sábado, 30 de maio de 2009

O país enlouqueceu...

O caso BPN demonstra bem a degradação geral do regime. Bastou ver e ouvir a comissão de inquérito: se aquilo não foi uma reunião de amigos, à volta de umas cervejas, o que foi aquilo?
Os deputados riram com as piadas de Oliveira e Costa; Oliveira e Costa, apontado como o principal responsável por um buraco que já custou dois mil milhões aos portugueses, disparou sobre todos, excepto sobre as suas próprias culpas no cartório; os deputados acharam por bem não questioná-las.
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Mas o melhor veio a seguir: Dias Loureiro, que não tinha motivos para a demissão, subitamente encontrou-os; os partidos aplaudiram o gesto, incluindo o PS, que manifestamente esqueceu o caso Lopes da Mota; e, para finalizar, o Ministério Público já avisou que ouvir Dias Loureiro, agora disponível, não é uma prioridade.
Só uma pergunta: é do calor ou o país enlouqueceu?
João Pereira Coutinho
in CM

Hoje...Professores prometem voltar a encher Avenida...

Apesar de o desgaste do final do ano lectivo não aconselhar a grandes optimismos, Plataforma Sindical acredita em manifestação "comparável" às anteriores, com cerca de 80 mil pessoas.
A grande meta é pressionar o futuro Governo.

Pinócrates...Para Não Esquecer...

Os estilos das campanhas...

No início da campanha eleitoral para as europeias, Sócrates fez par com Zapatero em comícios partidários: em Valência, Sócrates puxou do papel e dirigiu-se em castelhano aos espanhóis, em Coimbra, Zapatero puxou do papel e falou castelhano aos portugueses…
Bem sei que Lurdes Rodrigues anda a responder à procura crescente do castelhano com professores certificados com um curso tipo Novas Oportunidades do Instituto Cervantes, tentando passar para trás quem têm competências próprias em espanhol.
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Seja como for, em termos políticos, só há uma de duas alternativas: ou o Instituto Camões oferece um curso acelerado a Zapatero para ver se, da próxima vez que se encontrar com Sócrates, pode "arranhar" o português tanto quanto Sócrates "arranhou" no sábado o castelhano, ou Sócrates deverá também falar em português nos comícios do PSOE onde entenda estar presente.
É que, queira ou não queira o nosso (ainda) Primeiro, é com estes sinais que se dá a exacta noção da igualdade entre Estados nesta construção europeia para a qual os dois pediram votos.
É que, queira ou não queira o nosso (ainda) Primeiro, é também com estes sinais que se mede a verdadeira parceria das relações ibéricas, políticas, económicas e culturais.
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Enquanto as duas figuras de proa do chamado socialismo post-moderno da regulação neoliberal voavam de Valência a Coimbra, enquanto Ferreira Leite e Rangel faziam uma conferência para algumas dezenas de candidatos e elites partidárias disfarçadas de povo, enquanto Melo e Portas se enganavam no dia de uma feira onde não encontraram ninguém, enquanto Louçã e Portas falavam em primeiro plano para os media, evitando os grandes planos da distribuição de cumprimentos, Jerónimo e Ilda passeavam-se em Lisboa com mais de oitenta mil, impedindo assim que os escondessem ou remetessem para rodapé de jornais.
Uma verdadeira torrente de vontade e gente que vai contar muito para libertar o país desta maioria absoluta sem sentido.
Honório Novo
in JN

HOMENS SEM QUALIDADES...

O dr. Cavaco, verdadeiramente, nunca foi bem um político ou estadista convincente e providencial. Um chefe que inspirasse confiança. Um espírito à altura do seu papel. Para tal era preciso carácter, integridade, autoridade pessoal, lucidez, vigor, cultura.
Não era necessário ser intelectualmente grande, bastava prudência e sinceridade pela "coisa" pública.
No invés, o dr. Cavaco apenas quis sobreviver para a sua viagem pessoal, mesmo quanto sugeria estar a tutelar os desígnios pátrios. Sorte grande a sua, desilusão a de todos nós.
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As vagas teorias sobre a Democracia, Portugal ou a Europa desse filho pródigo de alguma direita saudosa (o novo Messias) morreram logo na razão dos curiosos desmandos que a sua governação divulgou. A felicidade pública do nativo, artificialmente excitada, expirou mesmo antes de se avistar a "aritmética economista" do seu vindouro "oásis". Como diria Ramalho Ortigão: "os deuses eram de palha".
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O dr. Cavaco não nos salvou da ruína, da decadência, não modificou o regime ou o sistema político, não soube construiu uma Res Publica, uma democracia.
Apenas se rodeou no poder (sem que qualquer indignação se lhe visse) de um sem número de "adesivos" ou curiosos "senadores" que, mesmo aparentemente servis, astutamente o utilizaram para despojarem o orçamento do Estado. Os seus "procuradores do povo" arrumaram, antes de tudo, a sua própria clientela e souberam bem representar os seus interesses pessoais.
O dr. Cavaco, no meio do seu azedume contra a canalha, só conduziu o país para a confusão e abuso de uma "rede clientelar" de consequências absolutamente desastrosas.
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A política pós-Cavaco passou a ser uma "questão de compadres", de intrigas e as "avenidas do futuro" construídas, herança da sua obra financeira, foram um inegável "brinde" aos novos caudilhos. A trágica destruição das instituições, o desamparo à sociedade civil, o cansaço e a desmoralização a que hoje assistimos (e a que estamos condenados) venceram-nos definitivamente.
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Não por acaso estes dias irae da desvairada governação do regedor Sócrates são consequência funesta disso tudo. A lista dos Dias Loureiros, Oliveira e Costa, os prebentados de Macau, os melífluos Constâncios, o Lopes da Mota e os Freeport intermináveis que lentamente surgem, não têm fim à vista. A degeneração é total. Não há que estranhar!
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NOTA: O dr. Cavaco, depois do pedido de demissão de Dias Loureiro do Conselho de Estado, disse que não distingue "um de outro dos 19 conselheiros de Estado" e que todos lhe mereciam "igual respeito".
Esta infeliz observação é quase um insulto ao próprio Conselho de Estado e, reconhecidamente, os conselheiros não mereciam tal "entusiasmo".
O dr. Cavaco fez de Dias Loureiro o cérebro da sua campanha presidencial, levou-o para o Conselho de Estado e fez a sua apologia até ao fim.
Que mais imprevistos ou incidentes precisamos de assinalar?
in Blog Almocreve das Petas

Alentejo da minh`alma...

Estão 3 alentejanos a dormir à sombra de um chaparro quando passa uma mota a 150Km/h, passados 15 minutos diz um alentejano:
- Era uma Honda.
Passados outros 15 minutos diz outro alentejano:
- Não era nada, era uma Kawasaki.
Passados mais 30 minutos diz o terceiro:
- Eu vou-me embora que não gosto de discussões.

Voltaire...foi um Filósofo Iluminista Francês...

François-Marie Arouet (Paris, 21 de novembro de 1694 — Paris, 30 de maio de 1778), mais conhecido pelo pseudônimo Voltaire, foi um escritor, ensaísta, deísta e filósofo iluminista francês conhecido pela sua perspicácia e espirituosidade na defesa das liberdades civis, inclusive liberdade religiosa e livre comércio.
Voltaire foi um escritor prolífico, e produziu obras em quase todas as formas
literárias, assinando peças de teatro, poemas, romances, ensaios, obras científicas e históricas, mais de 20 mil cartas e mais de 2 mil livros e panfletos.
Ele foi um defensor aberto da
reforma social apesar das rígidas leis de censura e severas punições para quem as quebrasse. Um polemista satírico, ele frequentemente usou suas obras para criticar a Igreja Católica e as instituições francesas do seu tempo.
Voltaire foi um dentre muitas figuras do Iluminismo (juntamente com
John Locke e Thomas Hobbes) cujas obras e idéias influenciaram pensadores importantes tanto da Revolução Francesa quanto da Americana.
Índice
1 Idéias
2 Carreira
3 Obras
4 Ver também
5 Ligações externas

sexta-feira, 29 de maio de 2009

A partidocracia no seu esplendor

Manifestando, mais uma vez, o maior desprezo pelos direitos dos cidadãos, os partidos com assento na Assembleia da República não chegaram a acordo para eleger o novo Provedor de Justiça, uma vez que não foram reunidos os dois terços de votos necessários para um dos candidatos.

Sendo assim, fica sem efeito a resolução da sucessão de Nascimento Rodrigues ainda nesta legislatura. Recorde-se que Nascimento Rodrigues terminou o seu mandato há mais de uma ano, e está farto de pedir que elejam seu substituto.

Mais um exemplo de que é imperioso e urgente criar um amplo “MOVIMENTO DE DESCONTENTAMENTO” – subscrevendo a petição :

http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2009N37

que,seguida do voto em branco nas próximas eleições, conseguirá obrigar a partidocracia a devolver a soberania devida aos cidadãos e só aos cidadãos.


Caso Alexandra...Palmadas russas...

Ministros ‘incomodados’ já são uns quantos. Juízes ‘chocados’ são vários. O próprio relator do acórdão que entregou Alexandra à mãe biológica ficou “perplexo” quando viu as imagens desta a dar umas palmadas na filha.
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Estas palmadas russas na criança são, metaforicamente, também para a Justiça e Estado português. O juiz decidiu, como disse, perante “os factos que estavam no processo”.
Não falou com ninguém, analisou o que tinha sido julgado na primeira instância mas fez uma valoração diferente dos factos.
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A sua livre apreciação da causa foi tão radicalmente diferente do tribunal inferior que o levou a apontar uma “maternidade serôdia” à mãe de acolhimento.
Não quis julgar a mãe biológica pelo quadro que era estabelecido pelos técnicos da Segurança Social, mas não se coibiu de arrasar a outra parte. Já agora, baseado em quê?
Em que factos?
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A liberdade de decisão do juiz não se discute, mas a verdade é que esta não está a resistir a umas simples imagens das palmadas e a um lamentável quadro de exposição da criança a circunstâncias que cheiram a negócio.
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Uma coisa este caso demonstra: os processos de menores não podem ser decididos em circunstâncias destas.
Um monte de papel, factos avaliados à distância das pessoas, pura consideração de um determinismo biológico como critério dominante.
É tal a ‘defesa da família’ que, tantas vezes, a pura realidade é atirada para o caixote do lixo.
Eduardo Dâmaso
in CM

Coisas do Arco-da-Velha...Embaixada lusa recebia prostitutas...

O embaixador de Portugal em Dakar, António Montenegro, foi afastado do cargo por, entre outras suspeitas, permitir que redes de prostituição frequentassem a embaixada, noticia a imprensa local.
O Ministério português dos Negócios Estrangeiros confirmou ao CM que o responsável está a ser alvo de um processo de averiguações.
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Mais um político português...Pequenino e promíscuo...
É o que temos e não há volta a dar-lhe...

"Proteger a democracia"...

O"pequeno líder" socialista açoriano ambiciona, está visto, ser "grande líder" e já anda a apresentar publicamente "grandes ideias".
A última é obrigar os cidadãos, visto que a maior parte não o faz de livre vontade, a votar.Diz a Lusa que "Carlos César [defende] o voto obrigatório nas eleições em Portugal como forma de 'proteger' a democracia". César pretende "proteger" a democracia …dos cidadãos. Como? Tirando-lhes liberdade.
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Tendo acorrido em massa às urnas no pós-25 de Abril, os cidadãos deixaram pouco a pouco de o fazer porque concluíram que não valia a pena.
E quem os levou a tal conclusão foram políticos como Carlos César, que governa os Açores com uma "maioria absoluta" de… 20,8% (40 mil votos, em mais de 192 mil inscritos).
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Nas últimas eleições, 53% dos açorianos (essa sim, a maioria absoluta) fizeram um manguito a César e congéneres e ficaram em casa. São esses que ele quer agora obrigar, a bem ou a mal, a confiar nos políticos.
Não lhe passa, claro, pela cabeça "proteger" a democracia dos políticos. Obrigando-os, por exemplo (seria um bom começo), a cumprir promessas eleitorais.
Manuel António Pina
in JN

Carminho...Uma nova Voz no Fado...

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Ri-se com o desplante de uma garota de 24 anos. Mas ouçam-na cantar: voz tremenda, pura força da natureza, voz adulta, funda, não parece ter a idade que tem.
Como é que uma garota pode ter tanto fado?

A situação de Vítor Constâncio...

À semelhança de Manuel Dias Loureiro, Vítor Constâncio é inamovível do Banco de Portugal. Isto significa que não pode ser demitido. Mas, tal como o ex-conselheiro de Estado, são questionáveis as condições objectivas que mantém para o exercício do cargo de supervisor e regulador do sistema bancário nacional.
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À luz do que se vai sabendo do caso BPN, e tendo no "currículo" outros casos em que a supervisão falhou redondamente - BCP e BPP -, é manifesto que o governador do Banco de Portugal está numa situação cada vez mais frágil.
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Ao supervisor do sistema bancário exige-se que seja pró-activo e não passivo, como manifestamente tem sido a atitude de Vítor Constâncio. Tal como ao procurador-geral da República ou à CMVM, exige-se ao Banco de Portugal que, perante todo e qualquer rumor nos mercados e no sector financeiro, actue e investigue.
E pelo menos desde 2002 que há rumores sobre o que se passava no BPN.
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Não colhe, por isso, a argumentação de Vítor Constâncio de que não sabia de nada. Se não sabia, foi porque não quis saber ou quis saber pouco. E até o PS já percebeu isso mesmo.
É evidente que não é legítimo nem aceitável tratar da mesma forma o "ladrão" e o "polícia".
Mas, perante a incompetência e a incúria, o "polícia" tem de ser sancionado.A punição do "ladrão" está em curso - Oliveira Costa está em prisão preventiva e a investigação judicial prossegue.
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Mas, e a imagem é esta, se um polícia fecha os olhos ou vira a cara a algo que se assemelhe a um assalto, não pode continuar a ser polícia.
É o que se passou com Vítor Constâncio e que o relatório da comissão de inquérito ao caso BPN irá demonstrar.
in Editorial do DN

Caso BPN...Um banqueiro no confessionário...





Professores em Luta...


Diverte-me muitíssimo que nos reunamos para dizer adeus a este ministério. Porque é o que irá acontecer.
Aqui há uns tempos sugeri um modelo de manifestação mais festivo, com canções e alegria. Era por isto. Por saber que há hoje, mais do que antes havia, muitas razões para esse júbilo.
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Voltarmos a Lisboa exige, portanto, uma outra atitude: é uma celebração antecipada. Por mim, vou a Lisboa deitar foguetes antes da festa.E irei levando comigo essa minha saloia satisfação, porque sei que esta, ao contrário de todas as outras, representa o selo histórico que há muito todos os professores desejam carimbar: o adeus a esta equipa ministerial.
in Blog A Sinistra Ministra
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Todos à Manifestação...

Queda Livre...

O instrutor de paraquedistas:
- Contam todos até dez para abrirem o pára-quedas, OK???
No ar, já todos com o pára-quedas aberto, começa a cair um vertiginosamente.
Diz outro:
- Olhem, lá vai o gago..

Juan Ramón Jiménez...foi um Poeta Modernista Espanhol e Prémio Nobel de Literatura...

Juan Ramón Jiménez Mantecón (Moguer, 23 de dezembro de 1881San Juan, 29 de maio de 1958) foi um poeta espanhol.
Biografia
Em 1983 Juan Ramón foi como aluno interno para o colégio de jesuítas do porto de Santa Maria (C´dis), onde fez os estudos secundários até 1896. Aí escreveu os primeiros versos.
No Outono de 1896 foi para Sevilha estudar Direito, por vontade paterna, e pintura, por gosto próprio. Começou a ler os poetas espanhóis mais famosos da época: Gustavo Adolfo Bécquer, Rosalía de Castro, Curros Enríquez, e românticos franceses e alemães.
De regresso a Moguer, em 1899, correspondeu-se com Salvador Rueda - poeta introdutor do modernismo em Espanha - e Francisco Villaespesa, que abriu a Jun Ramón as portas da vida literária da capital, onde o modernismo começava a triunfar.
Deslocou-se para a Madrid em Abril de 1900, ocorrendo pouco tempo depois a morte repentina do seu pai, que lhe causou um traumatismo para toda a vida: o pavor da morte súbita e o consequente desejo de ter sempre próximo de si um médico.
No princípio de 1905 voltou para Moguer, dominado por implacável neurose, em busca de repouso e ternura familiar.Em 1913 conheceu Zenobia Camprubí Aymar, mulher graciosa, culta, de espírito sensível e apaixonada pelo poeta e pela sua obra, com quem casou em 1916.
O amor e o casamento tornam-se então motivos para um dos melhores livros de Juan Ramón, Diario de un poeta recién casado.
Depois de sucessivas viagens e hospitalizações por motivo das frequentes depressões nervosas do poeta, Juan Ramón e Zenobia mudam-se para Porto Rico.
O poeta ganhou o Prémio Nobel da Literatura em 1956, morreu a 29 de Maio de 1958.
Escrever sobre Juan Ramón Jímenez obriga a falar de modernismo: a sua poesia foi, no começo, influenciada pelo movimento e fez depois evoluir o modernismo espanhol.
Assim iniciada, a poesia de Juan Ramón começou por obedecer às leis deste amplo movimento: um esteticismo de raiz romântica, predominantemente sentimental, em que o eu é quase sempre o centro do poema, com os seus lamentos, uma visão idílica da natureza, uma sensualidade difusa, paisagens que são reflexo do seu espírito inquieto e por vezes mórbido, da consciência que lhe revela a transitoriedade humana, o abismo da beleza inatingível indiferente a essa transitoriedade.
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Poema
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Eu não voltarei. E a noite
morna, serena, calada,
adormecerá tudo, sob
sua lua solitária.
Meu corpo estará ausente,
e pela janela alta
entrará a brisa fresca
a perguntar por minha alma.
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Ignoro se alguém me aguarda
de ausência tão prolongada,
ou beija a minha lembrança
entre carícias e lágrimas.
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Mas haverá estrelas, flores
e suspiros e esperanças,
e amor nas alamedas,
sob a sombra das ramagens.
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E tocará esse piano
como nesta noite plácida,
não havendo quem o escute,
a pensar, nesta varanda.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Explicação da vida

No primeiro dia, Deus criou a vaca. E Deus disse:

'Tens que ir para o campo com o agricultor durante todo o dia e sofrer debaixo do sol, e dar leite para sustentar o agricultor. Eu dar-te-ei uma vida de 60 anos.'

A vaca disse:

'É uma vida dura que tu queres que eu viva durante 60 anos. Dá-me somente 20 e eu devolvo-te os outros 40'.

E Deus concordou.

No segundo dia, Deus criou o cão. E Deus disse:

'Senta-te todo o dia perto da porta da tua casa e ladra para qualquer pessoa que entre ou que passe por perto. Eu dar-te-ei 20 anos de vida. '

O cão disse:

'Isso é muito tempo para estar a ladrar. Dá-me somente 10 e eu devolvo-te os outros 10'.

Deus concordou.

No terceiro dia, Deus criou o macaco. E Deus disse :

'Distrai as pessoas, faz truques de macaco e fá-los rir muito. Eu Dar-te-ei 20 anos de vida.'

O macaco disse:

'Que cansativo, truques de macaco durante 20 anos!? Acho que não. O cão devolveu-te 10 anos e é o que eu vou fazer também, ok?'

Deus concordou.

No quarto dia, Deus criou o Homem. E Deus disse:

'Come, dorme, brinca, faz sexo, diverte-te. Não faças nada, simplesmente diverte-te. Eu dar-te-ei 20 anos de vida'.

O Homem disse:

'O quê!? Só 20 anos? Nem pensar! Vamos fazer o seguinte: eu fico com os 40 anos que a vaca devolveu, com os 10 do cão e os 10 do macaco. Isso faz 80.
Pode ser?'
'Ok' - respondeu-lhe Deus. 'Negócio fechado.'

É por isso que durante os primeiros 20 anos comemos, dormimos, brincamos, praticamos sexo, divertimo-nos e não fazemos nada. Os 40 anos seguintes, sofremos ao sol para sustentar a nossa família, os 10 seguintes fazemos figura de macaco para entreter os nossos netos, e os últimos 10 anos sentamo-nos na varanda e ladramos a toda a gente.

Movimento do Descontentamento


Só um amplo “MOVIMENTO DE DESCONTENTAMENTO” – subscrevendo a petição :

http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2009N37

seguida do voto em branco nas próximas eleições, conseguirá obrigar a partidocracia a devolver a soberania devida aos cidadãos e só aos cidadãos.

A Fisga


Ontem:

Vital quer castigar

«extrema esquerda»

e «direita liberal»

Hoje:

Vital quer «caçar

os prevaricadores»

no caso BPN

Quando é que explicam ao homem que é candidato ao parlamento europeu e não a castigador-mor
do reino nem a presidente do clube dos caçadores?