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quarta-feira, 22 de abril de 2009

Coisas do Arco-da-Velha...Reformas com a graça de Deus!...

Padre Melícias tem reforma de 7.450 euros...
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O padre Vítor Melícias, ex-alto comissário para Timor-Leste e ex-presidente do Montepio Geral, declarou ao Tribunal Constitucional, como membro do Conselho Económico e Social (CES), um rendimento anual de pensões de 104 301 euros.
Em 14 meses, o sacerdote, que prestou um voto de obediência à Ordem dos Franciscanos, tem uma pensão mensal de 7450 euros.
O valor desta aposentação resulta, segundo disse ao CM Vítor Melícias, da "remuneração acima da média" auferida em vários cargos.
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AQUI ESTÁ UM BOM VOTO DE POBREZA DE UM FRANCISCANO!...
por mail

domingo, 19 de abril de 2009

Reformas ameaçadas...

A lei que rege o cálculo da actualização das pensões liga os valores a pagar em cada ano em função da evolução da economia, medida pelo Produto Interno Bruto (PIB), e da inflação. A lei tem por objectivo assegurar a sustentabilidade da Segurança Social e garantir o poder de compra dos reformados.
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Mas a crise económica revelou uma ameaça escondida: a lei permite a baixa das reformas. Aplicada à letra, com uma baixa do PIB de 3,5% e uma inflação negativa de 0,2%, as reformas baixavam de valor nominal. Por exemplo, quem ganhasse este ano uma reforma de 628 euros poderia perder 0,2% dos rendimentos e quem ganhasse mais de 2900 perderia 0,9%. O CDS-PP alertou para o perigoe o ministro Vieira da Silva já prometeu resolver este assunto.
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- A maioria dos reformados portugueses sobrevive com pensões muito baixas. O salário mínimo de 450 euros é um sonho ainda não alcançado para milhares de pessoas. Uma quebra na reforma, mesmo de um euro, seria um acto de grande insensibilidade social, com a agravante de o cabaz de custo de vida dos idosos não reflectir necessariamente a baixa de preços medida pelo IPC.
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- Com a alteração à lei, os reformados podem escapar à quebra real das pensões em 2010.
Mas se algum político lhe prometer aumentos significativos não acredite, não passará de um impulso eleitoral.
Armando Esteves Pereira
in CM

terça-feira, 7 de abril de 2009

AVISO AO PAÍS

O país precisa de saber que Paulo Teixeira Pinto, com 46 anos, foi dado por inapto (?) para o trabalho por uma junta médica que o observou.
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Diz-se ainda que terá direito a uma reforma de 35 000 euros mensais (não há dúvida que temos um grave problema de distribuição de riqueza, se tal afirmação for verdadeira).
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A primeira conclusão deste exemplo é que o problema do “golpismo” não reside apenas no funcionalismo público como o governo do Pinócrates tentou convencer os portugueses.
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A segunda conclusão respeita às juntas médicas que aprovam as reformas antecipadas por incapacidade para o trabalho. Estas juntas aplicam claramente dois critérios, a saber:
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1º critério (aplicável a professores e funcionários públicos em geral, mesmo que sofram de doenças oncológicas em fase terminal): são dados como aptos para trabalho para que tenham a alegria de morrerem heroicamente no seu posto de trabalho.
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2º critério (aplicável a administradores de bancos e/ou empresas públicas e privadas em geral): são dados como inaptos para poderem gozar as suas reformas milionárias que são insultos aos restantes cidadãos.
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Estes eleitos das reformas douradas não se queixam dos critérios das juntas médicas, claro.
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Certamente, ainda mal refeito da forma como foi corrido do BCP e da Opus Dei, este banqueiro de 46 anos foi considerado inapto para o trabalho apesar de já ter arranjado um cargo numa consultora financeira. Em carta enviada para a redacção do jornal diário Público, Teixeira Pinto nega que tenha recebido 1o milhões de euros de “indemnização pela rescisão do contrato” com o BCP, garantindo que apenas recebeu a “remuneração total referente ao exercício de 2007”: 9.732 milhões de euros em “compensações” e “remunerações variáveis”.
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Esta junta é a mesma que recusa a reforma antecipada a professores com doenças incuráveis em fase terminal.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Avaliação de professores, e não só...


Já que muitos jornalistas e comentadores defendem e compreendem o modelo proposto para a avaliação dos docentes, estranho que, por analogia, não o apliquem a outras profissões (médicos, enfermeiros, juízes, etc.).

Se é suposto compreenderem o que está em causa e as virtualidades deste modelo, vamos imaginar a sua aplicação a uma outra profissão, os médicos.

A carreira seria dividida em duas:
Médico titular (a que apenas um terço dos profissionais poderia aspirar) e Médico.
A avaliação seria feita pelos pares e pelo director de serviços. Assim, o médico titular teria de assistir a três sessões de consultas, por ano, dos seus subordinados, verificar o diagnóstico, tratamento e prescrição de todos os pacientes observados. Avaliaria também um portefólio com o registo de todos os doentes a cargo do médico a avaliar, com todos os planos de acção, tratamentos e respectiva análise relativa aos pacientes.

O médico teria de estabelecer, anualmente os seus objectivos: doentes a tratar, a curar, etc.
A morte de qualquer paciente, ainda que por razões alheias à acção médica, seria penalizadora para o clínico, bem como todos os casos de insucesso na cura, ainda que grande parte dos doentes sofresse de doença incurável, ou terminal. Seriam avaliados da mesma forma todos os clínicos, quer a sua especialidade fosse oncologia, nefrologia ou cirurgia estética...

Poder-se-ia estabelecer a analogia completa, mas penso que os nossos 'especialistas' na área da educação não terão dificuldade em levar o exercício até ao fim.

A questão é saber se consideram aceitável o modelo?

Caso a resposta seja afirmativa, então porque não aplicar o mesmo, tão virtuoso, a todas as profissões?

Será???!!!

Já agora...

Poderiam começar a 'experiência' pela Assembleia da República e pelos (des)governantes...

Recebido por email

domingo, 22 de junho de 2008

Não lhe chega a mama...


In Expresso
Clique na imagem

Palavras para quê?
Quando é que os portugueses decidem acabar de vez com este verdadeiro saque?

domingo, 25 de maio de 2008

É SEMPRE A SOMAR


Mais outra de outro!!
Contra estas e outras do género é que nos devíamos insurgir de verdade!...

Marques Mendes - Novo Pensionista!

Aos 50 anos de idade e com 20 anos de descontos como Deputado, Marques Mendes acaba de requerer a Pensão a que tem direito, no valor mensal vitalício de 2.905 euros mensais.

Contudo, um trabalhador normal tem de trabalhar até aos 65 anos e ter uma carreira contributiva completa durante 40 anos para obter uma reforma de 80% da remuneração média da sua carreira contributiva.


' Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas...'

Guerra Junqueiro escrito em 1886
Parece que merecemos esta sina...

Recebido por email