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domingo, 17 de agosto de 2008

É o petróleo, estúpido!


A propósito da Guerra na Geórgia, surgem analistas de boa memória a lembrar que desde que aquele território se tornou independente da Rússia, também a Ossétia do Sul pretendeu o mesmo. E, não o conseguindo, entrou agora numa escalada de provocações separatistas que obrigou a Geórgia a reagir e deu pretexto à Rússia para a invadir.
Assim sendo - e tudo leva a crer que sim - o presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, atendendo à gigantesca desproporção de forças, não passou de uma marioneta na teia urdida por Putin.
Acresce que a Geórgia, aliada estratégica dos Estados Unidos e o país com o maior contingente de tropas por habitante enviado para o Iraque, também proclamou a intenção de aderir à NATO e à União Europeia.
Sendo esta dependente em grande parte do petróleo e do gás russos - e passando pela Geórgia oleodutos que podiam reduzir essa dependência - os dados estavam lançados.
A guerra da Geórgia é mais uma provocada pelo controlo das vias de acesso ao petróleo.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

quinta-feira, 5 de junho de 2008

A greve dos pescadores terminou às zero horas

Já se anuncia uma greve de transportadores para este fim-de-semana.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

A socragalp


A Autoridade da Concorrência explica, no relatório da sua investigação à formação dos preços dos combustíveis, encomendado pelo Governo, para onde vai o dinheiro que os portugueses pagam de cada vez que abastecem o depósito do seu carro.

As maiores fatias, como era já de esperar vão para o Estado, sob a forma de imposto, e para a Galp, à saída da refinaria.

Tomando como referência o preço de um litro de gasolina nos 1,38 euros, cerca de 43 cêntimos (31%) ficam com a Galp à saída da refinaria, dois cêntimos são para pagar a logística de transporte e armazenamento, 11 cêntimos ficam com os retalhistas (o que perfaz cerca de 10%) e os restantes 82 cêntimos (quase 60%) vão para os cofres públicos, sob a forma de imposto.

Já no caso do gasóleo, a 1,22 euros por litro, a refinação fica com 52 cêntimos (42,6%), a logística com dois cêntimos, os retalhistas com 11 (cerca de 10% no conjunto) e o Estado cobra 57 cêntimos de imposto (46,7%).

Galp cobra tanto como outras refinarias

Apesar de parecer muito aquilo com que cada elemento da cadeia fica, há que lembrar que esses valores não são apenas lucro, já que têm de servir para pagar os custos que cada um tem. No caso da refinação, o presidente da Autoridade da Concorrência, que esteve esta manhã na Assembleia da República a apresentar as conclusões da sua investigação, garante que os preços praticados pela Galp à saída da refinaria estão «muito próximos dos praticados a nível internacional».

«No preço de venda ao público da gasolina, 41% é custo e no preço de venda ao público do gasóleo 52% é custo», explicou Manuel Sebastião.

Olhando para os preços antes de serem aplicados os impostos, à saída da refinaria correspondem 77% no caso do gasóleo e 80% no caso da gasolina, na logística ficam 3,5% e 3%, respectivamente, e no retalho os restantes 20% e 17%, respectivamente.

Bombas dos hipers vendem mais barato porque abdicam de parte da margem

É assim fácil de explicar como é que as bombas de combustíveis que se situam junto dos hipermercados conseguem praticar preços mais baixos: «esse desconto sai da margem de retalho, que é de cerca de 11 cêntimos. Essas gasolineiras conseguem um desconto de cinco cêntimos, nalguns casos até mais, porque abdicam de parte da sua margem. Utilizam a margem que podem para vender mais barato», explicou o presidente da Autoridade.

In Portugal Diário

sexta-feira, 30 de maio de 2008

CAVACO JÁ MEXE

Portugal sujeito a «choque petrolífero abrupto», diz Cavaco

O Presidente da República, Cavaco Silva, disse hoje que Portugal está a ser sujeito a um «choque petrolífero de grande dimensão e abrupto» e defendeu «respostas selectivas» para ajudar grupos mais desfavorecidos, como os pescadores.

Instado a comentar a paralisação dos pescadores, o Chefe de Estado reconheceu que este grupo profissional está a ter «mais dificuldades» para enfrentar a situação da alta dos preços dos combustíveis e dos factores de produção.

«Quando isto acontece, o que pode ser feito são respostas selectivas para tentar ajudar os grupos mais desfavorecidos que têm dificuldade a ajustar-se à nova situação», disse.

O Presidente disse que compete ao governo analisar a situação e que este já tomou algumas medidas mas que pensa que ainda «pode tomar mais algumas», tendo sempre presente a necessidade de manter a consolidação orçamental.

Os pescadores são um dos grupos que se considera «particularmente atingido e que têm dificuldades em ajustar-se à nova situação», afirmou Cavaco Silva, manifestando a esperança que o problema possa ser ultrapassado.

TC dá razão a Cavaco Silva e «chumba» Lei Orgânica da PJ

O Tribunal Constitucional "chumbou" hoje a lei orgânica da Polícia Judiciária, dando razão às dúvidas do Presidente da República sobre o diploma, que será devolvido ao Parlamento.

A decisão foi tomada por maioria dos votos, sete juízes votaram o acórdão e seis votaram vencidos.

O TC considerou inconstitucionais as normas que previam que as competências das unidades internas da PJ são definidas por simples portaria.

No entender do TC, aquelas competências "integram a reserva de acto legislativo" e têm que ser reguladas por lei ou por decreto-lei, disse aos jornalistas o presidente do TC, juíz-conselheiro Rui Moura Ramos.

A definição das competências das unidades internas da PJ "não pode ser um acto regulamentar", disse Moura Ramos, e sim um acto legislativo, que passa obrigatoriamente pela Assembleia da República e, logo, sujeito a fiscalização política.

As normas consideradas inconstitucionais são o número 2 do artigo 22º e o número 1 do artigo 29º da lei orgânica da PJ, aprovada apenas com os votos favoráveis do PS a 10 de Abril.

"Integrando essa matéria o núcleo essencial do regime duma força que tem por missão garantir o direito à segurança dos cidadãos, está sujeita à reserva do acto legislativo" imposta pela Constituição da República", refere uma nota do TC.

O entendimento do TC veio dar razão às dúvidas suscitadas pelo Presidente da República, que enviou o diploma para fiscalização preventiva no passado dia 13 de Maio afirmando que as normas em causa são passíveis de afectar "direitos, liberdades e garantias dos cidadãos".

De acordo com a Constituição da República, o diploma terá que ser vetado pelo Presidente da República e devolvido ao Parlamento para que dele sejam expurgadas as normas consideradas inconstitucionais.

Diário Digital / Lusa

quarta-feira, 28 de maio de 2008

E POR QUE NÃO?

Por que não nacionalizar a Galp?

Jornal de Notícias - 26 de Maio de 2008

Texto de Mário Crespo

Se o mercado não consegue disciplinar os preços, os lucros nem o selvático prendar dos recursos empresariais com os vencimentos multimilionários dos executivos, então por que não nacionalizar os petróleos e tentar outros modelos? Quem proferiu este revolucionário comentário foi Maxine Waters, Democrata da Califórnia, durante o inquérito conduzido pelo Congresso, em Washington, às cinco maiores petrolíferas americanas Face à escalada socialmente suicidária dos preços dos combustíveis, o órgão legislativo americano convocou os presidentes para saber que lucros tinham tido e que rendimentos é que pessoalmente cada um deles auferia.

Os números revelados deixaram os senadores da Comissão de Energia e Comércio boquiabertos. Desde os 40 mil milhões de dólares de lucro da Exxon no ano passado, ao milhão de euros mensais do ordenado base do chefe Executivo da Conoco-Phillips, às cifras igualmente astronómicas da Chevron, da Shell e da BP América. Esta constatação do falhanço calamitoso do mecanismo comercial, quando encarada no caso português, ainda é mais gritante. Digam o que disserem, o que se está a passar aqui nada tem a ver com as leis de oferta e procura e tem tudo a ver com a ausência de mercado onde esses princípios pudessem funcionar.

Se na América há cinco grandes empresas que ainda forçam o mercado a ter preços diferentes, em Portugal há uma única que compra, refina, distribui e vende. É altura de fazer a pergunta de Maxine Waters, traduzindo-a para português corrente:

- Se o país nada ganhou com a privatização da Galp e se estamos a ser destruídos como nação pela desalmada política de preços que a única refinadora nacional pratica, porquê insistir neste modelo? Enunciemos a mesma pergunta noutros termos:

- Quem é que tem vindo sistematicamente a ganhar nestes nove anos de privatização da Galp, que alienaram um bem que já foi exclusivamente público? Os espanhóis da Iberdrola, os italianos da ENI e os parceiros da Amorim Energia certamente que sim. O consumidor português garantidamente que não. Perdeu ontem, perde hoje e vai perder mais amanhã.

Mas levemos a questão mais longe houve algum ganho de eficiência ou produtividade real que se reflectisse no bem-estar nacional com esta alienação da petrolífera? A resposta é angustiantemente negativa. A dívida pública ainda lá está, maior do que nunca, e o preço dos combustíveis em Portugal é, de facto, o pior da Europa. Nesta fase já não interessa questionar se o que estamos a pagar em excesso na bomba se deve ao que os executivos da Galp ganham, ou se compram mal o petróleo que refinam ou se estão a distribuir dividendos a prestamistas que exigem aos executivos o seu constante "quinhão de carne" à custa do que já falta em casa de muitos portugueses.

Nesta fase, é um desígnio nacional exigir ao Governo que as centenas de milhões de lucros declarados pela Galp Energia entrem na formação de preços ao consumidor. Se o modelo falhou, por que não nacionalizar como sugeriu a congressista Waters? Aqui nacionalizar não seria uma atitude ideológica.

Seria, antes, um recurso de sobrevivência, porque é um absurdo viver nesta ilusão de que temos um mercado aberto com um único fornecedor. Se o Governo de Sócrates insiste agora num purismo incongruente para o Serviço Nacional Saúde, correndo com os existentes players privados e bloqueando a entrada de novos agentes, por que é que mantém este anacronismo bizarro na distribuição de um bem que é tão essencial como o pão ou a água?

Como alguém já disse, o melhor negócio do Mundo é uma petrolífera bem gerida, o segundo melhor é uma petrolífera mal gerida. Na verdade, o negócio dos petróleos em Portugal, pelas cotações, continua a ser bom. Só que o país está exangue. Há fome em Portugal e vai haver mais. O negócio, esse, vai de vento em popa para o Conselho de Administração da Galp, para os accionistas, para Hugo Chávez e José Eduardo dos Santos. Mas para mais ninguém. A maioria de nós vive demasiado longe da fronteira espanhola para se poder ir lá abastecer.

Os números dos lucros revelados deixaram os senadores da Comissão de Energia e Comércio boquiabertos:

«Exxon bate recorde de lucros»

«Nova Iorque (CNNMoney.com) a Exxon Mobil fez história na Sexta-Feira reportando os maiores lucros trimestrais e anuais de sempre de uma companhia norte-americana, aumentados em grande parte pela subida dos preços do crude.»

«A Exxon, a muito publicitada maior empresa comercial de petróleo do mundo, informou que os resultados líquidos do quarto trimestre de 2007 aumentaram 14%, para 11,66 mil milhões de dólares, ou 2,13 dólares por acção. A companhia ganhou 10,25 mil milhões de dólares, ou 1,76 dólares por acção no período de um ano (2007).»

«O lucro ultrapassou o prévio recorde trimestral da Exxon de 10,7 mil milhões de dólares, alcançado no quarto trimestre de 2005, que foi também o maior de sempre de uma empresa americana.»

«"A Exxon pode distribuir alguns valores espantosos e este é um desses casos," afirmou Jason Gammel, analista sénior da Macquarie Securities de Nova Iorque.»

«A Exxon alcançou também um recorde anual de lucros ganhando 40,61 mil milhões de dólares no ano passado ou cerca de 1300 dólares por segundo em 2007. Isto excedeu o anterior recorde de 39,5 mil milhões de dólares em 2006.»

domingo, 25 de maio de 2008

MANDEM O MINISTRO AO EXORCISTA

Afinal a culpa da subida do preço dos combustíveis é do … demónio.

Ficámos todos muito mais descansados com as esclarecidas palavras do Ministro Manuel Pinho, segundo o qual “não há nenhuma explicação racional para [a subida d]o preço do barril”, por isso, Portugal «tem de se livrar do demónio». E tem lógica. Não é o preço do dólar, nem a especulação, nem a instabilidade em alguns países produtores, nem o imposto sobre os combustíveis...
Aliás, o inferno deve ser um dos maiores consumidores mundiais de petróleo pois, só há uma maneira de manter o fogo do inferno na sua cálida temperatura e, ninguém está a imaginar um inferno aquecido a energias renováveis, pois não?
Chamem o exorcista!!
http://franciscotrindade.blogspot.com/

Recebido por email

sábado, 24 de maio de 2008

sexta-feira, 16 de maio de 2008

BASTA! VAMOS PARA A GREVE, JÁ!

O noticiário das rádios e televisões das 20 horas de hoje, acaba de anunciar mais um aumento de preços da gasolina e gasóleo a partir da meia-noite.

Até o presidente do Automóvel Clube de Portugal já apelou a um boicote à Galp.

Também o presidente da ANAREC (Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis) tem dado entrevistas, considerando que estes aumentos especulativos são um escândalo.

Este ano, os aumentos sucessivos já se contam por dezoito e passaram agora a ser diários.

Por isso, tem início a uma greve do consumo de produtos petrolíferos, hoje a partir das zero horas, contra a cartelização implícita ou explícita dos preços da gasolina e gasóleo... não comprem nas bombas da GALP e enviem esta informação por e-mail a amigos e conhecidos... protestem de forma a que lhes doa (nos bolsos, claro...)!

A cadeia de supermercados Intermarché baixou os preços da gasolina e do gasóleo em 12 cêntimos, mais uma razão para não os comprar nas bombas da GALP. Se as bombas dos supermercados Intermarché podem baixar os outros também devem poder... Os carteis lixam-nos... lixemos os carteis!