
Mostrar mensagens com a etiqueta Escritores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Escritores. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 6 de julho de 2009
sábado, 27 de junho de 2009
Helen Keller...foi Escritora e Ativista Social...
Helen Adams Keller (Tuscumbia, 27 de junho de 1880 — Westport, 1 de junho de 1968) foi uma escritora, conferencista e ativista social estadunidense.Nascida no Alabama, foi dos maiores exemplos de que as deficiências sensoriais não são obstáculos para se obter sucesso.
Helen Keller foi uma extraordinária mulher, triplamente deficiente, que ficou cega e surda, desde tenra idade, devido a uma doença diagnosticada na época como febre cerebral (hoje acredita-se que tenha sido escarlatina).
Superou todos os obstáculos, tornando-se uma das mais notáveis personalidades do nosso século. Ela sentia as ondulações dos pássaros através dos cascos e galhos das árvores de algum parque onde ela passeava.
Tornou-se uma célebre escritora, filósofa e conferencista, uma personagem famosa pelo extenso trabalho que desenvolveu em favor das pessoas portadoras de deficiência. Anne Sullivan foi sua professora, companheira e protetora.
A história do encontro entre as duas é contada na peça The Miracle Worker, de William Gibson, que virou o filme O Milagre de Anne Sullivan, em 1962, dirigido por Arthur Penn (em Portugal, O Milagre de Helen Keller).
Índice
1 Vida
2 Obra
3 Ver também
4 Ligações externas
Etiquetas:
Ativista Social,
Escritores,
Helen Keller
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Joaquim Manuel de Macedo...foi um Escritor Brasileiro...
Joaquim Manuel de Macedo (Itaboraí, 24 de junho de 1820 — Rio de Janeiro, 11 de abril de 1882) foi um médico e escritor brasileiro.Biografia
Em 1844, Joaquim Manuel de Macedo, formou-se em Medicina no Rio de Janeiro, e no mesmo ano estreou na literatura com a publicação daquele que viria a ser seu romance mais conhecido, "A Moreninha", que lhe deu fama e fortuna imediatas.
Além de médico, Macedo foi jornalista, professor de Geografia e História do Brasil no Colégio Pedro II, e sócio fundador, secretário e orador do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, desde 1845.
Em 1849, fundou, juntamente com Gonçalves Dias e Araújo Porto-Alegre, a revista Guanabara, que publicou grande parte do seu poema-romance A nebulosa — considerado por críticos como um dos melhores do Romantismo.
Foi membro do Conselho Diretor da Instrução Pública da Corte (1866).Abandonou a medicina e criou uma forte ligação com Dom Pedro II e com a Família Imperial Brasileira, chegando a ser preceptor e professor dos filhos da Princesa Isabel.
Macedo também atuou decisivamente na política, tendo militado no Partido Liberal, servindo-o com lealdade e firmeza de princípios, como o provam seus discursos parlamentares, conforme relatos da época.
Durante a sua militância política foi deputado provincial (1850, 1853, 1854-59) e deputado geral (1864-1868 e 1873-1881). Nos últimos anos de vida padeceu de problemas mentais, morrendo pouco antes de completar 62 anos.
Obra
Nas letras, Joaquim Manuel de Macedo foi romancista, poeta, cronista literário e dramaturgo. Sua obra é extensa e fez grande sucesso na época.
Havia, entre os críticos, o argumento de que ele abusou sentimentalismo muito ao gosto popular, daí seu enorme sucesso de público. Os críticos, entretanto, não negam que Macedo foi cronista aberto e analítico do Rio de Janeiro do final do Império.
Sua grande importância literária está no fato de ser considerado um dos fundadores do romance no Brasil e, certamente, um dos principais responsáveis pela criação do teatro no Brasil. "A Moreninha" certamente foi a primeira obra da Literatura Brasileira a alcançar êxito de público e é um dos marcos do Romantismo no Brasil.
Lançado em 1844, "A Moreninha" é tido como o primeiro romance publicado no país, embora tenha sido precedido por "O Filho do Pescador", de Teixeira e Sousa, que, entretanto, é tido como uma obra menor, desenvolvida a partir de um enredo pouco articulado e confuso."A Moreninha" constituiu-se numa pequena revolução literária no Brasil imperial, inaugurando o romance brasileiro, e é até hoje é reeditado com relativo sucesso e ainda é lido com prazer.
Estudiosos da obra macediana observam que a protagonista do romance, Carolina, é uma clara alusão à personalidade e ao comportamento de Maria Catarina de Abreu Sodré, sua esposa e prima-irmã do poeta Álvares de Azevedo.
Em sua obra, Joaquim Manuel de Macedo descreve com linguagem simples e raro senso de observação os usos e costumes da sociedade carioca de seu tempo, e a vida familiar e privada daquela época, quando o país ainda estava nas primeiras décadas de sua independência.
Na sua obra teatral, Macedo preocupou-se antes com a pintura realista do ambiente social, cultural, político e econômico da sua época do que com o universo psicológico dos seus personagens.
Seus dramas, escritos em verso, são artificiais e afetados, suas comédias, porém, são importantes documentos dos costumes da sociedade carioca da época.
Além de "A Moreninha", Macedo escreveu ainda outros dezessete romances, dezesseis peças de teatro e um livro de contos
.
Canto V - A Mãe
.
Mas é noite; em seu manto de papoulas
A's donzelas acolhe um brando sono.
Em vasta sala que as janelas abre
Para o remanso de escolhidas flores,
Descansa a Peregrina; em doces ondas
De perfumes fagueiras vêm as auras
Brincar com as telas de virgíneo leito;
Da mãe de Deus a imagem sacrossanta
Em áureo quadro à cabeceira pende
Dorme feliz a cândida donzela,
E das roupas finíssimas e brancas
Sob as quais lindas formas se desenham,
Um colo, que no alvor supera a neve,
E um rosto divinal surgem formosos,
Onde estão os encantos pululando
Através das madeixas atrevidas,
Que soltas vão pousar no seio e face,
Nublando graças que paixões acendem.
Um braço nu, que das cobertas foge,
Tipo de perfeição meigo se dobra,
As telas conchegando ao níveo seio,
Instinto de pudor, inda no sono.
D'uma janela aos zéfiros aberta
Vê-se no Céu a lua, e a lua afável
De luz derrama enchentes sobre o leito,
Contemplando, qual anjo adormecido,
Imersa a Peregrina em seus fulgores.
(in A Nebulosa)
.
Mas é noite; em seu manto de papoulas
A's donzelas acolhe um brando sono.
Em vasta sala que as janelas abre
Para o remanso de escolhidas flores,
Descansa a Peregrina; em doces ondas
De perfumes fagueiras vêm as auras
Brincar com as telas de virgíneo leito;
Da mãe de Deus a imagem sacrossanta
Em áureo quadro à cabeceira pende
Dorme feliz a cândida donzela,
E das roupas finíssimas e brancas
Sob as quais lindas formas se desenham,
Um colo, que no alvor supera a neve,
E um rosto divinal surgem formosos,
Onde estão os encantos pululando
Através das madeixas atrevidas,
Que soltas vão pousar no seio e face,
Nublando graças que paixões acendem.
Um braço nu, que das cobertas foge,
Tipo de perfeição meigo se dobra,
As telas conchegando ao níveo seio,
Instinto de pudor, inda no sono.
D'uma janela aos zéfiros aberta
Vê-se no Céu a lua, e a lua afável
De luz derrama enchentes sobre o leito,
Contemplando, qual anjo adormecido,
Imersa a Peregrina em seus fulgores.
(in A Nebulosa)
Etiquetas:
Brasil,
Escritores,
Joaquim Manuel de Macedo
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Erich Maria Remarque...foi um Escritor Alemão...
Erich Maria Remarque, pseudónimo de Erich Paul Remark (Osnabrück, 22 de Junho de 1898 — Locarno, 25 de Setembro de 1970) foi um escritor alemão.Biografia
Erich Paul Remark nasceu no seio de uma família trabalhadora e católica alemã. Com 18 anos partiu para as trincheiras durante a Primeira Guerra Mundial, onde foi ferido várias vezes. Depois da guerra mudou o seu nome para Remarque e teve diversos empregos, incluindo bibliotecário, homem de negócios, professor, e editor.
Em 1929, Remarque publicou o seu trabalho mais famoso Im Westen nichts Neues (A oeste nada de novo em Portugal e Nada de novo no front no Brasil), com o pseudónimo Erich Maria Remarque (mudando o seu nome do meio em honra da sua mãe).
Escreveu mais alguns livros de conteúdo semelhante, numa linguagem simples e emotiva, que descrevia a guerra e o pós-guerra.
Em 1933, os nazis baniram e queimaram os livros de Remarque. A propaganda do partido afirmava que ele era descendente de judeus franceses, e que o seu verdadeiro nome era Kramer (o seu nome original lido de trás para a frente).
Há ainda algumas biografias que confirmam isto, apesar da falta de provas.
Viajou para a Suíça, em 1931, e em 1939 emigrou para os Estados Unidos da América, com a sua primeira esposa, Ilsa Jeanne Zamboui, com quem se casou e divorciou duas vezes. Tornaram-se cidadãos estadunidenses em 1947.
Por fim, casou com a actriz Paulette Goddard, em 1958, e permaneceram casados até à data da sua morte em 1970, na Suíça.
Etiquetas:
Alemanha,
Erich Maria Remarque,
Escritores
domingo, 21 de junho de 2009
Machado de Assis...foi o maior nome da Literatura Brasileira...70º aniversário do seu nascimento...
Joaquim Maria Machado de Assis (Rio de Janeiro, 21 de junho de 1839 — Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1908) foi um poeta, romancista, dramaturgo, contista, jornalista e teatrólogo brasileiro, considerado como o maior nome da literatura brasileira, de forma majoritária entre os estudiosos da área.Sua extensa obra constitui-se de nove romances e nove peças teatrais, 200 contos, cinco coletâneas de poemas e sonetos, e mais de 600 crônicas.
Machado assumiu cargos públicos ao longo de toda sua vida, passando pelo Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas, Ministério do Comércio e pelo Ministério das Obras Públicas.
A obra ficcional de Machado de Assis tendia para o Romantismo em sua primeira fase, mas converteu-se em Realismo na segunda, na qual sua vocação literária obteve a oportunidade de realizar a primeira narrativa fantástica e o primeiro romance realista brasileiro em Memórias Póstumas de Brás Cubas (sua magnum opus).
Ainda na segunda fase, Machado produziu obras que mais tarde o colocariam como especialista na literatura em primeira pessoa (como em Dom Casmurro, onde o narrador da obra também é seu protagonista).
Como jornalista, além de repórter, utilizava os periódicos para a publicação de crônicas, nas quais demonstrava sua visão social, comentando e criticando os costumes da sociedade da época, como também antevendo as mutações tecnológicas que aconteceriam no século XX, tornando-se uma das personalidades que mais popularizou o gênero no país.
Índice
1 Biografia
2 Estilos literários
-2.1 Machado de Assis e o Social
-2.2 Machado e o determinismo
3 Obra
-3.1 Romance
-3.2 Conto
-3.3 Teatro
-3.4 Crítica
-3.5 Poesia
-3.6 Produção literária
---3.6.1 Alguns contos
4 Academia Brasileira de Letras
5 Representações na cultura
6 Machado de Assis e o xadrez
7 Notas
8 Referências
9 Ligações externas
.
Sonho Circular
.
A bela dama ruiva e descansada,
De olhos longos, macios e perdidos,
Co'um dos dedos calçados e compridos
Marca a recente página fechada.
.
Cuidei que, assim pensando, assim colada
Da fina tela aos flóridos tecidos,
Totalmente calados os sentidos,
Nada diria, totalmente nada.
.
Mas, eis da tela se despega e anda,
E diz-me: - "Horácio, Heitor, Cibrão, Miranda,
C. Pinto, X. Silveira, F. Araújo,
.
Mandam-me aqui para viver contigo.
"Ó bela dama, a ordens tais não fujo.
Que bons amigos são! Fica comigo.
Etiquetas:
Brasil,
Escritores,
Literatura brasileira,
Machado de Assis,
Poesia,
Poetas
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Óscar Bento Ribas...foi um Escritor Angolano...
Óscar Bento Ribas (Luanda, Angola, 17 de Agosto de 1909 — 19 de Junho de 2004) foi um escritor angolano.Biografia
É filho de pai português, Arnaldo Gonçalves Ribas, natural de Guarda (Portugal), e de mãe angolana, Maria da Conceição Bento Faria, natural de Luanda. Fez os estudos primários e secundários em Luanda, tendo passado pelo Seminário-Liceu de Luanda.
Poucos anos depois da criação do Liceu Salvador Correia de Luanda, viria em dois anos a concluir aí o 5º ano.Após uma estada em Portugal onde estudou aritmética comercial, regressa a Angola indo empregar-se na Direcção dos Serviços de Fazenda e Contabilidade.
Residiu sucessivamente nas cidades de Novo Redondo, actual Sumbe, e Benguela, Ndalantando e Bié. Foi em Benguela que aos 22 anos de idade se começaram a manifestar os primeiros sinais da doença que, 14 anos depois, o levaria à cegueira definitiva aos 36 anos de idade.
Considerado fundador da ficção literária moderna angolana, após António de Assis Júnior, Óscar Ribas iniciou a sua actividade literária nos tempos de estudante do Liceu.
A sua primeira fase de publicações começa com duas novelas: Nuvens que passam em 1927 e Resgate de uma falta em 1929.Segue-se a segunda fase com Flores e espinhos (1948), Uanga (1950) e Ecos da minha terra (1952).
No dizer do ensaísta e crítico literário Mário António, "Nesta última fase se inicia a prospecção da africanidade na obra de Óscar Ribas" para a qual contribuíu decisivamente " sua Mãe, D. Maria Bento Faria, protótipo das senhoras africanas do outro tempo, mantendo vivas as fontes originais da sua própria sabedoria".
Em toda a produção literária posterior, Óscar Ribas demonstra na verdade uma propensão pouco comum entre os escritores da sua geração e mesmo em gerações posteriores.
Revela-se profundamente preocupado com os temas da literatura oral, filologia, religião tradicional e filosofia dos povos de língua kimbundu.
Destas preocupações resultam a sua bibliografia dos anos 60, nomeadamente:· Ilundo - Espíritos e Ritos Angolanos (1958,1975);· Missosso 3 volumes (1961,1962,1964); · Alimentação regional angolana (1965);· Izomba - Associativismo e recreio (1965);· Sunguilando - Contos tradicionais angolanos (1967, 1989)· Kilandukilu - Contos e instantâneos (1973);· Tudo isto aconteceu - Romance autobiográfico (1975);· Cultuando as musas - poesia (1992);Dicionário de Regionalismos angolanos.
Óscar Ribas foi por diversas vezes distinguido com prémios e títulos honoríficos: Prémio Margaret Wrong (1952), Prémio de Etnografia do Instituto de Angola (1959), Prémio Monsenhor Alves da Cunha (1964).
Quanto a títulos, com que foi agraciado: membro titular da Sociedade brasileira de Folk-lore (1954), Oficial da ordem do infante do governo português (1962), medalha Gonçalves Dias pela Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1968), Diploma de Mérito da Secretaria de Estado da Cultura ( 1989).
Etiquetas:
Angola,
Escritores,
Óscar Bento Ribas
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Almada Negreiros....foi Pintor, Escritor e Poeta...
José Sobral de Almada Negreiros (Trindade, S. Tomé, 7 de Abril de 1893 — Lisboa, 15 de Junho de 1970) foi um artista multidisciplinar, pintor, escritor, poeta, ensaísta, dramaturgo e romancista português ligado ao grupo modernista.
Também foi um dos principais colaboradores da Revista Orpheu
Também foi um dos principais colaboradores da Revista Orpheu
Biografia
.
Canção da Saudade
.
Se eu fosse cego amava toda a gente.
Se eu fosse cego amava toda a gente.
.
Não é por ti que dormes em meus braços que sinto amor. Eu amo a minha irmã gemea que nasceu sem vida, e amo-a a fantazia-la viva na minha edade.
Não é por ti que dormes em meus braços que sinto amor. Eu amo a minha irmã gemea que nasceu sem vida, e amo-a a fantazia-la viva na minha edade.
..
Tu, meu amor, que nome é o teu? Dize onde vives, dize onde móras, dize se vives ou se já nasceste.
Tu, meu amor, que nome é o teu? Dize onde vives, dize onde móras, dize se vives ou se já nasceste.
.
Eu amo aquella mão branca dependurada da amurada da galé que partia em busca de outras galés perdidas em mares longissimos.
Eu amo aquella mão branca dependurada da amurada da galé que partia em busca de outras galés perdidas em mares longissimos.
.
Eu amo um sorriso que julgo ter visto em luz do fim-do-dia por entre as gentes apressadas.
Eu amo um sorriso que julgo ter visto em luz do fim-do-dia por entre as gentes apressadas.
.
Eu amo aquellas mulheres formosas que indiferentes passaram a meu lado e nunca mais os meus olhos pararam nelas.
Eu amo aquellas mulheres formosas que indiferentes passaram a meu lado e nunca mais os meus olhos pararam nelas.
.
Eu amo os cemiterios - as lágens são espessas vidraças transparentes, e eu vejo deitadas em leitos florídos virgens núas, mulheres bellas rindo-se para mim.
Eu amo os cemiterios - as lágens são espessas vidraças transparentes, e eu vejo deitadas em leitos florídos virgens núas, mulheres bellas rindo-se para mim.
.
Eu amo a noite, porque na luz fugida as silhuetas indecisas das mulheres são como as silhuetas indecisas das mulheres que vivem em meus sonhos.
Eu amo a noite, porque na luz fugida as silhuetas indecisas das mulheres são como as silhuetas indecisas das mulheres que vivem em meus sonhos.
.
Eu amo a lua do lado que eu nunca vi.
Eu amo a lua do lado que eu nunca vi.
.
Se eu fosse cego amava toda a gente.
Se eu fosse cego amava toda a gente.
Etiquetas:
Almada Negreiros,
Escritores,
Literatura,
Pintores,
Poesia,
Poetas
domingo, 14 de junho de 2009
Jorge Luis Borges...foi um Escritor e Poeta Argentino...
Jorge Luis Borges Acevedo (Buenos Aires, 24 de Agosto de 1899 — Genebra, 14 de Junho de 1986) foi um escritor, poeta, tradutor, crítico e ensaísta argentino mundialmente conhecido por seus contos e histórias curtas.Biografia
Segundo um estudo de Antonio Andrade, Jorge Luis Borges tem ascendência portuguesa: o bisavô de Borges, Francisco, teria nascido em Portugal em 1770 e vivido na localidade de Torre de Moncorvo, situada no Norte de Portugal, antes de emigrar para a Argentina, onde teria casado com Cármen Lafinur.
Jorge Luis Borges nasceu em Buenos Aires, capital da Argentina, filho do advogado Jorge Guillermo Borges e de Leonor Acevedo Haedo. Aos sete anos de idade já teria revelado ao pai que seria escritor.
Aos nove, escreve seu primeiro conto, "La visera fatal", inspirado em um episódio de Dom Quixote. Em 1914, muda-se, com os pais, para a Europa, morando inicialmente em Genebra, na Suíça, onde conclui seus estudos, e depois na Espanha.
Em 1921, retorna a Buenos Aires, onde participa ativamente da efervescente vida cultural da cidade. Em 1923, publica seu primeiro livro de poemas, "Fervor de Buenos Aires". Iniciava-se, assim, uma das mais brilhantes carreiras literárias do século XX.
Borges morreu em Genebra, onde está sepultado, por opção pessoal.Borges foi um ávido leitor de enciclopédias.
Obra
Sua obra se destaca por abordar temáticas como filosofia (e seus desdobramentos matemáticos), metafísica, mitologia e teologia, em narrativas fantásticas onde figuram os "delírios do racional" (Bioy Casares), expressos em labirintos lógicos e jogos de espelhos.
Ao mesmo tempo, Borges também abordou a cultura dos Pampas argentinos, em contos como O morto, "Homem da esquina rosada" e "O sul".
Lida com campanhas militares históricas, como a guerra argentina contra os índios durante a presidência, entre outros, do escritor Domingo Faustino Sarmiento; trata-as, porém, como pano de fundo para criações fictícias, como em História do Guerreiro e da Cativa. E rende homenagem à literatura pregressa de seu país em contos em que se apropria do mitológico Martín Fierro: Biografia de Tadeo Isidoro Cruz (1829-1874) e "O fim".
Entre seus contos mais conhecidos e comentados podemos citar A Biblioteca de Babel, O Jardim de Veredas que se Bifurcam, "Pierre Menard, autor do Quixote" (para muitos a pedra angular de sua literatura) e Funes, o Memorioso, todos do livro Ficções (1944) - além de "O Zahir", "A escrita do Deus" e O Aleph (que dá seu nome ao livro de que consta, publicado em 1949).
A partir da década de 50, afetado pela progresiva cegueira, Borges passou a se dedicar a poesia, produzindo obras notáveis como "A cifra" (1981), "Atlas" (um esboço de geografia fantástica, 1984) e "Os conjurados" (1985), sua última obra.
Também produziu prosa ("Outras inquisições", ensaios, 1952; "O livro de areia", contos, 1975), notando-se o claro influxo da cegueira.
.
A Chuva
.
A tarde bruscamente se aclarou,
.
A tarde bruscamente se aclarou,
porque já cai a chuva minuciosa.
Cai e caiu. A chuva é só uma coisa
que o passado por certo freqüentou.
Quem a escuta cair já recobrou
o tempo em que a fortuna venturosa
uma flor lhe mostrou chamada rosa
e a cor bizarra do que cor tomou.
Esta chuva que treme sobre os vidros
alegrará nuns arrabaldes idosas
negras uvas de uma parra em horto
que não existe mais. A umedecida
tarde me traz a voz, a voz querida
de meu pai que retorna e não é morto.
Etiquetas:
Escritores,
Jorge Luis Borges,
Literatura,
Poesia,
Poetas
domingo, 7 de junho de 2009
Paulo Leminski...foi Poeta e Escritor...
Paulo Leminski Filho (Curitiba, 24 de agosto de 1944 — Curitiba, 7 de junho de 1989) foi um escritor, poeta, tradutor e professor brasileiro. Era, também, faixa-preta de judô.Índice
1 Biografia
2 Obra poética
3 Obra em prosa
4 Biografias
5 Traduções
6 Produção musical
6.1 Gravações em parceria (Letras de Paulo Leminski e música dos parceiros)
7 Literatura infanto-juvenil
8 Biografias sobre Leminski
9 Estudos sobre a obra de Leminski
10 Ligações externas
1 Biografia
2 Obra poética
3 Obra em prosa
4 Biografias
5 Traduções
6 Produção musical
6.1 Gravações em parceria (Letras de Paulo Leminski e música dos parceiros)
7 Literatura infanto-juvenil
8 Biografias sobre Leminski
9 Estudos sobre a obra de Leminski
10 Ligações externas
.
Sem Budismo
.
Poema que é bom acaba zero a zero.
Poema que é bom acaba zero a zero.
Acaba com. Não como eu quero.
Começa sem. Com, digamos, certo verso,
veneno de letra, bolero. Ou menos.
Tira daqui, bota dali, um lugar, não caminho.
Prossegue de si. Seguro morreu de velho,
e sozinho.
Etiquetas:
Escritores,
Literatura brasileira,
Paulo Leminski,
Poesia,
Poetas
domingo, 31 de maio de 2009
Boris Pasternak...Foi um Escritor e Poeta Russo...Prémio Nobel de Literatura...
Boris Leonidovitch Pasternak (Moscou, 10 de fevereiro de 1890 — Peredelkino, 31 de maio de 1960) foi um poeta e romancista russo.Biografia
Filho de um professor de pintura e de uma pianista, teve uma juventude em uma atmosfera cosmopolita. Estudou Filosofia na Alemanha e retornou a Moscou em 1914, ano em que publicou sua primeira coleção de poesias.
Durante a Primeira Guerra Mundial ele ensina e trabalha em uma usina química dos Urais, o que lhe deu matéria para a sua famosa saga Doctor Zhivago anos mais tarde.
Pasternak caiu em desgraça com as autoridades soviéticas durante os anos 1930; acusado de subjetivismo, ele conseguiu, no entanto, não ser enviado a um Gulag.
Foi-lhe atribuído o Prêmio Nobel de Literatura em 1958, mas ele não foi autorizado a recebê-lo por razões políticas.
Na Rússia é mais conhecido como poeta do que romancista, em virtude que o livro Dr. Jivago não fez muito sucesso na antiga União Soviética por motivos políticos.
Sobre "Doutor Jivago"
Em 1958, Boris Pasternak publicou seu mais conhecido trabalho no mundo ocidental: o romance Doctor Zhivago (no português, Doutor Jivago). O livro não pôde ser publicado na então União Soviética, devido às críticas feitas ao regime comunista na obra.
Os originais do livro foram contrabandeados para fora da "Cortina de Ferro" e editados na Itália, tornando-se rapidamente em um verdadeiro best-seller, fazendo de Pasternak vencedor do Prêmio Nobel de Literatura.
Entretanto, pelo fato de ser um livro proibido pelo governo de Moscou, Pasternak foi impedido de receber o Nobel e acabou sendo obrigado a devolver a honraria.
A proibição da publicação de Dr. Jivago dentro da União Soviética vigorou até 1989, quando a política de abertura de Mikhail Gorbatchev, então líder da URSS, liberou a publicação da obra. Somente neste ano, os russos puderam conhecer a saga de Jivago.
Em 1965, Doutor Jivago ganhou uma adaptação para o cinema, com Omar Shariff, no papel principal. O filme ficou famoso também por sua grande trilha sonora, Theme´s Lara. Entretanto, Pasternak não viveu para ver seu livro adaptado para as telas. Ele morreu em 1960.
Etiquetas:
Boris Pasternak,
Escritores,
Literatura,
Poetas,
Prémio Nobel de Literatura,
Rússia
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Ian Fleming...foi um escritor britânico e criador de James Bond...
Sir Ian Lancaster Fleming (Londres, 28 de Maio de 1908 — Cantuária, 12 de Agosto de 1964) foi um jornalista, escritor e agente do serviço secreto britânico durante a Segunda Guerra Mundial. Tornou-se célebre por ter criado o personagem James Bond, mais conhecido como 007.Índice
1 Biografia
2 Segunda guerra mundial
3 Carreira como escritor
4 Bibliografia
5 Curiosidades
Etiquetas:
Escritores,
Ian Fleming,
Inglaterra,
James Bond
domingo, 24 de maio de 2009
Ferreira de Castro...foi Escritor...
José Maria Ferreira de Castro nasceu em Salgueiros, vila Oliveira de Azeméis, Portugal, no dia 24 de maio de 1898 e foi um escritor português.Biografia
Filho de José Eustáquio Ferreira de Castro e D. Maria Rosa Soares de Castro, Ferreira Castro viveu boa parte de sua infância nesse modesto local.
Em 1904 entra na escola primária de Ossela. Dois anos depois passa por sérios problemas financeiros por causa da perda do pai.
Em 1911 emigra para Belém do Pará - Brasil, onde trabalhar, por cerca de quatro anos, em um seringal da floresta Amazônica. Essa fase, vivida em regime de semi-escravidão, proporcionou-lhe o contato com os sofrimentos e injustiças vividos pelo povo local, o que lhe serviu de "inspiração" para escrever o romance "A selva", publicado em 1930.
Por volta de 1914 deixa o Seringal e vai para Belém - PA. Os anos seguintes lhe são muito duros, pois tem que se submeter a trabalhos humildes para conseguir manter-se.
Em 1916 consegue publicar o romance "Criminoso por Ambição", cuja distribuição era feita por ele mesmo.A partir daí começa a colaborar com alguns jornais locais (Jornal dos Novos e a Cruzada). No entanto a vida ainda lhe castiga muito e o escritor chega a viver em estado de extrema miséria.
Sua situação começa a melhorar somente em 1917 quando funda, juntamente com o também português João Pinto Monteiro, um seminário intitulado "Portugal".
Em 1919, já com a situação financeira regularizada, Ferreira Castro viaja pelo Brasil e faz vários contatos importantes. No entanto, retorna a Portugal com a intenção de seguir carreira literária. Em 1920, funda, com Nuno Romano, o jornal "O Luso", que tinha a intenção de aproximar o Brasil de Portugal.Esse periódico se extingue alguns meses depois e, novamente, Ferreira Castro vive em estado de extrema miséria.
Pouco a pouco, começa criar relações com pessoas que lhe abrem o caminho na vida jornalística. Começa também a produzir e publicar romances: Carne Faminta - 1920; O Êxito fácil - 1923; Sangue Negro - 1923; A boca da esfinge - 1924; A morte Redimida - 1925 etc.
Segundo o professor Massaud Moisés, esses romances são todos de "duvidosa valia a tal ponto que mais tarde o escritor os renegaria". Apesar da "duvidosa valia" essas obras, somadas a vários artigos escritos por Ferreira Castro, fazem com que ele se re-estabeleça financeiramente e chegue a ser eleito, em 1927, "Presidente do Sindicato dos Profissionais da Imprensa".
Ainda nesse ano passa a viver com Diana de Lis.
Em 1928 funda e dirige, junto com Campos Monteiro, o magazine "Civilização".
Ainda nesse ano, publica o romance "Emigrantes", que, além de receber elogios da critica em Portugal, marca também o início definitivo de sua carreira de escritor.
Em 1930 publica "A Selva", na qual resgata as experiências vividas na Amazônia.Esse romance tornou-se um grande sucesso tanto em Portugal como no Brasil. Isso porque a obra trata dos problemas sociais vividos pelo povo da região Amazônia com objetividade e extremo senso crítico.
Em 30 de Maio deste ano morre sua companheira Diana de Lis. Angustiado, interrompe suas atividades literárias e abandona a direção do magazine "Civilização".
A obra "Eternidade" publicada em 1933, marca o seu retorno as atividades literárias, que se prolonga até a sua morte, ocorrida em 29 de Junho de 1974 na cidade do Porto.
Ferreira de Castro teve seus livros traduzidos para vários idiomas.
Sem sombra de dúvidas, as obras mais importantes de sua carreira são "Emigrantes" e "A Selva", pois são consideradas precursoras do Neo-Realismo em Portugal.
Outras obras de obras de destaque:
Eternidade - 1933;
Terra fria - 1934;
Tempestade - 1940;
A lã e a neve - 1947;
A curva da Estrada - 1950;
A missão - 1954;
O Instinto Supremo - 1968;
Etiquetas:
Escritores,
Ferreira de Castro,
Literatura
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Victor Hugo...foi um Escritor Francês do séc.XIX...
Victor-Marie Hugo (Besançon, 26 de fevereiro de 1802 — Paris, 22 de maio de 1885) foi um escritor e poeta francês de grande atuação política em seu país. É autor de Les Misérables, sua melhor peça e de Notre-Dame de Paris, entre diversas outras obras.
Índice
1 Vida
2 Pensamento político
3 Discursos
4 Extratos
-4.1 Argumentação contra a proibição de "Marion Delorme"
-4.2 Diálogo entre Combeferre e Enjolras em "Os Miseráveis"
5 Obra
6 Referências
7 Ligações externas
.
Frases
.
"Saber exactamente qual a parte do futuro que pode ser introduzida no presente é o segredo de um bom governo".
.
"O maior sonho dos heróis é ser grande em todos os lugares e pequeno com o seu pai."
.
"A melancolia é a felicidade de estar triste."
.
"Resistimos à invasão dos exércitos; não resistimos à invasão das idéias."
.
"A verdade é como o Sol. Ela permite-nos ver tudo, mas não deixa que a olhemos."
.
"Não ter nada para fazer é a felicidade das crianças e a infelicidade dos velhos."
.
"O maior sonho dos heróis é ser grande em todos os lugares e pequeno com o seu pai."
.
"A melancolia é a felicidade de estar triste."
.
"Resistimos à invasão dos exércitos; não resistimos à invasão das idéias."
.
"A verdade é como o Sol. Ela permite-nos ver tudo, mas não deixa que a olhemos."
.
"Não ter nada para fazer é a felicidade das crianças e a infelicidade dos velhos."
Etiquetas:
Escritores,
França,
Literatura,
Victor Hugo
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Morre aos 88 anos o poeta e escritor uruguaio Mario Benedetti...
O escritor uruguaio Mario Benedetti morreu neste domingo, 17, em Montevidéu aos 88 anos. Benedetti, que tinha um estado de saúde bastante delicado, estava em sua casa, na capital uruguaia, quando morreu.No ano passado, o escritor foi hospitalizado quatro vezes em Montevidéu devido a diversos problemas físicos.
A primeira vez foi entre janeiro e fevereiro de 2008, após sofrer uma enterocolite que fez com que ficasse desidratado. Já em março ele foi internado com problemas respiratórios, enquanto a terceira vez se deu em maio do ano passado por causa de um quadro clínico instável geral.
Após a última vez em que Benedetti foi hospitalizado, de 24 de abril até 6 de maio, o escritor recebeu alta e voltou para casa, após 12 dias internado pelo agravamento de uma doença intestinal crônica.
Biografia
Filho de Brenno Benedetti e Matilde Farugia, Mario Benedetti nasceu em 14 de Setembro de 1920, em Paso de Los Toros, Tacuarembó, Uruguai.
Aos quatro anos de idade sua família muda-se para Montevidéu. Inicia seus estudos no Celógio Alemão de Montevidéu, onde fica até 1933.
Em 1934 ingressa na Escuela Raumsólica de Logosofía. Permanece apenas um ano e em seguida parte para o Liceu Miranda. Mas por problemas financeiros, acaba por seguir seus estudos de maneira auto-didata. Desde os quatorze anos trabalha na empresa Will L. Smith S.A., da Argentina.
Em 1949 torna-se membro do conselho de redação da revista literária Número, uma das revistas mais destacadas na época. Participa ativamente no movimento contra o Tratado Militar com os EUA, sua primeira ação como militante. Ainda nesse ano, ganha o Prêmio do Ministério de Instrução Pública, por sua primeira antologia de contos, Esta Mañana.
Em 1971 participa ativamente da vida política uruguaia, como membro do Movimiento 26 de Marzo. É nomeado diretor do Departamento de Literatura Hispanoamericana na Faculdade de Humanidades e Ciencias da Universidade da República, de Montevidéu.
Sob o Golpe de Estado de 27 de Junho de 1973, Mario Benedetti renuncia ao cargo na Universidade. Por suas posições políticas, deve deixar o Uruguai, partindo para o exílio em Buenos Aires, Argentina.
Posteriormente, exila-se no Peru, onde foi detido e deportado, indo imediatamente, em 1976, para Cuba.
Volta ao Uruguai em 1983, inciando o autodenominado período de desexílio, motivo de muitas obras. Em 1986 recebe o Prêmio Jristo Botev da Bulgária, por sua obra poética e ensaística.
Desde os anos 50 até hoje a obra de Mario Benedetti foi contemplada com muitos prêmios e homenagens, dentre eles o título de Doutor Honoris Causa, em 1997, pela Universidade de Alicante, Espanha.
Depois do falecimento de sua tão estimada esposa Luz López, em Abril de 2006, vítima de Alzheimer, Mario Benedetti se mudou definitivamente para sua residência no bairro Central de Montevidéu.
Em função dessa mudança, dôou parte de sua biblioteca pessoal ao Centro de Estudos IberoAmericanos Mario Benedetti da Universidade de Alicante, Espanha.
Benedetti escreveu mais de 80 livros de poesia, romances, contos e ensaios, assim como roteiros para cinema.
Ele já recebeu os prêmios Ibero-americano José Martí (2001) e Internacional Menéndez Pelayo (2005).
A última obra publicada, o poemário "Testigo de Uno Mismo", foi apresentada em agosto do ano passado. Antes da última entrada no hospital, Benedetti estava trabalhando em um novo livro de poesia cujo título provisório é "Biografía para Encontrarme".
Seus livros foram traduzidos para mais 20 idiomas e é considerado um autor do primeiro plano da literatura latino-americana contemporânea.
.
Coração couraça
.
.
Porque te tenho e não
porque te penso
porque a noite está de olhos abertos
porque a noite passa e digo amor
porque vieste a recolher tua imagem
porque és melhor que todas tuas imagens
porque és linda desde o pé até a alma
porque és boa desde a alma a mim
porque te escondes doce no orgulho
pequena e docecoração couraça
porque és minha
porque...
.
porque te penso
porque a noite está de olhos abertos
porque a noite passa e digo amor
porque vieste a recolher tua imagem
porque és melhor que todas tuas imagens
porque és linda desde o pé até a alma
porque és boa desde a alma a mim
porque te escondes doce no orgulho
pequena e docecoração couraça
porque és minha
porque...
.
Te quero
.
.
Tuas mãos são minha carícia
Meus acordes cotidianos
Te quero porque tuas mãos
Trabalham pela justiça
Se te quero é porque tu és
Meu amor, meu cúmplice e tudo
E na rua lado a lado
Somos muito mais que dois
Teus olhos são meu conjuro
Contra a má jornada
Te quero por teu olhar
Que olha e semeia futuro
Tua boca que é tua e minha
Tua boca [...]
Meus acordes cotidianos
Te quero porque tuas mãos
Trabalham pela justiça
Se te quero é porque tu és
Meu amor, meu cúmplice e tudo
E na rua lado a lado
Somos muito mais que dois
Teus olhos são meu conjuro
Contra a má jornada
Te quero por teu olhar
Que olha e semeia futuro
Tua boca que é tua e minha
Tua boca [...]
Etiquetas:
Escritores,
Literatura,
Mario Benedetti,
Poesia,
Poetas,
Uruguay
domingo, 17 de maio de 2009
Zélia Gattai...foi Escritora e esposa de Jorge Amado...
Zélia Gattai Amado (São Paulo, 2 de julho de 1916 — Salvador, 17 de maio de 2008) foi uma escritora, fotógrafa e memorialista (como ela mesma preferia denominar-se) brasileira, tendo também sido expoente da militância política nacional durante quase toda a sua longa vida, da qual partilhou cinqüenta e seis anos casada com o também escritor Jorge Amado, até a morte deste.Biografia
Zélia Gattai, filha de imigrantes italianos, cresceu em São Paulo e, com a família, participou do movimento anarquista, que contava com adesões entre os imigrantes italianos, espanhóis e portugueses, no início do século 20. Aos 20 anos, casou-se com o intelectual e militante comunista Aldo Veiga, com quem teve o filho Luiz Carlos, em 1942.
Zélia conheceu seu segundo marido, Jorge Amado em 1945, quando ambos trabalhavam pela anistia dos presos políticos. A partir de então, Zélia trabalhou ao lado do marido, auxiliando no processo de preparação e revisão dos originais de seus livros.
Em 1946, com a eleição de Jorge Amado para a Câmara Federal, o casal mudou-se para o Rio de Janeiro, onde nasceu o filho João Jorge, em 1947.
Um ano depois, com o Partido Comunista declarado ilegal, Jorge Amado perdeu o mandato, e a família foi para o exílio em Paris, onde permaneceu por três anos.
Nesse período Zélia fez os cursos de Civilização Francesa, Fonética e Língua Francesa, na Sorbonne. Depois a família viveu na Tchecoslováquia por dois anos, onde nasceu a filha Paloma.
No exílio Zélia começou a fazer fotografias, registrando, em imagens, os momentos importantes da vida do escritor baiano. Na Europa o casal conheceu personalidades como Pablo Neruda, Jean-Paul Sartre e Picasso, entre outras.Retornando ao Brasil em 1952, Zélia foi morar no apartamento do sogro, no Rio de Janeiro.
Em 1963, fixou residência na casa do Rio Vermelho, em Salvador na Bahia, onde tinha um laboratório, tendo lançado a fotobiografia de Jorge Amado intitulada "Reportagem Incompleta".
Aos 63 anos de idade, começou a escrever suas memórias. O livro de estréia - "Anarquistas, Graças a Deus" - recebeu o Prêmio Paulista de Revelação Literária de 1979. Alguns de seus livros foram traduzidos para o francês, o italiano, o espanhol, o alemão e o russo.No dia 06 de agosto de 2001 Zélia perdeu seu companheiro.
No mesmo ano foi eleita para a Academia Brasileira de Letras, para a cadeira 23, anteriormente ocupada por Jorge Amado, que teve Machado de Assis como primeiro ocupante e José de Alencar como patrono.Em 31 de março de 2008, a escritora foi internada com dores abdominais no Hospital Aliança, em Salvador.
A situação de Zélia se agravou e no dia 17 de abril a escritora foi transferida para o Hospital da Bahia, onde passou por uma cirurgia de desobstrução do intestino. Ao longo do procedimento, foi confirmada a existência de um tumor benigno, que foi retirado.
Em 16 de maio desse ano, o estado de saúde da escritora, que respirava com a ajuda de aparelhos, se agravou.
Ao final da tarde, foi divulgada sua morte.
Entre suas obras, além das já mencionadas, podem citar-se: "Um Chapéu para Viagem", 1982 (memórias); "Jardim de Inverno", 1988 (memórias); "Pipistrelo das Mil Cores", 1989 (infantil); "Crônica de uma Namorada", 1995 (romance); "A Casa do Rio Vermelho", 1999 (memórias); "Vacina de Sapo e Outras Lembranças", 2005 (memórias).
.
... VIAJO QUANDO FALAS DO AMADO,
ME DEIXA ENCANTADA,COM TANTO AMOR;
EM DEVANEIO... NAVEGO,
SUFOCANDO MINHA IMENSA DOR.
...ADMIRO QUANDO FALAS,
DO AMADO,
SINTO AS PALAVRAS ,
ELAS ME DEIXAM INEBRIADA.
VIAJO EM DEVANEIO,
ENCANTADA COM TANTO AMOR.
ME DEIXA ENCANTADA,COM TANTO AMOR;
EM DEVANEIO... NAVEGO,
SUFOCANDO MINHA IMENSA DOR.
...ADMIRO QUANDO FALAS,
DO AMADO,
SINTO AS PALAVRAS ,
ELAS ME DEIXAM INEBRIADA.
VIAJO EM DEVANEIO,
ENCANTADA COM TANTO AMOR.
Etiquetas:
Brasil,
Escritores,
Literatura brasileira,
Zélia Gattai
Subscrever:
Mensagens (Atom)


