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terça-feira, 2 de junho de 2009

Tiro ao alvo

Nacionalização do BPN

proposta num parágrafo

A decisão de nacionalizar o BPN baseou-se num parágrafo de sete linhas, constante no parecer do Banco de Portugal enviado ao Ministério das Finanças, dois dias antes da nacionalização.

É o que dá aplicar o simplex em inglês técnico.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Lucros na Banca...

Apesar da tão afamada “crise”, parece que há instituições que se dão bem com ela. Segundo informou o Banco Comercial Português (BCP), que é o maior banco privado português, os seus lucros foram de 106,7 milhões de euros, só no primeiro trimestre deste ano, o que equivale a um aumento de 625% relativamente ao ano passado.
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Começo a pensar se o excessivo lucro da banca privada, que só serve os seus administradores e accionistas, não estará directamente ligado com a “crise” e com a própria descapitalização das famílias portuguesas!?
Se quando um banco privado tem lucro, os seus accionistas ficam com ele, porque razão o Estado tem de suportar os custos quando algum tem prejuízos, mais ainda quando, alegadamente, essa situação surge por incompetência e até por processos fraudulentos?
Sinceramente, não entendo
in Blog Konversas

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Frase do dia

Existem várias formas de assaltar um banco.
A mais rentável é geri-lo.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

A Fisga


Offshores só acabam «se terminarem em todo o Mundo»

O empresário Horácio Roque defendeu o fim dos offshores «já amanhã», avisando, no entanto, que estes só podem acabar se isso acontecer em todo o Mundo, condição obrigatória para que os bancos possam operar em igualdade de circunstâncias.

«Os offshores só podem acabar quando terminarem para toda a gente e terminarem para todo o Mundo», disse Horácio Roque terça-feira à noite, na Figueira da Foz, durante uma tertúlia no Casino local.

O presidente do Banif deu o exemplo da city financeira de Londres, onde, frisou, existem offshores para determinado tipo de negócios «onde as operações [bancárias] têm condições especiais».

Diário Digital / Lusa

Mais uma boca à Senhor de La Palisse. Resta explicarem porque não fazem imediatamente isso.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

PREPARA-SE MAIS UM ROUBO PRATICADO PELA BANCA

POR FAVOR, ISTO DIZ RESPEITO A TODOS NÓS! REENCAMINHEM PARA O MAIOR
NÚMERO DE PESSOAS POSSÍVEL!

é preciso ultrapassar o 1.000.000 e ainda vai em 340.00

Levantamentos nas caixas ATM vai custar

1,50€

Os bancos preparam-se para nos cobrarem 1,50 Eur por cada
levantamento nas caixas ATM.
Isto é, de cada vez que levantar o seu dinheiro com o seu cartão, o
banco vai almoçar à sua conta. Este 'imposto' (é mesmo uma
imposição, e unilateral) aumenta exponencialmente os lucros dos bancos, que
continuam a subir na razão directa da perda de poder de compra dos
Portugueses.
Este é um assunto que interessa a todos os que não são banqueiros e
não têm pais ricos.

Quem não estiver de acordo e quiser protestar, assine a petição e

reencaminhe a mensagem para o maior número de pessoas conhecidas.


http://www.petitiononline.com/bancatms/
<http://www.petitiononline.com/bancatms/>


DIVULGUEM ESTE EMAIL, P.F.
JÁ CHEGA DE SERMOS ROUBADOS PELA BANCA AO COBRO DA LEI.

JÁ SÓ FALTA UMA PETIÇÃO PARA MUDAR A LEI.

POR FAVOR, ISTO DIZ RESPEITO A TODOS NÓS! REENCAMINHEM PARA O MAIOR
NÚMERO DE PESSOAS POSSÍVEL!


domingo, 26 de abril de 2009

Tiro no pé


Já faliram 27 bancos este ano só nos Estados Unidos

Encerramento de mais duas instituições

Tiro no pé da pátria do capitalismo.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Bilhete dirigido a um Banco, por um cliente preocupado




"Dada a crise internacional que assola os bancos neste momento, se um dos meus cheques for devolvido por "INSUFICIÊNCIA DE PROVISÃO", como é que eu poderei saber se isso se refere a mim ou a vocês?"

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Grande porcaria...

A crise económica não tem apenas coisas muito más. Nestes meses de recessão, desemprego, pobreza e desespero de muitas famílias, os indígenas lêem, vêem e ouvem, perplexos e indignados, histórias obscenas de uns tantos senhores e senhoras, altamente respeitáveis na sociedade lusa, que andaram anos e anos, impunemente, a roubar, de colarinho branco, gravata e bons vestidos, milhões e milhões.
É evidente que num sítio pobre, deprimido, manhoso, hipócrita e cada vez mais mal frequentado a fartura e ostentação de muita gentalha sempre levantou imensas dúvidas.
Os avisos, os alertas e os discursos bem-intencionados sobre a corrupção eram apenas palavras que o vento levava rapidamente para bem longe e a vidinha voltava rapidamente à normalidade da roubalheira consentida e organizada.
Algumas vozes mais inconformadas, como a de João Cravinho, eram prontamente caladas e enviadas para exílios dourados para não perturbarem a paz dos que andavam a roubar por tudo o que era banquinho, banqueta, banco, autarquia ou ministério.
O que tem a vindo a público sobre o que se passou durante estes anos no BPN é uma história de fazer arrepiar as pedras da calçada. E é natural que as pessoas se interroguem como é que só agora, que a peneira se estilhaçou com a crise financeira internacional, se descobre um roubo de tal dimensão.
E também é legítimo que os indígenas ponham as mãos na cabeça e percebam cada vez menos o verdadeiro alcance da nacionalização do banco fundado por Oliveira e Costa.
E se o BPN levanta imensas perplexidades, o caso do BPP e a intervenção apressada do Banco de Portugal é muito mais um caso de polícia do que outra coisa qualquer.
Acontece que nestes como em outros casos, como na extraordinária fortuna acumulada pelo presidente da Câmara de Braga, família e amigos, nem polícia nem a Justiça servem para grande coisa.
E já que andam para aí a destapar o pântano, seria muito bom que o senhor ministro das Finanças e a Caixa Geral de Depósitos explicassem muito bem o fabuloso negócio que fizeram com o senhor Manuel Fino, que vendeu metade das acções que tinha na Cimpor por um valor 25 por cento superior ao preço de mercado para amortizar uma dívida ao banco público.
Olhando de longe tudo isto, a ideia que fica é que a ladroagem decidiu cerrar fileiras para defender a democracia e as instituições dos ataques de uns bárbaros que odeiam ladrões, pântanos e porcarias.
António Ribeiro Ferreira
in CM

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A crise e a banca

"Se a crise global continuar, para o fim do ano somente dois bancos ficarão operacionais: o Banco de Sangue e o Banco de Esperma! Mais tarde estes 2 bancos serão fundidos, internacionalizados e passará a ser chamado: "The Bloody Fucking Bank""



domingo, 15 de fevereiro de 2009

Casos de polícia...

O BPN não foi o único banco nacional com gestão extravagante, digna de análise mais profunda de quem gosta de casos de polícia. No entanto, é nesta instituição de génese tão portuguesa, onde as fraudes, o compadrio, o gasto pornográfico de dinheiro em projectos sem sentido, mais se fizeram notar.
Rui Pedras, actual administrador, disse no Parlamento que as burlas de Oliveira e Costa são de maior dimensão do que as de Madoff, se tivermos em conta o peso no PIB. O buraco nas contas do BPN custará pelo menos 1,8 mil milhões de euros.
As loucuras e erros que, provavelmente de forma injusta, são todos atribuídos a Oliveira e Costa significam quatro dias de riqueza produzida em Portugal. O banqueiro detido não é o único culpado, mas de facto nunca tão poucos roubaram tanto aos contribuintes.
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- As audições parlamentares do BPN têm tido até agora uma vantagem. Demonstram a falta de vergonha e a colaboração interna do banco em enganar as autoridades, mas também deixam em claro a ineficiência da supervisão do Banco de Portugal. As operações delicadas podiam estar escondidas, mas a autoridade não procurou muito.
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- O último trimestre de 2008 foi desastroso. O primeiro de 2009 parece pior. Ninguém sabe quando esta tragédia acaba. E será que haverá retoma depois da crise?
Armando Esteves Pereira
in CM

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

sábado, 13 de dezembro de 2008

Belmiro de Azevedo contra ajuda do Governo aos bancos...

"Para que precisamos de tantos bancos e de um sistema financeiro muito eficaz se a actividade económica não funciona?", questionou o patrão da Sonae, num seminário, no Porto.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O esplendor da banca



Bangster - sinónimo universal e actual de gangster.
Neologismo derivado dos velhos mafiosos e ladrões que assaltavam bancos.

Mudaram-se os tempos e, actualmente, são os banqueiros que roubam e assaltam as economias dos cidadãos que as confiam e depositam em contas bancárias.
Para manter os bangster no seu esplendor, o Estado salva-os através do dinheiro dos contribuintes, transferindo o dinheiro dos nossos impostos para os bangster puderem continuar a roubar-nos.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Regular ou não regular...

A nacionalização do BPN ergueu de novo a discussão sobre a eficácia do Banco de Portugal enquanto entidade reguladora. A matéria já tinha sido esmiuçada quando o "caso BCP" rebentou e quando se descobriram, no âmbito da "Operação Furacão", movimentos de lavagem de dinheiro e de fuga ao Fisco.
A falta de correspondência entre o preço do barril do petróleo e o preço dos combustíveis pago nas gasolineiras motivou, igualmente, a colocação de reservas ao trabalho do regulador daquele sector. O que resulta daqui? Para o incauto contribuinte resulta uma dose de estupefacção, outra de indignação e outra, ainda maior, de insegurança.
A pergunta impõe-se: as entidades reguladoras existem? E servem para quê? Parece que existem.
Mas, a avaliar pelos casos que se vão conhecendo, não servem para muito. O problema ou está na competência de quem nelas manda, ou está nos instrumentos que quem nelas manda tem ao seu dispor para efectivamente regular - ou seja, para detectar manigâncias e abusos a tempo e para punir exemplarmente os prevaricadores. O problema também pode estar na conjugação destes dois factores com um outro de carácter político: os interesses que bailam em torno das instituições e das empresas alvo de regulação são suficientemente elevados para aconselharem cautela e caldos de galinha a quem regula.
A declaração do governador do Banco de Portugal de que só com a boa vontade dos regulados é possível chegar à fraude assusta qualquer mortal.
Ou Vítor Constâncio acredita que vivemos no mundo dos puros, o que não bate certo com a sua idade e com a sua experiência, ou toma-nos por tolos. As hipóteses são ambas graves. Se vivêssemos no mundo dos puros, a regulação seria dispensável. Como, tristemente, não vivemos no mundo dos puros, só há uma saída: perceber quais são os limites da actual regulação pública, melhorá-los e ter a coragem de usar mão firme, doa a quem doer. O contrário disto é o quê?
É a insuportável sensação de estarmos a ser enganados e, ainda por cima, ter que pagar por isso. Um país onde o Estado (nós todos) pode ser obrigado a indemnizar accionistas de um banco depois de estes terem contribuído, com actos ou omissões, para o descalabro desse mesmo banco é um país que promove a falcatrua como modo de vida.
A receita, contudo, não é correr à procura de mais regulação. A receita é melhor regulação. O pior que pode acontecer é que, na sequência destes sucessivos abalos, vença a tese dos que vêem no Estado interventor a solução para todos os males.
É um erro: os mercados funcionam tanto pior quanto maiores forem as restrições à liberdade económica. Para nosso bem, convém não confundirmos quantidade com qualidade.
in JN

terça-feira, 4 de novembro de 2008

A importância de ter sido...


Havia, antes do 25 de Abril, uma frase que se dizia para ridicularizar o sistema e mostrar como as "elites" de então se governavam.
"Mais importante do que ser do Governo, é ter sido".
Com efeito, com Salazar e Caetano, muita gente se "sacrificou" durante uns anos no Governo, garantindo depois a presidência de uma empresa, um conselho fiscal ou uma remuneração de luxo como consultor privilegiado. Hoje, chamar-se-ia a uma frase assim um "sound byte". Fica no ouvido e atinge o alvo com rapidez e eficácia.
Lembrei-me da frase a propósito do BPN, agora nacionalizado, à frente do qual esteve sempre José Oliveira e Costa, ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais no tempo de Cavaco Silva.
O banco era, aliás, frequentemente apontado como um paraíso onde destacados dirigentes do PSD eram, terminadas as tarefas governamentais e/ou partidárias, recebidos de braços abertos. Dias Loureiro, Daniel Sanches, outro ex-ministro da Administração Interna e ex-director do SIS, Rui Machete, actual presidente da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e ex-titular de diversos cargos governamentais pelo PSD, Amílcar Theias, ex-ministro do Ambiente de Durão Barrosso, Arlindo de Carvalho, ex-ministro da Saúde de Cavaco, Joaquim Coimbra, ex-membro de comissões políticas do PSD e, agora, um dos principais accionistas do banco, todos estes ocuparam cargos nos órgãos sociais do grupo.
Mencioná-los aqui, obviamente, não os torna culpados de coisa alguma, nem é esse o intuito. O objectivo é justificar como me ocorreu aquele "sound byte".
Há entre estes nomes gente muito competente do ponto de vista académico e político e há também gente que, se por um qualquer motivo não tivesse passado por um cargo político, levava o resto da vidinha recatadamente longe dos palcos da alta finança.
Mas neste caso BPN o que é realmente importante, e deverá ser analisado para evitar que o mesmo ocorra em casos futuros, é o tempo que o governador do Banco de Portugal demorou até reconhecer que era necessário intervir.
Muitos sinais que hoje são reconhecidos como evidentes alertas de irregularidades graves foram ignorados por quem detinha a obrigação da supervisão bancária. Pensar que isso aconteceu porque no BPN estava "gente conhecida" não faz sentido nenhum.
O que faz sentido é criar novos mecanismos de controlo de forma a que o Banco de Portugal garanta que intervém a tempo e que os contribuintes não verão uma fatia importante dos seus impostos a cobrir erros, artimanhas, habilidades ou negócios ilícitos de quem quer que seja.
José Leite Pereira
in JN

sábado, 1 de novembro de 2008

A Banca nacionalizou o Governo...

Quando o Ministério das Finanças anunciou que o Governo vai prestar uma garantia de 20 mil milhões de euros aos bancos até ao fim do ano, respirei de alívio.
Em tempos de gravíssima crise mundial, devemos ajudar quem mais precisa. E se há alguém que precisa de ajuda são os banqueiros.
De acordo com notícias de Agosto deste ano, Portugal foi o país da Zona Euro em que as margens de lucro dos bancos mais aumentaram desde o início da crise.
Segundo notícias de Agosto de 2007, os lucros dos quatro maiores bancos privados atingiram 1,137 mil milhões de euros, só no primeiro semestre desse ano, o que representava um aumento de 23% relativamente aos lucros dos mesmos bancos em igual período do ano anterior. Como é que esta gente estava a conseguir fazer face à crise sem a ajuda do Estado é, para mim, um mistério.
A partir de agora, porém, o Governo disponibiliza aos bancos dinheiro dos nossos impostos. Significa isto que eu, como contribuinte, sou fiador do banco que é meu credor.
Financio o banco que me financia a mim.
Não sei se o leitor está a conseguir captar toda a profundidade deste raciocínio. Eu consegui, mas tive de pensar muito e fiquei com dor de cabeça.
Ou muito me engano ou o que se passa é o seguinte: os contribuintes emprestam o seu dinheiro aos bancos sem cobrar nada, e depois os bancos emprestam o mesmo dinheiro aos contribuintes, mas cobrando simpáticas taxas de juro. A troco de apenas algum dinheiro, os bancos emprestam-nos o nosso próprio dinheiro para que possamos fazer com ele o que quisermos.
A nobreza desta atitude dos bancos deve ser sublinhada.
Tendo em conta que, depois de anos de lucros colossais, a banca precisa de ajuda, há quem receie que os bancos voltem a não saber gerir este dinheiro garantido pelo Estado. Mas eu sei que as instituições bancárias aprenderam a sua lição e vão aplicar ajuizadamente a ajuda do Governo. Tenho a certeza de que os bancos vão usar pelo menos parte desse dinheiro para devolver aos clientes aqueles arredondamentos que foram fazendo indevidamente no crédito à habitação, por exemplo, e que ascendem a vários milhares de euros no final de cada empréstimo. Essa será, sem dúvida nenhuma, uma prioridade.
Vivemos tempos difíceis, e julgo que todos, sem excepção, temos de dar as mãos.
Por mim, dou as mãos aos bancos.
Assim que eles tirarem as mãos do meu bolso, dou mesmo.
Ricardo Araújo Pereira
por email

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

A salvação da Banca!...

Em sintonia com o Governo e a maioria alargada do PS ao CDS, o presidente da República promulgou em "meia hora" o pacote de 20 mil milhões para salvar a Banca.
Este é (para já) o dinheiro que o Estado - isto é todos nós - vamos dar de garantia para o sistema financeiro em Portugal!
Da noite para o dia, o Governo que diz não haver dinheiro para reformas dignas ou para repor com verdade o poder de compra, que insiste em fazer passar a ideia de que não há meios para apoiar as pequenas empresas e a actividade produtiva, coloca num ápice 20 mil milhões à disposição da Banca!
Se como dizem - e assim é ou pode suceder -, este aval vai permitir relançar a actividade económica, evitando o pânico e o alarmismo, então essa é mais uma forte razão para ser criada uma mão de ferro legal impedindo que garantias tão elevadas venham a ser concedidas indiscriminadamente a um sistema financeiro em que poucos acreditam. Foi exactamente isto que o Governo e a Direita não acautelaram.
Seria ou não justo que os 20 mil milhões só garantissem créditos para pequenas empresas, projectos de interesse público ou de autarquias, e o financiamento de crédito à habitação? (É justo, por exemplo, Belmiro de Azevedo poder beneficiar de créditos com aval para construir mais um Continente?).
E seria ou não justo que se fixassem limites para as condições do crédito a realizar a coberto do nosso dinheiro, impedindo assim novas acções especulativas?
E seria ou não justo que membros do Governo, administradores das instituições beneficiárias e dos supervisores que vão analisar as candidaturas fossem responsabilizados (patrimonial e penalmente) pelos prejuízos que o Estado possa vir a ter?
Responder a estas perguntas é fácil. Como é também fácil entender porque é que o Governo, o PSD e o CDS as rejeitaram todas.
O que lhes interessa é salvar o sistema com o nosso dinheiro, não é salvar a actividade económica que verdadeiramente interessa ao país.
Honório Novo
in JN

A banca em 2009...

terça-feira, 17 de junho de 2008

A exploração dos pobres

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) -VERGONHA

....batendo as asas pela noite calada
Vêm em bandos, com pés de veludo...»
Os Vampiros do Século XXI


A Caixa Geral de Depósitos (CGD) está a enviar aos seus clientes mais modestos uma circular que deveria fazer corar de vergonha os BR administradores - principescamente pagos - daquela instituição bancária.

A carta da CGD começa, como mandam as boas regras de marketing, por reafirmar o empenho do Banco em oferecer aos seus clientes as melhores condições de preço/qualidade em toda a gama de prestação de serviços, incluindo no que respeita a despesas de manutenção nas contas à ordem.

As palavras de circunstância não chegam sequer a suscitar qualquer tipo de ilusões, dado que após novo parágrafo sobre racionalização e eficiência da gestão de contas, o estimado/a cliente é confrontado com a informação de que, para continuar a usufruir da isenção da comissão de despesas demanutenção, terá de ter em cada trimestre um saldo médio superior a EUR1000, ter crédito de vencimento ou ter aplicações financeiras associadas à respectiva conta. Ora sucede que muitas contas da CGD, designadamente de pensionistas e reformados, são abertas por imposição legal. É o caso de um reformado por invalidez e quase septuagenário, que so brevive com uma pensão de EUR243,45 - que para ter direito ao piedoso subsídio diário de EUR 7,57 (sete euros e cinquenta e sete cêntimos!) foi forçado a abrir conta na CGD por determinação expressa da Segurança Social para receber a reforma.

Como se compreende, casos como este - e muitos são os portugueses que vivem abaixo ou no limiar da pobreza - não podem, de todo, preencher os requisitos impostos pela CGD e tão pouco dar-se ao luxo de pagar despesas de manutenção de uma conta que foram constrangidos a abrir para acolher a sua miséria.
O mais escandaloso é que seja justamente uma instituição bancária que ano após ano apresenta lucros fabulosos e que aposenta os seus administradores, mesmo quando efémeros, com «obscenas» pensões a vir exigir a quem mal consegue sobreviver que contribua para engordar os seus lautos proventos. É sem dúvida uma situação ridícula e vergonhosa, como lhe chama o nosso leitor, mas as palavras sabem a pouco quando se trata de enunciar tamanha indignidade. Esta é a face brutal do capitalismo selvagem que nos servem sob a capa da democracia, em que até a esmola paga taxa. Sem respeito pela dignidade humana e sem qualquer resquício de decência, com o único objectivo de acumular mais e mais lucros, eis os administradores de sucesso.

Cidadania é fazê-lo, é demonstrar esta pouca vergonha que nos atira para a miserabilidade social.

Este tipo de comentário não aparece nos jornais, tv's e rádios....Porque será ???

Recebido por email