sexta-feira, 5 de junho de 2009

O Desaparecimemento do AF 447...

Acidente aereo do voo 447 air france (simulação de voo)

PS, São Bento e Terreiro do Paço...

A requalificação do Terreiro do Paço é mais um elemento exemplificativo do jeito autoritário com que o PS, o de António Costa em Lisboa, como o de José Sócrates no país, tem vindo a governar: de costas voltadas para os cidadãos.
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O desprezo que o PS patenteia, propositadamente, pela voz da cidadania local, tem uma séria razão de ser. É que o PS sabe que, quando ouve os lisboetas, eles contestam as suas práticas clientelistas assentes em decisões de secretaria arbitrárias e, acima de tudo, rejeitam obras megalómanas e projectos urbanísticos transviados que, pouco a pouco, lhes vão roubando a sua frente ribeirinha.
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Episódios como o do favor à Liscont a propósito do terminal de contentores em Alcântara demonstram como o PS não tem qualquer pejo em ultrapassar as regras do bom senso para levar os seus desígnios e as suas negociatas avante. Ocasiões como a da suspensão do PDM para permitir a construção da Fundação Champalimaud em Pedrouços revelam como o PS não está minimamente comprometido em levar a cabo um planeamento da cidade de tipo participado.
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No que concerne à questão da reabilitação do Terreiro do Paço todo o processo foi conduzido de forma errada desde o início: tudo decidido em São Bento; apresentado ao público através de uma resolução do Conselho de Ministros; tudo entregue à Sociedade da Frente Tejo; não houve concurso público nenhum. Uma vez mais vingou a obssessão do PS em ultrapassar as regras do bom senso democrático só para mostrar obra feita, em vez de prevalecer o espírito da discussão pública, o estímulo da cidadania e o respeito pela opinião dos lisboetas.
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É por estas e por outras que, quando o PS se diz da esquerda democrática, os lisboetas e os portugueses, que sabem que este PS está mais preocupado com o seu próprio umbigo do que com o bem-estar, qualidade de vida e ensejos das populações, se preparam, neste ciclo eleitoral, para penalizar o PS de Sócrates e de Costa, porque têm noção de que o voto no PS será sinónimo de mais do mesmo, de mais abuso e mais retrocesso.
Natasha Nunes
in Esquerda.Net

Porque dançam Edite Estrela e Correia de Campos?...

Porque dança tão alegre na rua o ex- ministro da saúde Correia de Campos, dando o braço a Edite Estrela ? Porque pôs o país em polvorosa fechando centros de saúde regionais, abandonando velhos e desamparados e agora vê um lugarzinho ao Sol, na prateleira dourada do Parlamento Europeu ?
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Porque baila Edite Estrela ? Porque perdeu Sintra com lágrimas e teve essa recompensa de repetir mandatos na Europa ? Ou dançam porque o país está bestial ?Que sentirão os desempregados recentes do país? Que sentirão os que estão a perder as poupanças de uma vida num banco que afinal era um casino ?
Que sentirão os que escreveram cartas e petições a um Provedor da Justiça posto de lado, humilhado, e que nem o Presidente da República, garante do normal funcionamento das instituições, um escândalo que nem o PR consegue resolver?
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A doutora Estrela baila com o camarada Campos, porque tristezas não pagam dividas, ou porque estão radiantes por partilharem o seu dia de campanha com o ressuscitado Paulo Pedroso, o mesmo que invadiu o Parlamento depois de ter saído da Penitenciária ? Os putativos deputados europeus socialistas têm razão para dançar e esquecerem a compostura em tempos difíceis, para os outros claro, aqueles totós que os vão por a ganhar uma barbaridade por mês, com mordomias e uma reforma dourada?
O par gaiteiro socialista dança porque hoje se ficou a saber que o desemprego atingiu um valor superior ao da média europeia ou dança porque está no papo o lugarzinho ?
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A falta de respeito para com o país aí está: um retrato perfeito de uma casta política nova-rica, uma elite que se marimba no povo, no país, nas dificuldades. A pimbalheira desta gente, arrogante (veja-se a resposta da ministra da educação, a Ana Drago) a mediocridade instalada, a falta de ideias , de cultura, de referências.
As barbies da política com os velhadas teimosos que nos desgovernam.
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A tragédia é esta: com votos brancos ou com abstenção, nenhum de nós pode com o seu votinho tirar aquela gente, esta gente, do destino que os espera: a política como o melhor emprego do Mundo. Por isso eles dançam, e não caem.
in Blog Instante Fatal

Alentejo de minh`alma...

O Maneli, alentejano de gema, adormeceu na praia sob um sol escaldante e sofreu graves queimaduras nas pernas.
Foi transportado para o hospital de Évora, com a pele completamente vermelha, cheio de bolhas, e as dores eram horríveis. Qualquer coisa que lhe tocasse na pele ... era a mais completa agonia!
O médico, um alentejano de Beja, foi ver o Maneli e prescreveu que lhe fosse administrado soro, por via intravenosa, um sedativo leve e 3 comprimidos de Viagra de 8 em 8 horas.
Antonieta, a enfermeira de serviço também ela alentejana, completamente boquiaberta perguntou:
- Oh Doutori, vomecê desculpe ... mas vomecê receitou Viagra ?!!!
Responde o médico:
- Si senhora, recetê Viagra e muito bem.
A Antonieta volta a perguntar:
- Mas entã para que serve ao Maneli o Viagra nas condições em quele tá?
Ao que o médico respondeu:
- Entã nã se tá memo a vere !
É prós lençois ficaren afastados das quêmaduras das pernas !!!

Federico García Lorca...foi Poeta e Dramaturgo Espanhol...

Federico García Lorca (Fuente Vaqueros, 5 de junho de 1898Granada, 19 de agosto de 1936) foi um poeta e dramaturgo espanhol, e uma das primeiras vítimas da Guerra Civil Espanhola.
Biografia
Nascido numa pequena localidade da Andaluzia, García Lorca ingressou na faculdade de Direito de Granada em 1914, e cinco anos depois transfere-se para Madri, onde ficou amigo de artistas como Luis Buñuel e Salvador Dali e publicou seus primeiros poemas.
Grande parte dos seus primeiros trabalhos se baseiam em temas relativos à Andaluzia (Impressões e Paisagens, 1918), à música e ao folclore regionais (Poemas do Canto Fundo, 1921-1922) e aos ciganos (Romancero Gitano, 1928)
Concluído o curso, foi para os Estados Unidos da América e para Cuba, período de seus poemas surrealistas, manifestando seu desprezo pelo modus vivendi estadunidense.
Expressou seu horror com a brutalidade da civilização mecanizada nas chocantes imagens de Poeta em Nova Iorque, publicado em 1940.Voltando à Espanha, criou um grupo de teatro chamado La Barraca.
Não ocultava suas idéias socialistas e, com fortes tendências homossexuais, foi certamente um dos alvos mais visados pelo conservadorismo espanhol que, sob forte influência católica, ensaiava a tomada do poder, dando início a uma das mais sangrentas guerras fratricidas do século XX.Intimidado, Lorca retornou para Granada, na Andaluzia, na esperança de encontrar um refúgio.
Ali, porém, teve sua prisão determinada por um deputado católico, sob o argumento (que tornou-se célebre) de que ele seria "mais perigoso com a caneta do que outros com o revólver".
Assim, num dia de agosto de 1936, sem julgamento, o grande poeta foi executado com um tiro na nuca pelos nacionalistas, e seu corpo foi jogado num ponto da Serra Nevada. Segundo algumas versões, ele teria sido fuzilado de costas, em alusão a sua homossexualidade .
A caneta se calava, mas a Poesia nascia para a eternidade - e o crime teve repercussão em todo o mundo, despertando por todas as partes um sentimento de que o que ocorria na Espanha dizia respeito a todo o planeta... foi um prenúncio da Segunda Guerra Mundial
Assim como muitos artistas - e a obra Guernica, de Pablo Picasso -, durante o longo regime ditatorial do Generalíssimo Franco, suas obras foram consideradas clandestinas na Espanha.
Com o fim do regime, e a volta do país à democracia, finalmente sua terra natal veio a render-lhe homenagens, sendo hoje considerado o maior autor espanhol desde Miguel de CervantesLorca tornou-se o mais notável numa constelação de poetas surgidos durante a guerra, conhecida como "geração de 27", alinhando-se entre os maiores poetas do século XX. Foi ainda um excelente pintor, compositor precoce e pianista.
Sua música se reflete no ritmo e sonoridade de sua obra poética. Como dramaturgo, Lorca fez incursões no drama histórico e na farsa antes de obter sucesso com a tragédia.
As três tragédias rurais passadas na Andaluzia, Bodas de Sangue (1933), Yerma (1934) e A Casa de Bernarda Alba (1936) asseguraram sua posição como grande dramaturgo.
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O POETA PEDE AO SEU AMOR QUE LHE ESCREVA
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Amor de minhas entranhas, morte viva,
em vão espero tua palavra escrita
e penso, com a flor que se murcha,
que se vivo sem mim quero perder-te.
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O ar é imortal. A pedra inerte
nem conhece a sombra nem a evita.
Coração interior não necessita
o mel gelado que a lua verte.
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Porém eu te sofri. Rasguei-me as veias,
tigre e pomba, sobre tua cintura
em duelo de kordiscos e açucenas.
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Enche, pois, de palavras minha loucura
ou deixa-me viver em minha serena
noite da alma para sempre escura.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

De partida

Senhor Embaixador da Patagónia

Aceites que foram os pressupostos enunciados na sua Resposta mui diplomática, cabe-me informar que já rumei às Berlengas, para me despedir do respectivo faroleiro e, na sua pessoa, de todos os meus patuscos conterrâneos que adoram viver na Socralândia.

Chegarei à Terra do Fogo nunca antes do próximo dia 10, o tal que senhor da cooperação estratégica que mora ao lado dos afamados pastéis de nata de Belém afirma ser o dia da raça, talvez referindo-se ao Bo, o cão-de-água português que o senador Kennedy ofereceu às filhas do Obama.

Mas deixemos as minudências e vamos ao que importa. E o que importa é que viajarei só com bilhete de ida, porque tudo indica que os meus concidadãos adoram um chefe como nunca mais tiveram desde que o Botas caiu da cadeira, e estão convencidos que o Pinócrates é o D. Sebastião em carne e osso. Como morrem de saudades de ambos, é sabido que 2009 ficará na História da Socralândia como o ano em que Pinócrates, o menino d’oiro enlatado foi ungido e coroado salvador da pátria, essa entidade semi-divina sem a qual os portugueses não conseguem sobreviver.

Adeus e até ao meu regresso, se eu durar mais 48 anos do mesmo, o que não acredito. Portanto fica mais correcto dizer só adeus.

. . . . Clique na imagem para ampliar.
Momento histórico: Portugal vive a pior crise económica desde 1975.
Bruno Proença, Diário Económico.

Em Portugal os efeitos da grise são agravados por décadas de erros estruturais e de políticas conjunturais erradas. Não de um governo, […] mas de todos, desde a década de 80, pelo menos, quando se malbarataram os milhões do ouro novo Brasil, Bruxelas.
João Paulo Guerra, Diário Económico.

Um dos mais graves problemas de Portugal é o do excesso de areia nos olhos dos portugueses.
Idem, Ibidem.

[Portugal é] um País com duas justiças, a duas velocidades.
Paula Teixeira da Cruz, Correio da Manhã.

Onde as contas parece que batem certo é no número de pobres em Portugal. São dois milhões. [Portanto,] mais uma expressão da nossa histórica mania das grandezas.
José Saramago, Diário de Notícias

O nome que acabou por ser escolhido [Paulo Rangel para cabeça-de-lista do PSD ao Parlamento Europeu] é de uma falta de imaginação e de uma ambição tais, que impressiono até os adversários.
Marcos Perestrello, Expresso

Os líderes parlamentares, em gesto de intocável beleza moral, resolveram nunca mais usar a palavra “autista” para se sovarem na Assembleia. […] Eu, em nome da higiene verbal, evitava qualquer metáfora.
João Pereira Coutinho, Correio da Manhã.

[Durão Barroso] é incompetente. Mas é o nosso incompetente. E exigir competência a um nacional é, como se sabe, falta de patriotismo e sinal de sectarismo ideológico.
Daniel Oliveira, Expresso.

Cavaco Silva tornou-se hoje – péssimo sinal – na única e última referência da decência.
Maria João Avillez, Sábado.

A entrevista inócua que [José Sócrates] deu à RTP teve, pelo menos, um mérito: mostrou o quanto os jornalistas irritam o primeiro-ministro.
Pedro Lomba, Diário de Notícias.

[José Sócrates] convive mal com a liberdade de informação.
Manuela Moura Guedes, Correio da Manhã.

A sensação que existe em Portugal […] é a de que o regime está quase caduco, que está esgotado, que está degradado de modo quase irreversível.
Pedro Santana Lopes, Sol.

A relação entre os políticos e jornalistas tem uma lógica conflitual irremediável.
Mário B. Resendes, DN.

Na verdade, governar e aturar a “rapaziada dos jornais” é difícil. […] Mas governar sem imprensa livre, toda a gente sabe o que é.
Henrique Monteiro, Expresso.

Portugal cada vez mais se parece com uma caricatura de país.
João Paulo Guerra, Diário Económico.

Este regime está caduco, enrodilhado nos problemas que nunca soube resolver, preso a dirigentes medíocres e incapaz de se renovar nas pessoas e nas ideias.
Carlos Abreu Amorim, Correio da Manhã.

Os próximos meses de campanha eleitoral vão provar a dificuldade de crescimento do país e a infantilidade reinante na classe política.
Fernando Sobral, Jornal de Negócios.

Ao escolher Paulo Rangel, Ferreira Leite escolheu-se a si própria para cabeça-de-lista das eleições europeias.
Constança Cunha e Sá, Correio de Manhã.

Manuela Ferreira Leite não se dá bem com a sua própria língua: ou fala de menos ou fala tanto que se atrapalha.
Fernando Sobral, Jornal de Negócios.

Nesta partidocracia decadente, os sufrágios anunciam com angústia. O regime é depressivo, os cidadãos estão deprimidos.
Paulo Morais, Jornal de Notícias.

O país é dominado por um grupo sem prestígio mas com poder.
Baptista-Bastos, Diário de Notícias.

Bocas presidenciais


Cavaco Silva:
"Não tínhamos poupanças
debaixo do colchão"


PR diz que perdeu «muito dinheiro» do que tinha em quatro bancos.

Inimigo de si mesmo...

Marinho Pinto não é ingénuo – após Sócrates ter elegido Manuela Moura Guedes e a TVI como seus inimigos figadais, sabe bem que ir esse canal descompor a jornalista tresanda a frete pessoal ao primeiro-ministro. Marinho Pinto conseguiu aquilo que nem o ministro Santos Silva imaginaria nos seus sonhos mais ‘controleiros’.
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A colagem ao Governo é a única estratégia aparente do bastonário dos advogados. O resto é uma impetuosa barafunda contra tudo o que mexe na Justiça: juízes, procuradores, polícias, funcionários, advogados, políticos (excepto Sócrates) e faculdades de Direito.
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Sem tom nem som, Marinho Pinto tornou-se num caricato argumento a favor dos interesses que diz combater, aniquilando a lógica que o fez eleger talvez por muitos anos.
Carlos Abreu Amorim
in CM

O campeão das gafes!...

Enquanto o PS implora que a campanha eleitoral termine, que o seu candidato se cale e que vá rapidamente para Bruxelas, Vital Moreira continua a deliciar o país político com as suas gafes.
Como quem marca o ponto, o cabeça-de-lista do PS continua a falar perante o gáudio dos profissionais da Comunicação Social que se encavalitam à espera de mais uma declaração que possa espantar o país e encurralar o PS…
Tudo começou quando Vital Moreira disse que não ia votar Barroso depois de Sócrates já ter comprometido o apoio do PS e se ter unido a Ferreira Leite e a Paulo Rangel para organizar o bloco central que pode reeleger o actual presidente da Comissão Europeia.
A partir daqui foi o desfiar do rosário.
Vital Moreira apresentou uma proposta para a criação de um imposto europeu sobre transacções financeiras em Bolsa, exactamente na véspera do PS votar contra um projecto de lei do PCP que criava em Portugal esse mesmo imposto…
Vital Moreira afirmou no distrito de Évora que era importante "reabrir as minas de S. Domingos", que ficam no distrito de Beja, confundindo minas de Aljustrel com as que ficam perto de Mértola, há muito infelizmente encerradas em definitivo.
Vital Moreira classificou de roubalheira o que se passou no BPN - e aqui pecou por defeito, trata-se mesmo de uma rede criminosa - responsabilizando o PSD por esse facto, talvez para ouvir dizer que o falhanço total do Banco de Portugal na supervisão do BPN seria responsabilidade do PS, já que Vítor Constâncio é militante do partido do Governo…
Depois deste chorrilho de gafes, Vital Moreira até chegou a falar em "cidadões", quando certamente quereria dizer cidadãos, porventura a menor das suas gafes.
Este é Vital Moreira, constitucionalista emérito, cabeça-de-lista do PS às europeias, o maior erro de casting da história política nacional nos últimos anos. Este é, enfim, Vital Moreira, escolha pessoal de José Sócrates…
Honório Novo
in JN

Transporte Escolar na Índia...

Dias Loureiro saiu, enfim, do Conselho de Estado. Foi empurrado por Oliveira Costa e pelo cada vez mais insuportável embaraço presidencial, bem reflectido nos comentários dos conselheiros Jorge Sampaio e João Lobo Antunes apontando-lhe a porta de saída.O depoimento de Oliveira Costa é a vingança pública de um homem ferido e despeitado.
Mas ninguém fica imune a um retrato de carácter tão arrasador como o que foi feito de Dias Loureiro.
E embora este garanta que nada fez de ilegal, já nem é apenas isso que está em causa: o caso BPN tornou-se um pântano demasiado fétido para não macular quem quer que nele tenha ocupado altos cargos de responsabilidade.
Fernando Madrinha
in Expresso

1º Tempo de Antena do Bloco...

Primeiro tempo de antena do Bloco para as eleições europeias, com videoclip do apoio de Sócrates a Durão para a Comissão Europeia, a explicação do fracasso do tratado de Lisboa por Alda Sousa e o apoio de Fernando Nobre, mandatário da candidatura.

A Lurdinhas faz da Educação o que José Sócrates faz na governação em geral...

No rescaldo de mais uma mega-manifestação de professores, quando por quase todo o lado se ataca a ministra da educação, no uso da minha irreprimível liberdade de opinião e democrática apreciação política não posso deixar de dizer que Maria de Lurdes Rodrigues está no lugar certo no momento exacto.
Não tem currículo, nem competência, nem perfil para desempenhar as funções que tão memoravelmente desempenha.
Mas está no lugar certo no momento exacto, na justa medida em que está para a educação como José Sócrates está para a chefia do Governo. Também ele não tem currículo, nem competência, nem perfil para desempenhar as funções que tão memoravelmente desempenha.Maria de Lurdes Rodrigues faz na educação o que José Sócrates faz na governação em geral. Finaliza a catástrofe nacional, prenunciando a imperiosidade de se reerguer o sistema educativo e o País a partir do zero, num terreno juncado de ruínas.
Maria de Lurdes é verdadeiramente um Socratezinho, imperando como ignaro e tirano régulo nos escombros da Escola Pública… O que Sócrates faz no Palácio de São Bento, faz Maria de Lurdes Rodrigues no soturno torreão da 5 de Outubro: o exercício permanente da prepotente incompetência.
Estão perfeitamente um para o outro.
Maria de Lurdes Rodrigues é para a escola portuguesa a desgraçada imagem reflectida da socratina destruição global da Pátria, em termos económicos e financeiros, mas sobretudo nos supremos domínios da ética e da moral.Maria de Lurdes Rodrigues está no lugar certo no momento exacto.
Depois dela e da sua tão inesquecível equipa, só resta a esperança de se construir um novo sistema educativo, baseado na verdade, no trabalho e na exigência, um sistema educativo onde se possa ensinar e aprender, onde a pedagogia volte a ocupar o lugar do que agora é só ignóbil demagogia…
Mário Rui Simões Rodrigues
in Blog A Escola Presente

Jorge Palma...É Cantor e Compositor...faz 59 anos...

Jorge Manuel de Abreu Palma (Lisboa, 4 de Junho de 1950) é um compositor e cantor português.
Índice
1 Biografia
2 Discografia
-2.1 Álbuns
-2.2 Colectâneas
3 Colaborações
4 DVDs
5 Bibliografia
6 Ligações externas
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Jorge Palma - Encosta-te a Mim

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Não esqueçam as vítimas

Nem a coragem deste Homem


impediu o massacre


4 de Junho de 2009 - 20º Aniversário do massacre de Tiananmen


O Governo Chinês tem-se recusado a levar a cabo um inquérito aberto, independente e imparcial aos acontecimentos dos dias 3-4 de Junho, apesar dos apelos dos governos estrangeiros. Mas é necessário que a justiça acabe por prevalecer e que as vítimas não sejam esquecidas. Nesse sentido a Amnistia Internacional - Secção Portuguesa promove várias acções públicas no próximo dia 4 de Junho, 5ª feira, à qual várias estruturas já demonstraram interesse em se associar:

Acção em Lisboa:
Pretende-se alertar o público em geral e a Embaixada da China em Portugal para a necessidade de fazer justiça às vítimas do 4 de Junho de 1989 e para que acabem as perseguições a todos aqueles que têm tentado lembrá-las, dentro da China. Também se pretende fazer uma homenagem às Mães de Tiananmen, cujos filhos foram mortos durante aqueles acontecimentos e que durante anos e anos tiveram de esconder a sua dor.
A acção a levar a cabo pelo CoGrupo da China, com início às 18h 30mn do dia 4 de Junho, no Rossio, consiste em tentar reproduzir a ocupação da Praça de Tiananmen pelas tropas e consequente brutal repressão:
Voluntários envergando camisolas brancas com dizeres em chinês e em português exigindo “Nunca Esqueçam”, o “Contem a Verdade”, “Faça-se Justiça”, e com uma faixa branca atada na cabeça surgem em uma Praça de Lisboa (talvez o Rossio) e logo se seguem outros voluntários que simulam soldados, com camisolas pretas com uma estrela vermelha, segurando uma espingarda AK 47 (fabricada em polipropileno alveolar e com a imagem da espingarda colada dos 2 lados) e um cartaz com um tanque de guerra desenhado que simulam descargas de balas. Os estudantes caem no chão e a seguir, perto mas não junto a eles., voluntárias depositaram no chão, 6 rosas brancas e 4 vermelhas. Estas flores são o símbolo das Mães de Tiananmen. As rosas brancas representam a pureza do coração dos mortos em Tiananmen e as vermelhas a sua paixão. O número 6 por ser relativo ao mês 6 - Junho e 4 ao dia do mês.


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MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO (www.movimentolusofono.org)
Blogue associado: NOVA ÁGUIA: O BLOGUE DA LUSOFONIA (novaaguia.blogspot.com)
SEDE: ASSOCIAÇÃO AGOSTINHO DA SILVA (Rua do Jasmim, 11, 2º – 1200-228 Lisboa; E-Mail: AgostinhodaSilva@mail.pt; Tel.: 21 3422783 / 96 7044286; http: www.agostinhodasilva.pt; NIF: 503488488; NIB: 0033 0000 2238 0019 8497 2)

O estado a que isto chegou

..."Esta democracia é uma desgraça. E os protagonistas são pessoas inadequadas à construção da sua desejável e inequívoca grandeza. O que dizem reactiva, permanentemente, a colonização das mentes, porque o que dizem é baseado em velhos conceitos de exclusão do "outro". Esta democracia reflecte a debilidade de convicções morais de quem dela se diz paladino. O que por aí se vê de corrupção, de mentira, de fraqueza dos mecanismos institucionais, de hipocrisia, de inquietação social, resulta das enormes variações de carácter e de ideologia daqueles que abandonaram a defesa das específicas identidades partidárias.
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O desfile de nulidades e de apparatchiks de que as televisões são palco constitui a afirmação de um tribalismo generalizado, que não comporta a esperança mas a resignação. Esta democracia é uma desgraça porque espicaça o desprezo, alimenta o ressentimento, incrementa o rancor e não conseguiu, em 35 anos, extirpar os odiosos fantasmas do racismo e da xenofobia."...

Baptista-Bastos in DN
Se for um destes "democratas" e, ou, cliente partidário a viver à custa da desgraça dos seus concidadãos que rejeitam a partidocracia, passe à frente e não volte a este blogue.
Mas se estiver de acordo com Baptista-Bastos e o texto do manifesto abaixo, então assine-o:
http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2009N37

Se não for capaz de assiná-lo, das duas uma: ou é cobarde, ou gosta do estado em que o país se encontra e ganha com isso, sem escrúpulos nem princípios. No fundo é igualzinho aos políticos e demais vigaristas da nossa praça.

Então não é uma maravilha?

As verdadeiras 7 maravilhas de origem portuguesa no mundo

“Mais maravilhas? Mas isso não está já a cheirar mal?”, pergunta o cidadão comum, esclarecido e de gosto refinado, enquanto limpa a cavidade nasal com o indicador e emborca mais uma imperial. Com efeito, assim é. Desde que mentes brilhantes internacionais decidiram promover a eleição das novas 7 maravilhas do mundo por voto telefónico (se tivéssemos mais uns milhões de habitantes, até lá conseguíamos enfiar o Centro Comercial Colombo), houve mentes igualmente brilhantes, mas de formação nacional, a decidir capitalizar a euforia que não chegou a existir, promovendo a eleição simultânea de outras tantas maravilhas de Portugal. O mesmo brilhantismo precisou de dois anos para engendrar nova iniciativa: as 7 maravilhas de origem portuguesa no mundo. Rebuscado? Por comparação com as 7 maravilhas de origem mundial em Portugal (que virão a seguir) é até bastante simples e evidente. Mas há algo que não está bem. Olhando a lista de 27 “maravilhas” em votação, verficamos que, das 27, 11 são igrejas, conventos, santuários, mosteiros, basílicas e catedrais, dez são fortes e fortalezas e 5 são centros históricos de cidades coloniais, acrescentando-se ainda a Ilha de Moçambique. Espera-se que isto impressione? A Ilha de Moçambique impressiona realmente e muitos desconhecerão que o poderio dos portugueses das Descobertas lhes permitia erguer ilhas sobre o oceano, mas o resto não. O que diz esta lista da presença histórica portuguesa no mundo? Diz que os nossos antepassados, que nos habituámos a ver como heróicos, faziam duas coisas: rezavam e batiam nas pessoas. Possivelmente, em simultâneo ou com uma relação de causa-efeito. Nos intervalos das rezas e da violência, refugiavam-se em recantos urbanos construídos para recordar a terrinha e com a preocupação de serem “centros”. Para periferia já bastava a pátria distante. Existem realmente maravilhas de origem portuguesa no mundo, mas não são estas. Estas são apenas postais bonitos ou amontoados de pedras mal amanhados que algum historiador decidiu forçar a organização a incluir na lista para conferir rigor à coisa. Não revelam nada do que é ser português e são apenas paredes. As maravilhas portuguesas no mundo que verdadeiramente interessam e que verdadeiramente revelam a nossa essência mais profunda são estas:

1 - A escravatura moderna




É verdade. Foram os portugueses a ressuscitar para a modernidade europeia um hábito desagradável há muito caído em desuso. Não contentes em negociar com nativos das novas terras africanas o marfim, o ouro e a especiaria, os nossos decidiram que seria ainda mais proveitoso se pudessem vender também os próprios parceiros de negócio. Também é verdade que fomos um dos primeiros países a abolir o tráfego humano, mas apenas depois de muitos séculos de lucro e de multidões transportadas contra sua vontade no porão de navios. É um pouco como ouvir um assassino em série com dezenas de vítimas no cadastro proclamar a santidade da vida humana. O argumento não perde validade por isso, mas fica sempre aquele travo amargo na boca e fica por exteriorizar um “mas que grande lata”.

2 - O emigrante


Portugal não é a única nação de emigrantes, mas os nossos emigrantes são especiais. Não se limitam a deixar o país em busca de melhores condições de vida, criando toda uma filosofia à sua volta. O emigrante português não deseja regressar a casa em permanêcia. Pode voltar, eventualmente, mas apenas por motivos de força maior. A sua maior ambição é fazer visitas passageiras, sobretudo no Verão ou durante quadras festivas, para, em primeiro lugar, partilhar com os conterrâneos que ficaram que o seu país de acolhimento é mil vezes superior a Portugal em qualquer aspecto e, depois, para matar saudades de entes queridos, de preferência ao volante de um Mercedes alugado em segredo e com palavras de afecto entrecortadas pelos termos estrangeiros que vão conseguindo pronunciar com maior ou menor improviso. Concluído o ritual, o emigrante regressa ao país onde reside e, aí, o seu patriotismo torna-se absoluto e alimenta um amor cego a Portugal que não tolera a mínima crítica. Contraditório? Não, senhor. Genuíno!

3 - O político penetra


Num país desprovido há séculos de qualquer relevância geopolítica ou económica, não admira que os políticos sintam um especial prazer pelo convívio com os seus congéneres de estados menos dependentes de êxitos futebolísticos, queda de pontes ou desaparecimento de crianças estrangeiras para serem referidos na CNN. E é vê-los a entregarem-se de alma e corpo a manifestações efusivas de júbilo por serem dignos de segundos de atenção ou de um abraço de Sarkozy, Merkel ou Zapatero, mesmo que estes, muitas vezes, não os reconheçam, sabendo apenas tratar-se de alguém de um daqueles países confusos do Sul da Europa. Vê-se o orgulho inflado de serem recebidos por um Berlusconi ou de receberem um postal natalício de um Obama. Nota-se até que nem nas muitas vezes em que os seus apertos de mão ficam suspensos no ar sem correspondência, ou quando um governante demasiado ocupado lhes volta a cara para se dirigir a quem realmente interessa, isso os magoa. Porque sabem que estão ali, no centro de tudo. Mesmo que seja só para fazer número.

4 - O novo conceito de pontualidade


Quem em Portugal nunca calculou mentalmente qual a hora mais adequada para comparecer a um encontro marcado para as “quatro e picos” ou “por volta das onze”? E quem em Portugal nunca concluiu que a hora mais adequada seria às 17:10 (para o encontro das “quatro e picos”) e às 11:47 (para o encontro “por volta das onze”). Depois, tenta-se explicar a um europeu à séria como funciona, habitualmente como justificação para um atraso de três quartos de hora, e não há quem entenda. Porque nós temos um dom especial e único. É essa a razão.

5 - O subsidiado profissional


Quem acreditar que os subsídios ou ajudas económicas se destinam a dar impulsos iniciais ou ajudas passageiras, não passou tempo suficiente embrenhado na realidade portuguesa. O afamado espírito de iniciativa português, alicerçado por uma longa cultura de esmolas, cunhas e caridadezinhas consegue pegar numa situação de último recurso que, para muitos, seria motivo de algum embaraço, transformando-a numa forma de vida plena realização pessoal.

6 - O desenrascanço
Recentemente louvada internacionalmente como uma das palavras que mais falta fazem à língua inglesa, a instituição portuguesa do desenrascanço não tem apenas as conotações positivas que lhe foram reconhecidas. O seu lado negro, assombrado por obras concluídas vinte segundos antes da sua abertura ao público e por pedidos a um grande amigo/familiar querido para facilitar um qualquer processo burocrático, é bem conhecido e serve de contrapeso perfeito aos aspectos positivos da improvisação e da capacidade para superar dificuldades à MacGyver.

7 - Os fenómenos de popularidade instantânea



No resto do mundo, para que algo seja popular, há todo um processo a seguir. Primeiro vem o lançamento, seguindo-se a divulgação, depois a aceitação e, por último, a consagração. Em Portugal, apesar do que se disse acima acerca da pontualidade, há pelo menos uma coisa em que não gostamos de perder tempo. E, por isso, passamos directamente do lançamento à consagração. Mas não de forma linear. Muitas vezes, a consagração dá-se antes do lançamento, sendo inúmeros os casos de discos que já são de platina à saida da editora, de livros que já são best-seller antes de os primeiros exemplares chegarem às livrarias ou de iniciativas mediáticas arbitrárias que já têm longos pergaminhos na sua primeira edição. Para muitos, isto poderá não fazer qualquer sentido, mas os portugueses facilmente abdicam do juízo próprio se houver alguma alma caridosa a disponibilizar-se para nos explicar aquilo que apreciamos e aquilo que queremos. Facilita-nos a vida e nós somos gente que não aprecia complicações.
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