
No dia 13 de Julho de 1958, fez a semana passada 50 anos, o Bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes, enviou a Salazar, então chefe do governo, uma carta que teve o efeito de uma bomba.
Pela primeira vez, um alto dignitário da Igreja Católica portuguesa, e responsável pela diocese da segunda maior cidade do país, manifestava a sua oposição ao governo, afirmando frontalmente que “temos de ser francos, talvez brutais”, para, entre outras criticas desabafar:
“Não poderei dizer o quanto me aflige o já exclusivo privilégio português do mendigo”.
Com 20% de portugueses no limiar da pobreza, o desemprego acima dos 7,5%, as famílias asfixiadas em dívidas e devolvendo aos bancos as casas que não conseguem pagar, a classe média a pedir socorro à misericórdia para alimentar os filhos, parece que regressou o tal privilégio mendicante português
Que diria, se ainda estivesse entre nós, D. António ao actual chefe do governo?
Álvaro Fernandes
D. António se cá voltasse diria ao sr Pinto de Sousa que isto assim não pode continuar. Não tarda estamos no tempo da "outra senhora" com algum pessoal a ir à "sopa do sidónio". Está mal ,está mal!
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