando a acordo sobre a possibilidade de prolongar a semana de trabalho das actuais 48 horas até às 65 horas.
A Comissão Europeia já saudou o acordo político. “Este é um grande passo em frente para os trabalhadores europeus e reforça o diálogo social. Mostra, mais uma vez, que a flexigurança pode ser posta em prática” »

Porreiro pá. Para quem tinha duvidas que esta Europa é dirigida por sabujos ao serviço dos tenebrosos Bilderberg espero que isto os ajude a pensarem no assunto. Quando o desemprego aumenta, quando a precariedade se está a transformar em regra, quando os direitos nos são retirados uma a um, quando aumenta a vigilância e a actividade policial em redor dos interesses dos poderosos, quando a pobreza aumenta assim como o fosso para os mais ricos, quando nos impõem um Tratado Europeu que coloca o poder e as decisões em mãos de quem nem é eleito, mas nomeado por gente que nem conhecemos, quando o estado social está a ser destruídos, que mais falta dizer. Que vão fechar os nossos filhos, logo desde pequenos, durante 11 horas nas novas super escolas, vigiadas, muradas, gradeadas e onde lhes vão ensinar a obediência, a subserviência para se tornarem em mão de obra barata, enquanto os pais são obrigados a um trabalho cada vez mais escravo e mal pago? Que mais falta dizer quando somos confrontados com esta realidade a ser construída debaixo dos nossos pés para percebermos que temos de fazer alguma coisa? Que temos de reagir, que temos de os travar já. O nosso futuro está a ser construído hoje por gente que não presta e se nada fizermos é nesse futuro que iremos viver. Se estão a contar com aqueles que elegeram para os travar não se esqueçam que, perante este amanhã, eles sorriem e dizem: - Porreiro pá.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Publicada por Kaos em 08:59 http://www.blogger.com/img/icon18_edit_allbkg.gif

Pastos: Bilderberg, Capitalismo, Direitos, Durão Barroso, escravatura, Luta, trabalho, UE

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Reclamar, é um Direito que nos Assiste....

Os direitos andam um pouco tortos...
.
Assim, quando centenas de veículos tentaram uma espécie de bloqueio ao Porto, num protesto contra o facto de vir a pagar-se portagem em troços de estrada atéagora livres, a Polícia montou barreiras , só deixava passar um carro de cada vez e um agente obrigava os ocupantes a declarar se iam à manifestação ou se, pelo contrário, eram cidadãos decentes que não se metiam em «políticas».
Se a moda pega, receio que amanhã a Polícia, ao ver-me entrar num posto de abastecimento, me interrogue sobre se vou meter gasolina ou incitar ao boicote.
Quando não são os governos a procurarem dificultar-nos o direito à reclamação, é a chamada Justiça a desencorajar-nos de usar desse direito. Julgava que o caso da cliente de um restaurante de Matosinhos que acabou condenada era excepção, mas parece-me que está a ser a regra.
Uma reclamação contra o serviço de uma confeitaria do Porto terminou no tribunal e a cliente só não terá sido condenada porque garantiu não querer difamar quem a servira.
Um utente de uma conservatória de Braga terá de pagar uma indemnização porque escreveu «demais» no livro. Terá dito que a funcionária que o atendera tivera um comportamento execrável.
Fui ao dicionário e verifiquei que execrar significa desejar mal a, abominar, odiar, detestar, ter aversão. Admito que não seja uma palavra simpática, mas não nos arrasta os parentes pela lama (julgava eu...).
Pelo sim, pelo não, leitor, conte até dez antes de pedir o livro. Pela minha parte, fico a rezar por que esta minha reclamação sobre o direito de reclamar não termine no banco dos réus.
E escusam de me pôr os polícias à perna sempre que há manifestações, pois não estou para aturar qualquer agente que queira saber se vou sossegadinho para casa ou se vou para sítios onde se «diz mal» do Governo.
Sérgio de Andrade
in JN