terça-feira, 2 de junho de 2009

Tiro ao alvo

Nacionalização do BPN

proposta num parágrafo

A decisão de nacionalizar o BPN baseou-se num parágrafo de sete linhas, constante no parecer do Banco de Portugal enviado ao Ministério das Finanças, dois dias antes da nacionalização.

É o que dá aplicar o simplex em inglês técnico.

Classe média em perigo...

"Adeus, classe média, adeus", titulava ontem o suplemento de Economia do jornal ‘El Pais’. A classe média, pedra basilar do mundo ocidental, principal sustento do Estado-providência, está a ser fortemente atacada por esta severa crise.
Os rendimentos estão em risco, os empregos desaparecem e as pensões de reforma são ameaçadas.
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Na Europa mais rica, os substitutos da classe média são os mileuristas, jovens que, apesar de terem excelentes qualificações, não passam dos mil euros de salário mensal, normalmente em situações precárias. Nos países pobres da Europa, até os mil euros a recibos verdes parecem um sonho.
A bitola portuguesa desta geração precária não andará longe dos 500 ou 600 euros.Esta realidade geracional é facilmente visível.
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Muitas são as famílias em que os pais, de 50/60 anos, atingiram um nível decente de conforto, e os filhos sub-30, mesmo com mais qualificações, não conseguem sequer ter a esperança de manter um nível de vida semelhante.
Este empobrecimento lento é aterrador e constitui uma ameaça civilizacional.
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.O mundo que se desenha é mais injusto, mais inseguro e mais violento.
E se os lideres políticos não tiverem vontade nem engenho para mudar as coisas, o chamado modelo social europeu pode desaparecer e a Europa tornar-se um imenso Haiti.
Armando Esteves Pereira
in CM

Tem dias...


O problema do voto em Vital Moreira (falo como cidadão comum votante que segue a campanha como quem vai à feira à procura do produto mais em conta) é que não é possível saber em que Vital Moreira se vota.
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Se naquele para quem "é preciso nacionalizar o grande capital" ou no candidato do actual PS;
se no que defende que, sendo as eleições europeias, "devem centrar-se em temas europeus" ou no que denuncia a "roubalheira", o "escândalo" e a "vergonha" do BPN; s
e no que garante que é contra "a algazarra" e o "ataque pessoal aos adversários" ou no que responsabiliza aos berros os adversários pela "roubalheira";
se no que, tratando-se do Freeport, é o paladino da presunção de inocência ou no que, estando em causa o BPN, já condena sem julgamento "figuras gradas do PSD"…
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Fosse candidato o bastonário da Ordem dos Advogados, tudo seria mais fácil.
Aos domingos, dias de eleições, "os advogados são pessoas responsáveis e sérias"; às terças (mas as eleições nunca são à terça) é que são "especialistas" em ajudar "clientes a praticar actos ilícitos".
Ao menos com Marinho Pinto sabíamos com o que contávamos.
Manuel António Pina
in JN

Sem Palavras...

Professores em Manifestação...

Numa demonstração de enorme dignidade e de resistência cívica aos desmandos prepotentes da Maioria Absoluta do Partido Xuxialista ( não confundir com Socialismo e Solidariedade) do «inginheiro» Sócrates e da sua inseparável ( e inqualificável) ministra da (des)Educação Lurdes Rodrigues, mais todos os só-cretinos que os apoiam, cerca de 80.000 Professores e Educadores de todo o país estiveram no sábado na rua em Lisboa para dizer NÃO a esta política (des)educativa, em especial o Estatuto da Carreira Docente e o Modelo autocrático de Gestão das Escolas em vias de implementação.
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A realização de mais esta grande manifestação constitui uma prova inequívoca da rejeição de toda uma classe profissional pelas orientações políticas do actual Governo de Sócrates/Lurdes Rodrigues e um sintoma do mal-estar, descontentamento e divergência da população em geral face às decisões e medidas tomadas pelo governo e o Partido que o sustenta.
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A luta dos professores, ao longo dos últimos tempos é também um exemplo a ser levado em conta por todos os trabalhadores assalariados em defesa dos seus direitos e pela dignificação da sua profissão contra os abusos de poder e as interferências estranhas que nos querem impingir em nome do todo-poderoso mercado, e dos seus subprodutos ideológicos (ex: concorrência, competição, gestão unipessoal, avaliação de competências, hierarquização e segmentação profissional, etc, etc) que visam converter o ensino e a educação num negócio, funcionalizar (isto é, «menorizar») os professores e educadores, anular o direito à educação para todos, e impedir a construção de uma escola pública de qualidade.
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Porque uma escola pública democrática e de qualidade (inspirada na ética da dignificação e emancipação social, aspiração inerente a todos os indivíduos) é o contrário à escola-mercadoria com professores-funcionários que é próprio da educação mercantilizada ( inspirada nos valores do lucro, da rentabilização imediata, e da exclusão social de quem não tem dinheiro para pagar a sua educação...)
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Não à Escola ocupacional e massificadora para cidadãos apáticos e telecomandados.
Sim à Escola democrática de qualidade, formadora de indivíduos livres e activos com consciência crítica
in Blog A Sinistra Ministra

Movimento pela igualdade...

Foi apresentado ontem o "Movimento pela igualdade", que pretende juntar várias personalidades, de diferentes áreas sociais, com um objectivo comum: defender a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
São várias as pessoas que subscrevem um texto comum que apela ao fim da discriminação: da direita à esquerda, da política, do espectáculo, da música e das artes, da ciência, da medicina, do jornalismo, do desporto, entre muitos nomes que chegam ao milhar.
O nascimento deste movimento tem um significado especial: tornou-se urgente acabar com esta discriminação na lei. O heterossexismo da legislação actual não é sustentável, nem mais um minuto. E de tal forma é imperativa esta mudança, que já não existem subterfúgios ou alternativas, já não há lugar para "uniões menores" ou casamentos interditos à adopção. Igualdade total, igualdade já.
O debate já vai longo e, desta vez, o PS já não pode argumentar que é necessário um "grande debate nacional sobre o tema". Este é o tempo de se definirem posições - ou a igualdade ou discriminação. E igualdade só tem um significado no momento actual: casamento igual para tod@s, sem nenhuma diferença.
Sócrates já propagandeou a inclusão desta medida na sua moção ao Congresso do PS (3 meses depois de a ter chumbado no parlamento). Mas Sócrates e o PS têm um problema: não são de confiança.
O Sócrates desta promessa é o mesmo Sócrates que aprovou um código de trabalho absolutamente contraditório com aquilo que tinha "prometido" enquanto era oposição e enquanto era candidato.
O Sócrates desta promessa é o mesmo Sócrates que prometia a criação de 150.000 novos postos de trabalho e vemo-nos hoje perante a maior taxa de desemprego da última década.
O Sócrates desta promessa é o mesmo Sócrates de tantas outras que o traem hoje na sua própria confiança e que não lhe autorizam a propaganda da igualdade em troca de uma qualquer maioria absoluta.
Com Sócrates tudo pode acontecer: bloco central, maioria absoluta PS-CDS, maioria relativa com "queijos limianos" da direita ou mesmo a maioria absoluta de novo e muito falta de coragem para acabar com esta discriminação.
E é nestes cenários, todos misturados ou não, que a promessa do casamento entre pessoas do mesmo sexo de Sócrates vale o que vale: não vale nada! E do PS só temos uma certeza: é que há bem pouco tempo rejeitaram vergonhosamente o casamento entre pessoas do mesmo sexo - o resto é propaganda falsa.
Quer o PS queira ou não, só há um partido que até hoje propôs e votou uma lei do casamento absolutamente igualitária (que não excluía a adopção): o Bloco de Esquerda, por duas vezes!!
Está na hora de percebermos onde está a confiança. E onde ela estiver, estará também o futuro. Está na hora da esquerda.
Bruno Maia
in Esquerda.Net

O malandro e as irmãs...

O sujeito está visitando o amigo que teve um acidente de carro e está temporariamente inválido. De repente o acidentado diz:
- Me quebra essa: eu deixei as pantufas lá em cima no meu quarto. Você não quer ir lá pegar prá mim, por favor?
Não dá para recusar este tipo de favor.
O sujeito sobe a escada e vai até o quarto do amigo.
E, de repente, a porta do banheiro se abre e duas garotas lindas saem, com apenas um robe suficientemente transparente para deixar-lhe entrever os tesouros que elas inocentemente deixaram à vista.
O sujeito, um paquerador inveterado, não perde a chance:
- Oi meninas, foi seu pai que me pediu para subir e transar com vocês!
As moças olham-se incrédulas:
- Ele nunca iria dizer isso!
- Lógico que disse! - responde ele - Querem ver?
E, gritando para o amigo lá embaixo:
- As duas?
- Claro que as duas - responde o amigo !

Ana Cristina Cesar...foi Poetisa Brasileira...

Ana Cristina Cruz Cesar nasceu no Rio de Janeiro, em 2 de junho de 1952.
Biografia
Filha do sociólogo Waldo Aranha Lenz Cesar e da professora Maria Luiza Cesar, era de uma família culta de classe média e protestante. Também conhecida pelos amigos como Ana C.,
Criou-se entre Niterói, Copacabana e os jardins do velho Bennet.
Tornou-se uma das principais poetas da geração mimeógrafo ou da chamada “literatura udigrudi” ou “marginal” da década de 70.Começou a escrever ainda criança - antes mesmo de ser alfabetizada, aos 4 anos, ditava poemas para que a mãe os escrevesse.
A escrita sempre lhe dominou a vida.Em 1969, viajou à Inglaterra em intercâmbio e passou um período em Londres, onde travou contato com a literatura em língua inglesa.
Quando volta da Inglaterra, com obras de Emily Dickinson (EUA), Sylvia Plath (EUA) e Katherine Mansfield (Nova Zelândia) na mala, dedica-se a escrever, traduzir e entra para a Faculdade de Letras da PUC do Rio, aos 19 anos.

Começa a publicar poemas e textos de prosa poética na década de 1970 em coletâneas, revistas e jornais alternativos. Seus primeiros livros, Cenas de Abril e Correspondência Completa, são lançados em edições independentes.
As atividades não param: pesquisa literária, um mestrado em comunicação na UFRJ, outra temporada na Inglaterra para um mestrado em tradução literária (na Universidade de Essex), em 1980, e a volta ao Rio, onde publicou Luvas de Pelica, escrito na Inglaterra.
Em suas obras, mantém uma fina linha entre o ficcional e o autobiográfico.
Suicidou-se em 29 de outubro de 1983, atirando-se do apartamento dos pais.
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Obra
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Poesia:
- A Teus Pés - (1982)
- Inéditos e Dispersos - (1985)
- Novas Seletas (póstumo, organizado por Armando Freitas Filho)
Crítica:
- Crítica e Tradução - (1999)
Variados:
- Correspondência Incompleta
- Escritos no Rio (póstumo, organizado por Armando Freitas Filho)
- Escritos em Londres (póstumo, organizado por Armando Freitas Filho)
- Antologia 26 Poetas Hoje, de Heloísa Buarque de Hollanda
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A Ponto de Partir
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A ponto de
partir, já sei
que nossos olhos
sorriam para sempre
na distância.
Parece pouco?
Chão de sal grosso, e ouro que se racha.
A ponto de partir, já sei que nossos olhos sorriem na distância.
Lentes escuríssimas sob os pilotis.

2 horas na praia...

Praia da Carihuela (Torremolinos) Passeio marítimo e a belíssima praia (com bandeira azul)
A praia numa Segunda...aos fins de semana quase não há espaço...
Temperatura: 33º...Água: ainda fria para o meu gosto...dá para uns mergulhos...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Pedido de Visto

Senhor Embaixador da Patagónia

Serve a presente missiva para lhe solicitar o obséquio de me fornecer com carácter urgente o Visto para a Terra do Fogo, que aguardo desde que Sócrates foi eleito primeiro-ministro do meu país.

Compreendo a hesitação e demora do seu consulado, na medida em que, ao notar o nome de quem governa o meu país, pensou tratar-se de um grego, mas não, embora realmente me sinta grego, não o sou.

Estou farto de me sentir grego sem o ser, só porque os meus conterrâneos decidiram escolher para primeiro-ministro uma criatura que pediu ao padrinho para lhe pôr aquele nome, com o intuito de não ser conhecido pelos apelidos da família nem ser confundido com tios, primos e outros parentes de que nem quer ouvir falar.

Para melhor esclarecimento deste equívoco informo que, embora me veja grego no meu país, sou da terra do Magalhães, do verdadeiro Magalhães que a sua terra conheceu há meio milénio mas o verdadeiro, o Fernão, não surja novo equívoco por pensarem que sou caixeiro viajante e vos quero impingir aquele brinquedo que o seu vizinho Hugo Chavez, furioso com o barrete que lhe enfiaram, atirou ao chão para mostrar que afinal sempre servia para alguma coisa.

Esclarecidos estes pontos prévios, informo que não pretendo um Visto de turista, nem de emigrante. Solicito que compreenda a minha absoluta necessidade de um Visto de residente temporário, embora sem termo certo, que é uma modalidade que por cá rivaliza com uma forma de exploração chamada recibo verde que afinal é azul, para não fugir à regra geral: dizer uma coisa e fazer outra.

Dou-lhe só mais um exemplo: se o senhor fosse conterrâneo do Magalhães – neste caso tanto faz que pense no Fernão ou no outro - e fosse depositar dinheiro ao banco presidido por um ex-secretário de Estado, um ex-ministro e conselheiro de Estado de que só saiu ao encontrão – das duas uma, ou era doido ou maluco. Porquê? Então não sabe que nesse tipo de bancos portugueses o dinheiro esfuma-se e quem fica a arder somos todos nós porque a tal criatura que pediu ao padrinho para lhe pôr aquele nome, resolveu nacionalizar os prejuízos, para serem os contribuintes a pagar o buraco de milhares de milhões e privatizar tudo o que dá lucro para agradar aos amigos que o apoiam e subsidiam.

Bem, julgo que o Senhor Embaixador já percebeu a razão imperiosa que me leva a pretender pirar-me daqui. Dou-lhe um último exemplo que elimina qualquer dúvida. Embora eu me veja grego há quatro anos, os meus conterrâneos andam todos contentes, o que é espantoso. Se tiver dúvidas, consulte:

http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2009N37

e veja se tenho ou não razão para me pirar daqui antes que os meus concidadãos decidam reencarnar o eremita de Santa Comba na tal criatura com que me vejo grego. É que, embora haja limite para mandatos presidenciais e autárquicos, o inquilino de São Bento pode transformar-se em proprietário do condomínio que é o que este pretende vir a ser, como fez o outro que lá esteve mais de quarenta anos.

Dia Mundial da Criança...

Após a 2ª Grande Guerra Mundial, as crianças de todo o Mundo enfrentavam grandes dificuldades, a alimentação era deficiente, os cuidados médicos eram escassos. Os pais não tinham dinheiro, viviam com muitas dificuldades, retiravam os filhos da Escola e punham-nos a trabalhar de sol a sol. Mais de metade das crianças Europeias não sabia ler nem escrever.
Em 1950, a Federação Democrática Internacional das Mulheres, propôs às Nações Unidas que se comemorasse um dia dedicado a todas as crianças do Mundo.
Os Estados Membros das Nações Unidas, - ONU - reconhecendo que as crianças, independentemente da raça, cor, sexo, religião e origem nacional ou social, necessitam de cuidados e atenções especiais, precisam de ser compreendidas, preparadas e educadas de modo a terem possibilidades de usufruir de um futuro condigno e risonho, propuseram o Dia 1 de Junho, como Dia Mundial da Criança.

Nunca é demais lembrar, até porque poucas vezes isso tem sido feito, quais os direitos que assistem especificamente às crianças, e que estão consagrados na Convenção sobre os Direitos da Criança que foi elaborada em 1989 pelas Nações Unidas, que tiveram em consideração, entre outras coisas, o indicado na Declaração dos Direitos da Criança, adoptada em 20 de Novembro de 1959 pela Assembleia Geral desta Organização, que dizia que “a criança, por motivo da sua falta de maturidade física e intelectual, tem necessidade de uma protecção e cuidados especiais...”.
A ONU reconheceu também que “em todos os países do mundo há crianças que vivem em condições particularmente difíceis e a quem importa assegurar uma atenção especial, tendo devidamente em conta a importância das tradições e valores culturais de cada povo para a protecção e o desenvolvimento harmonioso da criança e a importância da cooperação internacional para a melhoria das condições de vida das crianças em todos os países, em particular nos países em desenvolvimento.”
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Criança
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Criança, tu és o conforto
Criança, tu és o amor.
Tu, que tens alegria nos teus olhos
E que aos outros ofereces amizade;
Tu, que caminhas
Sem maus pensamentos
E que amas
Sem rodeios Vem ...!
Vem comigo.
Dá-me a tua mão.
Criança,
Tu és o símbolo
Do amor
Da paz
E da liberdade.
Tu és o fruto
Da inocência
E da pureza.
Criança
Ajuda-nos a construir
Um mundo bom,
Como tu
Estrela brilhante!

Por que Eva comeu e maçã


No início, Eva não queria comer a maçã.

- Come - disse a serpente - e serás como os anjos !

- Não - respondeu Eva.

- Terás o conhecimento do Bem e do Mal - insistiu a víbora.

- Não!

- Serás imortal.

- Não!

- Serás como Deus!

- Não, e não!

A serpente já estava desesperada e não sabia o que fazer até que teve uma ideia.

- Come Eva, que a maçã emagrece!

O efeito Sócrates...

Faltam poucos dias para as eleições europeias e as sondagens começam a mostrar quais são as intenções de voto dos indígenas dos 27 países da União Europeia. Na Espanha do Bambi Zapatero, grande amigo do presidente do Conselho cá do sítio, é muito natural que o Partido Popular vença as eleições.
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Na Grã-Bretanha do patético Gordon Brown, também ele da mesma família política do presidente do Conselho cá do sítio, começa a desenhar-se uma derrota histórica do Partido Trabalhista, com uma vitória estrondosa dos conservadores e um resultado impressionante de um partido que detesta a Europa todos os dias, incluindo domingos e feriados.
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Por cá, é tudo muito diferente. O Partido Socialista do senhor presidente do Conselho, do Vitalinas, do Vital e do Silva continua galhardamente à frente de todas as sondagens. As diferenças para o PSD de Manuela Ferreira Leite variam, mas o primeiro lugar, esse, ninguém o tira ao PS. Por isto ou aquilo, principalmente por aquilo, alguns resultados apontam para o chamado empate técnico entre os dois partidos.
Mas rapidamente aparecem as devidas correcções, para os indígenas perceberem, a bem ou a mal, normalmente a mal, quem manda cá no sítio e principalmente quem é, definitivamente, o grande líder que os salvará da crise, do desemprego, da pobreza, da depressão e de um futuro cada vez mais negro e miserável. E é assim que rapidamente aparecem novas sondagens em que o partido do senhor presidente do Conselho se distancia do PSD e ainda mais rapidamente surgem os politólogos e comentadores do costume a justificar esses surpreendentes resultados dos socialistas.
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Todos à uma, com a lição muito bem estudada, vêm dizer aos estupefactos indígenas deste sítio cada vez mais mal frequentado que as subidas do PS são provocadas pelo chamado efeito Sócrates. Isto é, sempre que o senhor presidente do Conselho vai berrar e suar a um comício uma parte do eleitorado comove-se e muda o seu sentido de voto mal uma empresa de sondagens o contacta para o telefone fixo.
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Acontece que o senhor presidente do Conselho não passa a vida fechado no seu gabinete a estudar documentos e a pensar na melhor forma de governar o sítio. Não. O senhor presidente do Conselho cá do sítio não governa, faz propaganda. E nos intervalos prepara a próxima acção de propaganda.
O chamado efeito Sócrates só existe na cabeça dos propagandistas do senhor presidente do Conselho e serve para disfarçar muitas mentiras.
António Ribeiro Ferreira
in CM

O Novo Terreiro do Paço...


Coisas do Arco-da-Velha...Música anti-Sócrates dos Xutos varrida da rádio...

O tema chama-se 'Sem Eira nem Beira', mas não há ninguém que não o conheça por 'Sr. Engenheiro'. É uma das faixas mais comentadas e cantadas na rua do último disco dos Xutos & Pontapés, lançado a 6 de Abril.
Mas, nas rádios nacionais só passou uma vez, uma única vez. Foi na Antena 3.

FCP ergue Taça de Portugal pela 14ª vez...

Será que o Sporting e o Benfica já desistiram???...

Os culpados do caso BPN...

O caso BPN não aconteceu após as revelações de Oliveira e Costa no Parlamento. O caso BPN não aconteceu após João Lobo Antunes, conselheiro de Estado e ex-mandatário da candidatura de Cavaco Silva, ter "aconselhado" Dias Loureiro a abandonar o cargo de consultor do presidente da República, invocando o "dever patriótico".Mas o caso BPN, para Dias Loureiro, só parece ter acontecido após esta dupla sucessão de acontecimentos.
Por mais que o ex-ministro do PSD alegue que a sua saída do Conselho de Estado andava a ocupar-lhe os pensamentos há duas semanas, custa acreditar que não o tenha feito por causa dos mais recentes episódios e por "sugestão" não declarada do presidente da República. Sobretudo, porque aquele sai-não-sai ameaçava empurrar para terrenos movediços a credibilidade de Cavaco Silva.
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Dias Loureiro não pode invocar, como fez, que decidiu o que decidiu (terá mesmo decidido?) por haver quem achasse que estava a escudar-se na imunidade do cargo para evitar uma qualquer convocatória judicial. Dias Loureiro não pode querer que o país acredite que teve, ao fim de este tempo todo, um rebate de consciência. E dizer deste tempo todo é dizer, como ele próprio sublinhou, "sete meses a ouvir tipos e notícias nos jornais". Dias Loureiro não é culpado de nada. Não foi constituído arguido nem considerado suspeito. Mas não o é hoje como não o era há sete meses. Por isso, é fácil concluir que saiu contrariado.
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Mas Dias Loureiro é apenas uma das pontas deste novelo. E não é pelo facto de Oliveira e Costa, na sua qualidade de presidiário, convém não esquecer, ter ido ao Parlamento verbalizar todos os ressentimentos que andou a acumular ao longo de meio ano nos calabouços da Polícia Judiciária que faz de um o bonzinho e do outro um impostor.
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O caso BPN é o resultado de uma gestão fraudulenta, mas de uma gestão fraudulenta colectiva. Não é produto de um homem só.De resto, não podia esperar-se que Oliveira e Costa tivesse dito aos deputados algo de muito diferente do que foi transmitido. Porque o ex-homem forte do BPN foi ao fundo, mas deixou bem claro que não quer lá ficar sozinho. Político e judicial, sem dúvida, o caso BPN é, também e muito, a história sul-americana de uns ex-comparsas agora desavindos que sabem muitos segredos uns dos outros.
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Não devemos, porém, distrair-nos do essencial: o dinheiro, onde pára o dinheiro? Sim, porque se estima que o Estado já tenha injectado, naquele banco mal gerido, qualquer coisa como 1,4 mil milhões de euros. Uma quantia descomunal que nem dá para mensurar. Para ajudar à festa, ontem, os responsáveis da Sociedade Lusa de Negócios vieram reclamar uma indemnização de 400 milhões de euros pela nacionalização do banco. Que o Governo não quer dar.
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Por isso, apurem-se as responsabilidades, esclareçam-se as manigâncias contabilísticas e as danças das off-shore, mas não se transforme este caso numa teia tão enredada de factos e sound bites que, no final, a sua génese fique ligada a um mau acompanhamento da supervisão bancária, ao efeito nocivo e sistémico do colapso dos mercados ou ao anticiclone dos Açores.
O caso BPN tem culpados.
E não são certamente os contribuintes portugueses.
Pedro Ivo Carvalho
in JN

Novos pobres...

Este ano fui um pouco mais generoso na contribuição para o Banco Alimentar Contra a Fome porque me lembrei do pobre dr. Vítor Constâncio e demais administradores do Banco de Portugal, que se queixam de que já não são aumentados desde 2005.
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Tão precária deve ser a situação de todos eles que os seus salários (ao contrário do que sucede, por exemplo, na Reserva Federal americana) nem são tornados públicos para lhes evitar a vergonha.No entanto, segundo a sua declaração de rendimentos de 2006, sabe-se que o dr. Vítor Constâncio ganha pouco mais de 23 mil euros por mês (o presidente da Reserva Federal ganha 15 mil).
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É certo que o dr. Vitor Constâncio tem direito a carro de alta cilindrada e motorista pagos pelos contribuintes, taxas de juro bonificadas e reforma ao fim de 5 anos, mas que é isso para um licenciado pelo ISCEF e ex-secretário-geral do PS?
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Por isso, mais louvável ainda é o desprendimento e apego à causa pública com que o dr. Vítor Constâncio e seus pares dolorosamente aceitaram prescindir este ano do aumento de 5% (mais 14 mil euros anuais) que chegou a ser anunciado.
Deus lhes pague.
Manuel António Pina
in JN

Mãe e Filha...

- Minha filha, as vizinhas andam a dizer que tu andas a deitar-te com o teu namorado!
- Ai mãe, as pessoas são tão faladoras, uma pessoa deita-se com um fulano qualquer e já dizem que é o namorado!

Clausewitz...foi um General Prussiano e Teórico da Guerra...

Carl Phillip Gottlieb von Clausewitz (Burg, 1 de junho de 1780Breslau, 16 de novembro de 1831) foi um militar Prússia (hoje parte da Alemanha) que ocupou o posto de general e é considerado um grande estrategista militar e teórico da guerra.Foi diretor da Escola Militar de Berlim nos últimos treze anos de sua vida, período em que escreveu a obra Von Kriege (Da Guerra), publicada postumamente.
Ficou conhecida a frase em que ele define a associação entre guerra e política: “a guerra é a continuação da política por outros meios”.
Especificamente, Clausewitz considerava fundamental que a Guerra estivesse sempre submetida à Política. Isto pois nenhuma guerra pode ser vencida sem a compreensão precisa dos objetivos¸ da disposição de meios¸ ao cálculo racional das capacidades e das oportunidades, estabelecendo os limites éticos ao uso da força, sempre submetida aos objetivos políticos estabelecidos.
Von Clausewitz é considerado um grande mestre da arte da guerra. Sua lições de tática e estratégia vão, porém, além dos exercícios militares propriamente ditos, para se constituírem, inclusive, numa profunda reflexão sobre a filosofia da guerra e da paz.
Essa reflexão contém observações éticas que são válidas para a formação militar em todo tempo, mesmo na ocorrência do que, nos nossos dias, veio a chamar-se "guerra interna". Para Clausewitz, a destruição física do inimigo deixa de ser ética, quando ele pode ser desarmado em vez de morto.
Defensor da superioridade da defesa e das capacidades defensivas frente ao ataque e capacidades ofensivas, a argumentação de Clausewitz comumente é sintetizada na noção de que o melhor ataque é uma ótima defesa.
Mais precisamente, Clausewitz demonstra a superioridade da defesa enquanto elemento de dissuasão e enquanto tática de combate, pois permitiria, desde o desgaste do invasor em uma guerra de atrito, até a possibilidade de escolha do momento correto para contra-atacar as forças adversárias.