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terça-feira, 7 de julho de 2009

Tiro no pé


Num jantar de despedida e homenagem a Manuel Pinho, o responsável pela Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa, António Chora - que também integra a Comissão Política do BE - afirmou que o ex-ministro da economia "fez muito pela indústria do País".
Veio agora Francisco Louçã afirmar que "esse jantar não tinha carácter de afirmação política e a participação [de António Chora] reporta exclusivamente a uma participação de carácter pessoal".

Então um membro da Comissão Política do BE confraternizar e homenagear publicamente um ex-ministro do PS é "uma participação de carácter pessoal"? Duplo tiro em cheio no pé do BE.

sábado, 13 de junho de 2009

O bruxo


«Jamais faremos coligações com o PS»

Francisco Louçã,em entrevista ao «i», disse que o BE não faz coligações para não fazerem o contrário do que prometeram aos eleitores

Em entrevista ao jornal «i», publicada esta sexta-feira, Francisco Louçã afirmou que o Bloco de Esquerda não tem intenções de fazer coligações com qualquer partido com uma ideologia oposta.

«A lógica de coligação é uma lógica de destruição da política, da falsificação das opiniões, de fazer um arranjo de governo», declara o líder do Bloco de Esquerda.

Francisco Louçã justificou a não coligação com a obrigação de não fazer o «contrário» do que tinham dito aos eleitores. Se houvesse coligação, «isso significa que nós, em nome das carreiras pessoais, do brilho poder, aceitaríamos fazer o contrário do que dissemos aos eleitores», revela.

«Jamais! Diremos isto para que ninguém tenha a menor dúvida. Nunca faremos!», reafirma Louçã.

Leram bem? Notaram as subtilezas da linguagem usada? Façam-me o favor de ler outra vez. Não é necessário ser "analista" ou "politólogo" para entender que Louçã já prometeu a Sócrates que pode contar com ele para governar.

O "jamais" já está muito gasto. Leiam outra vez, por favor.

Se isto não é pôr-se a jeito e fazer um apelo aos alegristas para votarem no BE, de modo a obrigarem Sócrates a encostar-se um bocadinnho à esquerda - evitando que o PSD tenha mais um triunfo e governe coligado com o CDS/PP - venha o bruxo e explique lá do que se trata.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Na Assembleia...


Francisco Louçã:- Senhor Primeiro-ministro, isto está de tal maneira que até as raparigas licenciadas têm que se prostituir para sobreviver.
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Primeiro-ministro:- Lá está o Senhor Deputado a inverter tudo,... o que se passa é que o nosso sistema de ensino está tão bom, que até as prostitutas hoje são licenciadas...

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Louçã vs. Sócrates: Apoio a Durão Barroso e Qimonda...

Francisco Louçã começou o debate quinzenal pedindo a Sócrates que esclarecesse o seu apoio ao rosto do liberalismo para voltar a presidir à Comissão Europeia.
"Durão Barroso é o melhor para a Europa e o melhor para Portugal", disse o primeiro-ministro num debate que também abordou a situação da Qimonda e o combate à corrupção.

domingo, 1 de março de 2009

Louçã ironiza ataques de Sócrates...

Francisco Louçã agradeceu directamente ao primeiro-ministro José Sócrates por ter escolhido o Bloco de Esquerda como alvo dos seus ataques.
"Quem imaginaria há 10 anos que este movimento teria a força para se tornar no tema central do congresso do partido mais poderoso", observou, acrescentando que o Bloco incomoda o primeiro-ministro.
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Sócrates sem tento na língua...


quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Francisco Louçã...Político e Economista...Hoje faz 52 anos...

Francisco Anacleto Louçã (Lisboa, 12 de Novembro de 1956) é um político e economista português. Foi eleito deputado em 1999 e reeleito em 2002 e 2005. Candidatou-se às eleições presidenciais portuguesas de 2006.
Fundador do Bloco de Esquerda em 1999 e membro da sua direcção desde essa data. Eleito deputado por Lisboa em 1999, reeleito em 2002 e em 2005.
Índice
1 Actividades políticas
1.1 Eleições presidenciais de 2006
2 Actividades académicas
3 Carreira
4 Obras publicadas
Estado da Nação 2008: Intervenção de Francisco Louçã

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Abril e Maio já marcham juntos

Contra o Sócrates
marchar, marchar

Neste país de capelinhas, em que a minha é sempre melhor do que todas as outras, a iniciativa do Bloco de Esquerda marca fortemente a agenda política de hoje, o que é reflectido pela imprensa em geral.

Até a SIC dedicou a sua “Opinião Pública” desta manhã ao comício festa do Teatro da Trindade, perguntando aos telespectadores se ele era contra o PS.

Mais de 60% dos inquiridos responderam afirmativamente, mas já surgiram os iluminados opinion maker a explicar que não: foi contra o governo mas não afectou o PS.

Isto, como se o governo não fosse do PS e apoiado na Assembleia da República pelo respectivo grupo parlamentar que detém a maioria absoluta. E que, como temos constatado, aprova todas as iniciativas governamentais e chumba as propostas da oposição.

Da leitura do Portugal Dário, repescámos:

“Manuel Alegre reagiu na noite desta terça-feira às críticas que lhe foram apontadas por participar no Comício Festa da Esquerda, que juntou cerca de 700 pessoas, no Teatro da Trindade, em Lisboa.

O deputado socialista afirmou que «está» onde quer estar, que a «esquerda não precisa de licença para se juntar» e que a sua «lealdade» está com aqueles que votaram PS e hoje estão no desemprego e na pobreza, criticando a política seguida por José Sócrates para pôr as contas públicas em ordem.

O deputado socialista efectuou o discurso mais aguardado da noite e apesar de nunca citar José Sócrates, realçou que a política económica do país é uma má escolha: «Queria dizer aqui com toda a clareza que a minha lealdade é com esses portugueses que passam momentos difíceis e que votaram socialista e que neste momento estão desempregados ou no trabalho precário».

Alegre, que classificou o comício desta noite como um «acto cultural», referiu que «quem está no desemprego ou no trabalho precário não tem a mesma liberdade que os outros».

O ex-candidato presidencial salientou o facto de as contas públicas estarem em ordem, mas questionou o seu custo afirmando que, agora, «é o défice social, o grande défice dos portugueses». Para fazer face ao problema, Alegre garante não ter a resposta certa, mas aponta caminhos como combater a «lógica cega de mercado» e o «esvaziamento de direitos públicos e sociais». Alegre pediu o regresso do socialismo e atacou a direita: «Qualquer dia querem-nos proibir de dizer a palavra esquerda», disse.

A «fronteira entre a esquerda e a direita» está no facto de que a «pobreza não é uma fatalidade», ideal da direita, segundo o socialista. «Esta é a diferença: nós acreditamos que é possível vencer a fatalidade», porque, explicou, «não é uma fatalidade é um problema estrutural que resulta do modelo económico». Alegre garantiu que não estava a «fazer queixas», mas sim a «expor factos» e estes necessitam de «humildade» para ser combatidos, deixando mais um recado ao Governo de José Sócrates.

«Estou onde quero estar»

O socialista defendeu que é tempo de acabar com o tabu de que as várias esquerdas não podem estar unidas, chegando mesmo a apontar a união da esquerda como uma das soluções para o país «custe a quem custar, doa a quem doer». «Temos perdido muitas energias a subtrair esquerda à esquerda. Eu creio que é chegado o tempo de somar esquerda à esquerda».

O comício levou ao Teatro da Trindade algumas centenas de apoiantes da esquerda. A «casa de cultura» foi pequena para todos aqueles que queriam ouvir o «poeta». Quando foi dado o sinal de lotação esgotada no interior do teatro, ainda Francisco Louçã estava na fila para entrar. O líder do BE não teve problemas em aceder ao recinto, mas o mesmo não aconteceu com aluns militantes do PS que exibiam o cartão do partido e gritavam que este era um «Governo de direita», na esperança de entrar. Os protestos subiram de tom, mas pelas 21h30, a chegada de Alegre acalmou os ânimos, que parou para ouvir as queixas, sem, no entanto, poder agir.

A solução chegou com a indicação da transmissão do comício no écran gigante, no Espaço Chiado mesmo ao lado do Teatro. No final, Manuel Alegre e os outros dois oradores do discurso foram ao local saudar os apoiantes e afirmar que «outras salas» serão enchidas.

O líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, considerou hoje «muito mesquinha» a polémica gerada pelo PS relativamente à participação de Manuel Alegre no comício que se realiza esta terça-feira à noite contra as desigualdades e injustiças sociais, escreve a agência Lusa.

«A polémica que o PS lançou perseguindo Manuel Alegre é muito mesquinha. Esta festa não é uma iniciativa partidária, mas de pessoas diferentes que têm a mesma preocupação com os valores da esquerda e com o combate à desigualdade, à injustiça, ao abuso, à corrupção», afirmou Louçã.

O porta-voz dos socialistas, Vitalino Canas, admitiu no sábado que o comício pode ser encarado como «contra o Governo», enquanto o primeiro-ministro e líder do PS, José Sócrates, se demarcou de Alegre, dizendo: «Eu não participo em sessões com o Dr. Francisco Louçã, até porque nem sequer sou convidado para isso».

O líder do Bloco ironizou, salientando perceber que a iniciativa possa causar incómodo «a quem tem uma visão mais paralisada das respostas sociais ou a quem despreza a crise social». «Creio que os portugueses percebem que uma reflexão profunda sobre as grandes questões da desigualdade e da injustiça é urgentíssima. As pessoas já não suportam o silêncio, o desprezo, a rotina em relação ao sofrimento de meio milhão de desempregados e de tantas pessoas com trabalho precário, que não sabem o que vai ser a sua vida», acrescentou.

Francisco Louçã frisou que «esta polémica é marginal e revela mesquinhez e uma visão politica fechada em que um partido de maioria absoluta tem que mandar». «As pessoas são livres de dar a sua opinião», afirmou, defendendo que «é preciso acabar com o tabu que é o silêncio e a separação entre opiniões diferentes da esquerda».

O comício contra as desigualdades e as injustiças sociais junta esta terça-feira à noite, em Lisboa, militantes e apoiantes do Bloco de Esquerda e da Renovação Comunista, além de «históricos» do Partido Socialista, como Manuel Alegre, que é um dos oradores na iniciativa.

O líder do Bloco de Esquerda afirmou esta quarta-feira que o comício de terça-feira contra as desigualdades sociais e a corrupção em Portugal representará a maior mudança dos últimos anos na esquerda portuguesa.

«Trata-se da maior mudança dos últimos anos na esquerda portuguesa, porque passa a haver um diálogo sem barreiras, sem sectarismo ou tentativas de hegemonização, numa plataforma de pessoas diversas», declarou à agência Lusa o coordenador da Comissão Política do Bloco de Esquerda.

Terça-feira, no Teatro da Trindade, em Lisboa, dirigentes do Bloco de Esquerda, da Renovação Comunista, históricos do PS e socialistas da ala esquerda, sindicalistas, professores universitários e personalidades da cultura estarão presentes num comício contra as desigualdades sociais e a corrupção em Portugal.

Entre os oradores do comício, estão o ex-candidato presidencial Manuel Alegre, o jovem deputado do Bloco de Esquerda José Soeiro e a professora universitária Isabel Allegro Magalhães.

Apesar do peso elevado do Bloco de Esquerda nesta iniciativa, Francisco Louça frisou que se trata de um movimento «não de partidos, mas de pessoas, que têm sensibilidades políticas diferentes».

«No contexto da evocação da revolução de Abril e do 1º de Maio, estas pessoas entenderam que era preciso uma visão não passadista ou nostálgica mas uma visão sobre o presente. Queremos mostrar que há em Portugal uma grande força nas esquerdas - esquerdas que podem dialogar (o que é uma grande novidade na política portuguesa), porque têm em comum valores como o combate às desigualdades, aos abusos e à corrupção», sustentou Francisco Louçã.

O líder do Bloco de Esquerda garantiu depois que a plataforma de apoio ao comício de terça-feira «não tem qualquer agenda escondida, nem é o primeiro passo para qualquer coisa que não está dita».

«Esta iniciativa não tem a ver com o calendário das eleições em 2009 mas com a ideia de mostrar que são necessárias respostas sociais face às questões mais urgentes, razão pela qual é preciso um diálogo novo para encontrar soluções», sustentou.

Interrogado sobre o motivo da ausência na iniciativa de dirigentes do PCP, o líder do BE argumentou que «não há exclusão de ninguém», porque o movimento do comício «não representa uma coligação». «Todas as pessoas contactadas assinaram o apelo. Temos pessoas da CGTP-IN e de variados sectores, que partilham um sentimento de diálogo unitário. Não estamos perante qualquer relação de partidos».

O dirigente bloquista Francisco Louçã reagiu este domingo às críticas que lhe foram dirigidas pelo primeiro-ministro afirmando que José Sócrates está nervoso por causa do comício que junta terça-feira BE e socialistas como Manuel Alegre, escreve a Lusa.

O primeiro-ministro acusou este domingo Francisco Louçã de tentar desacreditar e inferiorizar a UGT, e considerou que o PCP e o BE criticam as propostas para a reforma laboral por «sectarismo e facciosismo».

«O primeiro-ministro está nervoso por outras razões», respondeu Louçã, referindo a iniciativa promovida pelo BE na terça-feira que junta bloquistas, e renovadores comunistas e em que discursa o socialista Manuel Alegre.

Histórico socialista lança apelo: «Não nos podemos deixar colonizar pela direita»

Louçã frisou que «a festa de terça-feira não é um comício do BE mas sim de várias pessoas que se juntaram apesar das diferenças» e que «procuram sem qualquer sectarismo e facciosismo responder ao défice social e às desigualdades».

Sábado, o porta-voz socialista, Vitalino Canas, considerou que o comício de terça-feira pode ser encarado como uma iniciativa «contra o PS». O coordenador da comissão política do BE disse que «não quer contribuir para nenhum pântano na discussão com o primeiro-ministro» sobre a reforma laboral e insistiu que nessa matéria «os sindicatos farão as suas escolhas».

Rejeitando querer inferiorizar a UGT, Louçã salientou no entanto que aquela central sindical «já assinou o acordo de 2003 de Bagão Félix».

«O BE contraria o governo, (...) há uma maioria da sociedade que não aceita estas leis implacáveis do despedimento». “


terça-feira, 3 de junho de 2008

Esquerda em marcha

há sempre alguém que resiste

há sempre alguém que diz não



O porta-voz do PS, Vitalino Canas, admite a «incomodidade» e o «desconforto» do partido pela participação do histórico socialista Manuel Alegre no comício desta terça-feira, organizado pelo Bloco de Esquerda, para debater os problemas do país.

«Há uma certa incomodidade ou mesmo incompreensão da nossa parte em relação a uma iniciativa que manifestamente é feita ou ignorando o PS ou contra o PS», referiu em declarações à TSF.

Para Vitalino Canas, o socialista Manuel Alegre mostrou uma «quebra de solidariedade» com o PS ao juntar-se ao Bloco, «desvinculando-se» dos socialistas.

Alegre reage

Confrontado com estas críticas, Alegre ripostou que «antes do Dr. Vitalino Canas saber o que era a política, já eu tinha sido preso por lutar pela liberdade».

Um comício contra as «desigualdades», as «injustiças» sociais e a corrupção em Portugal junta esta terça-feira, em Lisboa, militantes e apoiantes do Bloco de Esquerda, da Renovação Comunista, «históricos» do PS, como Manuel Alegre, socialistas da ala esquerda e sindicalistas, refere a Lusa.

Francisco Louçã, coordenador da comissão política do BE, já definiu o comício como a «maior mudança dos últimos anos na esquerda portuguesa», enquanto PS e PCP optaram por distanciar-se da iniciativa.

O líder do Bloco de Esquerda garantiu depois que a plataforma de apoio ao comício de terça-feira «não tem qualquer agenda escondida, nem é o primeiro passo para qualquer coisa que não está dita».

«Esta iniciativa não tem a ver com o calendário das eleições em 2009 mas com a ideia de mostrar que são necessárias respostas sociais face às questões mais urgentes, razão pela qual é preciso um diálogo novo para encontrar soluções», sustentou.

Interrogado sobre o motivo da ausência na iniciativa de dirigentes do PCP, o líder do BE argumentou que «não há exclusão de ninguém», porque o movimento do comício «não representa uma coligação». «Todas as pessoas contactadas assinaram o apelo. Temos pessoas da CGTP-IN e de variados sectores, que partilham um sentimento de diálogo unitário. Não estamos perante qualquer relação de partidos».

Na lista de apoiantes do manifesto de apelo à participação no comício, contam-se vários dirigentes do Bloco de Esquerda, socialistas «históricos» e da ala esquerda do partido, assim como renovadores comunistas, mas nenhum dos actuais membros da direcção do PCP.

«Vindos de sensibilidades e experiências diferentes, junta-nos neste apelo [o facto de] partilharmos os valores essenciais da esquerda em nome dessa exigência. É tempo de buscar os diálogos abertos e o sentido de responsabilidade democrática que têm de se impor contra o pensamento único, a injustiça e a desigualdade», lê-se no apelo.

Para os subscritores deste apelo, «34 anos volvidos [do 25 de Abril], apesar do muito que Portugal mudou, o ambiente não é propriamente de festa. Novas e gritantes desigualdades, cerca de dois milhões de portugueses em risco de pobreza, aumento do desemprego e da precariedade, deficiências em serviços públicos essenciais como na saúde e educação», apontam os promotores da manifestação no seu diagnóstico sobre a sociedade portuguesa.

Ainda de acordo com os subscritores do manifesto, «a corrupção e a promiscuidade entre diferentes poderes criaram no país um clima de suspeição que mina a confiança no Estado democrático. Numa democracia moderna, os direitos políticos são inseparáveis dos direitos sociais. Se estes recuam, a democracia fica diminuída», advertem.

Da parte dos socialistas, além de Manuel Alegre, subscrevem o documento os fundadores do PS José Neves, Carolina Titto de Morais, o primeiro líder da JS e ex-deputado José Leitão, o resistente anti-fascista Edmundo Pedro, a deputada Teresa Alegre e o ex-dirigente Joaquim Sarmento.

Pelo lado do Bloco de Esquerda, o apelo é assinado por Francisco Louçã, Luís Fazenda, Mariana Aiveca, João Teixeira Lopes, João Semedo, José Manuel Pureza, entre outros.

Em relação aos membros da Renovação Comunista estão no manifesto Carlos Brito, Paulo Sucena, Cipriano Justo, Carreira Marques, Paulo Fidalgo (actual porta-voz).

Apoiam ainda o manifesto a vereadora em Lisboa do Movimento de Cidadãos, Helena Roseta; nomes da música como o de António Manuel Ribeiro (UHF) ou de Pacman (ex-mandatário da candidatura de Alegre a Presidente da República); assim como vários professores universitários, casos de Abílio Hernandez, António Nóvoa, Carlos Sá Furtado, Cláudio Torres, o ex-secretário de Estado José Reis, Jorge Bateira e Jorge Leite e Luís Moita.

In Portugal Diário

sexta-feira, 30 de maio de 2008

PRESUNÇÃO E ÁGUA BENTA...


O senhor não tem idade nem curriculum!

O Primeiro-ministro José Sócrates num momento de alucinação,

dirigindo-se a Francisco Louçã, disse: " Você não tem idade nem curriculum..."
Uma boa piada, diz o jornalista do Portugal Diário!

Eu fui à Internet verificar o curriculum e não resisto a publicar:


Actividade política:

*Francisco Louçã, nasceu em 12 de Novembro de 1956. Participou na luta contra a Ditadura e a Guerra no movimento estudantil dos anos setenta, foi preso em Dezembro de 1972 com apenas 16 anos e libertado de Caxias sob caução, aderindo à LCI/PSR em 1972 e em 1999 fundou o Bloco de Esquerda. Foi eleito deputado em 1999 e reeleito em 2002 e 2005. É membro das comissões de economia e finanças e antes comissão de liberdades, direitos e garantias. Foi candidato presidencial em 2006.

Actividades académicas:

Frequentou a escola em Lisboa no
Liceu Padre António Vieira (prémio Sagres para os melhores alunos do país), o Instituto Superior de Economia (prémio Banco de Portugal para o melhor aluno de economia), onde ainda fez o mestrado (prémio JNICT para o melhor aluno) e onde concluiu o doutoramento em 1996.

Em
1999 fez as provas de agregação (aprovação por unanimidade) e em 2004 venceu o concurso para Professor Associado, ainda por unanimidade do júri. É professor no ISEG (Universidade Técnica de Lisboa), onde tem continuado a dar aulas e onde preside a um dos centros de investigação científica (Unidade de Estudos sobre a Complexidade na Economia).
Recebeu em
1999 o prémio da History of Economics Association para o melhor artigo publicado em revista científica internacional. É membro da American Association of Economists e de outras associações internacionais, tendo tido posições de direcção em algumas; membro do conselho editorial de revistas científicas em Inglaterra, Brasil e Portugal; 'referee' para algumas das principais revistas científicas internacionais (American Economic Review, Economic Journal, Journal of Economic Literature, Cambridge Journal of Economics, Metroeconomica, History of Political Economy, Journal of Evolutionary Economics, etc.).

Foi professor visitante na
Universidade de Utrecht e apresentou conferências nos EUA, Inglaterra, França, Itália, Grécia, Brasil, Venezuela, Noruega, Alemanha, Suíça, Polónia, Holanda, Dinamarca, Espanha.
Publicou artigos em revistas internacionais de referência em economia e física teórica e é um dos economistas portugueses com mais livros e artigos publicados (traduções em inglês, francês, alemão, italiano, russo, turco, espanhol, japonês).

Em 2005, foi convidado pelo Banco Mundial para participar com quatro outros economistas, incluindo um Prémio Nobel, numa conferência científica em Pequim, foi desconvidado por pressão directa do governo chinês alegando razões políticas.

Terminou em Agosto um livro sobre 'The Years of High Econometrics' que será publicado brevemente nos EUA e em Inglaterra.


Obras publicadas:

Ensaios políticos

Ensaio para uma Revolução (1984, Edição CM)
Herança Tricolor (1989, Edição Cotovia)
A Maldição de Midas – A Cultura do Capitalismo Tardio (1994, Edição Cotovia)
A Guerra Infinita, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2003)
A Globalização Armada – As Aventuras de George W. Bush na Babilónia, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2004)
Ensaio Geral – Passado e Futuro do 25 de Abril, co-editor com Fernando Rosas (Edições D. Quixote, 2004)

Livros de Economia

Turbulence in Economics (edição Edward Elgar, Inglaterra e EUA, 1997), traduzido como Turbulência na Economia (edição Afrontamento, 1997)
The Foundations of Long Wave Theory, com Jan Reinjders, da Universidade de Utrecht (edição Elgar, 1999), dois volumes
Perspectives on Complexity in Economics, editor, 1999 (Lisboa: UECE-ISEG)
Is Economics an Evolutionary Science?, com Mark Perlman, Universidade de Pittsburgh (edição Elgar, 2000)
Coisas da Mecânica Misteriosa (Afrontamento, 1999)
Introdução à Macroeconomia, com João Ferreira do Amaral, G. Caetano, S. Santos, Mº C. Ferreira, E. Fontainha (Escolar Editora, 2002)
As Time Goes By, com Chris Freeman (2001 e 2002, Oxford University Press, Inglaterra e EUA); já traduzido para português (Ciclos e Crises no Capitalismo Global - Das revoluções industriais à revolução da informação, edições Afrontamento, 2004) e chinês (Edições Universitárias de Pequim, 2005)
* Fonte
Wikipédia


Sobre Sócrates,

Sabe-se que é engenheiro civil, com um curso tirado na Universidade Independente, ainda sob suspeita de ilegalidades. Que assinava como Engenheiro quando era Engenheiro Técnico. Que elaborou ou pelo menos assinou uns projectos de habitação caricatos. Que a sua actividade política se deu com o 25 de Abril na JSD/PSD e depois no PS como deputado e como governante.

Do seu curriculum sabe-se ainda (embora ele o desconhecesse) que teve uma incursão fugaz como empresário-sócio de uma empresa de venda de combustíveis.

Quanto a curriculum, estamos conversados!
Quanto à idade, devem ter diferença de meses...

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