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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Constâncio, o perpétuo...

Mais do que defender o Banco de Portugal e a si mesmo (que bem precisa), Constâncio foi ao Parlamento desdenhar esse órgão de soberania e rebaixar os membros da Comissão que mais o têm criticado.
Estava ciente que a maioria dos comentadores económicos o secundaria e, no espírito de clube (ou de quase-seita?) que os distingue, partilhariam as suas depreciações em nome da tão badalada ‘estabilidade do sistema’.
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Sejamos claros – Constâncio é apenas um político de arrimo de Sócrates e tornou-se no maior e mais aflitivo factor de desestabilização e de descrédito do sistema financeiro português.
Quando afirma que foi ‘ingénuo’ ao deixar Oliveira e Costa fazer aquilo que agora se sabe, Constâncio está enganado: não foi ingenuidade, foi incompetência. E muita.
Carlos Abreu Amorim
in CM

terça-feira, 16 de junho de 2009

O espectáculo dado ontem pela comissão de inquérito ao BPN foi lamentável. O deputado Nuno Melo, que tem feito até aqui um bom trabalho, reduziu a sua estratégia à picuinhice de enervar Vítor Constâncio e levá-lo a admitir que errou na supervisão ao banco.
Tudo por causa, em grande medida, de uma questão ideológica, a "nacionalização de um banco", menos pelo prejuízo objectivo causado aos contribuintes por razões ainda hoje pouco claras.
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A nacionalização do BPN é menos uma questão ideológica, é exclusivamente um rombo no erário público, o próprio banco um caso de polícia e um símbolo demolidor da credibilidade de um significativo leque de ex-governantes, empresários, procuradores, polícias, etc.
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Depois, o próprio Vítor Constâncio não foi exemplar. E não foi sobretudo pela inaceitável irritação e sobranceria que demonstrou por ter de responder a "pormenores" relacionados com a actividade do Banco de Portugal ou, afirmou, por as questões exprimirem a "ignorância" dos deputados.
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O que está em causa é demasiado sério para nos quedarmos reverentes a certos cargos ou personalidades.
O bom uso dos recursos públicos exige mais humildade democrática a uns e a outros, não as ignorâncias diversas, genuínas ou de conveniência, mostradas ontem no Parlamento.
Eduardo Dâmaso
in CM

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Murro na mesa



Freeport: investigação tem sido «lenta e ineficaz»
Honório Novo fala do envolvimento de Sócrates e diz que o clima de suspeição é o pior que pode acontecer

BPN: Comissão de inquérito ameaça recorrer aos tribunais
«Houve omissões, desleixos e ineficácias» do Banco de Portugal, diz Honório Novo

Já ninguém duvida que Honório Novo tem razão.
Urge que alguém, a começar pelo Presidente da República, dê um murro na mesa.