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sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Angústias presidenciais na silly season

E o estado do país

A nossa economia é um bom exemplo de um modelo económico que gera e se alimenta da pobreza. Se a economia cresce os nossos economistas, liderados por Vítor Constâncio, aconselham moderação salarial para não pôr em perigo, se a nossa economia entra em crise os mesmos economistas pedem exactamente o mesmo para recuperar a competitividade. O resultado é óbvio, com crise ou sem crise a melhoria do rendimento dos mais pobres é um perigo para a nossa economia.

Se o défice das contas públicas entra em descontrolo são os menos ricos que devem suportar os sacrifícios, é que enquanto o dinheiro destes serve para sobreviver e onde comem dois comem três, o dinheiro dos ricos é sagrado pois esse dinheiro é o “capital”, tem de ser apaparicado para não fugir para outras paragens.

Mas não se pode mexer nesta situação sempre por causa da famosa crise, umas vezes para que esta não se agrave e outras para que não regresse. Nestas condições a procura interna é exígua e quando aumenta há o consequente aumento do recurso ao crédito internacional, mas se diminuir a crise é ainda maior, isto é, para que a procura interna aumentem os lucros das nossas empresas é necessário, em primeiro lugar, que os menos ricos se endividem. Como os lucros das empresas aumentam a economia cresce e surgem as pressões inflacionistas. É necessário combatê-las e Constâncio lá aparece a justificar o aumento das taxas de juro decididas pelo BCE, para que a economia continuem a crescer a bom ritmo é necessário controlar o crédito.

Entretanto, como os ricos enriquecem porque a economia cresce e os salários estão controlados, ou porque a economia estagna e os salários reduzem em termos reais, os ricos ficam ainda mais ricos, podem investir no seu bem-estar pessoal, compram no estrangeiro quase tudo o que consomem. O défice comercial aumenta e a única forma é reduzir o consumo e a única forma de os conseguir é reduzindo os rendimentos disponíveis. Ora, não se pode subtrair rendimentos aos mais ricos, o seu dinheiro é capital e além disso continuariam a ter dinheiro para consumir bens importados, a única solução é controlar o rendimento dos menos ricos. Foi isso que disse o último relatório do FMI que António Borges aproveitou para manifestar as suas preocupações com a economia portuguesa.

Temos portanto um modelo económico que sobrevive aumentando as desigualdades sociais e como os pobres já nada mais têm para espremer chegou a vez da classe média. E quando se atingem os rendimentos da classe média a procura interna ainda fica mais moribunda, incapaz de gerar procura de bens de qualidade e estimular novos investimentos virados para essa procura interna. A solução é sempre a mesma exportar, mas para exportar é necessário concorrer com salários baixos e, em consequência, impõe-se a redução dos salários com condição para assegurar a competitividade externa.

Este país precisa de uma profunda reflexão sobre o seu modelo económico, é preciso encontrar soluções para que o crescimento económico se traduza em progresso social e não apenas em mais balconistas e serventes de pedreiro, é preciso que se perceba de uma vez por todas que uma economia de pobres é uma economia pobre e que as assimetrias na distribuição do rendimento são uma das principais causas do nosso subdesenvolvimento.

Não é enriquecendo os mais ricos que a nossa economia crescerá de forma sustentada aproximando-se dos padrões de desenvolvimento económico e social (esquecem-se sempre do social) europeu. O problema da economia portuguesa não é haverem poucos ricos, é existirem demasiados pobres, pobres profissionalmente pouco qualificados que produzem pouco e mal remunerados que consomem ainda menos.

É preciso dar a volta a este modelo. A solução passa por mais educação mas também passa por políticas de rendimentos e pró mais justiça social. Não há nenhuma economia rica que se alimente da injustiça social.

Aditamento: O que terá Cavaco de tão importante para interromper as férias para fazer uma comunicação ao país? Não acredito que nos venha dizer que aprendeu a nadar ou que casou em segredo com Manuela Ferreira Leite em Las Vegas. Como aparentemente nada de importante justifica tanto nervosismo, com um obscuro assessor a assegurar que se Cavaco vai falar é porque é mesmo importante lá tenho que roer as unhas até à hora do telejornal.

Recebido por email

Pois é! Mas como todos já tivemos oportunidade de constatar, o que menos preocupa Cavaco Silva é o modelo económico que nos empobrece dia a dia.

Sua Excª veio aflito comunicar ao país que os Açores lhe querem roubar poderes…

Se não fosse patético, visto bastar-lhe uma carta ao parlamento expondo as suas angústias, dava para rir à gargalhada.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Portugal, país de ricalhaços bem falantes


O PIB (produto interno bruto) em Portugal foi segundo dados de 2006 de 145 mil milhões de €uros. Em 2007 houve um aumento (cerca de 1,9%) e para 2008 o Banco de Portugal prevê um ligeiro aumento de 0,9%. Ou seja, no final do corrente ano o nosso PIB será de 149 mil milhões de €uros.Este meu intróito nada tem a ver com razões económicas pois deixo as mesmas para os entendidos.Tem a ver, isso sim, com um autêntico atentado, diria mais, um grandioso embuste de ordem social, moral, ética e porque não política.

DADOS

4,9 % do PIB é quanto representam as 8 (OITO) maiores fortunas portuguesas. Ou seja, estes oito super-capitalistas controlam cerca de OITO MIL MILHÕES DE EUROS. À cabeça vem o anafado Américo Amorim com 4,6 mil milhões de euros, seguido do inevitável Belmiro de Azevedo com uns “miseráveis” 1,3 MIL MILHÕES DE EUROS. Bastante próximo vêm o homem dos diamantes Joe Berardo, seguido de Horácio Roque “dono” do BANIF e de outras tretas sem importância. Digo também que qualquer destes “ilustres” já foi agraciado pelos sucessivos Presidentes da República com Comendas diversas e têm nas suas “barracas” com piscina uma vitrina cheia de medalhas, medalhinhas e medalhões de diversas procedências.

ENTRETANTO…

No mesmo país em que estes abutres sugam o sangue e o suor dos portugueses, vivem DOIS MILHÕES DE POBRES (com tendência para aumentar), NOVENTA MIL PORTUGUESES PASSAM FOME, crianças vão para a escola sem ingerir qualquer alimento, a sopa dos “pobres” serve diariamente só em Lisboa cerca de SEISCENTAS “REFEIÇÕES” (com tendência para aumentar), o aumento da procura das casas de penhores aumentou 50 % em relação a 2007, a imigração volta a níveis nunca antes atingidos, nem mesmo nos idos anos sessenta, etc...

CONCLUSÃO

Que andamos nós a fazer para permitir este tipo de país?Será que somos assim tão dementes, ignorantes, analfabetos, subservientes, atrasados e parvos? Penso que não.Não será tempo de levantarmo-nos, unirmo-nos e lutarmos pela justiça e pelo nosso (de todos), bem-estar e vida digna?

OS CULPADOS

1 – Governantes corruptos (casos não faltam), incompetentes (são aos molhos) e ignorantes (todos eles)
2 – Actual sistema político. Só beneficia os poderosos em detrimento do Povo

SOLUÇÃO DE SALVAÇÃO NACIONAL

1 – Um governo efectivamente de esquerda, que governe para o Povo.
2 – Nacionalização dos sectores básicos da economia. (GALP, EDP, BRISA, LUSOPONTE, entre outras)
3 – Convocar os “donos” da banca e seguradoras e submete-los a: quem manda é o governo e não eles.
4 – Denunciar/suspender o acordo com os USA’s sobre a Base das Lajes.
5 – Suspender os acordos e desacordos com a UE, até o Povo se pronunciar em referendo se quer ou não pertencer à UE.
6 – Suspender a construção do novo aeroporto, TGV e outras obras megalómanas, até que: se acabe com a fome, as pensões de miséria, o desemprego, a precariedade, o capitalismo e que haja saúde e a educação gratuitas, uma casa condigna para todos, infantários gratuitos para os filhos dos trabalhadores, centros de dia para os pensionistas com pensões mais baixas, etc.. Depois sim, podem fazer os aeroportos e os TGV’s que quiserem.
7 – Julgar todos os governantes que estiveram directa ou indirectamente ligados a negócios lesivos para o Povo.
8 - ………………
9 – Acrescentem vocês….

Publicada por ferroadas em 13.6.08

domingo, 22 de junho de 2008

Não lhe chega a mama...


In Expresso
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Palavras para quê?
Quando é que os portugueses decidem acabar de vez com este verdadeiro saque?

domingo, 1 de junho de 2008

VALE MAIS TARDE DO QUE NUNCA

Alegre defende nacionalizações se for preciso

A esquerda "colonizada pelo neoliberalismo", ao nível das ideias e da linguagem, precisa de "libertar-se" dessa companhia disse, ontem, Manuel Alegre. O ex-candidato à Presidência da República, que participava num debate no Porto, defendeu também, se for caso disso, a renacionalização de sectores estratégicos da economia portuguesa.

O debate promovido pela corrente "Opinião Socialista" do PS/ Porto tinha como tema "Nova Esquerda e desigualdade: que políticas?" Manuel Alegre não fugiu à pergunta e aproveitou para criticar a política seguida pelo Governo. O deputado socialista tem mesmo dúvidas se as desigualdades diminuíram durante a governação de José Sócrates.

"Não há provas de que haja menos pobreza do que em 2004", referiu. O ano de 2004 é a data do estudo recentemente divulgado sobre os índices de desigualdade em Portugal. No debate parlamentar, quinta-feira, o primeiro-ministro garantia que as desigualdades e a pobreza não estavam a aumentar. Ontem, Manuel Alegre afirmou que "não há indicadores a demostrar que a situação é hoje melhor". Mas "também não podemos provar que é pior, não sabemos se é melhor ou pior".

Para Alegre, a esquerda só combaterá de forma eficaz as desigualdades se se libertar das ideais e da linguagem do neoliberalismo que a "colonizou" nos últimos anos. O ca- pitalismo, disse, não é a etapa última da História. "Há muita gente a viver mal em Portugal, em dificuldade, e a classe média está a empobrecer. É preciso encontra soluções" para a crise "deste modelo de sociedade". O grande de combate da esquerda nos dias que correm, segundo Alegre, é saber se é possível ou não outra lógica na economia.

Durante o debate - que contou ainda com a participação de André Freire e Adão e Silva -, o deputado defendeu o direito do Estado a "renacionalizar" algumas empresas estratégicas. "Pode haver situações em que sejam necessárias nacionalizações para a própria sobrevivência da democracia". É uma hipótese, sublinhou, que "a esquerda tem de ter coragem de encarar".

Não é proibido, nem o Tratado de Roma impede, o Estado de voltar a renacionalizar empresas, disse o ex-candidato à Presidência da República, que terça-feira participa numa festa-comício com o Bloco Esquerda e renovadores comunistas. "Quero é um Estado que saia da clandestinidade e assuma as suas responsabilidades de combater as desigualdades".

O deputado socialista mostrou-se muito crítico em relação à forma com o Governo do seu partido está também a actuar na área da educação . "Não pode governar para as estatísticas", disse, e, por outro lado, "desconsiderando os professores, não será possível qualquer reforma".

A tendência para "diabolizar o que é público e divinizar o que é privado" - ser funcionário público em Portugal "é um acto de resistência" - de igual modo mereceu comentário negativo de Manuel Alegre.

In DN

quarta-feira, 28 de maio de 2008

O PIOR CEGO É O QUE NÃO QUER VER

NA CAPA DO DN


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Ninguém cometeu maior erro do que aquele que não fez nada, só porque podia fazer muito pouco.

Edmund Burke

terça-feira, 27 de maio de 2008

MÁRIO SOARES LANÇA AVISO À NAVEGAÇÃO


Não posso dizer que tenha ficado surpreendido com o Relatório da União Europeia (Eurostat) e o trabalho, coordenado pelo Prof. Alfredo Bruto da Costa, do Centro de Estudos para a Intervenção Social (CESIS), intitulado "Um olhar para a pobreza em Portugal", divulgados há dias, que coincidem em alertar para o facto de a "pobreza e as desigualdades sociais se estarem a agravar em Portugal". Surpreendido não fiquei. Mas chocado e entristecido, isso sim, por Portugal aparecer na cauda dos 25 países europeus - a Roménia e a Bulgária ainda não fazem parte da lista - nos índices dos diferentes países, quanto à pobreza e às desigualdades sociais e, sobretudo, quanto à insuficiência das políticas em curso para as combater.

Recentemente, cerca de 20 mil cidadãos portugueses, impulsionados pela Comissão Justiça e Paz, dirigiram à Assembleia da República um apelo aos legisladores para aprovarem uma Lei que considere a pobreza uma violação dos Direitos Humanos. Foi uma manifestação de consciência cívica e de justa preocupação moral - que partilho - quanto à pobreza crescente na sociedade portuguesa. E acrescento: a revolta quanto às escandalosas desigualdades sociais, que igualmente crescem, fazendo de Portugal, trinta e quatro anos depois da generosa Revolução dos Cravos, o país da União Europeia socialmente mais desigual e injusto, ombreando, à sua escala, naturalmente, com a América de Bush... Ora, a pobreza e a riqueza (ostensiva e muitas vezes inexplicável) são o verso e o reverso da mesma moeda e o espelho de uma sociedade a caminho de graves convulsões. Atenção, portanto.

Eu sei que o mal-estar social e as dificuldades relativas ao custo de vida que, hoje, gravemente afectam os pobres, mas também a classe média - e se tornaram, subitamente, muito visíveis, por força da comunicação social - vêm de fora e têm, evidentemente, causas externas. Entre outras: o aumento do preço do petróleo, que acaba de atingir 135 dólares o barril; a queda do dólar, moeda, até agora de referência; o subprime ou crédito malparado, em especial concedido à habitação (a bolha imobiliária); a falência inesperada de grandes bancos internacionais e as escandalosas remunerações que se atribuem os gestores e administradores; o aumento insólito do preço dos géneros alimentares de primeira necessidade (cereais, arroz, carne, peixe, frutas, legumes, leite, ovos, etc.); a desordem geostratégica internacional (com as guerras do Afeganistão, do Iraque e do Líbano, a instabilidade do Paquistão, o eterno conflito israelo-palestiniano e as guerras em África); o desequilíbrio ambiental que, a não ser de imediato corrigido, põe o Planeta em grande risco; a agressiva concorrência dos países emergentes, que antes não contavam; etc...

Tudo isto configura uma situação de crise profundíssima a que a globalização neoliberal conduziu o Mundo, como tantas vezes disse e escrevi. Uma crise financeira, em primeiro lugar, na América, que está a alargar-se à União Europeia, podendo vir a transformar-se, suponho, numa crise global deste "capitalismo do desastre", pior do que a de 1929. Uma crise também de civilização que está a obrigar-nos a mudar de paradigma, tendo em conta os países emergentes, e os seus problemas internos específicos, uma vez que o Ocidente está a deixar de ser o centro do mundo. Não alimentemos ilusões.

Claro que com o mal dos outros - como é costume dizer--se - podemos nós bem. É uma velha frase que hoje deixou, em muitos casos, de fazer sentido. Vivemos num só Mundo em que tudo se repercute e interage sobre tudo.

No entanto, no nosso canto europeu, deveremos fazer tudo o que pudermos, numa estratégia concertada e eficaz, para combater a pobreza - há muito a fazer, se houver vontade política para tanto - e também para reduzir drasticamente as desigualdades sociais. Até porque, como têm estado a demonstrar os países nórdicos - a Suécia, a Dinamarca, a Finlândia - as políticas sociais sérias estimulam o crescimento, contribuem para aumentar a produção e favorecem novos investimentos. Este é o objectivo geostratégico para o qual deveremos caminhar, se quisermos evitar convulsões e conflitos.

Depois de duas décadas de neoliberalismo, puro e duro - tão do agrado de tantos que se dizem socialistas, como desgraçadamente Blair - uma boa parte da Esquerda dita moderada e europeia parece não ter ainda compreendido que o neoliberalismo está esgotado e prestes a ser enterrado, na própria América, após as próximas eleições presidenciais. A globalização tem de ser, aliás, seriamente regulada, bem como o mercado, que deve passar a respeitar regras éticas, sociais e ambientais.

Em Portugal, permito-me sugerir ao PS - e aos seus responsáveis - que têm de fazer uma reflexão profunda sobre as questões que hoje nos afligem mais: a pobreza; as desigualdades sociais; o descontentamento das classes médias; e as questões prioritárias, com elas relacionadas, como: a saúde, a educação, o desemprego, a previdência social, o trabalho. Essas são questões verdadeiramente prioritárias, sobre as quais importa actuar com políticas eficazes, urgentes e bem compreensíveis para as populações. Ainda durante este ano crítico de 2008 e no seguinte, se não quiserem pôr em causa tudo o que fizeram, e bem, indiscutivelmente, para reduzir o deficit das contas públicas e tentar modernizar a sociedade. Urge, igualmente, fortalecer o Estado, para os tempos que aí vêm, e não entregar a riqueza aos privados. Não serão, seguramente, eles que irão lutar, seriamente, contra a pobreza e reduzir drasticamente as desigualdades.

Já uma vez, nestes últimos anos, escrevi e agora repito: "Quem vos avisa vosso amigo é." Há que avançar rapidamente - e com acerto - na resolução destas questões essenciais, que tanto afectam a maioria dos portugueses. Se o não fizerem, o PCP e o Bloco de Esquerda - e os seus lideres - continuarão a subir nas sondagens. Inevitavelmente. É o voto de protesto, que tanta falta fará ao PS em tempo de eleições. E mais sintomático ainda: no debate televisivo da SIC que fizeram os quatro candidatos a Presidentes do PPD/PSD, pelo menos dois deles só falaram nas desigualdades sociais e na pobreza, que importa combater eficazmente. Poderá isso relevar - dirão alguns - da pura demagogia. Mas é significativo. Do que sentem os portugueses. Não lhes parece?...|

In DN


sexta-feira, 23 de maio de 2008

EM PORTUGAL, ESTA DISTÂNCIA É A MAIOR DA UNIÃO EUROPEIA

quinta-feira, 22 de maio de 2008

BASTA DE EXPLORAÇÃO


Portugal foi hoje apontado em Bruxelas como o Estado-membro com maior disparidade na repartição dos rendimentos, ultrapassando mesmo os Estados Unidos nos indicadores de desigualdade.

O Relatório Sobre a Situação Social na União Europeia (UE) em 2007 conclui que os rendimentos se repartem mais uniformemente nos Estados-membros do que nos Estados Unidos. «Apenas Portugal apresenta um coeficiente superior ao dos EUA», sublinha ainda o documento.

O relatório é o principal instrumento que a Comissão Europeia utiliza para acompanhar as evoluções sociais nos diferentes países europeus. Os indicadores de distribuição dos rendimentos mostram que os países mais igualitários na distribuição dos rendimentos são os nórdicos, nomeadamente a Suécia e Dinamarca.

«Portugal distingue-se como sendo o país onde a repartição é a mais desigual», salienta o documento que revela não haver qualquer correlação entre a igualdade de rendimentos e o nível de resultados económicos. Mas se forem comparados os coeficientes de igualdade de rendimentos dos Estados-membros com o respectivo PIB (Produto Interno Bruto) por habitante constata-se que os países como um PIB mais elevado são, na sua generalidade, os mais igualitários.

Diário Digital / Lusa