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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Os ódios de estimação do PS!...

Cá para mim saiu o Euromilhões a Vital Moreira e ao PS.
Nada melhor do que uma escaramuça para dar alento à campanha envergonhada de um candidato que é um evidente erro de casting. Vital Moreira, sabedor e constitucionalista de méritos, não consegue, por mais que se esforce, entrar no papel de candidato às europeias.
Sem desprimor para os autarcas, Vital Moreira está há tantos anos tão longe dos problemas concretos dos portugueses que já nem sequer consegue vestir a pele de candidato a uma junta de freguesia, quanto mais a de candidato ao Parlamento Europeu.
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Vital percebeu logo que podia reverter a seu favor os impropérios e atitudes agressivas de duas dúzias de exaltados sem "dois dedos de testa". Apressou-se a dizer - quase em tom vitorioso - que tinha tido a sua "Marinha Grande".
Permito-me discordar de quem acarinhou esta imagem. Soares foi à Marinha Grande encontrar-se com os apoiantes do seu partido, não foi lá passear-se ao lado de manifestantes indignados com a sua política.
Soares não foi meter-se com ninguém; Vital foi brincar com o fogo e chamuscou-se (embora não parecesse importunado, bem pelo contrário …).
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Embalado pela sua estratégia de vitimização permanente, (o caso Freeport, a crise mundial culpada de tudo o que de mau acontece, até das derrotas do Benfica…), o PS reagiu em tom "marinha grande" e acusou o PCP de estar por detrás daqueles actos inqualificáveis. Sendo óbvia mentira, o PS acusou então o PCP de ser o autor moral de um clima de ódio contra o Governo que justificaria as agressões.
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Quem anda há quatro anos a semear tempestades e ódios tem sido o Governo do PS que Vital defende nas páginas dos jornais.
E, que se saiba, o PS e o Governo não pediram, nem tencionam pedir desculpa aos professores, nem aos funcionários públicos ou aos enfermeiros, nem aos estudantes ou aos reformados, muito menos às dezenas de milhares de desempregados, com e sem subsídio de desemprego, que estavam no 1.º de Maio.
Honório Novo
in JN

domingo, 3 de maio de 2009

Vital Moreira, o camarada em fuga!...

Vista pelo lado dos manifestantes da CGTP, no 1º de Maio, a presença de Vital Moreira não deixa de ser uma provocação.
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O que sentirá um militante do Partido Comunista, da classe mais baixa e sofrida da população, que ao eleger o seu dia de luta encara com um ex-camarada, agora candidato a um lugar elegível na Europa, que ele tanto combateu enquanto comunista ?E ainda por cima aparece a usar aquele espaço de manifestação como mais uma sessão de propaganda eleitoral ? A raiva só pode vir ao de cima.
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O Partido Socialista devia compreender que aquele espaço não é o seu. O espaço sindical do PS é o da UGT onde o seu secretário-geral é figura de proa: elogia Sócrates no Congresso, e põe os seus militantes a gritarem PS depois de Sócrates ter acusado a CGTP de andar a reboque do PCP.A fúria incontida dos militantes basistas (e básicos) da CGTP pode e deve ser criticada, mas isso é o lado formal da coisa..O que está em causa é que Vital Moreira foi um provocador ao ter aparecido na manifestação da CGTP. Numa inspiração à Paulinha das feiras, Vital quis usar a multidão para ali tomar um banho, acabou por levar uma banhada.
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As gaffes do homem de Coimbra não acabam. Cada cavadela uma minhoca. Os camaradas que em 1975 proibiram a entrada de Mário Soares e Manuel Alegre no Estádio 1º de Maio ( eu estava lá e tenho fotos desses momentos) foram os mesmos que hoje quiseram sovar Vital. Mas há 35 anos Vital Moreira estava do lado dos que o enxotaram hoje, e ele terá achado que era democrático proibir a entrada de direitistas na festa operária.
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O camarada está agora do outro lado da barricada. Passou-se do comunismo revisionista para o socialismo liberalóide, sem ideologia, nem cartilha, nem ambição social. O socialismo dos amarelos, dos verdadeiros traidores da classe operária.Vital bem pode meter a cassete e dizer que está habituado aquelas cenas: e cita despudoradamente a cena de pancadaria na campanha presidencial de Soares na Marinha Grande.
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É preciso lata e abuso de confiança. Vital Moreira não tem autoridade democrática para evocar essa cena. Soares foi sempre um democrata, enquanto ele se transformou num revisionista arrependido.
Cá se fazem, cá se levam. Perdem-se as que caem no chão.
in Blog Instante Fatal
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Quem não quer ser lobo, não lhe vista a pele...
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A confusão...

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Vital Moreira agredido na manif da CGTP

Cabeça de lista do PS às europeias alvo da fúria de vários populares

Vital Moreira, o cabeça de lista do PS às eleições europeias, foi esta tarde agredido em Lisboa, durante a manifestação da CGTP. O candidato independente tinha sido convidado pela Intersindical a participar nos eventos do Dia do Trabalhador e acabou por ser agredido por vários participantes na marcha promovida pela CGTP.
Tudo terá acontecido, quando o cabeça de lista socialista às europeias, com toda a delegação do PS, pretendia, como faz habitualmente todos os anos, apresentar cumprimentos à direcção da central sindical.
Apesar das tentativas dos dirigentes da CGTP em protegerem Vital Moreira, estes não conseguiram evitar o incidente.
Segundo avança a agência Lusa, o candidato rosa foi empurrado, cuspido, insultado e, em várias ocasiões, agredido com murros na cabeça e nas costas. Acabou por ser obrigado a abandonar o local ouvindo gritos como: «traidor», «mentiroso» e «vai-te embora».
Ouvido pelos jornalistas, no local, Vital Moreira referiu que «apesar de não se tratar assim um convidado», não se arrepende de ter assistido à marcha sindical, que se dirige para a Alameda D. Afonso Henriques. Por seu lado, os dirigentes da CGTP apresentaram o seu pedido de desculpas ao candidato e a toda a comitiva do PS, que incluía também os dirigentes socialistas Vítor Ramalho e Ana Gomes.

O sectarismo dos energúmenos que tomaram esta atitude, é inaceitável. É nas eleições livres e democráticas que os cidadãos dignos desse nome escolhem e votam em quem muito bem entendem. Atitudes destas não têm desculpa.
Embora nada tenha a ver com o PS, apresento a minha sincera solidariedade a Vital Moreira.
Álvaro Fernandes

RECORDANDO... 1º DE MAIO 1974...

O dia em que verdadeiramente caiu o fascismo em Portugal
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O povo saiu à rua para ver e ouvir Álvaro Cunhal e Mário Soares juntos, unidos por um dia. A Revolução de Abril conquistava em Maio, em Lisboa e no resto do País, "conteúdo social e de esquerda". Será possível hoje, em tempo de crise, recuperar essa unidade esquecida?
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O escritor Urbano Tavares Rodrigues, subitamente, viu-se beijado por mulheres que nunca antes tinha visto. "Elas conheciam-me, saíam do meio da multidão e vinham beijar-me: sentiam que deixavam de ser escravas." Além dos afectos imprevistos, no "inesquecível" primeiro dia de Maio de 1974, trocaram-se flores, sorrisos, a urgência da revolta. A esquerda irrompe unida, breve namoro.
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Naquele dia "em que Lisboa enrouqueceu de alegria", titulava o JN, o autor de Bastardos do Sol caminhava ao lado de Álvaro Cunhal e Mário Soares, acabados de regressar do exílio. "Pensei que ali se abria o caminho para uma democracia avançada", conta. "Pensei que era possível, sou muito ingénuo", ironiza o escritor.A unidade da esquerda depressa se esfumava - as vias para a consolidação da democracia divergem.
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Fugaz a confluência à esquerda, mas o Primeiro de Maio de 1974, feriado nacional obrigatório por decreto da Junta de Salvação Nacional, é momento decisivo na Revolução. Mário Soares pressentiu isso no momento, e disse-o, quando usou da palavra, aos milhares de manifestantes: "No dia 25 de Abril derrubou-se, pela intervenção das Forças Armadas, o regime, o governo fascista, mas foi aqui que nós verdadeiramente destruímos o fascismo!"
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O líder do PS, refere José Medeiros Ferreira, chamava assim os partidos para "uma aliança interpartidária, civilista, como motor da Revolução". O PCP, segundo o historiador, "prefere, além da aliança interpartidária, uma aliança com Movimento das Forças Armadas".Caminhos diferentes, e, desse modo, iriam continuar. Todavia, esse facto não retira força ao "inesquecível" Dia do Trabalhador, comemorado com imensa participação em todo o País. O povo saiu à rua e, na análise de José Medeiros Ferreira,"dá um conteúdo social e de esquerda à Revolução, que não teve no início, nos cinco dias seguintes após a derrota da Ditadura" salazarista. Ou seja: "O modelo social português, saído do 25 de Abril, nasce no Primeiro de Maio de 1974."
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A História nunca se repete. Mas, por vezes, certos reencontros parecem inevitáveis. Será possível unidade à esquerda como em Maio de 1974? "Não é difícil conceber um novo arranjo político em Portugal", diz Medeiros Ferreira. "Tudo depende dos resultados eleitorais: está tudo em aberto depois das eleições de Outubro."
in DN

1º de Maio...Dia do Trabalhador...


Um bom e feliz dia do TRABALHADOR...

Viva o 1º de Maio

Hoje, dia 1º de Maio de 2009, os trabalhadores do nosso País, voltam a sentir o jugo do capitalismo, da banca corrupta, agiota e exploradora , de governos cúmplices dos senhores da guerra que assola os quatro cantos do mundo – com as mais demagógicas e esfarrapadas explicações – com os efeitos de sempre:

Desemprego, miséria, injustiça social, desrespeito pelos Direitos Humanos e sempre, sempre em proveito dos que vivem sem nada produzir, à custa de quem trabalha.

Há 35 anos o nosso Povo desceu à rua.

Este ano, tem tanta ou maior razão para o fazer.

BASTA!

Álvaro Fernandes



Meu Maio
A todos
Que saíram às ruas
De corpo-máquina cansado,
A todos
Que imploram feriado
Às costas que a terra extenua –
Primeiro de Maio!
Meu mundo, em primaveras,
Derrete a neve com sol gaio.
Sou operário –
Este é o meu maio!
Sou camponês - Este é o meu mês.
Sou ferro –
Eis o maio que eu quero!
Sou terra –
O maio é minha era!

Vladimir Maiakovski

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