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segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Faz hoje um ano


Eduardo Prado Coelho (Lisboa, 29 de Março de 1944Lisboa, 25 de Agosto de 2007[1]) foi um escritor e professor universitário português.

Filho de Jacinto do Prado Coelho (professor catedrático da Universidade de Lisboa), licenciou-se em Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde se doutorou em 1983, com a tese a que deu o título de A Noção de Paradigma nos Estudos Literários, e foi assistente entre 1970 e 1983. Em 1984, passou para a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde foi professor associado no Departamento de Ciências da Comunicação.

Em 1975-76, foi Director-Geral de Acção Cultural no Ministério da Cultura, criado com a Revolução de Abril. Em 1988, foi para Paris ensinar no Departamento de Estudos Ibéricos da Universidade de Sorbonne - Paris III. Entre 1989 e 1998 foi conselheiro-cultural na Embaixada de Portugal em Paris. Foi Comissário para a Literatura e o Teatro da Europália Portuguesa (em 1990). Colaborou na área de colóquios na "Lisboa Capital Europeia da Cultura 94". Em 1997, tornou-se director do Instituto Camões em Paris.

Regressou a Portugal em Outubro de 1998, tendo voltado a ser professor na Universidade Nova de Lisboa. Foi o comissário da participação portuguesa no "Salon du Livre/2000".

Teve ampla colaboração em jornais e revistas e publicou uma crónica semanal no jornal Público até à data da sua morte. Foi autor de ampla bibliografia universitária e ensaística, em que se destacam um longo estudo de teoria literária (Os Universos da Crítica), vários livros de ensaios (O Reino Flutuante, A palavra sobre a palavra, A letra litoral, A mecânica dos fluidos, A noite do mundo) e dois volumes de um diário (Tudo o que não escrevi). Em 1996, recebeu o Grande Prémio de Literatura Autobiográfica da Associação Portuguesa de Escritores e, em 2004, o Grande Prémio de Crónica João Carreira Bom.

Foi membro do Conselho Directivo do Centro Cultural de Belém, ex-membro do Conselho Superior do Instituto do Cinema, Audiovisual e Multimédia (ICAM), ex-membro do Conselho de Opinião da Radiodifusão Portuguesa e ex-membro do Conselho de Opinião da Radiotelevisão Portuguesa.

Publicou nos seus últimos anos de vida Diálogos sobre a fé (com D. José Policarpo) e Dia Por Ama (com Ana Calhau), sendo Nacional e Transmissível (Guerra e Paz, 1ªedição 2006) o seu último livro editado.

Faleceu a 25 de Agosto de 2007 em Lisboa, como consequência de problemas cardíacos. [1]

Prémios

Foi premiado, em 2004, com o Prémio Arco-íris, da Associação ILGA Portugal, pelo seu contributo na luta contra a discriminação e homofobia.

Ligações externas

Referências

  1. 1,0 1,1 Jornal Público. Morreu Eduardo Prado Coelho.
Wikiquote
O Wikiquote tem uma coleção de citações de ou sobre: Eduardo Prado Coelho.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

O atleta-mor


Vasco Pulido Valente, o mais mal disposto comentador da nossa praça, dedicou a sua crónica de hoje, no jornal Público, aos jogos olímpicos.

Decepcionado com as novas modalidades representadas – afinal não tão novas como isso – reclama pelo facto de a natação estar “tão dividida” que, até um atleta sozinho, consegue ganhar oito provas. Para quem talvez nunca tenha molhado o pé fora da banheira e, com certeza, gostaria de praia se não tivesse tanta areia e muito mar, compreende-se o seu enfado. Para ele, boiar numa piscina é semelhante a nadar bruços ou mariposa…

Em contrapartida reclama pelo facto de o golfe, “com dezenas de milhões de praticantes no mundo inteiro” (sic) – esse sim, um desporto antiquíssimo, popular e indivisível - não tenha aparecido. Resta saber se Valente alguma vez pegou num taco de golfe ou teve valentia para acompanhar a par e passo esse empolgante desporto em que o atleta entrega a um servente o transporte dos ossos do ofício.

Afinal, o mal é geral. Não bastava o amadorismo de alguns atletas; agora temos críticos de bancada, ou melhor, de sofá, a perorar sobre matérias que evidentemente nunca conheceram, não conhecem e, estou em crer, têm raiva a quem as conhece, aprecia e pratica.