Agora que o ME divulgou novos programas de Português preconizando que, no final do Ensino Básico, os alunos devem ser capazes de produzir "textos coesos e coerentes" e "correctos em português padrão", o caso da DREN continua a ser exemplar do "português padrão" em uso no ME e do nível de exigência do Ministério em relação à avaliação das "competências" dos seus altos (ou baixos, sei lá) funcionários.Depois do histórico ofício sobre os "Magalhães", a directora de Educação do Norte (que é suposto ter concluído o Básico) escreve agora, em novo ofício, coisas "coesas e coerentes" como:
"Sendo certo que muitos docentes não se aceitam o uso dos alunos nesta atitude inaceitável"; ou: "a sua [da escola] missão de processos de socialização"; ou: "razão central porque", e por aí fora.
Pelos vistos, as palavras e a gramática insistem em não respeitar a autoridade da senhora directora e, folionas (o ofício é, apropriadamente, sobre o Carnaval), fazem dela gato-sapato e escrevem-se como muito bem lhes apetece.
Eu já lhes teria posto, como ao outro da piada sobre a licenciatura, um processo disciplinar.
Manuel António Pina
in JN
Será que esta sr Margarida não tem lá na DREN uma simples escriturária com uma 4ª classe bem tirada que lhe corrija os ofícios antes de virem a público? O nível a que alguns dos nossos dirigentes chegaram! Nem tentam disfarçar a ignorância tão inchados que andam de poder.
ResponderEliminarSugiro à srª Margarida que peça à respectiva ministra da educação, o envio - para tradução - dos seus ofícios, despachos e circulares, ao engenheiro que teve boa nota em inglês técnico. Sabemos que ele confia e é amigo de ambas.
ResponderEliminarDepois convém envia-los pelo mesmo fax em que o tal engenheiro passou nesse exame.
Talvez, assim, as escolas compreendam, em inglês técnico, os textos que a exmª directora-geral produz.