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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Preferem Santana Lopes de novo


Lisboa: CDU recusa coligação pré-eleitoral com PS.

Tiro no pé em cheio. Só beneficia a coligação PSD/CDS-PP

terça-feira, 10 de março de 2009

Tiro ao alvo


O que se está a passar à beira do Areeiro, em pleno centro de Lisboa, é muito mais do que uma mera rixa entre raças, etnias, o que quer que o politicamente correcto queira chamar às famílias de ciganos e de negros que moram no bairro do Portugal Novo.

Os factos, simples à primeira vista, são: houve um tiroteio provocado por uma ocupação de uma casa. E nesta história haveria dois maus: os que ocuparam a casa e os que atiraram sob que pretexto fosse, independentemente de serem ambas entidades diferentes ou a mesma.

Mas há muito mais que isso. Há a insegurança das muitas armas espalhadas por aí e com demasiada facilidade disparadas, mas disso já muito se falou desde o passado Verão. E há, sobretudo, uma cidade doente, que é Lisboa. Que cidade deixa um prédio, um bairro, entrar neste estado de degradação numa das suas zonas mais nobres, num lugar onde casas comercialmente transaccionadas valem centenas de milhares de euros? Que perigos correm os vizinhos destas casas? Quanto valerão as suas próprias casas depois destes confrontos?

A Lisboa que hoje herdámos é uma cidade que tem vergonha de si própria. Onde os seus habitantes se sentem menos felizes do que os dos subúrbios - como o DN revelou num estudo publicado na semana passada. E isso deve ser caso único na Europa. Onde as cidades têm vida própria, as câmaras lutam por essa vida e sabem que é essa a sua principal riqueza.

In Editorial do DN

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Lisboa...Os Deuses não lhe são favoráveis...

Lisboa não dá sorte
.
Em 2000, a União Europeia fez a chamada Agenda de Lisboa. Era uma estratégia para, no prazo de dez anos, criar a economia de conhecimento mais dinâmica e competitiva do Mundo.
Falhou redondamente.
Hoje só é recordada por alguns políticos em obstinado estado de negação.
Em 2007, também sob a presidência portuguesa, celebrou-se um tratado para pôr cobro à grave crise da UE.
Podia ter sido assinado em Coimbra, Mafra ou Guimarães. Mas prevaleceram os tiques centralistas e reincidiram em Lisboa.
Pelos vistos, voltou a dar azar.
À cautela, é melhor não voltar a baptizar assim nada de importante – não por superstição, mas à terceira só cai quem quer…
Curiosamente, o Tratado do Porto (EEE), de 2 de Maio de 1992, continua de vento em popa.
Carlos Abreu Amorim
in CM

quarta-feira, 21 de maio de 2008

A ÚLTIMA EXPOSIÇÃO DO SÉCULO XX

A Última Exposição do Século XX

Inaugurada oficialmente a 21 de Maio de 1998, a EXPO'98, que decorreu em Lisboa de 22 de Maio a 30 de Setembro de 1998, foi um evento que se enquadrou no regime jurídico das exposições internacionais, definido pelo BIE - Bureau International des Expositions. Foi uma "exposição especializada" na medida em que foi enformada por um tema específico "Os Oceanos, Um Património para o Futuro", e nela não foi cobrada qualquer renda pelos pavilhões que a Organização da Exposição construiu para acolher as mostras expositivas dos Participantes Oficiais. A EXPO'98 integra-se numa riquíssima tradição de exposições internacionais, cujo início é comummente identificado com a Exposição de Londres de 1851.







A ideia da realização em Lisboa de uma exposição internacional surgiu no âmbito da Comissão para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses, a qual tem por objecto um conjunto variado de acções tendentes a assinalar a relevância histórica dos descobrimentos portugueses das últimas décadas do século XV, culminando com a primeira viagem marítima à Índia, feita por Vasco da Gama, em 1498, e a comemoração da chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil, em 1500.

No entanto, a dimensão temática da EXPO'98 não se restringiu apenas à referida comemoração histórica, por mais importante que ela fosse. No tema da Exposição de Lisboa, foi sempre subjacente a necessidade de promover uma acrescida responsabilidade, individual e colectiva, para com a preservação dos oceanos, que ocupam 70% da superfície terrestre e dos quais se reconhece ser pouco o saber disponível.







O projecto global da EXPO'98 é um projecto estratégico para Portugal. Refere-se a ideia de "projecto global" porque nele se incluem dois projectos, estreitamente harmonizados entre si: a realização da Exposição Mundial de Lisboa e a regeneração urbana de uma área de cerca de 340 hectares, localizada privilegiadamente na parte oriental da cidade de Lisboa, junto ao rio Tejo.

A realização da Exposição, em si mesma da maior importância para Portugal, funcionou também como um motor de reabilitação urbanística e ambiental da referida área; o projecto de regeneração urbana permitiu criar a estrutura organizativa e económico-financeira capaz de acolher e englobar todas as valências implicadas na realização da Exposição.



Estas páginas procuram transmitir a perspectiva global do que foi a Exposição Mundial de Lisboa que durante 132 dias acolheu cerca de 11 milhões de visitantes.

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