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sexta-feira, 6 de março de 2009

Quando Sócrates era oposição...

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"Não faças o que eu faço, não digas o que eu digo"

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Um pouco de pudor, sff...

Leon Lederman (Nobel da Física em 1988 pelos seus trabalhos no domínio da física das partículas) dizia ironicamente que pertencia ao Departamento dos "Comos", e que as respostas a certas perguntas sobre o seu trabalho deveriam ser procuradas do outro lado da rua, na Faculdade de Teologia, onde funcionava o Departamento dos "Porquês".
Mas, se as coisas são assim no que toca a quarks e muões, será pedir muito que o que um político diz faça sentido?
Quando Manuela Ferreira Leite afirma que não divulga as propostas que tem para o país "porque até às eleições eram todas adoptadas pelo Governo", acusando este de "aproveitar" as ideias do PSD, não lhe ocorrerá que, sendo tais propostas supostamente boas para o país, e estando o PSD preocupado, acima de tudo, com o interesse do país, deveria alegrar-se e não lamentar-se por o Governo as adoptar?
E quando Sócrates garante que a avaliação dos professores (a do Governo) é "absolutamente fundamental" para a melhoria do ensino, ninguém lhe perguntará como foi então possível o estrondoso "milagre educativo" sem estar ainda em prática essa avaliação?
Manuel António Pina
in JN

quinta-feira, 13 de março de 2008

NÃO BATE A BOTA COM A PERDIGOTA

Questionado pelos media, António Costa declarou que não comentava a vida privada de sua mulher e acrescentou: “era o que faltava!”.

Confesso que, num país em que a violência doméstica é um flagelo transversal a toda a sociedade – com cerca de 22 mil vítimas em 2007 - aprecio e respeito este cônjuge absolutamente exemplar.

Mas Fernanda Tadeu não só participou publicamente na manifestação de indignação dos professores contra a política de educação do governo PS, como foi fotografada protestando a plenos pulmões e constituiu manchete de um jornal de referência.

A mulher do número dois do PS, eleito por este partido presidente da Câmara de Lisboa, não se limitou no remanso do lar a desabafar ou criticar a governação de que discorda. Nada disso: desceu publicamente à rua e exerceu um direito que lhe assiste mas, nem por isso, deixa de constituir um acto cívico e público de claro repúdio a políticas do partido a que seu marido pertence.

No Estado democrático de direito em que é suposto vivermos, António Costa teria sido mais sincero assumindo que sua mulher apoia publicamente a oposição e ele o governo. Daí não viria mal a uma democracia adulta, nem a um casamento responsável e saudável. Mas talvez cause mossa ao socratismo; o que, por enquanto, parece que o vice socialista não quer fazer.