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sábado, 30 de maio de 2009

Tiro no pé

Coincidindo com a caça ao voto em tudo o que é sítio neste pobre país, os deputados dos partidos políticos com assento parlamentar acabam de praticar mais um acto inqualificável mas que os define bem.

No editorial do DN, pode ler-se: vergonha, falta de respeito, desprezo. Todas estas palavras se aplicam ao novo fracasso da eleição do provedor de Justiça. O que ontem aconteceu na Assembleia da República foi uma vergonha, para o Parlamento e para a democracia porque revelou uma falta de sentido de Estado tremenda, designadamente de PS e PSD, e, tal como sublinhou o Presidente da República, "atinge a credibilidade das instituições democráticas".

O ainda titular, Nascimento Rodrigues, escreve no portal da instituição na Internet que "o Provedor de Justiça é, na essência, um elo de ligação entre os cidadãos e o Poder". Um elo ao qual os deputados, pelos vistos, dão pouca importância. Todos os dias negoceiam em sede parlamentar acordos sobre os mais variados interesses, mas consensualizar um nome para um cargo que nem sequer tem poder de decisão é lapidar sobre o respeito que os partidos (não) têm por aqueles que os elegem.

Ainda há portugueses que confiem nos políticos e nas promessas do partidos, e estejam dispostos a dar-lhes o seu voto?

Tiro no pé desta "democracia", em cheio.

sábado, 16 de maio de 2009

No parlamento europeu






Moral da história: os deputados europeus não são melhores nem piores do que os nossos, são iguais

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Olá. Não me digas que costumas trabalhar à Sexta-Feira

Almeida Santos e as faltas dos deputados:

« Não se paga aos deputados o suficiente para que sejam todos apenas profissionais. Quanto às justificações para as faltas, é verdade que a sexta-feira é, em si própria uma justificação, porque é véspera de fim-de-semana. Eu compreendo isso. Talvez esteja errado que as votações sejam à sexta-feira. Não julguemos também que ser deputado é uma escravatura, porque não é, nem pode ser. É preciso é arranjar horas para a votação que não sejam as horas em que normalmente seja mais difícil e mais penoso estar na Assembleia da República».

Os deputados ganham apenas 3708 euros de salário-base,mais 10% do salário para despesas de representação, entre outras regalias

http://www.inverbis.net/sistemapolitico/deputados-abonos-duplicam-vencimento.html

Para qualquer trabalhador, a sexta-feira é, em si própria uma justificação para faltar ao trabalho, aliás, acho que tal justificação está mesmo contemplada no novo código de trabalho.

Ser deputado não pode ser uma escravatura - escravatura é para os trabalhadores a recibos verdes, para os trabalhadores que acumulam horas em cima de horas sem a devida compensação, para os trabalhadores com horários tão flexíveis que não os conseguem conciliar com a vida familiar.

É, portanto, penoso estar na Assembleia da República à 6ªF...

pois o Sr. Almeida Santos não se apercebe de quão penoso é para nós ouvir frases tão ofensivas para quem, de facto, trabalha.

VALIA-LHE MAIS ESTAR CALADO!!!

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' Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas...'

Guerra Junqueiro, escrito em 1886

Recebido por email

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O título do dia

PS mantém animais no circo

Especialmente nos plenários da Assembleia da República

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A "sonsa" geração de deputados...

O deputado socialista Ricardo Rodrigues, muito hirto e sóbrio, acha que é normal os miúdos de Fafe serem grosseiramente interrogados por inspectores do Ministério da Educação; grave é a ministra ter sido impedida de visitar uma escola.
Estranho.
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De facto, trata-se do colapso de uma geração vencida. Ah, a graça que eles achavam quando os políticos eram recebidos com assobios e ovos, ou quando os "adolescentes rebeldes", coitadinhos, mostravam o rabo a Manuela Ferreira Leite.
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Adoravam quando alguém pespegava uma tarte na cara de um político e orgulhavam-se de passar pela ponte 25 de Abril (durante o bloqueio) sem pagar. Sofriam da euforia dos revolucionários, que os levava a insultar ministros ou a gritar palavrões aos adversários.
Agora, não.
Agora, respeitinho.
Dá pena.
Francisco José Viegas
in CM

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Abril...

Os deputados já não representam os eleitores. Dependem dos humores de membros de governos ou de directórios partidários que decidem em circuito fechado.
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Disse-se algumas vezes por estes dias que Portugal, em termos formais, vive em democracia. Isto para concluir que um dos grandes objectivos do 25 de Abril - um dos três "D" - foi cumprido. Acontece que ao elogiar a forma o que acaba por ressaltar é a dúvida sobre o conteúdo.É verdade que temos um Parlamento e que somos nós que escolhemos quem nos representa. Mas será que nos sentimos representados? A resposta, para muitos, porventura para a maioria, será negativa.
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A Assembleia da República, que deveria ser o porta-estandarte da nossa democracia, é hoje um órgão desacreditado. Foi, ao longo dos anos, completamente governamentalizada e partidarizada, com o que isso tem de pior. Os deputados já não representam os eleitores. Dependem dos humores de membros de governos ou de directórios partidários que decidem em circuito fechado. Agem em função das agendas e das conveniências de outros. Formalmente, os deputados continuam a ter o poder de decidir, na verdade não demonstram autonomia para decidir nada.
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Não surpreende, portanto, que vão surgindo propostas para mudanças no regime. Uma das possibilidades mais discutidas nos últimos anos tem sido a da criação de círculos uninominais. Com o argumento de que o vínculo do deputado com os eleitores seria mais forte do que o compromisso partidário.
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Para outros, bastaria a abrir a possibilidade de candidaturas de movimentos independentes à Assembleia da República. Mais radical ainda é a proposta para introduzir um regime presidencial, à imagem do sistema francês.
Qualquer delas merece pelo menos uma discussão séria.
A ver se evitamos cair definitivamente no pântano.
Rafael Barbosa
in JN

sábado, 18 de abril de 2009

O manicómio...

Os líderes parlamentares, em gesto de intocável beleza moral, resolveram nunca mais usar a palavra ‘autista’ para se sovarem na Assembleia. O ‘autismo’ é uma doença séria e o uso da palavra é um insulto para os ‘autistas’ e respectivas famílias.
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Nada a opor. O problema é que os delírios do pensamento politicamente correcto, quando começam, nunca mais acabam. E não se percebe como vão agir os nossos tribunos sempre que, no calor do debate, pretendam rebater intervenções ‘histéricas’, leis ‘cegas’ ou medidas governamentais ‘sem pernas para andar’.
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Eu, em nome da higiene verbal, evitava qualquer metáfora. E, em homenagem aos surdos-mudos, aconselhava os senhores deputados a trocarem a linguagem oral pela gestual, desde que isso não seja ofensivo para os manetas.
João Pereira Coutinho
in CM

terça-feira, 14 de abril de 2009

Vão trabalhar, malandros


PETIÇÃO EM PROL DE UMA VERDADEIRA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA

No ponto 7 do novo Regime de Presenças e Faltas dos Deputados em Plenários, recentemente aprovado pela Assembleia da República Portuguesa, numa descarada decisão em benefício próprio, pode ler-se que "a palavra do deputado faz fé, não carecendo por isso de comprovativos adicionais".

Face ao vergonhoso histórico, nomeadamente ao ocorrido a 5 de Dezembro de 2008, quando a ausência de 48 deputados impediu a aprovação de um projecto de resolução que recomendava ao Governo a suspensão da avaliação dos professores, esta medida protegerá ainda mais os deputados que, manifestamente, em número significativo, não têm dignificado o cargo que ocupam.

Notando a discrepância desta medida face a todas as outras que têm sido tomadas relativamente aos membros do funcionalismo público – sempre no sentido mais restritivo e penalizante –, a Secção Portuguesa do MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO propõe a alteração desse novo Regime de Presenças e Faltas dos Deputados em Plenários, no sentido de impedir o crónico absentismo de alguns, devendo exigir-se, para tal, que todas as faltas sejam devidamente justificadas, com todos os “comprovativos adicionais”.

Em prol de uma maior dignificação do cargo de Deputado, essencial para a nossa Democracia, a Secção Portuguesa do MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO propõe ainda:
- que, nas Eleições Legislativas, os Deputados possam ser eleitos como independentes ou em listas não partidárias;
- que todos os Deputados, ainda que integrados em listas partidárias, respondam em primeiro lugar aos Cidadãos que os elegeram e não aos respectivos Partidos, de modo a que jamais se possa de novo ouvir um Deputado dizer que votou num determinado sentido apenas por “disciplina partidária”, como, tantas vezes, tem acontecido.

Só assim, com Deputados que livremente representem aqueles que os elegeram e que não sejam apenas uma caixa de ressonância dos respectivos Partidos, teremos uma verdadeira Democracia Representativa.

Secção Portuguesa do MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
Comissão Coordenadora

Nota de apresentação: O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO é um movimento cultural e cívico recentemente criado, em associação com a NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI, que conta já com quase um milhar de adesões, de todos os países lusófonos.
A Comissão Coordenadora é presidida pelo Professor Doutor Paulo Borges (Universidade de Lisboa), Presidente da Associação Agostinho da Silva (sede do MIL).
A lista de adesões é pública – como se pode confirmar publicamente (
www.novaaguia.blogspot.com), são pessoas das mais diversas orientações culturais, políticas e religiosas, pessoas dos mais diferentes locais do país e de fora dele.

Se concorda com esta petição, pedimos-lhe que a subscreva e publicite.

Se quiser aderir ao MIL, basta enviar um mail: adesao@movimentolusofono.org
Indicar: nome, e-mail e área de residência.

PARA ASSINAR A PETIÇÃO:
http://www.gopetition.com/online/26885.html