Diz um:
terça-feira, 23 de junho de 2009
Alentejo da minh`alma...
Diz um:
domingo, 14 de junho de 2009
Alentejo da minh`alma...
Um alentejano foi a um concurso na TV e o apresentador pergunta-lhe:- De certeza que você sabe esta! Como se chamam os habitantes de Évora?
Após alguns minutos de reflexão, o alentejano responde:
- Assim de repente, todos todos nam sei...
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Alentejo de minh`alma...
O Maneli, alentejano de gema, adormeceu na praia sob um sol escaldante e sofreu graves queimaduras nas pernas.Foi transportado para o hospital de Évora, com a pele completamente vermelha, cheio de bolhas, e as dores eram horríveis. Qualquer coisa que lhe tocasse na pele ... era a mais completa agonia!
O médico, um alentejano de Beja, foi ver o Maneli e prescreveu que lhe fosse administrado soro, por via intravenosa, um sedativo leve e 3 comprimidos de Viagra de 8 em 8 horas.
Antonieta, a enfermeira de serviço também ela alentejana, completamente boquiaberta perguntou:
- Oh Doutori, vomecê desculpe ... mas vomecê receitou Viagra ?!!!
Responde o médico:
- Si senhora, recetê Viagra e muito bem.
A Antonieta volta a perguntar:
- Mas entã para que serve ao Maneli o Viagra nas condições em quele tá?
Ao que o médico respondeu:
- Entã nã se tá memo a vere !
É prós lençois ficaren afastados das quêmaduras das pernas !!!
sábado, 30 de maio de 2009
Alentejo da minh`alma...
Estão 3 alentejanos a dormir à sombra de um chaparro quando passa uma mota a 150Km/h, passados 15 minutos diz um alentejano:- Era uma Honda.
Passados outros 15 minutos diz outro alentejano:
- Não era nada, era uma Kawasaki.
Passados mais 30 minutos diz o terceiro:
- Eu vou-me embora que não gosto de discussões.
domingo, 24 de maio de 2009
Longevidade,...ou no Alentejo é mesmo assim???...
O Ti Zé Chaparro, aproveitando a viagem a Mértola, foi ao médico fazer um'xécápi'.Pergunta o médico.
- Sr. José, o senhor está em muito boa forma para 40 anos.
- E eu disse ter 40 anos?
- Quantos anos o senhor tem?
- Fiz 57 em Maio que passou.
- Não diga! E quantos anos tinha seu pai quando morreu?
- E eu disse que meu pai morreu?
- Oh, desculpe! Quantos anos tem seu pai?
- O velho tem 81.
- 81? Que bom! E quantos anos tinha seu avô quando morreu?
- E eu disse que ele morreu?
- Sinto muito. E quantos anos ele tem?
- 103, e ainda anda de bicicleta.
- Fico feliz em saber.
E seu bisavô? Morreu de quê?
- E eu disse que ele tinha morrido? Ele está com 124 e vai casar na semana que vem.
- Agora já é demais! - Diz o médico revoltado. - Por que um homem de124 anos iria querer casar?
- E eu disse que ele QUERIA se casar ? Queria nada; ele engravidou a moça!..
domingo, 12 de abril de 2009
Alentejo da minh`Alma...
Encontram-se dois alentejanos Pergunta um deles:
-„Atão compadri, já sacaste a carta de condução?”
Responde o outro:
- “Nam, chumbê”
Pergunta o primeiro:
- “Como é que foi a moenga?”
Resposta:
-“Ora cheguê a uma rotunda onde tava um sinal a dizer 30!”
- “E atão?”
- “Dê 30 voltas à rotunda!”
- “E depois?”
- “Chumbê!!!”
Diz o primeiro:
- “Já sê, contaste mal!!”
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Alentejo da minh´alma...
Pra ver se te via,
Como não te vi,
Desci-a!
Atirê um limão rolando,
À tua porta parou,
Depois fiquei pensando,
Será c'o cabrão se cansô?
Ê vi-te no tê jardim,
Andavas colhendo hortelã!
Ê cá gosto de ti,
E tu? Hãããã
Subi a um êcaliptre
C'o tê retrato na mão,
Desencaliptrê-me lá em cima
Malhê c'os cornos no chão!
Perdi a minha caneta
Lá prós lados da Várzea,
Se lá fores e a vires,
Trázea!
quarta-feira, 18 de março de 2009
sábado, 7 de março de 2009
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
segunda-feira, 19 de maio de 2008
CATARINA EUFÉMIA
Catarina Efigénia Sabino Eufémia (Alentejo, 13 de Fevereiro de 1928 — Monte do Olival, Baleizão, 19 de Maio de 1954) foi uma ceifeira portuguesa que, na sequência de uma greve de assalariadas rurais, foi assassinada a tiros, pelo tenente Carrajola da Guarda Nacional Republicana. Com vinte e seis anos de idade, analfabeta, Catarina tinha três filhos, um dos quais de oito meses, que estava no seu colo no momento em que foi baleada.
A trágica história de Catarina acabou por personificar a resistência ao regime salazarista, sendo adoptada pelo Partido Comunista Português como ícone da resistência no Alentejo. Sophia de Mello Breyner, Carlos Aboim Inglez, Eduardo Valente da Fonseca, Francisco Miguel Duarte, José Carlos Ary dos Santos, Maria Luísa Vilão Palma e António Vicente Campinas dedicaram-lhe poemas. O poema de Vicente Campinas "Cantar Alentejano" foi musicado por Zeca Afonso no álbum "Cantigas de Maio" editado no Natal de 1971 (clique aqui para ouvir um trecho dessa canção)
| Índice |
No dia 19 de Maio de 1954, em plena época da ceifa do trigo, Catarina e mais treze outras ceifeiras foram reclamar com o feitor da propriedade onde trabalhavam para obter um aumento de dois escudos pela jorna. Os homens da ceifa foram, em princípio, contrários à constituição do grupo das peticionárias, mas acabaram por não hostilizar a acção destas. As catorze mulheres foram suficientes para atemorizar o feitor que foi a Beja chamar o proprietário e a guarda.
| Na imprensa da época: | |
| Diário do Alentejo, 21 de Maio de 1954 |
Catarina fora escolhida pelas suas colegas para apresentar as suas reivindicações. A uma pergunta do tenente da guarda, Catarina terá respondido que só queriam "trabalho e pão". Como resposta teve uma bofetada que a enviou ao chão. Ao levantar-se, terá dito: "Já agora mate-me." O tenente da guarda disparou três balas que lhe estilhaçaram as vértebras. Catarina não terá morrido instantaneamente, mas poucos minutos depois nos braços do seu próprio patrão (entretanto chegado), que a levantou da poça de sangue onde se encontrava, e terá dito: Oh senhor tenente, então já matou uma mulher, o que é que está a fazer?. O patrão, Francisco Nunes, que é geralmente descrito como uma pessoa acessível, foi caracterizado por Manuel de Melo Garrido em "A morte de Catarina Eufémia —A grande dúvida de um grande drama" como "o jovem lavrador da região que menos discutia os salários a atribuir aos rurais e que, nas épocas de desemprego, os ajudava com larga generosidade". O menino de colo, que Catarina tinha nos braços ficou ferido na queda. Uma outra camponesa teria ficado ferida também.
De acordo com a autópsia, Catarina foi atingida por "três balas, à queima-roupa, pelas costas, actuando da esquerda para a direita, de baixo para cima e ligeiramente de trás para a frente, com o cano da arma encostada ao corpo da vítima. O agressor deveria estar atrás e à esquerda em relação à vítima". Ainda segundo o relatório da autópsia, Catarina Eufémia era "de estatura mediana (1,65 m), de cor branco-marmórea, de cabelos pretos, olhos castanhos, de sistema muscular pouco desenvolvido".
Após a autópsia, temendo a reacção da população, as autoridades resolveram realizar o funeral às escondidas, antecipando-o de uma hora em relação àquela que tinham feito constar. Quando se preparavam para iniciar a sua saída às escondidas, o povo correu para o caixão com gritos de protesto, e as forças policiais reprimiram violentamente a populaça, espancando não só os familiares da falecida, outros rurais de Baleizão, como gente simples de Beja que pretendia associar-se ao funeral. O caixão acabou por ser levado à pressa, sob escolta da polícia, não para o cemitério de Baleizão, mas para Quintos (a terra do seu marido cantoneiro António Joaquim do Carmo, o Carmona, como lhe chamavam) a cerca de dez quilómetros de Baleizão. Vinte anos depois, em 1974, os seus restos mortais foram finalmente transladados para Baleizão.
Na sequência dos distúrbios do funeral, nove camponeses foram acusados de desrespeito à autoridade; a maioria destes foi condenada a dois anos de prisão com pena suspensa. O tenente Carrajola foi transferido para Aljustrel mas nunca veio a ser sequer julgado em tribunal. Faleceu em 1964.
Ao torná-la numa lenda da resistência anti-fascista, o PCP teria adulterado alguns pormenores da vida e morte de Catarina Eufémia. Designadamente, fez-se crer que Catarina era militante do Partido Comunista no comité local de Baleizão, desde 1953, o que é, possivelmente, falso. A escolha de Catarina para porta-voz das ceifeiras terá sido mesmo influenciada pelo facto de não existirem as mínimas suspeitas de ser comunista. Aliás, Mariana Janeiro, uma militante comunista várias vezes presa pela PIDE, sempre rejeitou a hipótese de que Catarina estivesse ao serviço do partido. Por seu lado, António Gervásio, antigo dirigente do PCP no Alentejo, afirma que Catarina era de facto membro do comité local de Baleizão do PCP desde 1953. Também a União Democrática Popular reivindicou a militância de Catarina, tendo, mesmo, erigido um pequeno monumento em sua memória, que foi destruído por apoiantes do PCP em 23 de Maio de 1976.
Afirmou-se também que Catarina Eufémia estaria grávida de alguns meses no momento em que foi assassinada. Aparentemente, essa informação teria vindo de outras ceifeiras, a quem Catarina alguns dias antes de ser assassinada teria revelado o seu estado amenorreico. Durante a autópsia, o povo de Baleizão juntou-se no largo da Sé de Beja, a poucos metros do Hospital da Misericórdia, clamando em desespero e revolta: "Não foi uma, foram duas mortes!". No entanto, o médico legista que a autopsiou, Henriques Pinheiro, afirmou repetidamente, inclusive depois da revolução de 1974, que as referências a uma gravidez eram falsas.
- Natália Santos, "Catarina Eufémia: (Des)Montagem de um Mito", Coimbra, 2005.
- Manuel de Melo Garrido, "A Morte de Catarina Eufémia. A Grande Dúvida de Um Grande Drama", Beja, ed. da Associação de Municípios do Distrito, 1974.
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Catarina_Euf%C3%A9mia"
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HOJE, HOMENAGEM A CATARINA EM BALEIZÃO
19 horas – Romagem ao cemitério de Baleizão com a presença de Mário Tomé, de familiares, amigos e companheiras de luta e de trabalho de Catarina; homenagem à ceifeira da Baleizão e ao marido, António do Carmo, já falecido, bem como ao seu sobrinho Manuel da Saudade, dinamizador da UCP “Terra de Catarina” e da Reforma Agrária.
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20 horas – Jantar-convívio no Café Bela Vista (à bomba de gasolina), em Baleizão.



