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sábado, 20 de junho de 2009

Sócrates conversa em família, humilde...

Quinta-feira
Dia longo para o camarada Sócrates. Matinée na AR, onde meteu no bolso Aguiar Branco com uma pinta como há muito se não via, e desmontou a táctica de Portas em querer ser líder da oposição por uma tarde. Mesmo a dramatização de Louçã indo buscar uma lei que permite o trabalho infantil cheirou a rasteira.
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O engenheiro manteve-se mais ou menos no seu novo papel de político amigo do utilizador e teve toda a paciência do Mundo para tentar explicar à noite na SIC aos portugueses as virtudes de um governo que pelos vistos está mais desgastado do que uma novela pífia em horário nobre.
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Claro que a entrevista à doce Ana Lourenço mais parecia uma Conversa em Família dos Tempos modernos e os desempregados aflitos e as empresas à beira do afogamento não devem ter tido a mais pequena tolerância para um Primeiro que nem falou nos casos mais dramáticos da actualidade portuguesa.Sócrates levanta-se a anda. Mas quando Rangel aparece a oposição ganha alguma credibilidade.
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O problema é que no PSD os barões já espumam com o ganhador de Domingo e com todos à espera do poder, Sócrates ainda vai ganhar.
Deixem vir a praia, o verão, e Outubro será o mês do regresso do Humilde.
in Blog Instante Fatal
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A Entrevista

segunda-feira, 27 de abril de 2009

O Travestismo Político...

Longe da terra distante, longe do meu Portugal... como diz a canção, aqui em Montréal, Canadá, onde há um quarteirão só de portugueses, uma pátria lusa dentro de um outro país, parece que o rectângulo se torna ainda mais pequeno, mesquinho e ridículo.
Um país desgovernado, comandado por uma tribo de políticos travestidos de salvadores.
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O meu último contacto com a realidade portuguesa foi a entrevista que deu à RTP o nosso primeiro-ministro e que eu acompanhei como jornalista, antes do início do combate, e durante numa sala que a RTP disponibilizou para a imprensa e seguranças do Primeiro. Digamos: um ambiente fraternal entre gente de ofícios bem diferentes.
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Claro, que já ninguém deve falar por aí daquele triste exame de Sócrates, que mostrou um homem nervoso, inseguro e com os nervos à flor da pele. Um político acossado- uma das piores coisas que se pode pensar de alguém que toma decisões por nós e que vai mandar nos nossos bolsos e nas nossas vidas. É assustador ver alguém que não tem uma ideia estruturada para o país, uma linha, um objectivo, uma ideologia. Não há em Sócrates um modelo de sociedade, uma referência, um sentido maior da coisa pública, um espírito de missão.
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Há no governo dos socialistas uma ideia de Poder e depois toda uma estratégia bem delineada para se manterem à tona, entre um truque aqui, uma manobra acolá, tudo feita na base do que parece, e não do que é realmente.Sócrates pratica a célebre frase que "tudo em política o que parece é". Sendo assim basta parecer para ser ser um governo competente.
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Ficou depois da entrevista de Sócrates a pairar no ambiente, que doravante qualquer crítico, qualquer cidadão que possa dar uma opinião menos agradável para com o primeiro-ministro, possa ser vítima de uma das rajadas postas a funcionar contra a liberdade de opinião.
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As acusações formais a jornalistas e a cidadãos que têm dado a sua opinião na blogosfera, começam a resfriar as críticas.O medo instalou-se na sociedade portuguesa.Esse medo com o outro medo latente, está a deixar os portugueses num povo anémico, triste, amedrontado, domado.
Este tempo socialista é na verdade um tempo lamentável, um tempo para esquecer.
Mas mais: é um tempo que todos têm de mudar e não vão faltar oportunidades este ano para o fazerem. Assim queiram.
in Blog Instante Fatal

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Credibilidade...

Da entrevista de Sócrates à RTP1 fica uma ideia: o PM não parece compreender que o país já percebeu que as propostas do PS, de lúcido e de credível, pouco ou nada têm.
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O anúncio do aumento do patamar de acesso ao subsídio social de desemprego, feito pelo PM, destinado aos desempregados de longa duração, deveria ter sortido o efeito de demonstrar que, afinal, a sensibilidade social do governo existe. No entanto, trata-se mais de mais uma medida para inglês ver. Não só os valores em causa são minimais como não são garante de uma subsistência digna para os seus beneficiários. Para além disso, o governo continua sem resposta para os mais de 40% de desempregados que não têm acesso a subsídio nem a apoio algum.
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Quando Sócrates diz, como disse esta semana, que o principal problema do país é o desemprego e, depois, apresenta como únicas medidas, a história dos estágios para jovens, as colocações nas IPSS's e o subsídio social, constatamos aquilo que já sabíamos:
(1) o governo PS não tem uma política de emprego coesa e sustentável, não tem, aliás, aparte de umas quantas medidas avulsas, política de emprego nenhuma;
(2) as políticas sociais do PS de Sócrates, que deveriam estar a ser postas em prática para combater o flagelo da urgência social que afecta cada vez mais portugueses, estão a resultar num fiasco tremendo, sendo disso exemplificativo o recente estudo do BP que atesta que, se em 2006 havia 2 milhões de pobres, em Abril de 2009 existem muitos mais;
(3) a postura do PM perante a crise é de um fatalismo assombroso, a culpa é da conjectura internacional, tudo o mais que Sócrates tem a dizer neste domínio resume-se a uma oscilação entre a apologia do alcatrão e o enaltecimento das energias renováveis, como se o conceito e as virtualidades do investimento público se restringissem a isso.
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Aparte da apresentação das suas pseudo-soluções para os problemas concretos do país, o PM ainda fez alguns excursos. Deu o dito por não dito a propósito do desentendimento com a Presidência e repetiu, uma vez mais, o choradinho da vitimização sobre o caso Freeport. Disse que acreditava na conquista de uma maioria absoluta. Está enganado. Ao fim de 4 anos de governação, o PS de Sócrates não está só desgastado, está carcomido pelas más opções e pelas escolhas políticas erradas que têm vindo a piorar as condições de vida dos portugueses.
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A oposição à esquerda do PS tem denunciado a inépcia do social-liberalismo do PS, e tem feito mais, tem contra-argumentado com propostas alternativas, progressistas e viáveis, tem sido aquilo que Sócrates não soube nem sabe ser: credível.
Natasha Nunes
in Esquerda.net

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Sócrates e Literatura...

Na sua entrevista à RTP, o primeiro-ministro declarou-se perseguido pelos jornais e pela oposição. Para dar um exemplo certamente elevado e culto, citou "livros da literatura da América Latina onde se viam organizar processos contra políticos".
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Procurei nas estantes, mas tirando um título de Rubem Fonseca em que Getúlio Vargas é levado do suicídio e dois ou três maus livros sobre o Chile ou o Uruguai, não encontrei outras referências.
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Nessa América Latina a que Sócrates se refere, geralmente os políticos organizavam processos contra os jornalistas e os escritores, mas temo que não queira seguir-lhes as pisadas, se bem que seja íntimo de Hugo Chávez (que fecha as televisões que não lhe agradam).
A literatura é fatal para os políticos, como se vê.
Sobretudo quando não é lida.
Francisco José Viegas
in CM

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Sócrates...O Turista...

Gostei de ver um senhor de cabelo curto em entrevista à RTP. Dizem que é primeiro-ministro. Duvido. Tenho a certeza que é um turista que apareceu por cá.
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Para começar, os jornalistas de serviço fizeram perguntas muito sérias sobre as relações entre o Governo e a Presidência da República. O País inteiro diz que existe azedume entre ambos, com Cavaco a enviar ‘recados’ a Sócrates e Sócrates a recusá--los. Pura invenção nossa.
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Para começar, o turista explicou que as palavras do Presidente Cavaco não são para o primeiro-ministro Sócrates. E, para acabar, as palavras do primeiro-ministro Sócrates não são para o Presidente Cavaco. Acreditem se quiserem, mas Belém e S. Bento andam animadamente a falar para o boneco.
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E Portugal? Portugal estava óptimo, apesar de o Banco de Portugal ter dito o contrário. Mas veio a crise e lá se foi a pintura. Agora, a solução não está em suspender ou adiar os grandes projectos que não garantem benefícios num prazo razoável; mas em avançar com eles, apesar da dívida pública explosiva, tudo em nome de um futuro moderno, radioso e, pormenor irrelevante, brutalmente penhorado.
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Resta o Freeport? Não, não resta. Verdade que o Ministério Público, sem falar dos ‘hooligans’ ingleses, continua a investigar suspeitas de corrupção baseadas num vídeo dos estúdios Disney. Mas o turista está apenas preocupado com os difamadores que escrevem sobre o assunto. Jornalistas? Não. Difamadores. O facto de serem jornalistas a opinar não passa de um pormenor.
No final, o turista sorriu e foi-se embora. Onde será o país dele?
João Pereira Coutinho
in CM