sexta-feira, 6 de março de 2009
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Um pouco de pudor, sff...
Mas, se as coisas são assim no que toca a quarks e muões, será pedir muito que o que um político diz faça sentido?
Quando Manuela Ferreira Leite afirma que não divulga as propostas que tem para o país "porque até às eleições eram todas adoptadas pelo Governo", acusando este de "aproveitar" as ideias do PSD, não lhe ocorrerá que, sendo tais propostas supostamente boas para o país, e estando o PSD preocupado, acima de tudo, com o interesse do país, deveria alegrar-se e não lamentar-se por o Governo as adoptar?
E quando Sócrates garante que a avaliação dos professores (a do Governo) é "absolutamente fundamental" para a melhoria do ensino, ninguém lhe perguntará como foi então possível o estrondoso "milagre educativo" sem estar ainda em prática essa avaliação?
Manuel António Pina
in JN
quinta-feira, 13 de março de 2008
NÃO BATE A BOTA COM A PERDIGOTA
Questionado pelos media, António Costa declarou que não comentava a vida privada de sua mulher e acrescentou: “era o que faltava!”.
Confesso que, num país em que a violência doméstica é um flagelo transversal a toda a sociedade – com cerca de 22 mil vítimas em 2007 - aprecio e respeito este cônjuge absolutamente exemplar.
Mas Fernanda Tadeu não só participou publicamente na manifestação de indignação dos professores contra a política de educação do governo PS, como foi fotografada protestando a plenos pulmões e constituiu manchete de um jornal de referência.
A mulher do número dois do PS, eleito por este partido presidente da Câmara de Lisboa, não se limitou no remanso do lar a desabafar ou criticar a governação de que discorda. Nada disso: desceu publicamente à rua e exerceu um direito que lhe assiste mas, nem por isso, deixa de constituir um acto cívico e público de claro repúdio a políticas do partido a que seu marido pertence.
No Estado democrático de direito em que é suposto vivermos, António Costa teria sido mais sincero assumindo que sua mulher apoia publicamente a oposição e ele o governo. Daí não viria mal a uma democracia adulta, nem a um casamento responsável e saudável. Mas talvez cause mossa ao socratismo; o que, por enquanto, parece que o vice socialista não quer fazer.
