Mostrar mensagens com a etiqueta Exploração. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Exploração. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Em Davos , ninguém dá nada



Segundo as agências noticiosas que mantêm a capacidade de informar a Humanidade das decisões que sobre todos nós são tomadas, a última reunião dos senhores do mundo, terminou em águas de bacalhau.
Quero com isto dizer aquilo que já todos sabemos:
afinal, em Davos, ninguém decidiu nada.
Ou melhor:
decidiram todos manter tudo na mesma.
Isto é:
deixar o sistema apodrecer até que a maré suba e a água bata tanto no mexilhão e… lhe continue a acontecer o mesmo que, ninguém ignora e… afinal fica na memória dos que sobrevivem. Eventualmente, com homenagens e “mea culpa” dos responsáveis que ora fazem o que todos deles fizeram sempre ao longo da História. É que, tal como sempre, quem manda, julga ser eterno e imortal, estes continuam acreditando nisso.
Sem pensarem que, sem ele saber, o feitiço vira-se contra o feiticeiro.
Como já ando nesta vida há muito tempo, penso e acredito que nada terminará como dantes.
Desta vez, os senhores do sistema já vão sendo denunciados pública e mundialmente. E não vale a pena tentarem matar o mensageiro, porque isso já não depende do “arauto”.
Aqui, ali, por todo o lado, ninguém consegue evitar que a Humanidade vá tomando conhecimento das razões que assistem a esta discrepância entre os valores constantes da Carta dos Direitos Humanos, da ONU, do Direito Internacional, da Justiça – no mais genuíno e abrangente conhecimento que dele temos – e, no fundo, do direito a que toda a Humanidade tem de viver em Paz, Justiça e Democracia e,
o permanente, flagrante, sistemático, sobranceiro e arrogante desprezo que, os miseráveis detentores do poder (que ainda julgam ter) continuam a exercer.

Álvaro Fernandes
2 de Fevereiro de 2009

quarta-feira, 16 de julho de 2008

A propósito do artigo aqui publicado sob o título Na Irlanda do rock: Filhos e enteados”, recebi por email o seguinte comunicado de imprensa:

“Date: 15 July 2008

For immediate use

Cleanevent statement in response to Oxegen allegations

Cleanevent is a leading provider of cleaning and waste management services to the sports and leisure industry. We have operations around the world and employ just over 7,500 employees globally.

The story ‘Cleaners for festival had to sleep in stables’ published in The Guardian on July 12, 2008 contained a number of false allegations and inaccuracies about Cleanevent’s treatment of its staff and operational procedures relating to our work at the Oxegen festival in Naas, Ireland.

Cleanevent was awarded the contract to provide the festival with cleaning support for the duration of the festival. Accommodation was provided by the festival organisers MCD and Cleanevent was informed that the staff accommodation consisted of refurbished, heated stables - not tents as would normally be the case at such festivals. The stable block has clean shower facilities and restaurant area capable of producing hot food with an attached recreational area with seating and a television.

During the recruiting process, Cleanevent staff were told – via telephone, email, noticeboards and text messages – that they would be paid on an hourly basis at the UK minimum wage. As they would be accommodated in a refurbished stable block, they were asked to bring sleeping bags and pillows. The small number of staff who omitted to do so were provided with them by Cleanevent management.

Cleanevent brought over to Ireland 34 members of staff: 30 cleaning staff and four supervisors. Cleanevent’s UK staff arrived at the Punchestown racecourse, the site of the Oxegen music festival, at approximately 19.30 on Tuesday 8th July and received a hot meal. Due to a delivery problem with the hired contractor, not all the camp beds – one per person - were delivered on time and additional, sufficient air mattresses were sourced and delivered within an hour of Cleanevent’s staff arrival. Cleanevent provided all staff with their own beds, and no beds were purchased by staff.

Prior to the event, the refurbished stables had been thoroughly cleaned professionally to a high standard by a sanitation specialist and equipped with heaters, lighting, electricity, and electrical sockets for phones, hairdryers, etc. The photograph shown in the Guardian was a storage closet used by veterinary staff back in April 2008 and was not designated as accommodation for Cleanevent staff. The stable accommodation was clean and dry, with natural light via skylights and lockable doors.

In addition to housing Cleanevent’s cleaning staff, the refurbished stables were also used by Cleanevent’s management and supervisors, as well as the labour hire company director, due to the suitability and superiority of the accommodation.

Other facilities were provided, including ladies and gents showers with 24 hour access to hot water and an onsite restaurant with hot meals and 24 hour hot/cold drinks at no cost to cleaning staff. We are providing Cleanevent staff with three hot, nutritious meals per day, and have overbooked meals by an additional 40% to ensure that our staff are appropriately fed. The shower and food/drink facilities have been used by Cleanevent staff, as well as the performers at the Oxegen festival due to their high standard.

The vast majority of the Cleanevent staff expected and were happy with the accommodation provided. Out of the over 200 Cleanevent staff on site at the festival, a small number (eight) of cleaning staff complained about the facilities upon arrival. These staff stated that they had expected to stay in a hotel, despite the fact that this is not standard procedure when working at outdoor festivals.

Once they made their dissatisfaction known to Cleanevent management, a meeting was convened with the eight staff who expressed dissatisfaction, to try to resolve the situation. Of those eight, three cleaning staff decided to leave the Oxegen event and were offered transportation back to the UK the next day, paid for by Cleanevent. As far as Cleanevent is aware, the gardai (police) were not contacted.

Cleanevent treats the allegations made in the Guardian very seriously. Cleanevent launched an investigation and the CEO asked the UK HR Manager to fly over to the festival to view the facilities and to investigate the allegations directly and immediately.

Based on the report our senior management has received, we are satisfied that the accommodation provided is of a good standard, and is in line with – if not better than – that normally provided to cleaning and other contracted staff working on comparable outdoor events such as Glastonbury. We are in the process of offering the three Cleanevent staff who have complained the opportunity to go through Cleanevent’s normal grievance procedure, where they can express their dissatisfaction and we will work to find a mutually acceptable solution.

ENDS

For additional information or clarification, please contact:

Alex Bigham, abigham@apcoworldwide.com or +44 7979 378 872.”

E a propósito, transcrevo o comentário de Miguel Portas:

Na Irlanda do rock: actualização II

Jul 14, 2008 | publicado por Paz

Actualização
A Cleanevent emitiu um comunicado sobre os acontecimentos. Nele, manifesta a sua vontade de fazer uma reunião com os oito contestatários que “expressaram a sua insatisfação, para discutir como a Cleanevent pode fazer melhor no futuro”. No que respeita aos três que regressaram, querem um encontro “to find a mutually acceptable solution”. É caso para dizer, do mal o menos.

No mais, considera que a sua investigação sobre as condições de trabalho e repouso lhes permite afirmar que “we are satisfied that the accommodation provided is of a good standard, and is in line with - if not better than - that normally provided to cleaning and other contracted staff working on comparable outdoor events such as Glastonbury”. Têm, muito provavelmente, razão. Nos outros festivais, as condições de estadia e repouso também não costumam ser brilhantes…

Em suma, uma tempestade num copo de água que o bom senso, embora tardio, resolverá? Esta a interpretação benigna. A outra nem tanto. A Cleanevents trabalha com 7.500 trabalhadores ocasionais. É muita gente e trata-se de uma das grandes firmas inglesas neste tipo de prestação de serviços. Dispensa de bom grado “má imagem”. E investigações mais aprofundadas ao modo como dá trabalho, a quem e em que condições. Pense, por um momento, nos imigrantes sem papéis e aqui tem porque, defendendo a sua dama, a direcção da empresa quer impedir que este incidente tenha qualquer outro tipo de consequências.”

Cumprida que foi a missão de informar, “O Cacimbo” remete para os seus leitores as respectivas conclusões.

terça-feira, 15 de julho de 2008


Na Irlanda do rock: Filhos e enteados

Imigrantes a dormir em cavalariças, trabalhando 12 horas por dia a 4,48 libras por hora e com 30 minutos de descanso para uma sanduíche mal-amanhada. Este é o outro lado da realidade por detrás de um dos mais conhecidos festivais de rock da Europa.

Miguel Portas, deputado do GUE/NGL, acompanhou Sónia Mendes, a portuguesa que teve a coragem de denunciar a situação, ao local do evento.


Artigo de Miguel Portas em Naas.


Veja a reportagem da RTP: Portugueses vítimas de exploração na Irlanda.

Na primeira noite, foram 25 mil. Mas com as previstas actuações de Amy Winehouse, dos eternos REM ou de Cat Power, sexta-feira prometia rebentar pelas costuras. Apesar do tempo irlandês, ou seja, ventoso, enevoado e, aqui e ali, chuvoso, desde as 8 da manhã, centenas e centenas de jovens afluíam ininterruptamente ao recinto, de tenda às costas, galochas nos pés e caixas de Budweiser nos braços.

Eis-nos em Punchestown Racecourse, um hipódromo vizinho de Naas, uma pequena cidade a 50 quilómetros de Dublin. É aí que anualmente se organiza o maior festival de rock da ilha, num vasto relvado que a chuva, os carros, as tendas e os jovens deixarão irreconhecível quando as músicas e as luzes se apagarem. É nessa altura que verdadeiramente entram em acção os serviços de limpeza do recinto. Durante os dias de festival, eles garantem a manutenção.

Depois, durante oito dias catarão os restos deixados pela multidão, picando-os um a um, nos espaços dos espectáculos e nos parques de campismo e de estacionamento. É um trabalho árduo e pesado, faça chuva ou sol, mas indispensável porque, um ano depois, haverá mais Oxegen e, entretanto, as corridas de cavalos voltam a tomar conta do lugar.

Por detrás dos palcos

Os milhares de jovens que acorrem aos festivais de Verão - o do Sudoeste é o que, em Portugal, melhor se equivale a este - sabem que os promotores deste tipo de eventos se esmeram na programação, porque é ela que atrai as multidões. Sabem também que as bandas mais conhecidas têm contratos de dezenas de páginas, onde se incluem várias cláusulas excêntricas, escrupulosamente cumpridas pelos organizadores. A menina quer um Mercedes xpto à porta? O líder da banda reclama suite com cama de massagem e Beaujolais de 48 na garrafeira? Faça-se a vontade, porque estes pormenores alimentam o "circo", a imprensa da especialidade e constroem imagens. É assim e assim será.

Também por isto, aqueles milhares de jovens, que não são ricos e trazem a comida nas mochilas, pagam 240 euros pelos quatro dias de concertos ou 100 se por lá ficarem um só dia. O que eles não imaginam é que por detrás do palco, longe dos holofotes, há outros serviços sem os quais nenhum festival desta grandeza se pode realizar. Entre estes, o da limpeza é o menos qualificado e o mais duro. Mas tão indispensável quanto qualquer outro. Os promotores de Oxegen, a MCD, subcontratam este serviço. Este ano a escolha recaiu na Cleanevent, uma firma inglesa que também trata dos estádios de Wembley, do Chelsea ou de Wimbledon.

Este tipo de firmas opera com listas de inscritos que são chamados em função dos trabalhos serviços e concessões que ganham. Pagam o salário mínimo legal - no caso 5,52 libras/hora - e procedem aos respectivos descontos. Sobram 4,48 libras para o trabalhador temporário, se este for um imigrante intracomunitário ou com os papéis em regra. No entanto, se não tiver papéis, a firma prefere. É mais barato, podem ser retiradas horas e é certo e seguro que o imigrante não se queixará à polícia, porque pode ser repatriado. Quem o confirma é Sónia Mendes, portuguesa de 31 anos a viver em Londres há 4 meses, e que faz regularmente trabalhos deste tipo, enquanto aguarda pela prestação de provas para auxiliar de terceira idade, a profissão que gostaria de exercer em Londres.

O "caso"

A Sónia está inscrita na Cleanevent. Quinta-feira, 2 de Julho, telefonam-lhe a perguntar se quereria ir trabalhar para a Irlanda durante 12 dias, a 12 horas por dia e com alimentação e estadia em hotel garantida. Ela e outros 50 responderam afirmativamente. Sempre eram mil e tal euros no bolso. Eram portugueses, luso-brasileiros ou polacos. Intra-comunitários, porque Londres e Dublin estão fora do espaço Shengen e extra-comunitários sem papéis, não passariam pelo crivo do controlo de fronteiras. A 7 de Julho à noite chegam a Punchestown Racecourse.

O "hotel" prometido era a cavalariça do hipódromo, ainda com palha, dejectos e cheiros. Chuveiros eram cinco e só um com água quente. O jantar chegava para 17 dos 50. Em declarações ao The Guardian, a MCD refugia-se no contrato celebrado com a Cleanevent - compete à subcontratada assegurar as condições do seu staff. A Cleanevent diz que "aguarda relatório" para analisar o caso. Este, o caso, é que não esperou. Alguns portugueses, entre os quais a Sónia, revoltam-se. Recusam dormir nos estábulos dos cavalos. Telefonam para a polícia, o que, de imediato, muda a atitude dos promotores.

Aos revoltados oferecem as condições que eles pedirem. Os portugueses dormirão na cozinha, um upgrade... e rapidamente vão comprar umas dezenas de sacos-cama e colchões insufláveis, porque nas cavalariças as camas desdobráveis não chegavam para todos. Cá na minha, alguém estava convencido que o pessoal de limpeza pudesse dormir nas palhas dos cavalos. Os rebeldes, que eram seis, reduzem-se, entretanto, a três.

Regressarão nessa mesma madrugada a Londres, porque recusaram para si a melhoria de condições que a MCD lhes oferecia para se abafar a história. "Ou era para todos ou para ninguém", garante a Sónia, que sabe que nunca mais voltará a ser chamada pela Cleanevent. E porque ficaram os restantes? "A maioria dos polacos veio directamente do seu país. Nem eles nem os outros tinham como regressar, até porque nos tinham dito que nem precisaríamos de levar dinheiro", denuncia. Os que ficaram, contudo, fotografaram. Foram essas fotos que conseguimos passar para fora do recinto, porque o acesso à zona VIP e aos estábulos é vedada ao público. Aliás, fazem paredes-meias.

É bem provável que Amy Winehouse ou Cat Power nem sonhem que por detrás dos seus camarins de cinco estrelas, em cubículos de cimento, estejam a repousar os homens e mulheres que acabaram de lhes limpar a casa. Muito menos suspeitarão que quem lhes trata do conforto trabalhe em turnos de 12 horas contínuos, com 30 minutos de intervalo não pagos, quanto basta para uma sanduíche mal amanhada...

terça-feira, 1 de julho de 2008

Quem não se sente, não é filho de boa gente



Regras básicas

1. Custo de vida: Risque as duas maiores cadeias do mercado, SONAE e JM e compre nas restantes

2. Combustíveis: exactamente como acima, ou seja, não use GALP nem BP

3. Bancos: deixe o BCP CGD e BES e verá que sai orgulhoso e fica beneficiado

4. Bolsa: se não tem dinheiro à farta não compre acções nacionais pois ninguém regula nada;

5. Telecomunicações e Internet: diga-lhes que quer mudar de operador e aguarde a proposta 'especial'

6. Ensino: seja mais actuante nas reuniões de Pais; exija por escrito sempre!

7. Fuga ao fisco: exija sempre factura pelos serviços que compra

8. Politica: participe, vote; se não servirem só nós os podemos mudar!

9. 'Acorde' aqueles amigos, colegas e conhecidos sensibilizando-os para estes temas

10. PASSE ESTA MENSAGEM A TODOS QUE ESTIVEREM AO SEU ALCANCE E AINDA GOSTAM DO NOSSO PAÍS ....

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Portugal, país de ricalhaços bem falantes


O PIB (produto interno bruto) em Portugal foi segundo dados de 2006 de 145 mil milhões de €uros. Em 2007 houve um aumento (cerca de 1,9%) e para 2008 o Banco de Portugal prevê um ligeiro aumento de 0,9%. Ou seja, no final do corrente ano o nosso PIB será de 149 mil milhões de €uros.Este meu intróito nada tem a ver com razões económicas pois deixo as mesmas para os entendidos.Tem a ver, isso sim, com um autêntico atentado, diria mais, um grandioso embuste de ordem social, moral, ética e porque não política.

DADOS

4,9 % do PIB é quanto representam as 8 (OITO) maiores fortunas portuguesas. Ou seja, estes oito super-capitalistas controlam cerca de OITO MIL MILHÕES DE EUROS. À cabeça vem o anafado Américo Amorim com 4,6 mil milhões de euros, seguido do inevitável Belmiro de Azevedo com uns “miseráveis” 1,3 MIL MILHÕES DE EUROS. Bastante próximo vêm o homem dos diamantes Joe Berardo, seguido de Horácio Roque “dono” do BANIF e de outras tretas sem importância. Digo também que qualquer destes “ilustres” já foi agraciado pelos sucessivos Presidentes da República com Comendas diversas e têm nas suas “barracas” com piscina uma vitrina cheia de medalhas, medalhinhas e medalhões de diversas procedências.

ENTRETANTO…

No mesmo país em que estes abutres sugam o sangue e o suor dos portugueses, vivem DOIS MILHÕES DE POBRES (com tendência para aumentar), NOVENTA MIL PORTUGUESES PASSAM FOME, crianças vão para a escola sem ingerir qualquer alimento, a sopa dos “pobres” serve diariamente só em Lisboa cerca de SEISCENTAS “REFEIÇÕES” (com tendência para aumentar), o aumento da procura das casas de penhores aumentou 50 % em relação a 2007, a imigração volta a níveis nunca antes atingidos, nem mesmo nos idos anos sessenta, etc...

CONCLUSÃO

Que andamos nós a fazer para permitir este tipo de país?Será que somos assim tão dementes, ignorantes, analfabetos, subservientes, atrasados e parvos? Penso que não.Não será tempo de levantarmo-nos, unirmo-nos e lutarmos pela justiça e pelo nosso (de todos), bem-estar e vida digna?

OS CULPADOS

1 – Governantes corruptos (casos não faltam), incompetentes (são aos molhos) e ignorantes (todos eles)
2 – Actual sistema político. Só beneficia os poderosos em detrimento do Povo

SOLUÇÃO DE SALVAÇÃO NACIONAL

1 – Um governo efectivamente de esquerda, que governe para o Povo.
2 – Nacionalização dos sectores básicos da economia. (GALP, EDP, BRISA, LUSOPONTE, entre outras)
3 – Convocar os “donos” da banca e seguradoras e submete-los a: quem manda é o governo e não eles.
4 – Denunciar/suspender o acordo com os USA’s sobre a Base das Lajes.
5 – Suspender os acordos e desacordos com a UE, até o Povo se pronunciar em referendo se quer ou não pertencer à UE.
6 – Suspender a construção do novo aeroporto, TGV e outras obras megalómanas, até que: se acabe com a fome, as pensões de miséria, o desemprego, a precariedade, o capitalismo e que haja saúde e a educação gratuitas, uma casa condigna para todos, infantários gratuitos para os filhos dos trabalhadores, centros de dia para os pensionistas com pensões mais baixas, etc.. Depois sim, podem fazer os aeroportos e os TGV’s que quiserem.
7 – Julgar todos os governantes que estiveram directa ou indirectamente ligados a negócios lesivos para o Povo.
8 - ………………
9 – Acrescentem vocês….

Publicada por ferroadas em 13.6.08

terça-feira, 17 de junho de 2008

A exploração dos pobres

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) -VERGONHA

....batendo as asas pela noite calada
Vêm em bandos, com pés de veludo...»
Os Vampiros do Século XXI


A Caixa Geral de Depósitos (CGD) está a enviar aos seus clientes mais modestos uma circular que deveria fazer corar de vergonha os BR administradores - principescamente pagos - daquela instituição bancária.

A carta da CGD começa, como mandam as boas regras de marketing, por reafirmar o empenho do Banco em oferecer aos seus clientes as melhores condições de preço/qualidade em toda a gama de prestação de serviços, incluindo no que respeita a despesas de manutenção nas contas à ordem.

As palavras de circunstância não chegam sequer a suscitar qualquer tipo de ilusões, dado que após novo parágrafo sobre racionalização e eficiência da gestão de contas, o estimado/a cliente é confrontado com a informação de que, para continuar a usufruir da isenção da comissão de despesas demanutenção, terá de ter em cada trimestre um saldo médio superior a EUR1000, ter crédito de vencimento ou ter aplicações financeiras associadas à respectiva conta. Ora sucede que muitas contas da CGD, designadamente de pensionistas e reformados, são abertas por imposição legal. É o caso de um reformado por invalidez e quase septuagenário, que so brevive com uma pensão de EUR243,45 - que para ter direito ao piedoso subsídio diário de EUR 7,57 (sete euros e cinquenta e sete cêntimos!) foi forçado a abrir conta na CGD por determinação expressa da Segurança Social para receber a reforma.

Como se compreende, casos como este - e muitos são os portugueses que vivem abaixo ou no limiar da pobreza - não podem, de todo, preencher os requisitos impostos pela CGD e tão pouco dar-se ao luxo de pagar despesas de manutenção de uma conta que foram constrangidos a abrir para acolher a sua miséria.
O mais escandaloso é que seja justamente uma instituição bancária que ano após ano apresenta lucros fabulosos e que aposenta os seus administradores, mesmo quando efémeros, com «obscenas» pensões a vir exigir a quem mal consegue sobreviver que contribua para engordar os seus lautos proventos. É sem dúvida uma situação ridícula e vergonhosa, como lhe chama o nosso leitor, mas as palavras sabem a pouco quando se trata de enunciar tamanha indignidade. Esta é a face brutal do capitalismo selvagem que nos servem sob a capa da democracia, em que até a esmola paga taxa. Sem respeito pela dignidade humana e sem qualquer resquício de decência, com o único objectivo de acumular mais e mais lucros, eis os administradores de sucesso.

Cidadania é fazê-lo, é demonstrar esta pouca vergonha que nos atira para a miserabilidade social.

Este tipo de comentário não aparece nos jornais, tv's e rádios....Porque será ???

Recebido por email

sábado, 14 de junho de 2008

Facturas...

Factura da EDP

Comem-nos por todos os lados...

-Já repararam na factura da EDP que recebem em casa

-Contribuição Audiovisual pelo valor de 3.42 Euros???
-E porque temos nós, portuguesinhos, de pagar isto???
-Eu não pedi nada de Audiovisual... estou a pagar porquê e para quem???
-E para onde vai esse dinheiro???

E mais grave ainda:

Por que é que as escadas de condomínios também pagam os tais chamados euros para os audiovisuais? Temos televisão quando subimos as escada de casa?

E outra: por que é que a casota de campo para apoio agrícola, também paga
para os meios audiovisuais?

Só neste País, e com governos destes! É o que temos e não há outro.

-1 milhão de facturas dá mais de 3 milhões de Euros... Onde anda esse
dinheiro???

-Eu quero saber... e se me disserem que é para a RTP eu exijo a devolução
do dinheiro. Afinal pago a TVCabo para ter TV, outros pagam a TVTel, outros a Cabovisão, etc.

Recebido por email

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Com a corda na garganta

Urge desfazer o laço


A quem me estiver a ler, aqui fica esta reflexão:

Acham que o problema é só dos que têm vindo para a rua protestar? Dos que tiveram a coragem de fazer greves e paralisações? Acham que são todos uns perigosos comunistas que vos roubarão a casa e o pão que ainda comem?

Estão contentes e felizes com este governo e ainda acreditam na propaganda dele?

Julgo que não. E mais:

quando vos dizem que:

não há outra forma de equilibrar o famigerado deficit senão aumentar escandalosamente os impostos que todos nós e as pequenas médias empresas religiosamente pagam, por que razão não se cobra a quem mais lucro especulativo tem?

A que título não existe um imposto sobre as grandes fortunas?

A que título se permite ao capital financeiro e especulativo “residir” nos chamados off-shores (incluindo o da Madeira) e, à banca, pagar menos IRC do que qualquer empresa nacional produtiva?

A que título uma “elite” parasitária saltita do parlamento e cargos governamentais para conselhos de administração de empresas públicas, acumulando chorudas indemnizações, subsídios e reformas?

Pensem nisso.

E, depois, digam-me lá se preferem continuar a ser explorados ou se dispõem a lutar pela vossa dignidade e sobrevivência.

Espero que o façam. Para bem de todos nós e do país que é o nosso.

terça-feira, 27 de maio de 2008


Anarquia

Esta anarquia branda e mansa

em que vivemos

chamada economia global

ao serviço do capital

esta anarquia violenta e feroz

militar-industrial

em que as vítimas

somos todos nós

esta anarquia

sem rosto nem Estado

nasceu e vive

na superpotência

que a comanda e guia

esta anarquia imperial

esquecida da História

que não ignora

tece dia a dia

a corda que nos estrangula

agora

esta anarquia ditatorial

canta como um cisne

à beira do final

e afinal

nunca passará do escorpião

morto com seu ferrão

a estrebuchar no chão

sem pão

Álvaro

25 de Novembro de 2002

sexta-feira, 23 de maio de 2008

EM PORTUGAL, ESTA DISTÂNCIA É A MAIOR DA UNIÃO EUROPEIA

quinta-feira, 17 de abril de 2008

ATÉ QUANDO?


SALDO NEGATIVO

Dói muito mais arrancar um cabelo a um europeu
que amputar uma perna, a frio, a um africano.
Passa mais fome um francês com três refeições por dia
que um sudanês com um rato por semana.
É muito mais doente um alemão com gripe
que um indiano com lepra.
Sofre muito mais uma americana com caspa
que uma iraquiana sem leite para os filhos.
É mais perverso cancelar o cartão de crédito a um belga
que roubar o pão da boca a um tailandês.
É muito mais grave deitar um papel para o chão na Suíça
que queimar uma floresta inteira no Brasil.
É muito mais intolerável o chador de uma muçulmana
que o drama de mil desempregados em Espanha.
É mais obscena a falta de papel higiénico num lar sueco
que a de água potável em dez aldeias do Sudão.
É mais inconcebível a escassez de gasolina na Holanda
que a de insulina nas Honduras.
É mais revoltante um português sem telemóvel
que um moçambicano sem livros para estudar.
É mais triste uma laranjeira seca num colonato hebreu
que a demolição de um lar na Palestina.
Traumatiza mais a falta de uma Barbie uma menina inglesa
que a visão do assassínio dos pais a um menino ugandês
e isto não são versos; isto são débitos
numa conta sem provisão do ocidente.

Fernando Correia Pina in “Política Operária”