quarta-feira, 22 de abril de 2009
Coisas do Arco-da-Velha...Reformas com a graça de Deus!...
domingo, 19 de abril de 2009
Reformas ameaçadas...
A lei que rege o cálculo da actualização das pensões liga os valores a pagar em cada ano em função da evolução da economia, medida pelo Produto Interno Bruto (PIB), e da inflação. A lei tem por objectivo assegurar a sustentabilidade da Segurança Social e garantir o poder de compra dos reformados..
Mas a crise económica revelou uma ameaça escondida: a lei permite a baixa das reformas. Aplicada à letra, com uma baixa do PIB de 3,5% e uma inflação negativa de 0,2%, as reformas baixavam de valor nominal. Por exemplo, quem ganhasse este ano uma reforma de 628 euros poderia perder 0,2% dos rendimentos e quem ganhasse mais de 2900 perderia 0,9%. O CDS-PP alertou para o perigoe o ministro Vieira da Silva já prometeu resolver este assunto.
.
- A maioria dos reformados portugueses sobrevive com pensões muito baixas. O salário mínimo de 450 euros é um sonho ainda não alcançado para milhares de pessoas. Uma quebra na reforma, mesmo de um euro, seria um acto de grande insensibilidade social, com a agravante de o cabaz de custo de vida dos idosos não reflectir necessariamente a baixa de preços medida pelo IPC.
.
- Com a alteração à lei, os reformados podem escapar à quebra real das pensões em 2010.
Mas se algum político lhe prometer aumentos significativos não acredite, não passará de um impulso eleitoral.
Armando Esteves Pereira
in CM
terça-feira, 7 de abril de 2009
AVISO AO PAÍS
O país precisa de saber que Paulo Teixeira Pinto, com 46 anos, foi dado por inapto (?) para o trabalho por uma junta médica que o observou..
Diz-se ainda que terá direito a uma reforma de 35 000 euros mensais (não há dúvida que temos um grave problema de distribuição de riqueza, se tal afirmação for verdadeira).
.
A primeira conclusão deste exemplo é que o problema do “golpismo” não reside apenas no funcionalismo público como o governo do Pinócrates tentou convencer os portugueses.
.
A segunda conclusão respeita às juntas médicas que aprovam as reformas antecipadas por incapacidade para o trabalho. Estas juntas aplicam claramente dois critérios, a saber:
.
1º critério (aplicável a professores e funcionários públicos em geral, mesmo que sofram de doenças oncológicas em fase terminal): são dados como aptos para trabalho para que tenham a alegria de morrerem heroicamente no seu posto de trabalho.
.
2º critério (aplicável a administradores de bancos e/ou empresas públicas e privadas em geral): são dados como inaptos para poderem gozar as suas reformas milionárias que são insultos aos restantes cidadãos.
.
Estes eleitos das reformas douradas não se queixam dos critérios das juntas médicas, claro.
.
Certamente, ainda mal refeito da forma como foi corrido do BCP e da Opus Dei, este banqueiro de 46 anos foi considerado inapto para o trabalho apesar de já ter arranjado um cargo numa consultora financeira. Em carta enviada para a redacção do jornal diário Público, Teixeira Pinto nega que tenha recebido 1o milhões de euros de “indemnização pela rescisão do contrato” com o BCP, garantindo que apenas recebeu a “remuneração total referente ao exercício de 2007”: 9.732 milhões de euros em “compensações” e “remunerações variáveis”.
.
Esta junta é a mesma que recusa a reforma antecipada a professores com doenças incuráveis em fase terminal.
terça-feira, 8 de julho de 2008
Avaliação de professores, e não só...

Já que muitos jornalistas e comentadores defendem e compreendem o modelo proposto para a avaliação dos docentes, estranho que, por analogia, não o apliquem a outras profissões (médicos, enfermeiros, juízes, etc.).
Se é suposto compreenderem o que está em causa e as virtualidades deste modelo, vamos imaginar a sua aplicação a uma outra profissão, os médicos.
A carreira seria dividida em duas:
Médico titular (a que apenas um terço dos profissionais poderia aspirar) e Médico.
A avaliação seria feita pelos pares e pelo director de serviços. Assim, o médico titular teria de assistir a três sessões de consultas, por ano, dos seus subordinados, verificar o diagnóstico, tratamento e prescrição de todos os pacientes observados. Avaliaria também um portefólio com o registo de todos os doentes a cargo do médico a avaliar, com todos os planos de acção, tratamentos e respectiva análise relativa aos pacientes.
O médico teria de estabelecer, anualmente os seus objectivos: doentes a tratar, a curar, etc.
A morte de qualquer paciente, ainda que por razões alheias à acção médica, seria penalizadora para o clínico, bem como todos os casos de insucesso na cura, ainda que grande parte dos doentes sofresse de doença incurável, ou terminal. Seriam avaliados da mesma forma todos os clínicos, quer a sua especialidade fosse oncologia, nefrologia ou cirurgia estética...
Poder-se-ia estabelecer a analogia completa, mas penso que os nossos 'especialistas' na área da educação não terão dificuldade em levar o exercício até ao fim.
A questão é saber se consideram aceitável o modelo?
Caso a resposta seja afirmativa, então porque não aplicar o mesmo, tão virtuoso, a todas as profissões?
Será???!!!
Já agora...
Poderiam começar a 'experiência' pela Assembleia da República e pelos (des)governantes...
domingo, 22 de junho de 2008
domingo, 25 de maio de 2008
É SEMPRE A SOMAR

Mais outra de outro!!
Contra estas e outras do género é que nos devíamos insurgir de verdade!...
Marques Mendes - Novo Pensionista!
Aos 50 anos de idade e com 20 anos de descontos como Deputado, Marques Mendes acaba de requerer a Pensão a que tem direito, no valor mensal vitalício de 2.905 euros mensais.
Contudo, um trabalhador normal tem de trabalhar até aos 65 anos e ter uma carreira contributiva completa durante 40 anos para obter uma reforma de 80% da remuneração média da sua carreira contributiva.
' Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas...'
Guerra Junqueiro escrito em 1886
Parece que merecemos esta sina...

