sexta-feira, 1 de maio de 2009

Porque sem Forças Armadas não há Estado...

Junta-se a ligação para o Artigo do TGEN Silvestre dos Santos, membro do Conselho Deontológico da AOFA, publicado no Diário de Notícias em 27ABR09.

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O processo de aprovação do RDM em curso na CDN prosseguirá no dia 05MAI09.

Até ao artigo 50º, o processo já está consumado. Apesar de não se conhecer em detalhe o resultado e alguns aspectos terem ficado para momento posterior, sabe-se que as principais preocupações dos militares não foram atendidas.

Não deixa de ser curioso e estranho ao mesmo tempo, que os arautos da defesa dos artigos 1º e 2º (Conceito de Disciplina e Bases da Disciplina) do actual RDM, sejam as Associações Profissionais de Militares e em particular a AOFA, que formalizou oportunamente o apelo às Chefias Militares, para o seu empenho na defesa dos valores militares subjacentes ao conceito e bases da disciplina militar, hoje consensualmente aceites. A superioridade ética e deontológica destas organizações fica assim bem patente.

Para se entender melhor o que está em causa nesta proposta do Governo, recorda-se a seguir os artigos 1º e 2º do RDM, destacando-se alguns dos valores que o presente projecto em aprovação pretende eliminar, o que evidencia as profundas alterações éticas e morais que se visa impor na sociedade e no regime.

Na prática, o Poder Político, com a anuência das Chefias Militares, vem eximir a responsabilidade disciplinar militar das Chefias, o que poderá abrir caminho ao abuso de autoridade, conforme constitui norma nos regimes autoritários e ditactoriais.

Decreto-Lei n.º 142/77, de 09ABR

CAPÍTULO I

Disposições gerais

ARTIGO 1.º

(Conceito de disciplina)

A disciplina militar consiste na exacta observância das leis e regulamentos militares e das

determinações que de umas e outros derivam; resulta, essencialmente, de um estado de espírito,

baseado no civismo e patriotismo, que conduz voluntariamente ao cumprimento individual ou em

grupo da missão que cabe às forças armadas.

ARTIGO 2.º

(Bases da disciplina)

A disciplina deve encaminhar todas as vontades para o fim comum e fazê-las obedecer ao menor

impulso do comando; coordenando os esforços de cada um, assegura às forças armadas a sua

principal força e a sua melhor garantia de bom êxito. Para que a disciplina constitua a base em que

judiciosamente deve afirmar -se a instituição armada, observar-se-á rigorosamente o seguinte:

1. Todo o militar deve compenetrar-se de que a disciplina, sendo condição de êxito da missão a

cumprir, se consolida e avigora pela consciência dessa missão, pela observância das normas de

justiça e do cumprimento exacto dos deveres, pelo respeito dos direitos de todos, pela competência

e correcção de proceder, resultantes do civismo e patriotismo que leva à aceitação natural da

hierarquia e da autoridade e ao sacrifício dos interesses individuais em favor do interesse colectivo.

2. Os chefes, principalmente, e em geral todos os superiores, não devem esquecer, em caso algum,

que a atenção dos seus subordinados está sempre fixa sobre os seus actos e que, por isso, a sua

competência, a sua conduta irrepreensível, firme mas humana, utilizando e incentivando o diálogo

e o esclarecimento, sempre que conveniente e possível, são meios seguros de manter a disciplina.

Serão responsáveis pelas infracções praticadas pelos subordinados ou inferiores, quando essas

infracções tenham origem em deficiente acção de comando.

3. O superior, nas suas relações com os inferiores, procurará ser para eles exemplo e guia,

estabelecendo a estima recíproca, sem contudo a levar até à familiaridade, que só é permitida fora

dos actos de serviço.

Tem ainda por dever curar dos interesses dos seus subordinados, respeitar a sua dignidade, ajudá-los

com os seus conselhos e ter para com eles as atenções devidas, não esquecendo que todos se

acham solidariamente ligados para o desempenho de uma missão comum.

4. Aos superiores cumpre instruir e exercitar os inferiores que sirvam sob as suas ordens no

conhecimento da legislação em vigor.

São responsáveis pelas ordens que derem, as quais devem ser em conformidade com as leis e

regulamentos, e, nos casos omissos ou extraordinários, fundadas na melhor razão. A obediência a

tais ordens será pronta e completa. Em casos excepcionais, em que o cumprimento de uma ordem

possa originar inconveniente ou prejuízo, o subordinado, estando presente o superior e não sendo

em acto de formatura ou faina, poderá, obtida a precisa autorização, dirigir-lhe respeitosamente as

reflexões que julgar convenientes; mas, se o superior insistir na execução das ordens que tiver

dado, o subordinado obedecerá prontamente, assistindo-lhe, contudo, o direito de queixa à

autoridade competente, pela maneira prescrita no artigo 75.º deste Regulamento.

5. A obediência é sempre devida ao mais graduado e em igualdade de graduação ao mais antigo.

Exceptuam-se os casos em que qualquer militar seja investido em cargo ou funções de serviço, em

relação aos quais seja determinado o contrário, por legislação especial.

Este RDM foi aprovado pelo Conselho da Revolução e promulgado pelo Presidente da República, General Ramalho Eanes.

Saudações cordiais,

Alpedrinha Pires

Presidente da AOFA

Recebido por email

Vital Moreira agredido na manif da CGTP

Cabeça de lista do PS às europeias alvo da fúria de vários populares

Vital Moreira, o cabeça de lista do PS às eleições europeias, foi esta tarde agredido em Lisboa, durante a manifestação da CGTP. O candidato independente tinha sido convidado pela Intersindical a participar nos eventos do Dia do Trabalhador e acabou por ser agredido por vários participantes na marcha promovida pela CGTP.
Tudo terá acontecido, quando o cabeça de lista socialista às europeias, com toda a delegação do PS, pretendia, como faz habitualmente todos os anos, apresentar cumprimentos à direcção da central sindical.
Apesar das tentativas dos dirigentes da CGTP em protegerem Vital Moreira, estes não conseguiram evitar o incidente.
Segundo avança a agência Lusa, o candidato rosa foi empurrado, cuspido, insultado e, em várias ocasiões, agredido com murros na cabeça e nas costas. Acabou por ser obrigado a abandonar o local ouvindo gritos como: «traidor», «mentiroso» e «vai-te embora».
Ouvido pelos jornalistas, no local, Vital Moreira referiu que «apesar de não se tratar assim um convidado», não se arrepende de ter assistido à marcha sindical, que se dirige para a Alameda D. Afonso Henriques. Por seu lado, os dirigentes da CGTP apresentaram o seu pedido de desculpas ao candidato e a toda a comitiva do PS, que incluía também os dirigentes socialistas Vítor Ramalho e Ana Gomes.

O sectarismo dos energúmenos que tomaram esta atitude, é inaceitável. É nas eleições livres e democráticas que os cidadãos dignos desse nome escolhem e votam em quem muito bem entendem. Atitudes destas não têm desculpa.
Embora nada tenha a ver com o PS, apresento a minha sincera solidariedade a Vital Moreira.
Álvaro Fernandes

Curta metragem com telemovel foi vencedora

O Tropfest é dos maiores festivais de curtas metragens do mundo.

Começou há 17 anos atrás em Sydney e no ano passado teve a sua

Primeira edição em Nova Iorque.

O vencedor do ano passado foi este filme filmado com um telemóvel e com um orçamento de USD 40.


Coisas do Arco-da Velha...Câncio queixa-se de jornalista...

Fernanda Câncio fez queixa à Comissão da Carteira Profissional dos Jornalistas (CCPJ) contra um jornalista do Correio da Manhã por este se ter referido a ela como "namorada de ..."O artigo em causa, publicado a 5 de Abril, versava sobre as críticas de Câncio proferidas no programa ‘A Torto e a Direito’, da TVI24, sobre a investigação jornalística ao caso Freeport, e mencionava, em antetítulo, "Namorada defende Sócrates".
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Jornalistas de outras publicações foram também alvo de queixas semelhantes. O CCPJ determinou a "abertura de procedimento disciplinar" invocando que "o referido comportamento é passível de configurar a violação ao disposto na alínea h) do nº 2 do artigo 14º do Estatuto do Jornalista".O qual defende "preservar, salvo razões de incontestável interesse público, a reserva na intimidade, bem como respeitar a privacidade de acordo com a natureza do caso e a condição das pessoas".
in CM
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Esta rapariga é tonta...afinal, é ou não é a namorada do engenheiro ???...
Ou é tudo só para "tapar o sol com peneira"???...
Isto de processos está a ser prática comum no nosso primeiro e "gajada" que o rodeia...

Manuela Moura Guedes em versão Asiática...

O triunfo dos porcos...

Confessem, prezados leitores: têm a certeza absoluta de que não cheiraram ninguém hoje? Ninguém mesmo, nem meia-pessoa sequer? Não cheiraram ninguém nas últimas semanas, ou nos últimos meses?
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Podem garantir então com infalibilidade governativa que não passaram as vossas sensíveis fossas nasais por nenhum sistema fecal suspeito? E já agora, quantos porcos conhecem? Quando foi a última vez que estiveram olhos nos olhos com um? Desculpem perguntar, mas por onde têm andado? Viagens a Cancún, empregadas mexicanas, primos em Tegucigalpa? Precisamos saber tudo.
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Porque, vocês compreendam: nós queremos segurança, pelamo-nos por segurança. Os aeroportos já nos protegem de terroristas árabes. A ASAE defende-nos de restaurantes assassinos. Schengen é a nossa muralha contra imigrantes. Doenças, só as do sexo. Nem uma simples febre. Estava pois tudo tão arrumadinho, tão calculado até se ouvir soar o alarme. E o alarme tinha nome: os porcos. Esqueceram-se dos porcos. Pensaram nas vacas e nas aves, mas não nos porcos. Quem é que se iria lembrar agora que o perigo são os porcos? Só nos faltava mais esta.
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Talvez toda a razão esteja do lado de José Saramago. Ontem, no DN, o nosso escriba nobelizado avançou com uma explicação persuasiva para o surgimento da gripe suína. A culpa, diz Saramago, é do capitalismo pecuário. Durante anos, os porcos habitaram em condomínios de granjas espaçosas e bem-tratadas. Hoje são 65 milhões de porcos obrigados a partilhar pão e leito num número exíguo de pocilgas.
Resultado: o mundo já fede.
Ou, por outras palavras, fizemos merda.
Eu não sei nada. O que sei é que a confortável ilusão de segurança e invulnerabilidade com que nos habituámos a viver não passa disso mesmo: uma ilusão.
Pedro Lomba
in DN

Abusos do PS na Educação...

A deputada Ana Drago interveio no parlamento para condenar a tentativa de incriminação dos professores de Fafe como sendo os mentores do protesto dos estudantes e o uso abusivo de imagem das crianças da Escola de Castelo de Vide num tempo de antena do PS

RECORDANDO... 1º DE MAIO 1974...

O dia em que verdadeiramente caiu o fascismo em Portugal
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O povo saiu à rua para ver e ouvir Álvaro Cunhal e Mário Soares juntos, unidos por um dia. A Revolução de Abril conquistava em Maio, em Lisboa e no resto do País, "conteúdo social e de esquerda". Será possível hoje, em tempo de crise, recuperar essa unidade esquecida?
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O escritor Urbano Tavares Rodrigues, subitamente, viu-se beijado por mulheres que nunca antes tinha visto. "Elas conheciam-me, saíam do meio da multidão e vinham beijar-me: sentiam que deixavam de ser escravas." Além dos afectos imprevistos, no "inesquecível" primeiro dia de Maio de 1974, trocaram-se flores, sorrisos, a urgência da revolta. A esquerda irrompe unida, breve namoro.
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Naquele dia "em que Lisboa enrouqueceu de alegria", titulava o JN, o autor de Bastardos do Sol caminhava ao lado de Álvaro Cunhal e Mário Soares, acabados de regressar do exílio. "Pensei que ali se abria o caminho para uma democracia avançada", conta. "Pensei que era possível, sou muito ingénuo", ironiza o escritor.A unidade da esquerda depressa se esfumava - as vias para a consolidação da democracia divergem.
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Fugaz a confluência à esquerda, mas o Primeiro de Maio de 1974, feriado nacional obrigatório por decreto da Junta de Salvação Nacional, é momento decisivo na Revolução. Mário Soares pressentiu isso no momento, e disse-o, quando usou da palavra, aos milhares de manifestantes: "No dia 25 de Abril derrubou-se, pela intervenção das Forças Armadas, o regime, o governo fascista, mas foi aqui que nós verdadeiramente destruímos o fascismo!"
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O líder do PS, refere José Medeiros Ferreira, chamava assim os partidos para "uma aliança interpartidária, civilista, como motor da Revolução". O PCP, segundo o historiador, "prefere, além da aliança interpartidária, uma aliança com Movimento das Forças Armadas".Caminhos diferentes, e, desse modo, iriam continuar. Todavia, esse facto não retira força ao "inesquecível" Dia do Trabalhador, comemorado com imensa participação em todo o País. O povo saiu à rua e, na análise de José Medeiros Ferreira,"dá um conteúdo social e de esquerda à Revolução, que não teve no início, nos cinco dias seguintes após a derrota da Ditadura" salazarista. Ou seja: "O modelo social português, saído do 25 de Abril, nasce no Primeiro de Maio de 1974."
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A História nunca se repete. Mas, por vezes, certos reencontros parecem inevitáveis. Será possível unidade à esquerda como em Maio de 1974? "Não é difícil conceber um novo arranjo político em Portugal", diz Medeiros Ferreira. "Tudo depende dos resultados eleitorais: está tudo em aberto depois das eleições de Outubro."
in DN

1º de Maio...Dia do Trabalhador...


Um bom e feliz dia do TRABALHADOR...

Viva o 1º de Maio

Hoje, dia 1º de Maio de 2009, os trabalhadores do nosso País, voltam a sentir o jugo do capitalismo, da banca corrupta, agiota e exploradora , de governos cúmplices dos senhores da guerra que assola os quatro cantos do mundo – com as mais demagógicas e esfarrapadas explicações – com os efeitos de sempre:

Desemprego, miséria, injustiça social, desrespeito pelos Direitos Humanos e sempre, sempre em proveito dos que vivem sem nada produzir, à custa de quem trabalha.

Há 35 anos o nosso Povo desceu à rua.

Este ano, tem tanta ou maior razão para o fazer.

BASTA!

Álvaro Fernandes



Meu Maio
A todos
Que saíram às ruas
De corpo-máquina cansado,
A todos
Que imploram feriado
Às costas que a terra extenua –
Primeiro de Maio!
Meu mundo, em primaveras,
Derrete a neve com sol gaio.
Sou operário –
Este é o meu maio!
Sou camponês - Este é o meu mês.
Sou ferro –
Eis o maio que eu quero!
Sou terra –
O maio é minha era!

Vladimir Maiakovski

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